Eu nunca poderia imaginar que esse fetiche entre nós dois melhorasse o nosso casamento. Desde que começamos, em abril, nosso relacionamento ganhou o combustível que eu pensava que não existia. Nossas transas ficaram mais deliciosas, mais quentes, com mais frequência, do que no início do casamento.
Passei a me sentir mais livre, mais ousada. Posições que antes eu evitava praticar, mesmo com Théo, por vergonha, agora se tornaram parte comum da minha rotina.
Já não me prendo a pudores tolos; pelo contrário, quero mais, ouso mais. E Théo… também mudou. Sua forma de me foder, de me olhar, de me tocar agora carrega um fogo novo, uma necessidade que me seduz profundamente.
Chegamos no começo da madrugada de segunda-feira, daquela viagem ao litoral baiano. Com corre-corre de nossas profissões, só deu para sair na sexta-feira, da mesma semana.
Eu e o Théo, a gente sempre conversa antes, para evitar brigas depois. Em conjunto, decidimos sair para caçar um novo amante. Sabíamos que precisaríamos mudar algumas estratégias, porque era na cidade onde moramos, onde temos amigos e familiares, e não podíamos vacilar.
Escolhemos outro ponto da cidade, onde bares e restaurantes são mais requintados, onde as pessoas são mais discretas, têm mais beleza. Não é preconceito. Foi escolha nossa! Queríamos algo diferente, alguém que despertasse algo novo em nós.
Esse nosso jogo é um segredo. Nem mesmo os amigos (as) mais próximos suspeitam. É algo só nosso. É um pacto do casal. É o que nos excita ainda mais.
THÉO.
Depois da viagem para o litoral baiano, (em comemoração ao aniversário da Luna). Definitivamente, me amadureceu psicologicamente. Foi algo em mim que mudou, entendem?
Ver a minha esposa nos braços de outros homens, de ver o tesão no olhar lindo dela, ver o corpo dela jogado ao prazer… tudo isso mudou um lado meu que eu nunca conheci, rapaziada.
Não é só fetiche; é a felicidade dela. É perceber que, ao deixar que ela viva esses momentos, eu também estou vivendo os meus. É de um modo torto? Sim! Mas é viciante. E, para minha surpresa, isso nos aproximou mais. O resto ela contou acima. Vou dar sequência.
Combinamos tudo durante a semana toda. Naquela sexta-feira, tomamos banho juntos, mas não transamos. Nos vestimos e ficamos prontos para outra caçada.
Dessa vez, queríamos mais que uma simples aventura: buscávamos um amante que provocasse nela algo diferente, mais intenso e ousado que os antecessores. Por isso, escolhemos um restaurante em um bairro distante do nosso, até por segurança.
Foi aproximadamente quarenta minutos, da nossa casa para chegar a esse restaurante. A Luna estava linda, vejam-na pelas fotos.
Sentamos próximos à janela, observando o movimento, enquanto nossos pés se tocavam por baixo da mesa. Trocamos olhares, analisando cada homem que entrava ou saía. Não falamos muito.
Cada vez que Luna fixava o olhar em alguém, meu coração acelerava, antecipando a possibilidade de vê-la foder com outro homem na minha frente, de vê-la desejada.
E todos os dias, percebo que estou me apaixonando ainda mais por ela. E, de alguma forma, pelo nosso fetiche.
Vou deixá-la contar, como ela escolheu o amante. Volto depois, OK?
LUNA.
Théo tirou essa foto no exato segundo em que eu observava o salão. Eram dez e meia da noite, não estava cheio. Eu vestia a camisa de seda preta. E Théo de roupa social.
Logo após, avistei nosso candidato. Ele sentava sozinho a três mesas de distância, próximo à parede onde pendia um quadro de paisagem marinha. Alto, ombros largos, barba bem aparada e um olhar que me encantou. Chamava-se André, (vim saber depois). Ele tinha 38 anos, havia terminado seu relacionamento um mês atrás dessa noite.
O que me fez escolhê-lo foi como ele me olhava da sua mesa, sem desviar completamente o olhar do meu. Théo não percebeu, porque estava de costas para a mesa do amante.
Avisei o Théo: amor, acho que escolhi alguém.
Théo inclinou-se na mesa e perguntou discretamente:
— “Quem é, amor?” “Gostou dele, foi?”
Pedi para o maridinho não olhar para trás, porque o rapaz não tirava os olhos dos meus. Uma quentura subiu pelo corpo, não somente de curiosidade, sim, o fato de atraí-lo, de fisgá-lo.
Esperei que André fizesse algum sinal para mim. Mas nada, só me olhava de longe. O Théo continuou do outro lado da mesinha, esperando, sem olhar para trás. Ficamos naquele joguinho de olhares, sorrisos tímidos, sem o homem, de fato, tomar uma atitude.
O que aconteceu poucos minutos depois. André ficou acenando da sua mesa, me chamando, apontando para o banheiro do restaurante.
Discretamente, falava tudo para o Théo, tudo o que outro fazia, desde os gestos até os olhares. Sem avisar meu marido, levantei-me da minha cadeira, levando a taça no balcão (essa da foto a baixo).
Eu podia ter chamado o garçom? Sim, podia. Porém, fazia parte da minha estratégia. Ao chegar ao balcão, que ficava no fundo da foto a baixo. Pedi para o barman, outra taça de vinho, me posicionando para o amante chegar ao meu lado.
É isso que aconteceu. Juro, pensei que não ia. Ele demorou para tomar coragem. André chegou do meu lado, mencionando essas palavras:
— Espero que o vinho daqui seja tão bom quanto dizem… ou vou me arrepender de ter vindo aqui.
Sorri, tinha que sorrir ou não estaria escrevendo isso agora. Olhei para “amigo”, e respondi, sendo simpática e atraente.
— Acho que sim, ou esse lugar estaria vazio. Mas não posso garantir nada…
Senti, naquele momento, que a caça estava oficialmente iniciada. E Théo, sentado de longe, observava tudo.
No balcão, André perguntou: “Se o homem que estava comigo era o meu namorado? Dei um sorriso discreto, em seguida, bebi um pouquinho de vinho e respondi: que ele era meu marido.
A reação dele foi de decepção, a minha resposta. Percebi a sua decepção. E antes que ele me desse as costas. Abri o jogo, falei discretamente, sem aumentar a voz: que eu e o Théo estávamos ali a procura de um homem bonito para realizar uma fantasia nossa.
Essa sua reação foi ainda melhor que a anterior. André enrugou o cenho, ruborizou as maçãs do rosto, claramente tentando entender se eu falava sério. E perguntou: qual seria essa fantasia?
Foi aí que falei tudo, sem enrolar, sem meias-palavras. Contei que o fetiche do meu marido era me ver com outro homem. Expliquei que era só uma vez e depois esquece, já era.
André ficou espantado. Tentou se esquivar, dizendo: que precisava sair, que tinha outro compromisso, que não podia ficar mais tempo lá. Foram desculpas fracas. Então, o encarei e disse:
— Acho que você é a pessoa perfeita. Por isso, queria que viesse se sentar conosco.
Ali, ele corou. Vi no seu olhar a luta entre recusar ou vir comigo para a mesa. Para tranquilizá-lo, falei que Théo era um homem tranquilo. Que não precisava se preocupar. Enquanto dizia isso, observei nos seus olhos um fio de interesse, a dar algo diferente.
Ficou matutando por alguns segundos, meio nervoso, olhando para a bancada do balcão, depois para mim, calculando a rota. A mão dele segurava com força o copo. Seus olhos não tinham mais o susto do começo, tinham um brilho sem vergonha.
Cheguei a olhar para trás e vi Théo me olhando de longe, sentado, tomando um gole da sua bebida. Olhei para André, aproximei-me um pouco mais e deixei meu perfume chegar até ele.
Pedi para ele vir e sentar conosco, falando baixinho, passando as pontas das unhas, de leve, no braço dele, lhe dizendo que não era todo dia que alguém recebia um convite daqueles.
Os pelos do braço de André se arrepiaram. Sorriu, ainda tímido, e largou a última desculpa, falando que não deveria aceitar, porque não me conhecia e muito menos meu marido. Por um certo lado, ele estava certo. A minha última cartada foi essa. Falei para o futuro amante que não se preocupasse. Dizendo que só era um fetiche do meu esposo, que ele gostava de ver, de se sentir diminuído, se ele não quisesse, a gente ia entender.
Percebi que essa frase o desmontou. André olhou para trás e, devagar, seguiu meus passos até a mesa. Eu ia na frente, piscando para o Théo, como se dissesse: “Vida, acho que consegui”.
Chegando, coloquei minha taça sobre a mesa e apresentei ambos:
— Théo… este é o André.
Meu corninho se levantou, estendeu a mão e o cumprimentou. Os dois se mediram, se olharam, mesmo antes das regras serem ditas.
Sentei-me no meio deles. As conversas começaram sobre o vinho, o restaurante. Meus olhos alternavam entre os dois. Sabia que Théo estava apreciando tudo e que André, embora cuidadoso, se deixava seduzir pela ideia. Houve um momento, entre um gole e outro, em que André me olhava nos lábios, depois desviava para Théo e voltava para mim. Eu, por dentro, me divertia. A brincadeira estava somente começando.
THÉO.
Luna trouxe André até a mesa. Fiquei orgulhoso da minha esposa, senti prazer só em ver o nervosismo dele. O olhar fugidio, a mão apertando o copo. Sua expressão corporal disse tudo.
O cumprimentei e pedi que se sentasse. Luna ficou no meio de nós.
Conversamos brevemente, me diverti com cada palavra dele. Então abri o jogo: contei, com naturalidade, com honestidade, que esse era o nosso fetiche. Disse discretamente que gostava, que me excitava ver, a minha esposa, escolher homens, e que se entregasse diante dos meus olhos. Ele não disse, porém, é certo que me achou um maluco.
Falei de outros amantes, sem precisar entrar em detalhes. Mas, claro, não resisti a comentar, em tom baixo, sobre o último, o português Miguel, no litoral baiano. Disse que vi a Luna transar intensamente, que fez meu corpo tremer de excitação.
André me ouviu sorrindo e surpreso. Notei seu rosto avermelhado. Foi nesse ponto da conversa que percebi que a resistência dele se quebrou. Um olhar mais curioso. Tudo isso, entregava que ele aceitou o convite, ainda que não tivesse pronunciado a palavra. Então, deixei que o mesmo desse o próximo passo.
Foi com descrição, aliás, antes de tudo isso acontecer, eu e a Luna pedimos que André agisse, como se nos conhecesse. Em pouquinho, em pouquinho, ele foi entendendo.
Vejam a foto abaixo: o permiti que se aproximasse de Luna e a beijasse, (como se ela fosse dele). Fiquei observando de onde estava, meu coração acelerou ao vê-la de olhos fechados, beijando outro homem. Registrei essa foto e ela diz tudo.
André foi o amante mais desconfiado de todos os outros, não parava de nos bombardear com perguntas. Algumas vezes, respondíamos com a verdade crua, outras, pessoais demais, mentíamos a um sorriso que não dizia nem, sim, nem, não.
Uma dessas perguntas perguntou há quanto tempo fazíamos aquilo, e com quantos homens Luna já havia se deitado. Eu sabia a resposta, deixei que ela mesma respondesse. Luna, com aquele olhar malicioso que conheço, mentiu sem ficar corada: “Disse que já tinham sido mais de vinte.” Percebi ser uma encenação para impressionar André, para mostrar a ele que estava diante de uma mulher livre, ousada e safada. O rosto dele ficou vermelho, fascinado e incrédulo, e eu me diverti com o joguinho dela.
Pedi a Luna que pegasse na mão de André. Queria que ele sentisse um vínculo simbólico. Ela fez, e a cena foi deliciosa de assistir: minha esposa, de mão dada com um estranho, como se fossem um casal de verdade.
Jantamos rápido, o tesão me deixou faminto. Mas, o que em jogo, era muito maior que qualquer comida. Quando o garçom trouxe a conta, fiz questão de pagar a dele também. Era meu jeito de o agradecer.
Ao deixarmos o restaurante, notei o receio no olhar dele, era um olhar assustado, pensei que fosse desistir. E outra coisa aconteceu: quem iria no veículo de quem? Para onde seguiríamos?
A falha foi minha e de Luna, porque, em meio à empolgação, não havíamos definido esse grande detalhe. Ato falho do casal.
Foi então que André disse que conhecia uma rua sem saída ali perto. Uma rua discreta, perto de um campo de futebol, onde casais iam para transar nos veículos. De começo, eu não achei uma boa ideia. Nunca havíamos feito nada fora de um quarto, e a proposta me pareceu perigosa demais. Porém, Luna ficou empolgada justamente por isso: a improvisação, o risco, a quebra da nossa segurança e de rotina.
Pedi a André que nos mostrasse pelo Google Maps, e ele apontou no celular. Era perto, pouco mais de um quilômetro e meio.
Decidimos assim: Luna, obviamente, iria comigo, e eu seguiria o carro dele até o local. Foi a primeira vez que eu e minha esposa nos aventuramos fora de quatro paredes, sem segurança, sem o conforto de um quarto. No trajeto até a tal rua, Luna, como sempre, me provocou. Dirigia atrás do carro de André, ela se inclinou para o meu colo, baixou um pouco a minha calça e começou a me chupar. A sensação foi foda, deliciosa, mas breve. Fiquei com receio de perder o controle da direção e bater o carro.
Não cheguei a gozar, foi uma atenção especial dela, que me deixou ainda mais apaixonado, mais excitado. Foi um tipo de preparação para o que estava por vir. O mais gostoso é que André beijou a Luna após ela ter chupado meu pau. E eu a beijei, após ela ter o chupado.
Quando chegamos à rua sem saída, prestei atenção em tudo, como: o ambiente, a nossa segurança e uma rota de fuga.
André estacionou primeiro. Parei logo atrás. Como a rua era sem saída, manobrei o carro de frente para a única saída. O local era discreto e tinha pouca iluminação, cercado de árvores e com mais dois carros parados ali. Detalhe: todos com os vidros embaçados, deixando claro o que acontecia dentro deles. Ouvimos sons de grilos e latidos de cachorros ao longe.
André desceu do carro dele e entrou no nosso carro, pela porta do passageiro. Luna já estava pronta. Havia tirado a calça e sua calcinha antes de chegarmos. Foi para o banco traseiro, abrindo espaço para ele ao lado dela. Permaneci na frente, tirei o cinto de segurança, fiquei de joelhos no banco do motorista, mantendo uma posição de voyeur, mesmo me sentindo desconfortável com a escuridão.
No banco de trás, a minha esposa e André começaram a se beijar. Eu escutava o som das bocas em contato, dos suspiros profundos e as mãos dele percorrendo o corpo dela. Em alguns momentos, acendi a luz do interior do carro, coloquei a mão dentro da minha calça e comecei a me masturbar olhando para eles.
Me senti um completo imbecil. Foi estranho também. Por um lado, meu pau ficou duro, excitado ao vê-los com pouca iluminação, minha esposa com outro homem. Por outro, havia aquele incômodo: pelo lugar, pela sensação de ser corno e de estar ali, presente, preste a ver outro homem foder a Luna no banco traseiro do nosso carro.
Eu me masturbava no banco da frente, querendo manter a concentração. Porém, cada som e ruído atrás de mim me deixava em alerta, acho que meus sentidos ficaram aguçados pela falta de visão. Foi uma sensação maluca: O que eu não via, eu ouvia. O que eu não ouvia, eu imaginava, tipo assim. Ouvia o som dos beijos, junto do roçar de roupas se movimentando. Ouvia o riso da Luna, aquele riso que ela só dá sempre quando estamos na cama.
André falava bem pouco, o necessário. Via mais as mãos dele tocando o corpo da minha esposa do que qualquer coisa.
Tentava montar, na minha mente, um quebra-cabeça onde as mãos ou pelo menos uma delas, os dedos, deviam estar profundas na boceta ou acariciando seu clitóris. Não precisei ver para saber, ela mesma narrava.
O nosso carro é um Jeep Renegade. O espaço lá atrás não era dos maiores. Lembro do ranger do banco quando eles mudavam de posição. Vi André despindo a Luna. Vi a Luna baixar as calças dele, provocando muito ciúmes em mim, que não conseguia definir.
Ouvi o gemer da Luna, no amante, momento em que o amante a penetrou. Ela deitada e ele por cima. Não deu para ver muita coisa, pessoal. Foi como assistir a um filme de olhos vendados.
Uma parte minha queria ligar uma lanterna e assistir cada detalhe. Outra parte queria permanecer imóvel, só ouvindo, sentindo o carro balançar e os gemidos se dissiparem pelo carro.
Nessa confusão: foi a experiência mais diferente de todas as anteriores. Era a primeira vez que não havia cama. Era ao som de cricrilar dos grilos e latido de cachorro, misturado com gemidos da minha esposa e do seu amante.
LUNA.
Lembro na memória o friozinho que deu na pele naquela noite de sexta-feira. Foi tudo tão diferente de todas as outras vezes… diferente porque não havia o conforto de uma cama de suíte, nem a segurança de um resort. Foi tudo improviso, e talvez isso tenha feito tudo ser ainda mais excitante, pelo menos para mim.
Théo, meu marido, ficou muito preocupado, quase não curtiu. Diferente de mim… curti demais, amei demais, transei demais.
Quando André entrou pela porta traseira do nosso carro, eu já havia tirado a calcinha. Fui para o banco de trás agarrar meu amante. Meu corpo não mentia. Desde a primeira vez que André encostou em mim, ainda no restaurante, um fogo entre minhas pernas se acendeu.
Théo foi testemunha ocular. Viu pouca coisa, mas escutou cada palavra, cada rangido, cada gemido nosso. Isso me excitou ainda mais. Cada beijo que dava em André foi também uma provocação para o meu esposo. Com ele sendo parte e, ao mesmo tempo, não sendo. O amante estava nervoso no começo, dava pra sentir no jeito dele de apalpar meu corpo. Nas mãos que tremiam quando me tocavam. Então o beijei pra valer, guiando suas belas mãos pelas minhas curvas. Percebi ele relaxar aos pouquinhos, seus dedos foram desabotoando minha blusa. Cada botão que se abria, um arrepio percorria minha coluna. Ele tirou a blusa pelos ombros e, quando sua boca encontrou um dos meus seios, fechei os olhos, suspirei, não por vergonha, porque se olhasse para frente, veria Théo. E ver meu esposo me olhando com outro homem chupando meu seio, era uma humilhação a mais para ele. E também uma vontade a mais de traí-lo.
As carícias foram rápidas, mas intensas. O espaço apertado do carro nos fazia agir com mais rapidez. Olhei de relance para Théo, tentando imaginar no que ele pensava. Sabia que estaria dividido entre a excitação e o ciúme, e isso me deixava mais excitada.
Deixei André me tocar, me chupar. Deixei que ele me experimentasse, lambendo minha boceta. Disse tantas vezes que eu era linda. Falou contra a minha clavícula. Seu hálito, com sabor de vinho, fez meus mamilos endurecerem. E quando sua boca encostou em meu clitóris, chupando com pressão, soltei um gemido altíssimo. Não consegui segurar. Nem quis.
Cada vez que meus olhos abriam. Théo mantinha-se em uma posição diferente da outra. De joelhos no banco do motorista, a calça arriada, aberta, a mão se movendo devagar, depois rápido sobre o próprio pau. Não dava para ver muita coisa. Seu rosto estava sob a luz fraca do carro, o maxilar tenso, os lábios semiabertos, a respiração acelerada. Não dava uma palavra, só observava cada detalhe, gravando na memória.
Em alguns raros momentos de fala de André, perguntou a Théo se ele gostava de ficar olhando? Meu esposo respondeu, sim. André chegou a me perguntar se eu gostava que Théo me visse com outro homem. Respondi com muita dificuldade, gemendo, me contorcendo, porque André tinha dois dedos dentro da minha vagina. Sua língua era grossa e úmida, lambia de baixo para cima antes de sugá-la com força. Minhas unhas se cravaram nele e no couro do banco. Um gemido agudo saiu de minha garganta, e eu não conseguia tirar os olhos de Théo. Sua mão direita se movendo com fluidez em torno do seu membro. Cada vez que André me chupava com profundidade, Théo apertava a ponta do pau.
— Chupa ele, vida. — Théo pediu, ordenou, se posicionou entre os bancos, com um joelho em cada banco.
André riu, ao ouvir o pedido do meu marido. Virei-me e empurrei André contra o banco traseiro. Suas mãos vieram no meu cabelo, os polegares passando pelos meus lábios antes de eu abri-los, aceitando seu beijo devorador. Enquanto nos beijávamos, minhas mãos agarraram seu pau ereto e grosso, a glande brilhando com um fiozinho de pré-gozo. Não pensei, abaixei a cabeça e o levei todo na boca, sentindo o gostinho salgado se misturar com a minha língua.
André gemeu, os dedos se enfiando nos fios do meu cabelo. Chupei com ganas, a boca cheia, a saliva escorrendo pelos cantos e eu o trabalhava com a língua, fazendo círculos na glande sensível antes de descer mais, levando-o até a garganta, até o céu da minha boca.
Estava tão bom meu boquete, que o amante me chamou de puta. Pensei que Théo ia rebatê-lo, protestar com a ofensa a mim, não fez, ao olhá-lo, meu marido me encarava com um sorriso. Logo após, não vi mais nada. André empurrou meu rosto para baixo com força, mandando eu engolir, chupar seu pau por mais um tempo.
— “Chega. Quero te foder agora.” — André me pediu.
Não protestei, também queria. Meu corpo todo latejava, a boceta úmida, inchada, precisando de rola. André se ajeitou, eu só o esperei abrindo as pernas. Vi quando ele puxou uma camisinha da carteira, abrindo a embalagem no dente e rolando o látex sobre o pau.
Depois, suas mãos vieram para a minha cintura. Senti-lo se posicionar em cima de mim. Imediatamente, senti a ponta do pau deslizando entre meus lábios vaginais inchados, foi quase demais.
Fiquei tão molhada, André não teve dificuldade para me penetrar. E empurrou o pau todo. Não foi gentil e nem devagar. Foi um único movimento, que me esticou por dentro até que senti suas bolas batendo contra a minha bunda. Um grito saiu dos meus lábios, alto demais para o espaço do carro, e minhas mãos voaram para frente, se apoiando no encosto do banco da frente do passageiro.
Théo estava bem ali. Se eu esticasse os dedos, poderia tocá-lo. Mas não o fiz. Só fiquei ali, ofegante, sentindo André me comendo.
André ficou surrando e movimentando rapidamente seu quadril, saboreando a sensação. O som de carne contra carne. Cada vez que ele entrava, eu era empurrada para frente, meu rosto encostando no vidro da lateral embaçado. Podia ver o vapor da minha respiração se misturando com o dele. Théo, ainda imóvel, exceto pelos olhos, que não saíam de mim.
Teve um momento. André mandou eu olhar para o Théo, e eu obedeci sem pensar. Nossos olhares se encontraram. Não consegui aguentar. Foi muito pra mim. Gozei sendo comida por outro, com meu esposo me encarando. A gente sorriu para o outro! Um entendimento mudo de que estávamos ambos, juntos, traindo algo. Ou alguém. Ou a nós mesmos. Não importava. O que importava era o jeito como seus lábios se entreabriam a cada estocada de André.
Em seguida, ouvi Théo dizer estar gozando, com uma mão segurando no banco do passageiro e a outra no próprio pau.
O que ele não falou no começo, disse no final. Em tom de provocação. Ficou perguntando a Théo: “Se ele gostava de ver outro macho foder sua esposa?” — perguntou com palavras pontuadas em gemidos. Théo não respondeu. Não precisava. Seu silêncio era resposta suficiente.
André acelerou a estocada, seus dedos se cravando nos meus quadris com uma força que deixou marcas. Eu podia sentir o suor escorrendo pelas minhas costas, a umidade entre as minhas pernas aumentando a cada estocada. Meus gemidos se tornaram mais altos, mais desesperados, e eu não conseguia mais segurar. Não queria segurar.
— Mais — pedi, a voz quebrada. — Por favor, mais.
André não precisou ser convidado duas vezes. Ele me puxou para trás, me fazendo curvar mais, e então começou a me foder de verdade. Cada movimento era brutal, seu pau batendo tão fundo dentro de mim que eu podia sentir cada veia, cada detalhe através da camisinha fina. Meus seios balançavam, doloridos, e eu os apertei com as próprias mãos, beliscando os mamilos até doer.
— Isso — André grunhiu. — Isso, sua vadia. Toma esse pau.
Théo emitiu um som baixo, e quando olhei para ele novamente, vi que se masturbava outra vez. Que os movimentos de sua mão envolta do seu membro haviam ficado mais rápidos. Seu cacete estava vermelho, inchado e eu sabia que ele estava próximo. Assim como eu. Assim como André.
— “Vou gozar” — André avisou. — Vou gozar dentro dessa boceta apertada.
Suas palavras me empurraram para a beira. Senti o orgasmo se aproximando outra vez. E então ele veio forte, que me deixou sem ar. Meus músculos se contraíram ao redor do pau de André, e ele xingou, suas estocadas ficando lentas antes de ele se enterrar dentro de mim com um gemido longo, gutural. Podia sentir seu pau pulsando, a camisinha enchendo com seu gozo fervendo.
Théo não aguentou e também, melando o estofado do nosso carro.
Após, ficou com as costas arqueadas, a mão apertando a base do pau enquanto descansava ajoelhado no banco do motorista.
Seu rosto se contorceu em algo entre prazer e dor, e por um segundo, nossos olhares se encontraram novamente. E então, veio o silêncio. André ficou me beijando e logo se afastou, seu pau saindo de mim com um som molhado. Dei um pouco de espaço pra ele no banco. Fiquei toda molenga deitada, com as pernas em cima do colo do André. E ele, todo suado, sentando-se tocando nos meus pés.
Em seguida, pedi a Théo que aumentasse o ar-condicionado e pegasse duas garrafinhas no porta-luvas. Ele pegou e entregou uma para mim e a outra para André.
Podia sentir o suor escorrendo pelo corpo. Théo se ajeitou, pegando um rolo de papel toalha para limpar a bagunça, o gozo, no estofado do banco, sem dizer uma palavra. André se recostou no banco, tirando a camisinha com cuidado antes de jogá-la pela janela do carro.
O nosso carro ficou cheirando a sexo, aquele cheiro pesado de suor e sêmen misturado com os nossos perfumes. Eu olhava para ambos enquanto descansava. Fiquei ali por um tempo, ouvindo Théo e André conversarem. Falavam sobre marcar uma viagem para Fernando de Noronha, nas férias de julho, que nem vingou. André desistiu de viajar em junho.
Quando André vestiu sua roupa, se despediu da gente, saiu do nosso carro e entrou no dele. Já era tarde, passava da uma da manhã.
Théo ligou o carro e me perguntou: “se eu estava bem?” Respondi que sim. Que estava bem demais!
Gradualmente, os vidros voltaram ao seu normal. Voltei para casa dormindo no banco traseiro. André acabou comigo.
— Em respeito a identidade de André, borramos seu rosto. Mais fotos, em nossos álbuns.
— Vote e comente.
— O casal THÉO & LUNA, AGRADECE.
Conto que faz a mente da gente ferver.
q delicia de relato, com riqueza de detalhes,,,amei
Conto delicioso .Gosto da cumplicidade do casal . Não se prendem a prazeres tolos !!!
Excitante o conto do casal, o que + gostei até agora.
Conto delicioso, lindo, gostoso de ler e contagiante, excitante. Renovar pra melhor trás sempre um ganho enorme, prazeroso, gostoso demais. Votado e aprovado
VCS TEM MTA SINTONIA, VCS SE MERECEM, DESEJO MUITOS ANOS DE CASAMENTO E FETICHES.
Q encontro. Q transa. Q homem. Q delícia