— E aí, amor? — soltei num sussurro rouco, quebrando o silêncio do quarto. — Me conta a real. O que achou daquela loucura lá na sauna?
A Karine demorou uns segundos para reagir. Soltou um suspiro daquele tipo que pesa a consciência antes de virar o rosto na minha direção.
— Achei errado pra caralho... Um absurdo total, pra falar a real — ela murmurou, na defensiva. — A gente não devia ter entrado nessa pilha. Não sei que porra passou pela minha cabeça para aceitar a tua insistência e a do Eduardo.
— Tá bom, na teoria a gente sabe que é errado. Mas larga de marra e me diz: mesmo achando errado, você não sentiu nem um pingo de tesão ?
Ela fechou o bico e ficou em completo silêncio. Quando finalmente abriu a boca, o tom de voz mudou, perdendo a pose de brava e assumindo um misto de confusão e fascínio:
— Olha... sendo muito sincera contigo? Na hora H, com a minha mão empurrando aquela tora, tesão mesmo eu não senti, não — confessou ela, franzindo a testa. — Eu só queria que o tempo passasse correndo, tava com uma vergonha, morrendo de medo de pagar mico. Mas...
Ela engoliu em seco, e o corpo deu um arrepio gostoso sob o meu toque.
— Mas o que, amor? — instiguei, colando o meu rosto no dela.
— Mas teve umas paradas que me pegaram de surpresa — homem mais velho, da idade dele, eu jurava que ia estar com aquilo mole, meia-bomba ou dando trabalho. Mas nada a ver. O pau dele ficou duraço e latejando na minha mão. E... e confesso que deu um calorzinho sim, bem na hora que ele soltou e aquela rajada de porra quente e grossa espirrou direto em cima da minha coxa e do meu braço.
Ela balançou a cabeça, meio incrédula com o que tava dizendo, e soltou um risotinho nervoso.
— E pior que eu achava que ia ser aquela aguinha minguada, sem graça... Mas não, ele jorrou pra caralho! Fiquei até assustada com o volume. Na hora que senti aquela meleca toda escorregando quente na minha pele, por um segundo eu senti que mais um pouco minha buceta iria ficar molhada.
Aproveitando o embalo da confissão dela, decidi virar o jogo para o meu lado e puxar a brasa pra minha sardinha.
— Quer dizer que você ficou reparando nos detalhes do Eduardo, né? — falei, dando um sorriso sacana. — Mas me conta: e você, o que achou da punheta que a Camila me deu lá na sauna? Deu uma invejinha ou gostou do show?
A Karine virou o rosto de volta para mim, estreitando os olhos, mas já deixando escapar uma risada curta.
— Ah, achei que você tava adorando seu safado, né? Ficou com aquela cara de bobo — alfinetou ela, dando um tapinha de leve no meu peito. — O que me impressiona na Camila é que tem aquele cabelão liso que desce até a bunda, qualquer um ia babar mesmo.
— Confesso que sim — ri baixinho, encostando a testa na dela. — Olhar para aquele cabelão e imaginar as coisas que da para fazer. hehe
Ela deu uma gargalhada abafada, balançando a cabeça com um misto de diversão e indignação.
— Seu safado... Não basta a baixaria de hoje, já tá fantasiando com a mulher dos outros, né? — murmurou, beliscando de leve o meu braço.
Vendo que o clima tinha ficado leve e que a muralha dela estava completamente no chão, resolvi esticar a corda para ver até onde conseguia chegar. Deslizei a mão pela coxa nua dela, fazendo um carinho lento, e lancei a cartada:
— Já que a gente tá nesse papo sincero... escuta aqui. Já que você quebrou o gelo hoje, será que você não topa fazer um esforço para eu receber mais umas punhetas da Camila?
A Karine ficou em completo silêncio. Senti o corpo dela tencionar por um segundo sob a minha mão, processando a ousadia do pedido. O quarto mergulhou num silêncio gostoso, cortado apenas pela respiração dos dois.
Depois de uns bons segundos matutando, ela soltou um suspiro manhoso, meio rendida, meio pensativa:
— Humm... não sei, hein... Quem sabe? Deixa eu pensar no caso... — murmurou ela, com a voz já carregada de sono. — Deixa eu dormir agora!
No dia seguinte, eu já acordei com a cabeça a mil, procurando qualquer brecha para receber de novo aquela punheta da mão macia da Camila — e, quem sabe, dar sorte de arrancar um boquete dela.
A oportunidade perfeita apareceu logo na noite seguinte. Estávamos reunidos na sala da cabana jogando cartas, bebericando e rindo, com o clima totalmente solto e entrosado. A Camila, parecendo disposta a apimentar as coisas de vez, soltou uma proposta no ar: jogar uma partida de canastra em que o casal perdedor teria que pagar um favor sexual para o outro.
De início, tanto eu quanto a Karine demos trás e relutamos em aceitar. A Karine, com um pé atrás depois da tensão da sauna, tentou pular fora, dizendo que não queria saber de confusão. Mas a Camila insistiu, garantindo que seria algo bem leve, sem nenhum absurdo. Vendo a insistência e já cedendo ao clima de aposta, a Karine acabou aceitando entrar na brincadeira.
O problema foi que o jogo não virou a nosso favor: a gente perdeu a partida de canastra. Ou seja, naquela mesma noite, teríamos que pagar o preço da aposta.
Foi aí que o Eduardo deu uma ideia que me deixou pasmo, pensando seriamente da onde ele tirou aquela fantasia, parecia que eu já havia passado por isso. Com um sorriso malicioso na cara, ele sentenciou o castigo: a Karine teria que dar banho nele. Primeiro, ela deveria lavar o pau dele por cima da sunga; depois, sem usar a técnica de punheta — fazendo questão de frisar que punheta estava terminantemente proibida, mas que se ela quisesse poderia usar qualquer outra tática para fazer o serviço —, ela teria que dar um jeito de fazer ele gozar ali mesmo no box.
E não parou por aí. Para completar a humilhação e a putaria, o Eduardo estipulou uma regra extra para mim: enquanto a Karine estivesse lá dentro cumprindo o desafio com o tempo cronometrado, o tempo que levaria para ele gozar, eu Vitor, teria que ficar completamente pelado no mesmo tempo, depois, do lado de fora da cabana, no escuro da noite, torcendo para nenhum vizinho ou funcionário do balneário aparecer e me ver naquele estado.
Sem ter para onde correr e derrotada pelas regras do jogo, a Karine bufou, levantou-se da cadeira cruzando os braços com aquela expressão de quem estava prestes a encarar um pelotão de fuzilamento, mas sem poder voltar atrás. Todos nós nos levantamos e seguimos em direção ao banheiro da cabana para acompanhar o desfecho da aposta.
O Eduardo entrou primeiro, vestindo apenas uma sunga preta, e já foi girando o registro do chuveiro até a água começar a cair forte e espalhar vapor pelo box. A Karine se aproximou vestindo um pijaminha eu logo protestei:
— Amor, vai demorar. Você não quer usar um biquíni para ficar mais sensual e ele gozar logo? Porque eu não quero ficar muito tempo lá fora! — protestei com ela, já imaginando o frio e o perigo de ser pego nu no escuro da área externa.
A Karine me olhou com uma expressão entre a indignação e o deboche, balançando a cabeça.
Pensei comigo mesmo: tô fudido, vou passar pelo menos uma hora inteira plantado naquele relento gelado.
Primeiro, a Karine tomou todo o cuidado do mundo para não se molhar inteira de cara. Ela pegou o sabonete líquido, fez uma espuma densa nas mãos e começou a ensaboar a sunga encharcada do Eduardo, esfregando com movimentos lentos e circulares por cima do tecido. O pau dele, óbvio, já estava duro que nem uma pedra, estufando a lycra e pulsando de tesão. Com uma falsa inocência cheia de malícia, ela meteu a mão por dentro da sunga, ensaboou os testículos pesados com calma e, bem na hora de subir, deixou propositalmente a cabeça daquela pica bater direto em seu queixo e nos seus lábios, sentindo a grossura e o calor da pica latejante.
Logo em seguida, fingindo um descuido com o chuveiro que despencava água morna, ela deixou o pijaminha curto encharcar de vez. Quando o tecido fino colou no corpo dela, saquei na hora a cartada mestre: como ela estava completamente pelada por baixo —, o pijama virou uma segunda pele transparente e colada. Cada curva dos seus seios fartos, o desenho exato da aréola e o contorno da sua buceta ficaram completamente expostos, criando uma visão tão gostosa que o meu próprio pau saltou duro e latejante dentro das calças.
A Camila, que estava ali do lado acompanhando cada segundo daquela putaria com os olhos brilhando de excitação, percebeu a minha reação na mesma hora. Com um sorriso predador, ela me abraçou pelas costas, colando o corpo quente no meu.
— Tá duro que nem pedra, seu safado? — sussurrou ela com a voz rouca, roçando os lábios no meu pescoço. — Deixa eu brincar um pouco com você enquanto você curte o show do camarote...
Sem esperar o meu consentimento, ela deslizou a mão por entre as minhas roupas, engoliu o meu pau inteiro com a palma da mão e já iniciou uma punheta forte, ritmada e cheia de fricção. Enquanto eu gemia abafado com o aperto gostoso da Camila, olhei de volta para o box: a Karine, percebendo o estrago que o pijama transparente estava fazendo, começou a rebolar e a se esfregar no box, sensualizando, exibindo o corpo molhado para o Eduardo.
Com o pijama molhado colado ao corpo, Karine se afastou do box enquanto Camila continuava me masturbando ao lado. Preocupado com a prenda no relento, eu cobrei pressa:
— Mexe nele direito, senão vou mofar lá fora!
Eduardo, ofegante, propôs um acordo: — Mostra a buceta para mim e te juro que acabo agora.
Irônica, Karine desafiou: — Se você gozar sozinho em trinta segundos, eu mostro. Fechado?
Ele agarrou o pau e disparou em uma punheta frenética enquanto ela contava, debochada. Aos trinta e dois segundos, Eduardo travou e gozou, perdendo a aposta.
Logo depois, gozei na mão de Camila. Nos secamos às pressas e cumpri minha pena: fiquei quatro minutos pelado no escuro da área externa, voltando para dentro aliviado por ninguém ter me visto.

