Fomos a Casa de swing em Olinda, antiga sobrinha cor-de-rosa, luz de cordão piscando vermelho. Chegamos de táxi, Marina de mão dada comigo, Eu, com o coração batendo que parecia cuíca. Ela usava um vestidinho curto, roxo, sem nada por baixo – quando dava o vento, via a montanha lisinha. Eu, de bermuda e camisa aberta, já com o suor grudando nas costas.
Lá dentro, barulho de som alto, forró remixado. Quatro caras nos aguardavam no sofá de couro rachado: Duda, o moreno alto; Thiago, o ruivão de barba ruiva; Kadu, o baixinho forte, braço tatuado de São Jorge; e Léo, o surfista de Carneiros, pele queimada de sol. Marina deu um beijinho em cada um, depois virou pra mim, beliscou minha orelha:
– Logo logo você vai ser o centro da roda, meu bem. Respira fundo que o cu não é de vidro.
Eu ri, nervoso, já duro dentro da cueca. Marina mandou eu tirar tudo, ficar só de joelhos ali no meio do tatame. Os caras se despiam também – quatro rolas de tamanhos diferentes, mas todas vivas, balançando pra cima e pra baixo. O cheiro de sexo já tomava conta do cômodo, misturado com mofo de casa antiga.
Primeira fila: Duda deitou Marina no sofá, abriu as pernas dela com força, encaixou sem cerimônia. Ela gemeu alto, aquele gemido que eu conheço de cabo a rabo, mas mais rouco, mais safado. Enquanto isso, Kadu veio atrás de mim, cuspiu na mão, passou no meu cuzinho, encostou a cabeça e foi entrando devagar. Doía, mas doía gostoso, aquele ardor que a gente sente e já sabe que vai querer de novo.
– Aí, meu corno, abre mais que a vez que você me pediu pra ser feliz – Kadu zoava, rindo, metendo com jeitinho de quem já fez isso mil vezes.
Marina, de olho na cena, puxou meu cabelo:
– Chupa, Ericksson! Chupa o Thiago aí, não fica parado não, meu bem.
Thiago chegou com o pau na altura da minha boca, eu abri, ele encostou, fui levando até bater no fundo da garganta. O gosto de pele de sol, de cerveja, de suor – tudo misturado. Quando dei uma engasgada, Marina gargalhou:
– É isso! Aprende a levar pica que o mundo é dos que aguentam.
A roda foi girando: quando Duda saía da buceta dela, já vinha direto pro meu cu, sem limpar nada, só trocando de buraco. Thiago, da minha boca, ia pra trás de Marina; Léo, que estava comendo ela por trás, logo vinha me enfiar de uma vez. Era um vai-e-vem sem fim, quatro homens, dois buracos de Marina, dois buracos meus, todos se revezando como se fossem uma máquina de carnaval, na boca e no cu.
E o recado dela ecoava sempre que um deles respirava fundo:
– Quando for gozar, joga dentro do meu marido. Dentro, ouvindo? Nada de fora.
Quando Kadu começou a tremer, segurou minha cintura, falou rouco:
– Tô lá, tô indo…
Marina, do outro lado, já sendo comida por Léo, gritou:
– Bota pra dentro dele, Kadu! Bota tudo, que é meu presente pro corno!
Senti o jato quente dentro, enchendo, escorrendo. Kadu saiu, mas já entrou Léo no lugar, semana intervalo, com porra alheia fazendo de lubrificante. O barulho era de fricção molhada, de corpo batendo, de gemido abafado. Marina, de olhos marejados de tesão, me olhava fixo, como quem diz: “aguenta, meu amor, que é só prazer”.
Segunda vez: Thiago, na buceta dela, respirou fundo. Marina nem esperou:
– Já sabe, Thiago, desce lá e goza dentro do cu dele. Quero ver escorrer.
Ele saiu, veio correndo, enfiou tudo de uma vez, três bombadas e soltou o segundo jato. Eu senti o meu cu escorregar, quente, cheio. Marina sorriu, satisfeita:
– Ainda faltam dois, corno. Segura que a noite é longa.
Terceira vez foi Duda, que já tinha gozado uma vez, mas tava duro outra vez. Meteu com força, até o final, e quando anunciou, Marina já mandava:
– Porra dentro, Duda. Meu marido é a nossa lixeirinha hoje.
Quarto jato dentro. Meu cu latejava, escorria, mas eu tava duro, bobo, querendo mais.
Quarto e último: Léo, que estava comendo Marina de lado, se apressou, saiu dela, veio direto. Antes de enfiar, Marina pegou no meu queixo, beijou minha testa suada:
– Abre, meu bem, recebe o último presente da noite.
Léo entrou, meteu rápido, gozou com um rugido baixo. Senti o quarto jato quente se juntando aos outros, meu cu parecia uma piscininha de porra. Quando saiu, escorreu um caldo grosso branco pela minha coxa.
Silêncio. Só o forró ainda tocando longe. Marina se aproximou, ajoelhou, beijou meus lábios molhados de suor e sêmen. Passou a língua no canto da minha boca, sabor de homem misturado com o dela. Depois me abraçou, forte, como quem salva alguém de um naufrágio.
– Ericksson, meu amor, olha pra mim.
Olhei. Os olhos dela marejados, mas sorrindo doce.
– Não leva isso pro coração não, tá? Isso aqui é só prazer, é brincadeira de adulto que a gente gosta. Você é meu homem, meu marido, meu corno querido. Eu te amo demais da conta. E se você aguentou hoje, é porque a gente é feliz desse jeito, entendeu?
Eu assenti, a voz presa na garganta. Ela me beijou outra vez, limpou a porra do meu rosto com a própria manga do vestido, depois me levantou, devagar, como quem cuida de criança cansada.
– Vamo pra casa. Amanhã a gente dorme até tarde, e depois faz churrasco só nós dois. Sem meio mundo, sem rola alheia. Só você, eu e a saudade que a gente já sente um do outro.
Saímos de mãos dadas. Eu todo ardido, por dentro e por fora, mas o coração batendo manso, batendo junto com o dela. No táxi de volta, ela encostou a cabeça no meu ombro, sussurrou no meu ouvido quente:
– deus me livre te perder, corno. Você é meu paraíso particular. seu corpo é meu e o meu é seu.
E eu, feliz da vida, pensei: que nenhum cu desse mundo doa tanto quanto o amor que a gente sente um pelo outro.





Que safadinhos, adorei o conto 🔥