Depois de alinhar tudo com a Karine, chamei o Lucas para vir até a sala. O guri apareceu com a cabeça baixa, ainda tenso e com aquela expressão de quem achava que ia ser escorraçado de casa.
Fiz questão de manter um tom sério, firme, mas de "aliado":
— Escuta aqui, Lucas. Você perdeu a linha hoje. Agir daquele jeito, pegando a tia de surpresa e forçando um beijo, deixou ela assustada de verdade. Se você continuar com essa afobação de moleque, as mulheres vão simplesmente enlouquecer e querer você longe, entendeu? Não é assim que funciona.
O guri engoliu em seco, olhando para o chão, com as mãos nos bolsos:
— Desculpa, tio... É que eu perdi a cabeça, eu não aguentei...
— Eu sei que a tentação é grande, mas você tem que aprender a jogar o jogo — continuei, me inclinando um pouco para frente. — Na cabeça dela, transar está totalmente fora de cogitação, ela não vai permitir isso de jeito nenhum. Só que... conversando agora, eu descobri que existem outras coisas que ela pode vir a autorizar, desde que você saiba ter paciência e cumprir as regras.
Os olhos do Lucas brilharam na hora, a esperança voltando com força total.
— Sédio, tio? O que ela deixa?
— Olha, ela não sabe que eu tô te contando isso, hein? Isso aqui fica entre a gente, é segredo de homem. São dicas e ensinamentos meus para te ajudar — menti com precisão, aumentando o drama e colocando o guri totalmente na minha mão. — Ela pode topar deixar você mexer mais, chupar os seios dela, apertar, talvez até tocar mais embaixo com a mão... mas só quando ela estiver no clima, quando você merecer e pedir com jeito. Nada de beijo à força ou ataque surpresa, ou a porta se fecha para sempre. Entendeu o recado?
O guri balançou a cabeça veementemente, respirando aliviado e com um sorriso maroto surgindo no canto da boca:
— Entendi perfeitamente, tio! Juro que não faço mais isso. Vou ser paciente e obedecer certinho. Valeu mesmo pela moral!
— Beleza. Agora vai lá pra sala, finge que tá tudo normal e espera a próxima oportunidade — encerrei, vendo o guri voltar para o sofá completamente dominado pela nossa estratégia, achando que tinha ganhado um mapa do tesouro secreto.
Dois dias se passaram desde a bronca e o acordo secreto que fiz com o Lucas. A dinâmica na casa, no entanto, deu uma guinada estranha que nenhum de nós esperava.
O guri seguiu o meu conselho à risca, mas foi além do que eu imaginava: ele se fechou completamente. Na mesa de jantar, não olhava nos olhos da Karine; na sala, ficava focado na televisão e sequer esboçava uma gracinha ou tentava se aproximar. Ele virou um poço de silêncio e frustração contida.
A Karine, que estava acostumada a ver o sobrinho babando, correndo atrás e tentando tocá-la, começou a se sentir incomodada com aquele gelo repentino. Para quem gostava de exercer poder e manipulação, ser ignorada pelo guri feriu a vaidade dela.
Era uma noite de terça-feira. Eu tinha ido até a garagem ajeitar umas ferramentas, deixando os dois sozinhos na sala por alguns minutos — a deixa perfeita que a Karine aproveitou para confrontar a situação.
O Lucas estava sentado no canto do sofá, com os braços cruzados e a cara fechada, fingindo assistir ao jornal. A Karine desligou a televisão com o controle remoto, cruzou as pernas e o encarou fixamente:
— Ó, Lucas. Chega dessa palhaçada. Tá achando que eu não tô percebendo esse teu bico há dois dias? Fica aí mudo, parecendo um zumbi. Fala logo: o que tá passando nessa tua cabeça sobre tudo o que tem acontecido entre a gente?
O guri respirou fundo, soltou um suspiro pesado e encarou o chão antes de responder com a voz rouca, carregada de frustração genuína:
— O que o senhora quer que eu diga, tia? Para mim já deu. O tio me deu as dicas, eu tentei, mas é impossível. Ficar perto da senhora, ver a senhora daquele jeito, saber que eu não posso ter nada... Isso tá me deixando maluco. É tortura demais para mim. Quer saber? Decidi que chega. Não vou tentar mais nada, vou ficar na minha e fingir que nada disso existe.
A franqueza do guri pegou a Karine de surpresa. Ela esperava birra, mas não aquela renúncia fria. Por dentro, o ego dela deu um estalo: ela percebeu que o jogo de dar e tirar estava funcionando demais, a ponto de apagar o garoto. Ela não queria que ele desistisse; ela só queria continuar no controle.
Decidida a dar uma migalha estratégica para reascender a chama do sobrinho — e lembrando-se exatamente das regras que havíamos estipulado —, a Karine mudou a postura na hora. O semblante severo derreteu para um sorriso cúmplice e provocante.
Ela se levantou do sofá, caminhou lentamente até onde ele estava sentado e parou bem em frente às pernas do guri. Sem dizer uma palavra, ela abriu os primeiros botões da blusa solta que usava, deixando o colo à mostra.
O Lucas arregalou os olhos, o corpo tensionando instantaneamente, mas ele manteve a pose de zangado, cruzando os braços de novo e virando o rosto para o lado:
— Eu disse que não vou mais atrás, tia... Para com isso.
A Karine deu uma risadinha gostosa, segurou o queixo do guri com delicadeza e forçou o rosto dele a olhar para ela, sussurrando bem perto da boca dele, quebrando todas as barreiras:
— Deixa de ser dramático, menino... Quem foi que disse que você não pode ter nada? Só porque eu botei regras, não significa que eu não saiba recompensar quem se comporta.
Ela pegou a mão trêmula do Lucas e, devagar, sem pestanejar, colocou a palma da mão espalmada bem em cima do seio dela, por dentro da blusa aberta, sentindo o calor da pele.
— Tá vendo? Isso aqui tá liberado dentro das regras que eu decidi. Mas ó... só porque você foi um bom menino e ficou quietinho. Aproveita, porque daqui a pouco o teu tio volta da garagem e o recreio acaba.
O Lucas sentiu a respiração falhar e o coração disparar a mil por hora. O gelo derreteu na mesma hora, e com um gemido abafado de alívio, ele apertou o seio macio da tia, completamente rendido de novo ao jogo dela, exatamente como a gente planejou.
Uma semana havia se passado desde o acordo. Era uma sexta-feira à tarde e eu tinha saído para buscar umas peças, deixando os dois sozinhos de propósito.
O Lucas estava sentado à mesa da cozinha mexendo no notebook quando a Karine passou por ele usando apenas uma calcinha de algodão cinza e uma regata curta, sem sutiã. Ela fingiu um leve tropeço de propósito, deixando uma toalha cair bem em cima do teclado.
— Me ajuda a pegar aqui, Lucas? Minha lombar tá travada — pediu ela, curvando-se de costas para a mesa e empurrando a bunda a centímetros do rosto do garoto.
Lembrando-se estritamente das regras do jogo, o Lucas não tentou agarrá-la. Ele pegou a toalha e deslizou a mão de leve pela coxa nua dela. Aprovando a cautela, a Karine se virou, apoiando os quadris no espaço entre as pernas abertas dele na cadeira.
— Vejo que aprendeu a lição. Já que tá se comportando, faz aquela massagem — sussurrou ela, inclinando os seios fartos perto do rosto dele.
O Lucas encaixou as mãos na cintura dela e começou a massagear os ombros. Vendo a obediência do guri, a Karine decidiu ir um pouco além, mas mantendo o controle total da situação. Com um sorriso desafiador, ela mesma pegou as duas mãos do guri: direcionou a mão direita dele por dentro da regata para apertar o seu seio esquerdo, enquanto a mão esquerda ela guiou por baixo da calcinha cinza, colando os dedos dele bem em cima da buceta dela, que já estava encharcada de tesão.
Ela fechou os olhos, soltou um gemido manhoso e sussurrou no ouvido dele:
— Isso... segura meu peito e toca aqui embaixo bem devagar, com carinho, do jeito que eu gosto. Mas ó, sem afobação, hein? Só pra você saber o que é meu, dentro das regras.
O Lucas fechou os olhos com força, sentindo o calor e a maciez do corpo dela em pontos duplos, massageando com cuidado extremo para não perder o privilégio. Depois de alguns instantes daquele êxtase controlado, a Karine deu um tapinha leve nas mãos dele, recuou com um sorriso vitorioso e ajeitou a roupa:
— Pronto, o recreio acabou por hoje. Volta pro teu trabalho, garoto.
Assim que abri a porta da frente e entrei em casa, a Karine veio me receber no corredor. Ela estava com um sorriso meio culpado no rosto, mordendo o lábio, ansiosa para me contar o que tinha acontecido enquanto eu estava fora.
Sentamos na beirada da cama no quarto e ela despejou tudo: contou como provocou o Lucas na cozinha, como guiou as mãos dele — uma no seio e a outra direto na buceta — e como cortou o barato dele logo em seguida para manter o controle.
Eu cruzei os braços, encostei na cabeceira e soltei um sorriso de canto de boca, arqueando a sobrancelha:
— Olha só... Que safada você virou, hein, amor? Você quebrou uma das regras principais. A gente tinha combinado que esses avanços mais diretos só iam acontecer com a minha presença ou com o meu aval ali na hora.
A Karine abaixou o olhar por um segundo, brincando com a barra da blusa, fingindo um arrependimento que misturava vergonha e muita excitação:
— É... eu sei, amor. Me desculpa, eu acabei perdendo o controle do jogo quando vi ele tão comportadinho e obediente. A culpa me pegou um pouquinho agora...
Eu ri da cara dela, puxando-a pelo queixo para que me olhasse nos olhos:
— Relaxa com esse sentimento de culpa, Karine. Você adora brincar com fogo e eu adoro ver você queimando. Não tem problema nenhum, até porque eu tenho uma ideia muito melhor para a gente subir o nível disso tudo de vez.
Os olhos dela brilharam de curiosidade na hora:
— É? O que você pensou?

vitor35