Seis meses após os acontecimentos do conto anterior, Lucas e Emily resolveram se mudar para longe, ainda no Brasil, para que ela pudesse cursar a faculdade com uma bolsa de estudos que havia conquistado. Portanto, nossas vidas mudariam radicalmente; e, praticamente um mês depois, passamos a conviver com muito mais frequência com os pais de Emily que antes não tínhamos muito contato.
Ele se chamava Eduardo, com 1,89 m de altura, 53 anos, loiro, olhos azuis e 94 kg. Parecia ser bem mais jovem pessoalmente e mantinha uma excelente forma física. Ela se chamava Camila, com 37 anos, uma mulher linda, corpo magro, 57 kg, 1,60 m de altura, seios médios de aparência bastante jovem e um cabelão espetacular até na bunda.
Eles não sabiam de nada da nossa relação com Lucas e Emily, então qualquer pista sobre aquele universo parecia impensável e distante. Na frente de estranhos ou de novos conhecidos, Karine mudava completamente de postura. Por mais que, entre quatro paredes, ela tivesse uma personalidade extremamente picante e sem limites, em público ela sabia se cuidar e mantinha uma postura impecável, elegante e reservada. Sempre que percebia que eu estava exagerando ou flertando com os limites de uma brincadeira perigosa, era ela quem puxava as rédeas e cortava o assunto na hora; nesses momentos, ela não tinha nada de liberal.
A gente estava criando uma intimidade bacana com Eduardo e Camila. Devido a toda essa afinidade que fomos construindo, resolvemos viajar juntos nas férias e alugamos uma cabana aconchegante em um balneário de águas termais.
O dia chegou e fomos em dois carros para conseguir levar mais coisas. Chegando lá, já havíamos reservado uma cabana com dois quartos de casal. Arrumamos tudo e começamos a curtir as férias. Estávamos sempre bem acompanhados de uma boa bebida — às vezes vinho, às vezes cerveja, caipirinhas, e por aí vai —, e a alegria era constante.
Em um dos momentos em que eu e o Eduardo ficamos sozinhos perto da piscina, começamos a comentar sobre as mulheres que desfilavam pelo balneário.
Nesse instante, passou uma morena novinha e gostosa para caramba. Fiz um sinal discreto para o Eduardo ver, e ele logo comentou, com um sorriso malicioso:
— Ohh lá em casa esse rabão!
Certo dia, com a bebida já fazendo efeito na cabeça, eu e ele ficamos sozinhos em um canto da piscina, aproveitando o clima mais tranquilo. Já era um pouco mais tarde quando a Karine veio nos chamar para voltarmos à nossa cabana.
Assim que ela se aproximou balançando o corpo com aquela postura elegante, o Eduardo olhou fixamente para ela, deu um sorriso de lado e comentou:
— Ohh lá em casa...
Eu não aguentei e caí na risada alta com a tirada dele, concordando na mesma hora. A partir daquele momento, a conversa mudou de rumo de um jeito natural e descontraído, e começamos a falar abertamente sobre as nossas mulheres, trocando aquela resenha típica de amigos que estão curtindo umas boas bebidas.
Então, com a intimidade nas alturas e a bebida fazendo ainda mais efeito, o Eduardo olhou para mim e soltou uma frase que quase me fez engolir a seco: ele disse que a Emily havia comentado com ele sobre os acontecimentos lá de casa. Na mesma hora, eu fiquei branco, pensando: "Puta merda, fudeu".
Mas, para o meu alívio, ele falou de um jeito leve, natural e até divertido, sem nenhum tom de julgamento ou repreensão. Vendo que ele não parecia bravo nem nada do tipo, fui relaxando aos poucos. Como ele comentou aquilo e deu uma pausa, resolvi puxar assunto para ver qual era a dele: — E aí, o que você acha disso tudo? — perguntei, tentando manter a calma.
Ele deu um sorriso torto, balançou a cabeça e respondeu que achava a situação bem estranha, mas confessou que, depois de tudo o que ouviu, não conseguia mais tirar a Karine da cabeça, por mais que amasse muito a esposa dele.
Eu ri disfarçando o nervosismo, soltei um suspiro de alívio enorme e concordei com ele, botando pano quentes na conversa. O clima voltou a ficar tranquilo, mas, dali em diante, a minha mente começou a trabalhar de outro jeito. Afinal, enquanto ele babava e pensava na Karine, eu mantinha meus olhos discretamente fixados na Camila, a esposa dele — uma verdadeira maravilha de mulher que também desfilava pela cabana.
Em uma das noites, resolvemos ir a uma festa na cidade, e as mulheres capricharam no visual de um jeito que nos deixou de queixo caído.
A Camila apareceu para matar a gente do coração: metida num body de renda preta e uma minissaia de couro envernizado colada na bunda e uma meia-calça trabalhada com simulação de ligas na coxa.
A Karine veio logo ao lado esbanjando puro pecado: top cropped de lantejoulas brilhantes, outra minissaia de couro justa, meia arrastão de trama larga e aquela cara de quem sabia exatamente o estrago que ia causar.
No início da festa, tudo parecia dentro da normalidade, mas, à medida que a bebida descia e a música embalava o ambiente, o clima esquentou. Na hora de trocar os pares para dançar, puxuei a Camila para perto de mim. Pude sentir o corpo dela colado ao meu, quente e balançando no ritmo pesado da música, enquanto o Eduardo não ficava para trás com a Karine na pista — ela, aliás, passava a metade do tempo tendo que abaixar a minissaia de couro que teimava em subir a cada balanço do quadril.
A gente já estava bem alto, com a bebida fazendo a cabeça. Eu e a Camila fomos os primeiros a cansar da dança; deixamos a pista e fomos nos sentar em umas cadeiras próximas à nossa mesa, enquanto o Eduardo e a Karine continuavam lá no meio, curtindo.
Foi aí que, no meio da penumbra e com o som abafado, a Camila deslizou a mão por cima da minha coxa, bem casual, e apontou para a pista:
— Olha lá o Eduardo, aquele safado...
Olhei na mesma direção e vi o braço do Eduardo colado na cintura da Karine, com a mão apalpando a bunda da minha esposa. Caímos na risada ali na mesa, fingindo que era a coisa mais normal do mundo.
Assim que a música acabou, o Eduardo e a Karine saíram da pista e foram direto ao balcão do bar pegar mais bebidas para a gente. A Karine já estava tão embalada pela bebida e pelo clima da festa que nem lembrou de puxar a minissaia para baixo, que continuava atrevidamente encolhida na cintura.
O Eduardo ficou esperando a uns dois metros dela, fingindo distração, mas com os olhos grudados no show. Quando a Karine se curvou levemente para pedir a bebida ao bartender, o tecido mínimo cedeu de vez: ela deixou à mostra a calcinha vermelha de renda, revelando o contorno exato e o volume da buceta dela, que ficava perfeitamente marcado e destacado pelo tecido cavado.
O Eduardo assistia a tudo aquilo de camarote, com a respiração pesada e a boca seca.
No dia seguinte, o sol já castigava lá fora e a ressaca era o de menos perto do clima que pesava no ar. Eu tava ali na varanda da cabana tomando um café preto para dar uma acordada, quando o Eduardo apareceu. Puxou uma cadeira, sentou na minha frente com aquela cara de quem tá tramando alguma e soltou o verbo direto:
— Mano... tenho que te falar uma real — começou ele, baixando um pouco o tom. — Fiquei completamente impressionado com a Karine. Aquela cena dela ontem no bar... caralho, aquilo não sai da minha cabeça.
Dei um gole no café, olhei pra ele de canto de olho e soltei um sorriso irônico:
— Sério, Edu? E tu me vem com essa do nada?
Ele passou a mão no cabelo loiro, deu um risinho nervoso e jogou a bomba:
— É o seguinte, cara... Tava pensando aqui: você topa dar uma apimentada nas coisas entre a gente? Tipo, um troca-troca com as patroas. Olha, eu conheço a Camila, ela é cabeça aberta pra caralho e, pelo pique que ela deu ontem, tenho certeza absoluta que se a gente jogar a ideia, ela topa na hora. E aí, o que me diz?
Fiquei uns segundos em silêncio, digerindo aquela porra toda. A fantasia que antes ficava só na nossa cabeça tava ali, escancarada na mesa.
— Porra, Edu... tu é foda, não perde tempo mesmo, né? — respondi, balançando a cabeça e rindo de nervoso. — Ideia pesada do caralho. Mas ó... não dá pra te dar a resposta agora. Preciso trocar uma ideia com a Karine primeiro, ver qual é o clima dela pra isso.
O Eduardo deu um tapinha no meu ombro, parecendo satisfeito por eu não ter mandado ele pra merda:
— Pensa com carinho, velho. Troca uma ideia com ela hoje ainda. Te garanto que vai valer a pena...
Mais tarde, quando a noite caiu e a gente ficou a sós no quarto da cabana, criei coragem e joguei a real para a Karine. Contei da conversa com o Eduardo, sem esconder muita coisa. A reação dela foi imediata e explosiva.
— Você tá maluco, amor?! — ela disparou, levantando da cama com os olhos arregalados, vermelha de indignação. — Troca-troca? Tá pensando o quê da minha vida? Nem fodendo, esquece isso! Não tem a menor chance, de jeito nenhum!
Ela cruzou os braços, andando de um lado para o outro no quarto, bufando de raiva e surpresa, enquanto eu tentava amenizar as coisas, dizendo que era só uma ideia do Eduardo, que ele tinha jogado no ar. Mas ela continuou irredutível, negando com veemência e dizendo que aquilo era absurdo.
No dia seguinte, encontrei o Eduardo na varanda e fui direto ao papo reto. Contei que a Karine tinha recusado a ideia do troca-troca completo, que ela era mais tradicional e que o assunto estava encerrado. O Eduardo ouviu, deu de ombros, mas logo emendou com uma cartada final:
— Poxa, cara... que pena. Mas escuta aqui, já que fechou a porta para o troca, faz uma última tentativa com ela. Pergunta se ela topa pelo menos uma brincadeira leve, só uma punheta trocada entre a gente para matar a curiosidade e todo mundo ficar satisfeito. Pergunta aí, não custa nada.
Mais tarde, aproveitei o momento em que estávamos só nós dois no quarto da cabana para jogar a proposta dele na mesa. A Karine ainda estava bem relutante, com aquela carinha fechada e irredutível. Mas, vendo que eu não parava de insistir no assunto e querendo dar um basta definitivo nessa história para a gente sossegar e nunca mais falar nisso, ela acabou cedendo a contragosto.
— Ai, quer saber? Quer parar de encher o saco com isso? — ela soltou, bufando e jogando as mãos para o alto. — Se for para acabar com essa merda de assunto de uma vez por todas, eu topo essa bobeira. Mas chega, hein!
Apesar de ter aceitado, dava para ver claramente o desespero disfarçado nos olhos dela. Aos 30 anos, com uma pessoa estranha e mais velha envolvida na história, a Karine estava morrendo de vergonha. Ela andava de um lado para o outro no quarto, mordendo os lábios, visivelmente aterrorizada com a ideia de brochar, de não dar conta da situação ou de fazer papel de boba na frente do Eduardo.
No dia seguinte, encontrei o Eduardo e soltei a novidade: disse que, depois de muita insistência, a Karine tinha topado a ideia da punheta trocada, só para matar a curiosidade e enterrar o assunto de vez. Ele abriu um sorriso enorme, achando o máximo, mas decidimos deixar em aberto, esperando o momento certo para dar o bote sem que ninguém ficasse com o pé atrás.
A oportunidade perfeita apareceu no dia seguinte. Alugamos uma tarde para usar uma sauna privativa que tinha no complexo das cabanas — um espaço reservado, com vapor, ducha e total privacidade.
De propósito, antes de sairmos do quarto, eu e o Eduardo combinamos a estratégia no mudo, apenas trocando olhares maliciosos: fomos completamente pelados por baixo dos roupões de banho, com tudo solto e pronto para o que pudesse rolar.
A pressão da Camila e a minha insistência deixaram a Karine sem saída. Soltando um suspiro pesado, derrotada pela vergonha e querendo apenas dar fim àquela situação toda, ela se levantou resmungando e foi se arrastando até o banco onde o Eduardo estava sentado.
— Vocês dois são uns loucos, juro por Deus... — ela murmurou, balançando a cabeça, sentando-se bem pertinho dele no banco de madeira úmida. — Mas que quede claro: é só isso, hein? Acabou aqui!
O Eduardo abriu um sorriso largo de orelha a orelha, mal conseguindo conter a euforia. Assim que ela se acomodou ao lado dele, ele abriu o roupão, deixando aquela tora latejante à mostra bem na frente dela.
A Karine virou o rosto na mesma hora, vermelha como um tomate, fechando os olhos com força de tanta vergonha, sem coragem nenhuma de encarar o tamanho daquilo. Mas, mantendo a palavra dada, ela estremeceu, respirou fundo para criar coragem, colocou a mão trêmula na coxa quente do Eduardo e foi tateando no escuro, guiada apenas pelo tato, até que seus dedos envolveram a grossura do pau dele.
Assim que encontrou o pau dele, o corpo dela deu um leve pulo, mas logo ela engoliu seco, firmou a mão e começou a bombear de leve, fazendo os primeiros movimentos de vai e vem, sentindo o calor e a rigidez pulsar bem na palma da sua mão.
Vendo a cena do lado, a Camila não quis ficar para trás nem perder o ritmo da brincadeira. Com um sorriso malicioso nos lábios e os olhos brilhando de tesão, ela se aproximou ainda mais de mim no banco de madeira.
— Ah, quer saber? Não vou ficar só assistindo a esse show — sussurrou ela, com a voz rouca por causa do vapor e da bebida.
Com uma delicadeza cheia de intenção, ela deslizou a mão por baixo do meu roupão. Os dedos dela encontraram as minhas bolas, apertando-as com uma firmeza gostosa que fez o meu corpo inteiro arrepiar. Em seguida, num movimento rápido e decidido, ela abriu o tecido do roupão, escancarando o meu pau totalmente duro bem na frente dela.
Sem perder tempo, a Camila envolveu meu pau com a mão, puxando a pele com firmeza e começando uma punheta ritmada e deliciosa. Ela mantinha os olhos grudados nos meus, lançando um sorriso safado e cúmplice, enquanto o calor da sauna e a respiração pesada da Karine logo ali ao lado transformavam aquele momento numa verdadeira perversão a quatro.
O calor da sauna, o atrito da mão da Camila e a tensão do momento fizeram com que eu não resistisse por muito tempo. Minha respiração acelerou e, em poucos segundos, gozei na mão dela, soltando um gemido abafado enquanto ela continuava apertando e tirando o restante da minha porra rindo baixinho com um olhar vitorioso.
Enquanto eu recuperava o fôlego recostado no banco, olhei para o lado. O Eduardo continuava firme, mas a Karine, já exausta de ficar naquela posição desconfortável e com a mão dormente de tanto bombear, começou a perder a paciência.
— Caramba, Eduardo... tu não vai acabar nunca? — reclamou ela, já bufando de vergonha e cansaço, querendo sumir dali o mais rápido possível.
Vendo que o amigo estava demorando e que a patroa estava quase desistindo, resolvi dar um empurrãozinho para o negócio andar: — Incentiva ele um pouco mais, amor... Faz o serviço direito para a gente ir embora.
A Karine me olhou com uma expressão de quem ia me matar, mas, decidida a acabar logo com aquilo de vez e se livrar daquela situação, resolveu apelar. Em um gesto impetuoso, ela tirou o roupão de uma vez só, ficando apenas com o biquíni cavado. Ela estufou os peitões fartos, jogando o corpo um pouco para a frente, deixando o Eduardo de camarote com a visão privilegiada daquele decote imenso e da bunda empinada no banco.
Disposta a encerrar o suplício, ela virou o corpo de lado, colando praticamente o peitoral nele. Os peitões balançavam pesados e livres a centímetros do rosto e do peito do Eduardo, enquanto ela aumentava o ritmo da mão, puxando o pau dele com mais força e velocidade, completamente entregue à loucura daquele momento.
O ritmo mais forte e a visão daquela loucura toda fizeram o Eduardo atingir o limite. Com um gemido sufocado que ecoou pelas paredes quentes da sauna, ele travou o corpo e gozou com força.
A rajada de porra espirrou quente, respingando direto no braço e espalhando-se por cima da coxa da Karine.
Ela fechou os olhos por um segundo, respirando fundo com uma mistura de alívio e vergonha, vendo o líquido branco escorregar pela sua pele. Assim que o Eduardo relaxou os ombros e tirou as mãos de cima, a Karine soltou um suspiro pesado, puxou o roupão de volta às pressas para se cobrir e deu um tapinha de leve na perna dele, bufando:
— Pronto! Promessa cumprida. Agora chega, vamos embora daqui antes que eu enlouqueça de vez.
CONTINUA...



