Epílogo
Aqui estou eu, Adriana, sentada na varanda desta casa velha de madeira que range como ossos antigos, escondida nas montanhas de Teresópolis, no interior do Rio de Janeiro. A chuva fina de fevereiro cai enviesada, batendo nas telhas de zinco com o mesmo ritmo lento e insistente de um coração que não consegue dormir. O ar cheira a terra molhada, eucalipto e algo mais — algo que não consigo nomear, mas que me sobe pela pele como fumaça de incenso proibido.
Eurico está aqui. Meu filho do primeiro casamento, vinte e sete anos, corpo longo esticado no sofá de veludo desbotado da sala, respiração pesada de quem andou muito. O cabelo escuro grudado na testa por causa do suor da caminhada noturna que acabamos de fazer. Ele não é mais o menino que eu criava. É homem agora. Ombros largos, mãos grandes, olhos pretos que me olham como se soubessem de todos os meus segredos… e quisessem mais.
Eu descobri tudo há poucos meses. Meu marido — o segundo — tinha outra mulher. Mais nova. Duas crianças pequenas. Uma vida inteira paralela em Niterói. O divórcio me deixou oca, deprimida, andando pela casa como um fantasma que esqueceu o próprio nome. Foi então que liguei para ele. Eurico atendeu. Veio. E desde então… as caminhadas começaram.
Manhãs frias. Noites de luar torto. Quinze, vinte quilômetros pela serra, só nós dois, o silêncio quebrado apenas pelo barulho dos nossos passos na terra vermelha e pela respiração ofegante. Ele diz que isso cura. Eu não sei se cura… ou se está abrindo portas que deveriam continuar trancadas.
Vocês vão ouvir tudo pela minha voz. Cada passo, cada olhar, cada toque que demora um segundo a mais do que deveria. Porque esta história não é sobre redenção. É sobre a escuridão que a gente escolhe abraçar quando a luz já nos traiu.
E agora… a noite está só começando.
Capítulo 1 – A sombra da traição
Eu me chamo Adriana e, naquela tarde de novembro, o mundo desabou em silêncio.
Estava sozinha na sala da casa velha em Teresópolis, luz cinzenta entrando pelas janelas altas de madeira escura. O celular do meu marido — o segundo, aquele que eu achava que era meu porto seguro — vibrou em cima da mesa de centro. Eu não ia olhar. Juro que não. Mas ele tinha esquecido o aparelho ali, como sempre, e a tela acendeu sozinha.
Mensagens.
Fotos.
Uma mulher de vinte e poucos anos, barriga arredondada de gravidez recente, sorrindo para a câmera com duas crianças pequenas penduradas nela. “Papai chega amanhã, amor”, dizia a legenda.
E ele respondia com corações. Com “saudade da minha família”.
Minha família.
A dele.
A outra.
Sentei no chão frio de taco, o vestido preto colado no corpo como uma mortalha. Cinquenta e dois anos. Corpo marcado pelo tempo, seios pesados, quadris largos que já não me pareciam bonitos. E ele tinha outra vida inteira em Niterói. Outra mulher. Outros filhos. Outra Adriana mais nova, mais fresca, mais… tudo.
O divórcio começou como um corte lento. Advogados, papéis, discussões frias ao telefone. Eu andava pela casa como fantasma. Dormia pouco. Comia menos. O espelho do banheiro antigo, com moldura dourada descascando, me devolvia uma mulher de olhos fundos, pele pálida, cabelo castanho caindo em ondas desleixadas. Eu era a viúva viva de um casamento que nunca existiu de verdade.
Foi numa noite de chuva pesada que peguei o telefone e liguei para ele.
Eurico.
Meu filho do primeiro casamento. Vinte e sete anos. Morando no Rio, trabalhando com trilhas e guias de montanha.
Atendeu no segundo toque.
— Mãe? Tá tudo bem?
A voz dele era grave, calma, como sempre. Como se o mundo pudesse desabar que ele ainda ia ficar de pé.
Eu chorei. Contei tudo. A traição, as mensagens, a outra família, a depressão que me comia por dentro como mofo em madeira antiga. Falei sem parar, voz rouca, nariz escorrendo. Ele só ouvia. Quando terminei, houve um silêncio longo, quebrado apenas pelo barulho da chuva no telhado.
— Amanhã cedo tô aí — disse ele, simples. — E vamos caminhar. Você precisa sair dessa casa. Precisa respirar.
Desliguei com o coração apertado. Não sabia se era alívio… ou medo.
Porque Eurico sempre foi meu.
Meu menino de olhos pretos profundos.
Meu menino que cresceu e virou homem sem eu perceber direito.
E agora, pela primeira vez em muito tempo, eu sentia algo se mexer dentro de mim quando pensava nele chegando.
Algo escuro.
Algo quente.
Algo que não deveria existir.
A casa rangeu ao meu redor, como se as paredes antigas soubessem o que estava por vir.
Capítulo 2 – O primeiro passo na névoa
Eurico chegou no sábado bem cedo, quando a serra ainda estava coberta por um véu branco e úmido que fazia o mundo parecer um sonho meio esquecido. Eu o vi descer do carro antigo dele, mochila nas costas, tênis sujos de terra vermelha. Vinte e sete anos, mas parecia mais velho naquela luz cinzenta — ombros largos sob a camiseta preta justa, barba por fazer, cabelo escuro bagunçado pelo vento da estrada. Seus olhos pretos me encontraram na varanda e algo dentro do meu peito apertou, como se uma corda velha tivesse sido puxada.
— Mãe — disse ele, simples, e me puxou para um abraço.
Eu me afundei nele. Cheirava a suor limpo, a estrada, a homem. Meu rosto ficou colado no peito dele, sentindo o calor através do tecido fino. Chorei de novo, mas dessa vez era diferente. Era alívio misturado com vergonha. Ele não falou muito. Só me segurou firme, uma mão grande nas minhas costas, a outra afagando meu cabelo como se eu fosse frágil. Como se eu fosse dele para proteger.
Depois do café preto forte na cozinha antiga, ele apontou para fora.
— Vamos. Cinco quilômetros hoje. Sem desculpas.
Eu vesti a legging velha e o casaco de fleece que ainda tinha cheiro de naftalina. Saímos pela estrada de terra que serpenteia entre as árvores altas. O ar estava gelado, a névoa subindo do chão como fumaça de cigarro fantasma. Eurico andava ao meu lado, passo ritmado, sem pressa. No começo eu ofegava, pernas pesadas, coração batendo forte demais. Ele diminuía o ritmo quando via que eu cansava, estendia a mão para me ajudar a subir uma pedra solta.
— Respira com a barriga — murmurou ele, voz baixa. — Como eu te ensinei quando era criança.
Toquei a mão dele sem querer. Dedos quentes, calejados de corda e pedra. Ele não soltou. Andamos assim um tempo, mãos dadas como se fosse a coisa mais natural do mundo. A névoa engolia tudo ao redor — as árvores pareciam sentinelas silenciosas, o rio lá embaixo murmurava segredos que ninguém devia ouvir.
Paramos num mirante pequeno, um banco de madeira podre coberto de musgo. Sentamos. Ele tirou a garrafa de água da mochila e me ofereceu primeiro. Enquanto eu bebia, senti o olhar dele em mim. Não o olhar de filho. Outro. Mais escuro. Mais lento. Desceu pelo meu pescoço, pelos seios que subiam e desciam rápido sob o casaco, pela curva dos meus quadris na legging apertada.
— Você tá linda assim, suada — disse ele, quase sussurrando. — Parece viva.
Corei. Eu, com cinquenta e dois anos, corpo marcado por gravidez, tempo e tristeza, corei como menina. Ele sorriu de lado, aquele sorriso torto que sempre me desarmava. Estendeu a mão e limpou uma gota de suor da minha testa com o polegar. O toque ficou. Demorou. Meu corpo inteiro formigou, um calor que desceu direto entre as pernas, onde eu não sentia nada havia meses.
Voltamos em silêncio. A névoa tinha engrossado. Nossos passos ecoavam juntos. Quando chegamos em casa, o sol já tentava furar as nuvens. Ele me ajudou a tirar o casaco na entrada escura do corredor. Nossos corpos se roçaram. Peito dele contra o meu. Senti o cheiro dele mais forte agora — suor, homem, algo selvagem. Meu coração disparou.
— Amanhã de novo? — perguntou ele, voz rouca.
Eu só consegui acenar com a cabeça.
Ele foi tomar banho no banheiro de hóspedes. Eu fiquei na sala, encostada na parede fria, ouvindo a água correr. Imaginando o corpo dele nu sob o jato. As mãos grandes ensaboando o peito largo, a barriga definida, descendo mais baixo…
Balancei a cabeça, envergonhada. Mas não parei de imaginar.
A casa rangeu ao meu redor, como se risse baixinho de mim.
A escuridão estava só começando a me chamar pelo nome.
Capítulo 3 – Toques que não eram mais inocentes
As caminhadas viraram nosso ritual secreto.
Todo amanhecer, antes mesmo do sol tentar furar a névoa, Eurico batia de leve na porta do meu quarto. “Mãe, tá na hora.” Eu levantava com o corpo ainda pesado de sono e de tristeza, vestia a legging preta que grudava nas coxas, o top velho que mal segurava meus seios, e saía. Às vezes fazíamos dez quilômetros, às vezes quinze. Ele ajustava o passo ao meu, nunca reclamava quando eu parava ofegante, mãos nos joelhos, suor escorrendo entre os meus peitos.
À noite, quando a casa rangia mais alto e a chuva batia no telhado como dedos impacientes, ele me olhava do sofá e perguntava baixinho: “Quer andar um pouco?” Eu nunca dizia não.
Naquela terceira semana, já não era só exercício. Era confissão.
Sentados numa pedra grande no meio da trilha, ele ouvia tudo. Eu falava da outra mulher, das fotos que ainda apareciam na minha cabeça, da sensação de ser descartada como roupa velha. Chorava. Ele limpava minhas lágrimas com o polegar, o mesmo polegar calejado que já tinha tocado minha testa no primeiro dia. A mão dele ficava ali mais tempo. Descia devagar pelo meu rosto, contornava o queixo, parava no pescoço. Eu sentia a pulsação dele na ponta dos dedos. Quente. Viva.
Uma noite de lua minguante, depois de quase vinte quilômetros, paramos na ponte velha de madeira que atravessa o riozinho lá embaixo. A névoa subia grossa, branca, como almas que não quiseram ir embora. O barulho da água corrente era o único som. Eurico segurou minha mão. Não para ajudar a subir. Só segurou. Dedos entrelaçados, palma contra palma, suor misturado.
— Você não tá sozinha nunca mais — murmurou ele, voz rouca de cansaço e de outra coisa. — Eu tô aqui. Pra tudo.
O vento frio passou por nós. Meu casaco aberto, o top molhado de suor colado nos mamilos endurecidos pelo frio. Ele olhou. Não disfarçou. Os olhos pretos desceram devagar, pararam nos meus seios, subiram de novo para minha boca. Eu senti um calor líquido descer direto entre as pernas, um latejar que eu não sentia havia anos.
Puxei a mão de volta, envergonhada.
— Vamos pra casa — falei, voz trêmula.
Ele não insistiu. Mas quando chegamos, no corredor escuro da entrada, ele me ajudou a tirar o casaco. Nossos corpos se roçaram. Peito largo dele contra o meu. Senti o volume dele, meio duro, roçando minha barriga por um segundo. Ele não se afastou logo. Eu também não.
Fui tomar banho primeiro. A água quente batia nas minhas costas enquanto eu fechava os olhos e imaginava as mãos dele ali. Aquelas mãos grandes, suadas da caminhada, descendo pelas minhas costas, apertando minha bunda, puxando meu corpo contra o dele. Meu dedo escorregou entre as pernas, encontrou o clitóris inchado, e eu me toquei devagar, mordendo o lábio pra não gemer o nome dele. Gozei pensando na voz rouca dele dizendo “mãe” como se fosse pecado.
Saí do banheiro enrolada na toalha velha. Ele estava na sala, sem camisa, enxugando o cabelo com outra toalha. Gotas de água escorriam pelo peito definido, pela barriga com aqueles gominhos que eu nunca tinha reparado direito. Ele me olhou. Demorou. A toalha que eu segurava na frente do corpo pareceu fina demais.
— Boa noite, mãe — disse ele, voz baixa, quase um ronronar.
— Boa noite, filho — respondi, mas a palavra “filho” soou estranha na minha boca. Como se estivesse mentindo.
Fechei a porta do quarto e me deitei nua sob o lençol. A casa rangeu de novo, como se risse baixinho dos dois.
Eu sabia que a linha estava rachando.
E eu queria que rachasse mais.
Capítulo 4 – A linha que se rompe
Duas semanas se passaram como névoa que não se dissipa. As caminhadas já não eram só remédio. Eram nosso segredo. Manhãs geladas em que eu acordava antes do alarme, o corpo ansioso, já molhado de suor frio e de outra coisa que eu ainda não admitia. Noites em que ele me olhava do sofá, olhos pretos brilhando na luz fraca do abajur antigo, e perguntava com aquela voz rouca: “Quer andar, mãe?”
Naquela noite de garoa fina, saímos depois das dez. A trilha estreita que leva ao mirante do rio estava escorregadia, cheiro de terra molhada e pinheiros misturado ao nosso suor. Andamos quase dez quilômetros em silêncio pesado. Ele ia na frente, lanterna na mão, costas largas brilhando úmidas sob a camiseta preta colada. Eu seguia, legging encharcada grudada nas coxas, top justo marcando os bicos dos meus seios duros de frio e de tesão que eu fingia não sentir.
Quando voltamos, a casa estava escura. Só a luz amarelada da entrada acesa. Eurico fechou a porta atrás de nós. O clique soou como sentença. Ele se aproximou por trás para me ajudar a tirar o casaco molhado. Seus dedos roçaram meus ombros, desceram pelos braços. Senti o calor do peito dele nas minhas costas. Respiração quente na minha nuca.
— Tá gelada — murmurou ele, voz baixa, quase um ronronar.
Eu me virei devagar. Estávamos a centímetros. A água da garoa escorria do cabelo dele, pingava no meu colo. Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza que ele ouvia. Levantei o rosto. Os olhos dele estavam escuros, pupilas dilatadas, olhando para minha boca como se fosse a única coisa no mundo.
— Eurico… — sussurrei.
Ele não deixou eu terminar. A boca dele desceu sobre a minha. Devagar. Quente. Molhada. O beijo começou suave, quase tímido, como se ele ainda pedisse permissão. Depois aprofundou. Língua deslizando na minha, mãos grandes segurando meu rosto, polegar acariciando minha bochecha enquanto ele me beijava como homem beija mulher. Como amante. Não como filho.
Senti o gosto dele — suor, chuva, desejo cru. Meu corpo inteiro derreteu. As mãos dele desceram pelas minhas costas, apertaram minha cintura, puxaram meu quadril contra o dele. Senti o pau duro, grosso, latejando contra minha barriga através da legging fina. Gemi na boca dele. Ele gemeu de volta, um som grave, animal, que me molhou inteira entre as pernas.
— Eu te amo — sussurrou ele contra meus lábios, sem afastar. — Não como filho. Como homem. Como o homem que quer você toda, Adriana.
Meu nome na boca dele soou como pecado e salvação ao mesmo tempo. Chorei. Lágrimas quentes misturadas ao beijo. Beijei de volta com fome, dedos cravados nos ombros largos dele, corpo colado, seios esmagados contra o peito dele. A casa rangeu alto, como se aprovasse ou condenasse. Não importava.
Não fomos além naquela noite. Ele me carregou no colo até o quarto — o meu quarto, a cama antiga de dossel com cortinas pesadas. Tirou minha roupa molhada devagar, com reverência. Beijou meu pescoço, o vale entre meus seios, a curva da barriga. Eu tremia. Ele se deitou ao meu lado, só de cueca, corpo quente e duro contra o meu nu. Me abraçou forte. Peito contra peito. Pau latejando contra minha coxa. Mãos grandes acariciando minhas costas, minha bunda, sem pressa. Sem penetrar. Só segurando. Só sentindo.
— Dorme aqui comigo — pedi, voz embargada.
— Sempre — respondeu ele, beijando minha testa, depois minha boca de novo, devagar, profundo, como se tivesse todo o tempo do mundo.
Ficamos assim, entrelaçados, suor e chuva secando na pele, respiração sincronizada. O desejo queimava baixo, como brasa sob cinzas. Eu sentia ele pulsar contra mim, duro, enorme, e meu corpo respondia, boceta molhada latejando, clitóris inchado roçando na coxa dele. Mas não fizemos sexo. Só nos abraçamos. Só nos amamos com toques que diziam tudo o que as palavras ainda tinham medo de dizer.
A chuva batia no telhado. A casa rangia. E pela primeira vez em meses eu dormi sem pesadelos.
A linha tinha se rompido.
Não havia mais volta.
E eu não queria voltar.
Capítulo 5 – Quinze quilômetros de fogo
Uma semana depois daquela noite em que a linha se rompeu, Eurico acordou antes do sol e me puxou para o banho juntos. Pela primeira vez. Água quente escorrendo pelos nossos corpos nus, mãos dele ensaboando meus seios pesados, dedos deslizando entre minhas pernas enquanto eu gemia contra o peito dele. Ele não me penetrou ainda. Só me tocou até eu gozar tremendo, joelhos moles, agarrada nele. Depois me beijou devagar, pau duro e latejando contra minha barriga, e sussurrou:
— Hoje vamos pro Rio. Quinze quilômetros. Quero te ver suada no meio da cidade. Quero te sentir onde ninguém pode ver.
Aceitei. Meu corpo já era dele.
Pegamos o ônibus cedo, descemos em Botafogo. O sol forte de dezembro batia impiedoso. Saímos caminhando pelo Aterro do Flamengo, depois pela orla até o Pão de Açúcar. Quinze quilômetros de sol, asfalto quente, suor escorrendo. Eurico ia ao meu lado, camiseta preta grudada no peito largo, short de corrida marcando as coxas grossas e o volume que eu sabia que estava meio duro só de me olhar. Minha legging preta colava na pele como segunda pele, legging fina que marcava cada curva da minha bunda, cada vinco da minha boceta inchada. Os seios balançavam livres sob o top, mamilos duros roçando o tecido a cada passo.
Paramos só para água e beijos roubados atrás de árvores. Ele me apertava contra um tronco, mão por baixo do top apertando meu seio, boca no meu pescoço, sussurrando “minha Adriana… minha puta linda”. Eu estava encharcada — de suor e de tesão.
Quando voltamos pro metrô na hora do rush, o vagão estava um inferno. Corpos prensados, cheiro de gente, calor insuportável. Uma senhora levantou no assento e eu, pernas tremendo de cansaço, sentei direto no colo de Eurico sem pensar duas vezes.
Ele estava suado. Camiseta molhada, peito quente contra minhas costas. E eu, de legging fina, sem calcinha por baixo (ele tinha pedido que eu tirasse antes de sair de casa), sentei exatamente em cima do pau dele.
Não demorou dois segundos.
Senti ele endurecer. Rápido. Grosso. A cabeça inchada pressionando minha boceta por cima do tecido molhado de suor e da minha própria excitação. Eurico gemeu baixo no meu ouvido, braço forte me segurando pela cintura.
— Caralho, mãe… você tá pingando.
Eu não sou boba. Sorri, maliciosa, e comecei a rebolar devagar, disfarçando no balanço do trem lotado. O pau dele latejava contra meu clitóris inchado, a fricção perfeita através da legging fina. Cada movimento fazia a cabeça grossa roçar exatamente onde eu precisava. Eu mordia o lábio, fingindo olhar pro celular, enquanto rebolava mais fundo, apertando a bunda contra ele, sentindo as veias pulsarem.
Ele apertou minha coxa por baixo da mochila que colocamos no colo pra disfarçar. Dedos cravados na minha carne. Respiração quente no meu pescoço.
— Assim… vai… rebola pra mim, sua safada.
O trem deu uma freada brusca. Eu desci com força. Senti ele quase gozar ali mesmo, o pau dando espasmos contra minha boceta encharcada. Eu gozei primeiro — silenciosa, corpo inteiro tremendo, mordendo a mão pra não gemer alto. Minha legging ficou ainda mais molhada, o cheiro do meu gozo misturado com suor.
Ele aguentou. Por pouco.
Descemos em Botafogo com as pernas bambas. No táxi pra rodoviária, escuro, ele enfiou a mão dentro da minha legging e me dedou com dois dedos grossos enquanto eu chupava o pescoço dele. Gozei de novo, gemendo baixo o nome dele, gozo escorrendo pela mão dele.
Chegamos em Teresópolis de noite. A casa velha nos esperava escura, rangendo como sempre.
Mas dessa vez não dormimos só abraçados.
Capítulo 6 – A noite que não terminou na Urca
Chegamos em Teresópolis de noite. A casa velha nos esperava escura, rangendo como sempre.
Mas dessa vez não dormimos só abraçados.
A porta mal fechou atrás de nós e Eurico já me prensou contra a parede do corredor. O cheiro de suor, terra da trilha e sexo da Urca ainda grudado na pele dele. Na minha. Ele rasgou a legging fina com as mãos grandes, tecido rasgando alto no silêncio da casa. Eu gemi quando senti o ar frio na boceta ainda inchada e molhada do gozo dele lá em cima. Sem calcinha, sem nada entre nós.
— Quero te foder a noite toda — rosnou no meu ouvido, voz rouca de cansaço e fome. — Até você implorar pra parar. E mesmo assim eu não vou parar.
Ele me carregou no colo até a sala, me jogou no sofá de veludo desbotado. Tirei o top suado, seios pesados balançando livres. Ele se ajoelhou entre minhas pernas, abriu minhas coxas com força, língua invadindo minha boceta de novo. Chupou o gozo dele que ainda escorria de mim, misturado com o meu. Eu agarrei o cabelo dele, quadril empinando contra a boca, gozando rápido, gritando baixo enquanto ele lambia tudo, língua grossa circulando o clitóris até eu tremer inteira.
Depois ele se levantou, pau ainda duro, brilhando de saliva e gozo. Me virou de quatro no sofá, bunda empinada, mãos dele apertando minha carne. Entrou de uma vez, fundo, sem aviso. Gritei de prazer e dor gostosa. Ele meteu forte, ritmado, cada estocada fazendo meus seios balançarem, a madeira do sofá rangendo junto com a casa. “Minha… minha Adriana… minha puta… minha mãe…” As palavras saíam entre dentes cerrados, mãos cravadas nos meus quadris, unhas marcando a pele.
Gozei de novo, parede interna apertando ele como um punho. Ele não parou. Me virou de frente, levantou minhas pernas sobre os ombros largos, meteu mais fundo ainda, olhos nos meus. Beijava minha boca enquanto fodia, língua na minha, suor pingando do rosto dele no meu peito. “Olha pra mim enquanto goza de novo”, mandou. Eu obedeci. Gozei olhando nos olhos pretos dele, corpo convulsionando, gozo escorrendo pelo pau dele, pelas minhas coxas, manchando o sofá.
Subimos pro quarto. Na cama antiga de dossel, ele me deitou de costas, abriu minhas pernas em V, meteu devagar dessa vez. Cada centímetro entrando e saindo, me fazendo sentir tudo — as veias pulsando, a cabeça grossa abrindo caminho, o fundo do meu útero sendo tocado. Eu chorava de prazer, unhas cravadas nas costas dele, arranhando até sangrar. Ele gozou dentro de mim pela segunda vez naquela noite, jatos quentes enchendo tudo, transbordando quando saiu.
Não paramos.
Na cozinha, de madrugada, eu de joelhos no chão frio de taco, chupando ele de novo enquanto ele segurava meu cabelo. Gozou na minha boca, eu engoli tudo, depois ele me sentou na mesa de madeira, pernas abertas, meteu de pé, forte, a mesa rangendo como se fosse quebrar. Gozei gritando o nome dele, gozo espirrando no chão.
No banheiro, sob o chuveiro frio da madrugada, ele me encostou na parede de azulejo, uma perna minha levantada, meteu devagar, beijando meu pescoço, sussurrando “eu te amo… te amo tanto… você é minha pra sempre”. Gozamos juntos ali, água escorrendo pelos nossos corpos suados e marcados.
De volta na cama, já quase amanhecer, ele me abraçou por trás, pau ainda semi-duro dentro de mim, sem meter mais, só ficando ali, pulsando devagar. Mãos grandes acariciando meus seios, minha barriga, minha coxa. Beijando minha nuca.
— A noite toda… — murmurei, voz rouca, corpo dolorido e saciado.
— E todas as noites — respondeu ele, voz baixa, beijando minha orelha. — Pra sempre.
A casa rangeu uma última vez, como se aprovasse.
O sol começou a nascer lá fora, tímido, filtrando pelas cortinas pesadas.
Nós dois dormimos finalmente, entrelaçados, suados, cheios de gozo e de amor proibido.
E a escuridão que nos uniu nunca pareceu tão doce.
Capítulo 7 – A maldição que escolhemos
Os dias que vieram depois daquela noite em que transamos até o amanhecer foram como se o tempo tivesse parado na casa velha de Teresópolis. A serra continuou úmida, a névoa subiu todas as manhãs como sempre, a chuva fina de fevereiro bateu no telhado de zinco com o mesmo ritmo lento e insistente. Mas dentro daquelas paredes de madeira antiga, nada era mais como antes.
Eurico e eu vivíamos como amantes que se conheceram em outra vida e finalmente se encontraram nesta. Acordávamos entrelaçados na cama de dossel, corpos nus colados, o cheiro de sexo e suor misturado ao aroma de café que ele preparava na cozinha velha. Ele me beijava devagar ao acordar, língua explorando minha boca como se fosse a primeira vez, mãos grandes descendo pelas minhas costas, apertando minha bunda, dedos escorregando entre minhas pernas ainda molhadas do gozo da noite anterior.
Fazíamos amor em todos os cantos da casa.
Na cozinha, de manhã cedo, eu me inclinava sobre a mesa de madeira enquanto ele me fodia por trás, devagar no começo, depois forte, a louça tremendo, o café esfriando no fogão. Eu gemia baixo, mordendo o braço pra não acordar os vizinhos distantes, gozando com o pau dele pulsando dentro de mim, enchendo-me de novo.
Na varanda, à tarde, quando a névoa subia grossa e nos cobria como véu, eu montava nele no sofá de balanço antigo. Seios balançando na cara dele, ele chupando meus mamilos duros enquanto eu rebolava devagar, sentindo cada centímetro me preenchendo, gozando juntos olhando a serra engolida pela bruma.
No banheiro, sob o chuveiro frio da madrugada, ele me encostava na parede, levantava uma perna minha, metia fundo e lento, sussurrando no meu ouvido: “Você é minha, Adriana. Minha mulher. Minha mãe. Minha tudo.” Gozávamos abraçados, água escorrendo pelos corpos marcados de arranhões, mordidas, beijos.
As caminhadas continuaram. Manhãs e noites. Quinze, vinte quilômetros pela serra. Mas agora cada parada era pretexto pra nos tocarmos. Num mirante, ele me deitava na grama úmida, lambia minha boceta até eu gozar na boca dele. Numa ponte velha, eu me ajoelhava e chupava ele até encher minha garganta de gozo quente. Voltávamos pra casa suados, exaustos, mas nunca saciados.
A culpa aparecia às vezes. Nas noites mais silenciosas, quando a casa rangeu alto e eu acordava com o peito apertado. Pensava no que o mundo diria. No que eu era. No que nós éramos. Chorava baixo, escondida no ombro dele.
Ele me abraçava mais forte.
— Eu sei — murmurava. — Eu sinto também. Mas eu te amo mais que qualquer lei, mais que qualquer moral. Se isso for maldição, eu escolho ser amaldiçoado contigo. Pra sempre.
Eu beijava ele pra calar a dúvida. E o desejo voltava, queimando tudo.
Vivemos assim. Escondidos. Sem explicar pra ninguém. Sem redes sociais, sem amigos que perguntassem. Só nós dois, a casa velha, a serra, as caminhadas e o sexo que nunca acabava.
Seis anos depois — porque o tempo passa mesmo quando a gente quer que pare — eu ainda sento na varanda à noite, chuva fina caindo, Eurico dormindo ao meu lado no sofá. Ele envelheceu um pouco, rugas finas nos cantos dos olhos pretos, mas o corpo ainda forte, ainda meu. Eu, com quase sessenta, corpo mais pesado, seios mais caídos, mas ele me olha como no primeiro dia: com fome, com amor, com reverência.
A culpa ainda ronda, sombra gótica que passa pela janela como fantasma. Mas o amor é maior. Mais escuro. Mais nosso.
Eu fecho os olhos e sinto a mão dele na minha cintura nua. Ele acorda devagar, beija minha nuca.
— Vamos caminhar? — pergunta, voz rouca de sono.
Eu sorrio.
— Vamos. E depois… a gente continua aqui.
A casa range uma última vez, como se aprovasse.
E nós saímos na névoa, de mãos dadas, sabendo que a escuridão que nos uniu nunca vai nos soltar.
Fim.





gostei muito vou ler todos seus contos se puder e tiver um tempo leia um dos meus bjss
umaverdadeira obra de arte, uma poesia narrada com esmero parabens adorei teu conto
Como sempre você nos traz um conto de incesto delicioso, maravilhoso, gostoso demais de ler e bem picante, excitante, contando o passo a passo, desde a desilusão de um casamento mal acabado até o gozo alucinante, delirante e delicioso na cama com o filhão. As mães sempre serão divinas e quando cuidam dos filhos como essa do conto, são divinas em dobro. Votado e aprovadíssimo, parabéns, mais uma deliciosa obra erótica.
Se puderem votar e deixar seus comentários eu agradeço Tem mais fotos no álbum Bjus mamãe gordelicia