A Sina de Ofélia: Pecado entre Sogra e Genro

Epílogo
Meu nome é Ofélia. Tenho 53 anos e sou viúva há mais de doze. Perdi meu marido quando ainda era jovem demais para entender direito o que era envelhecer sozinha, mas aprendi rápido. Aprendi a gostar do silêncio da casa vazia, do cheiro de café que eu mesma fazia pela manhã, do prazer simples de escolher minha roupa sem precisar prestar satisfação a ninguém. Antes da pandemia, minha vida era exatamente do jeito que eu queria: leve, colorida, cheia de movimento.
Todo fim de semana eu arrumava o cabelo, passava um batom vermelho que combinava com meu humor, vestia um vestido que marcava bem as curvas do meu corpo gordinho — seios fartos, cintura ainda marcada, quadris largos e aquela bunda carnuda que sempre chamava atenção — e ia para os bailes da terceira idade aqui em Joinville. O salão do clube ficava lotado, luzes coloridas piscando, pagode tocando alto, suor misturado com perfume barato. Eu dançava até os pés doerem, ria alto com as amigas, tomava uma cervejinha gelada e, vez ou outra, deixava algum senhor bem-arrumado me levar para casa. Namoradinhos casuais, nada sério. Nunca quis me casar de novo. Gostava da liberdade de chegar quando quisesse, de não ter que explicar onde estive, de poder dizer “não” sem culpa. Me sentia viva, desejada, dona do meu corpo e do meu tempo. Aquela era a Ofélia que eu conhecia: alegre, sem amarras, com fome de vida.
Josias, meu genro, era o oposto disso tudo. Ele e minha filha Odete formavam um casal daqueles que parecem saídos de comercial de margarina. Ele, sério, responsável, sempre em casa depois do trabalho, ajudando com a roupa, cozinhando nos finais de semana, mandando mensagem para ela durante o dia só para saber se estava bem. Um bom marido, daqueles que a gente vê e pensa: “Essa menina acertou na loteria”. Eu gostava dele como genro — educado, respeitoso, nunca deu trabalho. Quando visitava minha casa, trazia pão quente ou ajudava a trocar uma lâmpada queimada. Conversávamos sobre o tempo, sobre política, sobre o preço da carne. Nada além disso. Ele era o marido da minha filha. Ponto final.
Então veio 2020.
No começo ninguém levou a sério. “É só uma gripe forte”, diziam os jornais. “Vai passar rápido.” Eu continuei indo ao baile, só que com menos gente. As amigas começaram a cancelar: “Melhor ficar em casa, Ofélia, tá estranho esse vírus”. Eu ria, achava exagero. Continuei saindo, continuei vivendo. Mas as notícias foram piorando. Casos em Santa Catarina subindo, hospitais lotando, gente morrendo em São Paulo, em Manaus, e de repente o medo chegou aqui em Joinville também. Ruas mais vazias, prateleiras de supermercado sendo esvaziadas, máscaras aparecendo no rosto de todo mundo. O ar parecia mais pesado. O silêncio nas ruas era diferente — não era o silêncio bom da minha solidão escolhida, era um silêncio assustador, como se a cidade estivesse prendendo a respiração.
Odete, minha filha enfermeira, sumiu dentro do hospital. Plantões que não acabavam nunca, turnos dobrados, ela chegando em casa só para tomar banho e voltar. Eu via o cansaço no rosto dela, as olheiras, a voz rouca de tanto falar com paciente. “Mãe, não dá mais pra ficar indo e voltando. É risco pra você também.” Foi aí que a gente conversou sério. Ela precisava ficar mais perto do trabalho, na minha casa que ficava a dez minutos do hospital. Eu, por outro lado, teria que cumprir a quarentena na casa dela, no bairro Bucarein, junto com Josias, que já estava em home office desde março. “É só por enquanto, mãe. Até as coisas acalmarem.”
Eu concordei. O que mais poderia fazer? O mundo parecia estar desabando devagar, e a gente tentava se proteger como dava. Arrumei uma mala com roupas leves, meus produtos de banho, algumas fotos antigas para não me sentir tão deslocada. Odete me deixou na porta da casa deles numa tarde chuvosa de final de março. Um beijo rápido na testa, um “se cuida, mãe” e ela já estava voltando para o carro. Josias abriu a porta para mim com aquele sorriso educado de sempre.
“Entra, sogra. A casa é sua também agora.”
E foi assim que tudo começou. Eu, mulher de 53 anos acostumada com a própria liberdade, entrei naquela casa silenciosa demais, onde o único som era o clique do mouse de Josias no escritório improvisado. Oito meses de confinamento pela frente. Oito meses que eu ainda não sabia que iriam mudar tudo o que eu achava que sabia sobre mim mesma.
Mas isso... isso é outra história.

Capítulo 1 – O Silêncio que Começa
Março de 2020. A chuva fina caía constante sobre Joinville, como se o céu também estivesse com medo. Eu estava parada na calçada do bairro Bucarein, mala na mão, o vestido leve de algodão colando nas minhas coxas grossas por causa da umidade. Odete me deu um beijo rápido na testa, os olhos cansados de quem já não dormia direito há semanas. “Mãe, fica bem. Josias está trabalhando em casa, não vai te incomodar. É só por enquanto, tá?” Ela já estava entrando no carro antes mesmo de eu responder. O motor acelerou e sumiu na esquina, me deixando ali sozinha com o barulho da água batendo nas telhas.
A casa era simples, de dois andares, fachada cinza-claro, janelas grandes que davam para o quintal pequeno. Eu nunca tinha ficado sozinha com Josias por mais de uma tarde. Ele era o marido perfeito da minha filha: sério, organizado, daqueles que chegam em casa no horário, ajudam na cozinha e mandam “cheguei bem” todo dia. Eu gostava dele como genro, nada além disso. Pelo menos era o que eu repetia para mim mesma enquanto a porta se abria.
Josias apareceu de camisa social azul-clara, mangas dobradas até os cotovelos, calça jeans escura. Alto, ombros largos, cabelo castanho curto ainda úmido do banho. Os olhos castanhos encontraram os meus por um segundo a mais do que o normal antes de descerem para a mala. “Entra, sogra. A casa é sua também agora.” A voz dele era grave, calma, o tipo de voz que ecoa num escritório vazio. Ele pegou minha mala sem esforço, os músculos do antebraço marcando sob a pele. Eu senti um calor estranho subir pelo pescoço quando passei por ele no corredor estreito. Meu corpo gordinho roçou de leve no batente da porta; o vestido subiu um pouquinho nas coxas, revelando a pele macia e clara.
A casa cheirava a café fresco e madeira encerada. O silêncio era diferente do meu apartamento no centro — lá eu tinha o barulho dos vizinhos, do trânsito, das minhas próprias risadas ao telefone com as amigas. Aqui era só o tique-taque do relógio da sala e, ao fundo, o som abafado de uma reunião virtual vindo do quarto que ele transformara em escritório. Eu tirei os sapatos, sentindo o piso frio sob os pés. “Vou te mostrar o quarto de hóspedes”, ele disse, subindo a escada na minha frente. Eu não consegui evitar olhar. A calça marcava a bunda firme dele, as costas largas. Balancei a cabeça, afastando o pensamento. “Que bobagem, Ofélia. É o marido da sua filha.”
O quarto era bonito, cama de casal com lençóis brancos, uma janela que dava para o quintal molhado. Eu abri a mala devagar, tirando as roupas dobradas com cuidado. Quando me virei para o espelho do guarda-roupa, parei. Aos 53 anos, eu ainda me olhava e gostava do que via. O corpo gordinho que os bailes tanto celebravam estava ali, inteiro: seios fartos, pesados, ainda firmes o suficiente para preencher o decote do vestido sem sutiã; barriga macia, com aquelas curvinhas que eu nunca escondi; quadris largos, cintura marcada, e aquela bunda carnuda, redonda, que balançava quando eu dançava pagode até o sol raiar. Passei as mãos pela cintura, desci até as nádegas, apertando de leve. A pele estava quente. Fazia meses que ninguém tocava ali. A última vez tinha sido com o Zé, um viúvo simpático do baile do clube, antes de tudo fechar. Agora, só o toque das minhas próprias mãos.
Desci para a cozinha. Josias estava sentado à mesa, laptop aberto, fones no ouvido. Eu abri a geladeira, fingindo procurar algo. “Vou fazer um café fresco, quer?” Ele tirou um fone. “Quero, obrigado.” Sorri, me inclinando um pouco mais do que precisava para pegar o pó na prateleira de cima. O vestido subiu nas coxas, o tecido fino colando nas curvas da minha bunda. Senti o olhar dele por um segundo — rápido, quase imperceptível — antes dele voltar para a tela. Meu coração deu um salto bobo. “Calma, mulher. É só o genro.”
O dia passou devagar. Eu arrumei a casa inteira, passei pano no chão que já brilhava, organizei a despensa. O silêncio era ensurdecedor. De vez em quando ouvia a voz dele no escritório: “Sim, o relatório está pronto… não, ainda não podemos voltar ao escritório.” Palavras sérias, profissionais. Mas o timbre grave fazia algo se mexer dentro de mim. À tarde, a chuva aumentou. Liguei a TV na sala. As notícias eram um soco no estômago: casos explodindo em Santa Catarina, hospitais em Joinville começando a lotar, gente morrendo em Manaus, em São Paulo. “É só uma gripe forte”, eu tinha dito para as amigas duas semanas atrás, rindo no grupo do WhatsApp. Agora ninguém ria mais.
Josias desceu para o jantar. Eu tinha feito arroz, feijão, bife acebolado e uma salada simples. Sentamos um de frente pro outro. Ele elogiou a comida, educado como sempre. Conversamos sobre o vírus, sobre Odete que estava exausta, sobre como o mundo parecia ter parado de repente. “Nunca imaginei viver uma coisa assim”, ele disse, mexendo o garfo no prato. Seus olhos encontraram os meus. “E você, sogra? Deve estar sentindo falta dos bailes, né?” Eu ri baixo, cruzando as pernas por baixo da mesa. “Muita. Dançar, rir, sentir o corpo se mexendo… agora é só isso aqui.” Fiz um gesto com a mão, apontando a casa silenciosa. Ele não respondeu de imediato. Só olhou para mim um segundo a mais, depois baixou os olhos para o prato.
À noite, deitada na cama de hóspedes, o silêncio me engoliu. Ouvia o vento batendo na janela, o clique distante do mouse dele ainda trabalhando. Meu corpo estava quente, inquieto. Fazia tempo que eu não sentia aquela fome. Anos de liberdade, de corpos quentes nos bailes, de mãos que apertavam minha bunda carnuda na pista de dança, de beijos molhados no estacionamento escuro. Agora, nada. Só eu, o medo crescendo lá fora e esse homem proibido respirando do outro lado do corredor. Passei a mão pela barriga, subi até os seios fartos, apertando o mamilo por cima do tecido fino da camisola. Um suspiro escapou. “Que loucura”, sussurrei para o escuro.
Mas o pensamento já estava ali, plantado como uma semente venenosa: e se o mundo realmente estivesse acabando? E se esta fosse a última chance de sentir algo vivo de novo? Rolei na cama, apertando as coxas grossas uma contra a outra. O sono demorou a chegar. E quando veio, trouxe sonhos confusos de música alta, suor, mãos grandes apertando minha cintura… e olhos castanhos que não eram do Zé.
O primeiro dia tinha acabado. Oito meses pela frente. Eu ainda não sabia que aquele silêncio ia me devorar inteira.

Capítulo 2 – Os Olhares que Queimam

Abril de 2020 chegou trazendo uma chuva que não parava mais, como se Joinville estivesse chorando junto com o mundo. As notícias na TV eram um soco diário no peito: casos dobrando em Santa Catarina, hospitais de Joinville começando a pedir ajuda, gente morrendo sozinha em UTIs lotadas. Eu acordava cedo, o coração apertado, e ia para a cozinha preparar o café antes de Josias descer. Aos 53 anos, eu ainda me olhava no espelho do banheiro depois do banho e gostava do que via — o corpo gordinho, macio, cheio de curvas que os anos não tinham conseguido roubar. Seios fartos, pesados, com mamilos rosados que marcavam o tecido fino das blusas. Barriga suave, quadris largos, coxas grossas que se esfregavam uma na outra quando eu andava, e aquela bunda carnuda, redonda, empinada, que sempre foi meu orgulho nos bailes. Eu passava creme devagar, sentindo a pele quente, imaginando mãos que não eram minhas.

Escolhia a roupa com mais cuidado agora. Nada escandaloso — ainda não. Um short de algodão justo que marcava bem a curva da minha bunda, uma blusa de alcinha com decote em V que deixava o vale profundo entre meus seios à mostra. Sem sutiã, porque o calor dentro de casa era insuportável e, bem… porque eu queria que ele visse. Queria que ele notasse. Eu me dizia que era só para me sentir viva, para combater o silêncio que estava me engolindo. Mas no fundo eu sabia: era para ele.

Josias descia sempre pontual, cabelo ainda molhado, camisa social desabotoada no colarinho, cheiro de sabonete misturado com café. “Bom dia, Ofélia.” A voz grave, educada, mas os olhos… os olhos já não desviavam tão rápido. Eu servia o café, me inclinando sobre a mesa. O decote se abria naturalmente. Sentia o olhar dele descer por um segundo, depois voltar rápido para a xícara. Meu corpo reagia imediatamente — um calor subindo pela barriga, os mamilos endurecendo contra o tecido fino. Eu sorria inocente. “Quer pão quente? Fiz agora.” Ele aceitava, dedos roçando os meus quando eu entregava o prato. Um toque rápido, mas que deixava faísca.

Os dias se arrastavam. Ele ficava trancado no escritório improvisado, voz ecoando pelas reuniões virtuais: “Sim, o prazo é sexta… não, ainda não podemos voltar ao escritório.” Eu tentava ocupar o tempo. Lavava louça, passava pano no chão, arrumava gavetas que não precisavam de arrumação. Mas toda vez que passava pelo corredor, eu diminuía o passo. Olhava pela fresta da porta. Ele concentrado na tela, maxilar travado, dedos fortes digitando. Eu imaginava aquelas mãos na minha cintura, apertando minha bunda carnuda, me puxando contra ele. Balançava a cabeça e seguia. “Loucura, Ofélia. É o marido da Odete.”

À tarde, o medo nos juntava na sala. Eu ligava a TV no jornal. Números subindo, imagens de filas em hospitais, gente de máscara chorando. Uma vez, uma reportagem mostrou um idoso sozinho na UTI. Eu senti um aperto no peito. “Meu Deus… e se for nosso último mês, Josias?” As palavras saíram baixas, quase sem querer. Ele estava sentado no sofá, a poucos centímetros de mim. Tirou os olhos do celular. “Não fala isso, sogra.” Mas a voz saiu rouca. Eu me aproximei um pouco mais no sofá, cruzando as pernas. O short subiu, revelando a pele macia das coxas grossas. Ele olhou. Demorou mais que o normal. Meu coração batia forte.

“Eu sinto falta de dançar”, confessei, tentando aliviar o peso. “De sentir o corpo se mexendo, de alguém me segurando pela cintura…” Ri baixo, mas o riso saiu nervoso. Ele engoliu seco. “Você deve ser uma ótima dançarina.” Os olhos castanhos desceram pelo meu corpo — seios, barriga, quadris, parando um segundo na curva da minha bunda contra o sofá. Senti a umidade crescer entre as pernas. Apertei as coxas, disfarçando.

Uma noite, depois de um dia especialmente ruim — mais de mil mortos no país —, ele desceu mais cedo. Tinha bebido uma taça de vinho. Eu estava na cozinha, de costas, lavando louça. A blusa fina colava na pele suada, marcando cada curva. Senti ele se aproximar. “Precisa de ajuda?” A voz bem atrás de mim. Virei devagar. Nossos corpos quase se tocaram. Ele era alto, eu tive que olhar para cima. O cheiro dele — homem, suor limpo, vinho — me deixou tonta. “Não precisa… mas pode secar os pratos se quiser.” Sorri, passando o pano molhado. Quando me inclinei para pegar outro prato, minha bunda roçou de leve na coxa dele. Ele não se afastou. Ficou ali, respirando mais pesado.

“Você é uma mulher linda, Ofélia.” As palavras saíram baixas, quase contra a vontade. Meu estômago deu um salto. Virei completamente, encostando a barriga macia na beira da pia. “Linda? Aos 53 anos?” Ri, mas coloquei a mão no peito, fingindo surpresa. O decote se abriu mais. Seus olhos desceram direto para meus seios fartos. “Linda sim. Sempre foi.” Ele pigarreou, deu um passo atrás, mas o volume na calça jeans já estava visível. Eu fingi não notar. Meu corpo inteiro latejava.

Daquele dia em diante, os olhares ficaram mais pesados. Eu me insinuava sem pressa — um “acidente” ao esbarrar nele no corredor estreito, meu seio roçando o braço dele. Uma tarde, enquanto ele trabalhava, levei café no escritório. Me inclinei sobre a mesa para colocar a xícara. A blusa abriu. Ele olhou direto para dentro do decote, para os seios pesados balançando de leve. “Obrigado”, murmurou, voz rouca. Quando saí, senti o olhar queimando na minha bunda carnuda enquanto eu rebolava de propósito.

À noite, sozinha na cama, eu não aguentava mais. Tirava a camisola fina, deitava de costas, mãos descendo pelo corpo. Apertava os seios fartos, imaginando a boca dele ali. Dedos deslizavam entre as coxas grossas, encontrando a boceta molhada, inchada. Me tocava devagar, pensando nele me olhando, me desejando. Gozava mordendo o travesseiro para não gemer alto, o nome “Josias” preso na garganta. Depois ficava ali, suada, coração disparado, pensando: “O mundo pode acabar amanhã. E eu tô aqui, viva, com um homem proibido do outro lado do corredor.”

O silêncio da casa já não era só silêncio. Era tensão. Era desejo se acumulando como uma tempestade. Josias ainda resistia — era bom marido, sério, fiel. Mas eu via nos olhos dele: o mesmo fogo que queimava em mim. O medo do apocalipse tornava tudo mais urgente. Cada dia era um passo mais perto da beira do precipício.

E eu, Ofélia, estava começando a querer pular.

Capítulo 3 – O Toque que Acende
Maio de 2020. O outono em Joinville virou um inverno úmido e cinza que parecia nunca acabar. A chuva batia nas janelas como dedos impacientes, e as notícias na TV eram um martelo constante no peito: hospitais de Santa Catarina lotados, fila de espera por respirador em Joinville, mortes diárias subindo para centenas no Brasil. Eu acordava suada, o coração disparado, pensando que talvez aquela fosse a última manhã. O mundo estava acabando devagar, e eu, trancada naquela casa com o homem errado, sentia minha pele queimar de uma fome que eu não conseguia mais ignorar.
Eu tinha parado de fingir que era só convivência educada. Aos 53 anos, meu corpo gordinho não queria mais esperar. Depois do banho, eu me olhava nua no espelho do quarto de hóspedes: seios fartos, pesados, balançando levemente quando eu respirava fundo, mamilos rosados já duros só de imaginar. Barriga macia, com aquelas dobrinhas gostosas que eu apertava de leve, quadris largos, coxas grossas que se esfregavam, e a bunda carnuda, redonda, empinada, que eu virava de lado para admirar. Passei óleo corporal devagar, mãos deslizando pelas curvas, descendo até entre as pernas. Estava molhada só de pensar nele. Escolhi uma camisola fina de algodão, quase transparente, sem nada por baixo. O tecido colava nos seios, marcando os mamilos, e quando eu andava, a barra mal cobria metade da bunda.
Desci para a cozinha. Josias já estava na mesa, laptop aberto, mas os olhos subiram devagar quando me viu. “Bom dia, Ofélia.” A voz saiu mais rouca que o normal. Eu sorri, me aproximando para servir o café. Me inclinei bem perto, o decote da camisola se abrindo, meus seios fartos quase roçando o braço dele. O cheiro do meu óleo corporal de baunilha misturado com o calor da minha pele preencheu o ar. Ele engoliu seco, os olhos castanhos descendo direto para o vale profundo entre meus peitos. “Está quente hoje, né?”, murmurei, fingindo abanar o decote. Meu mamilo esquerdo roçou de leve na manga da camisa dele. Ele não se mexeu. Ficou ali, respirando pesado.
O dia seguiu com aquela eletricidade no ar. Eu limpava a sala enquanto ele trabalhava no escritório. Passava o pano devagar, de quatro no chão para alcançar embaixo do sofá, a camisola subindo, deixando a bunda carnuda exposta. Sabia que ele tinha saído do escritório para pegar água. Ouvi o passo parar no corredor. Senti o olhar queimando na minha pele. Virei o rosto devagar, ainda de quatro. “Precisa de algo, Josias?” Ele estava parado, mão na maçaneta, volume evidente na calça cinza de moletom. “Não… só… água.” Mas não se mexeu. Eu me levantei devagar, rebolando de propósito, a camisola descendo de novo sobre as coxas grossas. Passei por ele no corredor estreito. Meu seio roçou o peito dele. Ele fechou os olhos por um segundo.
À tarde, o temporal piorou. Luz piscou, depois apagou. Só velas. Eu acendi algumas na sala. Josias desceu, só de camiseta regata e moletom. Os músculos dos braços marcados, peito largo. Sentamos no sofá, mais perto que o necessário. A TV a pilha mostrava o jornal: “Mortes por Covid-19 em SC chegam a 300 esta semana.” Eu tremi. “Meu Deus, Josias… e se não sobrar ninguém? E se a gente morrer aqui, sem ter vivido de verdade?” Minha voz saiu baixa, quebrada. Ele virou o rosto para mim. Estávamos a menos de trinta centímetros. “Não vai acontecer, Ofélia. Eu tô aqui.” A mão dele pousou no meu joelho, por cima da camisola fina. O toque queimou como brasa.
Eu não tirei. Em vez disso, coloquei minha mão sobre a dele e apertei de leve. “Você é um bom homem, Josias. Bom marido da minha filha. Mas… você também sente, né? Esse silêncio, esse medo…” Meus dedos subiram devagar pela coxa dele, sentindo o músculo tenso. Ele respirou fundo, mas não afastou a mão. “Ofélia… isso não pode…” A voz saiu quase um sussurro. Eu me aproximei mais. Meu seio fartou roçou o braço dele. “O mundo pode acabar amanhã. Você quer morrer sem saber como é sentir algo de verdade?” Meu joelho tocou o dele. Abri um pouco as pernas. O cheiro da minha excitação já estava no ar — doce, quente, proibido.
Ele olhou para baixo. A camisola tinha subido, revelando a curva da minha bunda carnuda contra o sofá. A mão dele deslizou devagar para cima, subindo pela minha coxa grossa. Dedos ásperos, quentes, pararam a poucos centímetros da minha boceta molhada. Eu gemi baixinho, sem conseguir segurar. “Toca, Josias. Só um pouquinho. Ninguém vai saber.” Ele hesitou, maxilar travado, olhos escuros de desejo e culpa. Mas o dedo indicador deslizou mais um centímetro, roçando a borda da minha boceta inchada. Eu estava encharcada. Ele sentiu. Fechou os olhos e soltou um gemido rouco.
“Porra, Ofélia… você tá molhada pra caralho.” A voz dele tremeu. Eu abri mais as pernas, convidando. O dedo dele deslizou entre meus lábios, tocando meu clitóris inchado. Eu arqueei as costas, seios fartos empinando contra o tecido fino. Ele começou a circular devagar, olhos fixos nos meus. O toque era hesitante no começo, depois mais firme. Eu segurei o pulso dele, guiando. “Assim… mais forte.” Ele obedeceu. Dois dedos agora, entrando devagar na minha boceta apertada, quente. Eu rebolava contra a mão dele, bunda carnuda se mexendo no sofá. Os seios balançavam livres. Ele olhava hipnotizado.
De repente, ele puxou a mão. Levantou rápido, passando as mãos no cabelo. “Não… não pode. Odete… isso é errado.” Mas o volume na calça estava enorme, a cabeça do pau marcando o tecido. Eu me levantei também, corpo colado no dele. Meu seio pressionou o peito dele. Senti o coração dele batendo forte. “Errado? O errado é a gente morrer sem ter vivido, Josias.” Coloquei a mão na barriga dele, descendo devagar. Toquei o pau por cima do moletom. Estava duro, latejando. Ele gemeu, segurou meu pulso, mas não tirou minha mão.
Ficamos assim, colados, velas tremendo, chuva batendo lá fora, medo do apocalipse no ar. Meu corpo inteiro latejava. Eu queria ele dentro de mim, queria sentir aquela rola grossa me abrindo, queria ele me fodendo como se o mundo fosse acabar amanhã. Mas ele soltou minha mão e deu um passo atrás. “Eu… preciso trabalhar.” Subiu a escada quase correndo.
Eu fiquei na sala, pernas tremendo, boceta pingando. Subi para o quarto, tirei a camisola, deitei na cama. Dedos voltaram para onde ele tinha parado. Me toquei pensando na mão dele, nos dedos grossos me fodendo. Gozei forte, gemendo o nome dele baixo, corpo convulsionando, bunda empinando contra o lençol. Depois fiquei ali, ofegante, olhando o teto escuro.
O toque tinha acontecido. A porta estava entreaberta. E eu, Ofélia, não ia deixar ele fechar de novo.
O mês de maio mal tinha começado, e o fogo já estava alto demais para apagar.

Capítulo 4 – A Rendição
Junho de 2020. Joinville parecia um cenário de filme apocalíptico. As ruas vazias, o toque de recolher informal que todo mundo respeitava por medo, as notícias que chegavam como facadas: mais de mil mortes por dia no Brasil, hospitais de Santa Catarina em colapso total, fila de caminhões frigoríficos em São Paulo carregando corpos. Eu já não conseguia dormir sem acordar suando, pensando que talvez aquela fosse a última noite da humanidade. O vírus não era só uma gripe. Era o fim. E ali estávamos nós dois, trancados naquela casa do Bucarein, eu com 53 anos de corpo faminto e Josias com a culpa estampada no rosto desde o toque proibido de maio.
Naquela noite de sexta, depois de um dia especialmente pesado — Odete tinha mandado áudio chorando porque perdeu uma colega de enfermagem —, decidimos desligar o jornal. “Vamos assistir um filme, sogra? Qualquer coisa pra esquecer isso aí”, ele disse, voz grave, olhos cansados. Eu concordei. Escolhemos um suspense antigo na Netflix: “O Silêncio dos Inocentes”. Algo que não fosse notícia, mas que ainda assim apertasse o peito. Sentamos no sofá da sala, luz apagada, só o brilho da TV. Eu estava de camisola fina de algodão cinza, sem nada por baixo, o tecido colando na pele quente por causa da umidade do ar. Meus seios fartos marcavam o tecido, mamilos já duros de nervoso. A barra mal cobria metade das coxas grossas.
O filme começou tenso. Eu me encolhi no canto do sofá, braços cruzados sobre os seios. Quando Hannibal Lecter apareceu na tela com aquele olhar frio, eu soltei um suspiro assustado. Josias olhou para mim de lado. “Tá com medo?” Eu ri nervosa. “Um pouco… esse filme é pesado pra caralho.” Ele não disse nada. Só esticou o braço e me puxou devagar para perto dele. “Vem cá, Ofélia. Eu te protejo.” Sua voz saiu baixa, quase rouca. Meu coração disparou. Eu me deixei levar. Meu corpo gordinho encostou no dele. Ele passou o braço por cima dos meus ombros, me puxando para o peito largo. Minha cabeça repousou no ombro dele. Senti o cheiro de homem limpo, suor leve, sabonete. Meu seio esquerdo pressionou contra o peito dele. Ele não afastou.
A cena da masmorra chegou. Eu me encolhi mais, tremendo de verdade agora — não só do filme, mas do medo real lá fora, do mundo acabando. Josias apertou o abraço. Sua mão grande desceu pelas minhas costas, parou na curva da minha cintura. “Shhh… tá tudo bem. Eu tô aqui.” Os dedos dele subiram devagar, acariciando minha nuca. Eu levantei o rosto. Nossos olhos se encontraram no escuro. O filme continuava, mas ninguém mais olhava para a tela. Ele baixou a cabeça e me beijou.
Foi lento no começo. Lábios quentes, hesitantes. Depois faminto. Língua dele invadindo minha boca, mãos apertando minha cintura. Eu gemi baixo, subindo no colo dele. Minhas coxas grossas abriram em volta da cintura dele. Senti o pau já duro marcando a calça de moletom contra minha boceta molhada. “Josias…”, sussurrei contra a boca dele. “Eu quero você. Agora.” Ele rosnou, virou meu corpo com facilidade. Me colocou de quatro no sofá, joelhos afundando nas almofadas, bunda carnuda empinada para ele. A camisola subiu até a cintura. Eu estava completamente exposta.
“Porra, Ofélia… essa bunda…” As mãos grandes dele apertaram minhas nádegas, separando, apertando forte. Dedos grossos deslizaram entre minhas coxas, encontrando a boceta encharcada. Dois dedos entraram de uma vez. Eu gemi alto, empinando mais. Ele tirou os dedos, baixou o moletom. Senti a cabeça grossa do pau roçando minha entrada. “Você é minha agora”, ele murmurou, voz escura, possessiva. E entrou. De uma vez. Fundo. Todo. Eu gritei de prazer, mãos agarrando o encosto do sofá. Ele era grosso, longo, me abrindo inteira. Começou a estocar forte, ritmado, mãos firmes na minha bunda carnuda, batendo pele contra pele. Meus seios fartos balançavam soltos, mamilos roçando o tecido do sofá a cada investida. “Assim… me fode, Josias… mais forte!”
Ele obedeceu. Estocadas brutais, profundas, o pau batendo no fundo da minha boceta. Uma mão desceu, encontrou meu clitóris inchado, esfregando enquanto me comia. Eu gozei primeiro, forte, pernas tremendo, boceta apertando ele como um punho. Gritei o nome dele. Ele não parou. Me virou de lado só o suficiente para segurar um dos meus seios fartos, apertando o mamilo enquanto continuava metendo. “Essa boceta é minha… essa bunda é minha…” Grunhia como animal. O medo do mundo acabando tornava tudo mais urgente, mais selvagem.
Gozei de novo, chorando de prazer. Só então ele puxou para fora, virou meu corpo, me carregou no colo — pernas gordas em volta da cintura dele — e subiu a escada para o quarto dele. Me jogou na cama de casal que dividia com Odete. Tirou a camisola pela cabeça. Ficou me olhando nu, pau brilhando da minha excitação. “Linda pra caralho…” Subiu em cima de mim, entrou de novo, agora de frente, olhos nos olhos. Estocadas lentas, profundas, enquanto me beijava. Minhas mãos apertavam as costas dele, unhas cravando. Gozamos juntos. Ele gozou dentro de mim, quente, muito, enchendo tudo. Ficamos ali, suados, ofegantes, o filme ainda rodando lá embaixo.
Ele me abraçou forte depois. “Isso não pode sair daqui, Ofélia.” A voz dele estava carregada de culpa e desejo. Eu sorri no escuro, acariciando o peito dele. “O mundo pode acabar amanhã, Josias. E eu não vou morrer sem ter vivido isso.”
A rendição tinha acontecido. Não era mais só olhar ou toque. Era corpo, era pecado, era vício. E eu, Ofélia, não queria mais voltar atrás.

Capítulo 5 – O Vício se Instala
Julho de 2020. Joinville já não parecia mais uma cidade — parecia o cenário de um filme de fim de mundo que ninguém queria ver. As ruas do Bucarein estavam desertas até às oito da noite, toque de recolher informal imposto pelo medo. As notícias na TV eram um pesadelo sem fim: mais de 60 mil mortos no Brasil, Santa Catarina com hospitais transformados em campos de batalha, corpos empilhados em caminhões frigoríficos em Manaus. Eu acordava todas as manhãs com o peito apertado, pensando que talvez aquela fosse a última vez que eu veria o sol. O vírus não perdoava ninguém. E eu, aos 53 anos, trancada naquela casa com o homem que agora era meu vício, sentia o desejo crescer mais forte que o medo.
O sexo tinha virado rotina perigosa. Toda noite, depois que Josias terminava as reuniões, eu ia até ele. Ele me comia na mesa da cozinha, no sofá, contra a parede do corredor. Adorava minha bunda carnuda — me colocava de quatro, batia forte, abria as nádegas e entrava devagar, depois rápido, gemendo “Essa bunda é minha, Ofélia, só minha”. Eu cavalgava ele no chão da sala, seios fartos quicando, rebolando até gozar gritando. Ele me chupava por horas, língua habilidosa devorando minha boceta molhada, dedos grossos me abrindo enquanto eu apertava meus próprios mamilos. O mundo podia acabar amanhã, e a gente fodia como se fosse a última noite da humanidade.
Mas o vício precisava de mais. Precisava de risco.
Foi numa tarde de terça, calor insuportável. Eu estava deitada no sofá da sala, só de shortinho de algodão e uma blusa fina sem sutiã, seios fartos marcados no tecido. Josias trabalhava no laptop na poltrona ao lado. Meu celular tocou. Era Odete, minha filha, ligando por voz. Atendi rápido, voz normal:
— Oi, filha! Tudo bem por aí?
Josias olhou para mim, olhos escurecendo imediatamente. Ele sabia. Sorriu daquele jeito perigoso que eu já tinha aprendido a amar. Levantou devagar, veio até o sofá. Eu continuei falando:
— Sim, tô bem… o Josias tá trabalhando aqui do lado…
Ele se ajoelhou entre minhas pernas. Puxou o shortinho para baixo junto com a calcinha, expondo minha boceta já molhada, inchada de tesão. Eu abri as coxas grossas, coração disparado. Ele baixou a cabeça e lambeu devagar, língua quente passando pela minha entrada, subindo até o clitóris. Eu mordi o lábio para não gemer.
— Mãe? Você tá aí? — Odete perguntou do outro lado.
— Tô… tô sim, filha… só… tô arrumando umas coisas aqui — respondi, voz tremendo de leve.
Josias enfiou a língua inteira dentro de mim, fodendo minha boceta com ela, nariz roçando meu clitóris. Suas mãos grandes apertavam minhas coxas gordas, me abrindo mais. Eu empinava o quadril devagar, rebolando contra a boca dele. Meus seios subiam e desciam rápido. Ele chupava meu clitóris com fome, sugando, lambendo rápido, dois dedos entrando fundo, curvando para acertar aquele ponto que me fazia ver estrelas.
— Mãe, você tá ofegante… tá tudo bem mesmo? — Odete insistiu.
— Tá… tudo ótimo… só… calor… muito calor hoje — gemi baixo, disfarçando com uma risada.
Josias sorriu contra minha boceta, acelerou os dedos, língua implacável. Eu segurei o celular com uma mão, a outra agarrou o cabelo dele, puxando contra mim. Gozei forte, boceta apertando os dedos dele, corpo inteiro tremendo, mordendo o próprio braço para não gritar o nome dele. O orgasmo foi longo, molhado, eu pingando na boca dele. Josias lambeu tudo, limpo, olhos nos meus, possessivo.
— Tá bom, mãe. Beijo. Te amo — Odete disse e desligou.
Eu larguei o celular, puxei ele para cima e beijei ele com gosto da minha própria boceta. “Seu safado… quase me fez gozar falando com ela.”
Ele riu baixo, pau duro marcando a calça. “Você adora o risco, né? Sua boceta ficou mais molhada ainda.”
Dois dias depois, foi a vez dele.
Era noite. Eu estava de joelhos no chão da sala, entre as pernas dele. Josias sentado na poltrona, laptop fechado, celular na mão em videochamada com Odete. Ele tinha colocado o fone de ouvido para o som não vazar. Eu, completamente nua, seios fartos balançando, bunda carnuda empinada para trás.
— Oi, amor… como foi seu dia? — ele falou com a voz mais calma possível, olhando para a tela.
Eu baixei a calça dele devagar, liberando o pau grosso, latejando, cabeça vermelha brilhando de pré-gozo. Segurei com as duas mãos, lambi da base até a ponta, devagar, olhando para ele. Ele engoliu seco, maxilar travado.
— Tudo bem… trabalho normal… e você, como tá aí no hospital? — respondeu para a filha.
Eu abri a boca e engoli ele inteiro, fundo, garganta relaxando. Chupei com vontade, cabeça subindo e descendo, língua girando na cabeça, sugando forte. Uma mão massageava as bolas pesadas, a outra apertava a base. Seus quadris se mexiam de leve, fodendo minha boca devagar. Eu babava tudo, saliva escorrendo pelo queixo, pingando nos meus seios fartos.
— Amor… você tá estranho… tá suando? — Odete perguntou da tela.
Josias apertou o celular com mais força, dedos brancos. “É… calor… o ar-condicionado tá ruim hoje.” Ele olhou para baixo, olhos escuros de tesão, vendo minha boca cheia do pau dele, bochechas fundas, olhos lacrimejando de tanto engolir.
Eu acelerei, chupando mais rápido, mais fundo, garganta apertando a cabeça. Ele segurou minha cabeça com a mão livre por um segundo, empurrando mais. Eu gemi baixo, vibração no pau dele. Ele tossiu para disfarçar.
— Tá bom, amor… te amo… preciso desligar, reunião agora — ele disse rápido, voz rouca.
Desligou a chamada no exato momento que gozou. Jatos quentes, grossos, enchendo minha boca. Eu engoli tudo, lambendo até a última gota, olhando para ele com olhos de puta safada. Ele largou o celular, puxou meu cabelo, me beijou feroz, provando o próprio gosto na minha língua.
— Você é louca… se ela tivesse visto…
— Mas não viu — respondi, sorrindo contra a boca dele. — E você adorou.
Daquele dia em diante, o vício ficou ainda mais escuro. Toda vez que o celular tocava, a gente se olhava com aquele sorriso cúmplice e perigoso. O medo do mundo acabando misturado com o risco de sermos pegos tornava tudo mais intenso. Eu era dele. Ele era meu. E Odete, sem saber, virava parte do nosso jogo proibido.
Agosto estava chegando. O confinamento continuava. E a gente já não conseguia mais parar.

Capítulo 6 – O Medo e o Desejo

Setembro de 2020. Joinville já não era mais a mesma. O inverno tinha se arrastado como uma sentença, e agora a primavera teimava em não chegar de verdade — só mais chuva, mais cinza, mais silêncio nas ruas. Os números na TV eram um pesadelo que não acabava: mais de 130 mil mortos no Brasil, Santa Catarina batendo recordes diários de internações, hospitais de Joinville transformados em zonas de guerra. Eu já não ligava mais a televisão todo dia. Bastava olhar pela janela para ver o medo: máscaras em todo mundo, filas nos supermercados, gente evitando se olhar nos olhos. Era como se a cidade inteira estivesse esperando o golpe final.

Eu também esperava. Só que o meu golpe não vinha de fora. Vinha de dentro. Vinha dele.

Josias e eu já não disfarçávamos mais. O vício tinha virado necessidade. Toda manhã eu acordava com o corpo dolorido de tanto sexo da noite anterior — coxas marcadas por dedos, bunda vermelha de tapas, seios sensíveis de tanta chupada. Ele me comia em todo canto da casa: na cozinha de manhã cedo, antes da primeira reunião dele; no banheiro enquanto eu tomava banho; na escada, de surpresa, me pegando de costas contra o corrimão. Eu adorava quando ele me virava de quatro na cama, mãos grandes apertando minha bunda carnuda, abrindo as nádegas enquanto entrava fundo, gemendo baixo no meu ouvido: “Você é minha puta agora, Ofélia. Só minha.” Eu rebolava contra ele, boceta apertando o pau grosso, gozando várias vezes antes de ele encher tudo de porra quente.

Mas naquela semana algo mudou. Uma amiga minha do baile, a Marlene, morreu. Sozinha no hospital, sem ninguém da família poder se despedir. Odete me contou pelo telefone, voz embargada. “Mãe… foi rápido. Ela não aguentou.” Eu desliguei e chorei. Chorei como não chorava desde que meu marido morreu. Sentei no chão da cozinha, costas na parede fria, soluços sacudindo meu corpo gordinho. Josias desceu do escritório quando ouviu. Não disse nada. Só se ajoelhou na minha frente, me puxou para o colo dele como se eu fosse uma criança. Eu enterrei o rosto no peito dele, molhando a camisa com lágrimas. “Eu tô com medo, Josias… medo de verdade. E se for a gente? E se a Odete…?”

Ele me apertou forte. “Não vai ser. Eu não vou deixar.” A voz dele tremia um pouco, mas as mãos eram firmes. Me levantou do chão, me carregou para o quarto dele — o quarto que dividia com minha filha. Me deitou na cama com cuidado. Tirou minha roupa devagar, peça por peça, beijando cada centímetro de pele que aparecia. Seios fartos, barriga macia, coxas grossas, bunda carnuda. Ele me olhava como se eu fosse a coisa mais preciosa do mundo. “Você é linda… mesmo chorando, mesmo com medo, você é linda pra caralho.”

Não foi sexo selvagem daquela vez. Foi lento. Intenso. Ele se deitou em cima de mim, corpo pesado me cobrindo, pau duro roçando minha entrada molhada. Entrou devagar, centímetro por centímetro, olhos nos meus o tempo todo. “Eu te protejo, Ofélia. Mesmo que o mundo acabe, eu te tenho.” Estocadas profundas, ritmadas, como se quisesse me marcar por dentro. Minhas pernas gordas envolveram a cintura dele, puxando mais fundo. Seus lábios nos meus, beijos molhados, línguas se enrolando. Uma mão segurava meu seio, apertando o mamilo, a outra na minha nuca, me mantendo perto.

Eu chorei enquanto gozava. Lágrimas escorrendo pelo rosto, corpo convulsionando, boceta apertando ele com força. “Josias… eu te amo… de um jeito errado, mas amo.” As palavras saíram sem querer, roucas, verdadeiras. Ele parou por um segundo, olhos escurecendo. Depois acelerou, estocadas mais fortes, mais desesperadas. “Eu também te amo, Ofélia. De um jeito que não tem volta.” Gozou dentro de mim, gemendo meu nome, enchendo tudo, corpo tremendo em cima do meu.

Ficamos ali depois, de conchinha, suados, ofegantes. Ele me abraçava por trás, pau ainda meio duro dentro de mim, mão grande cobrindo meu seio. “Nunca vou te soltar”, sussurrou no meu ouvido. “Nem se o mundo acabar. Nem se a Odete voltar. Você é minha agora.” Eu virei o rosto, beijei ele devagar. “Então me ama errado pra sempre.”

Naquela noite o medo não foi embora, mas ele ganhou um contrapeso. O desejo. A certeza de que, se o apocalipse viesse, a gente ia enfrentar juntos — nus, suados, fodendo até o último segundo. Eu, com meu corpo gordinho marcado por ele; ele, com a culpa virando posse.

Outubro estava logo ali. As restrições começavam a afrouxar devagar. Odete já falava em voltar para casa em breve. Mas a gente não pensava nisso ainda. A gente só pensava no agora. No próximo toque. No próximo gozo. No próximo “eu te amo” sussurrado no escuro.

O medo nos uniu. O desejo nos prendeu. E eu sabia: nada nunca mais seria como antes.


Capítulo 7 – O Fim que Não É Fim

Outubro de 2020. O ar em Joinville começava a mudar. A primavera finalmente dava sinais de vida: dias mais longos, um sol tímido que entrava pelas janelas da casa no Bucarein, menos chuva batendo nas telhas como um aviso de morte. As notícias ainda eram ruins — mortes diárias na casa dos milhares, hospitais sobrecarregados —, mas algo estava se movendo. As restrições afrouxavam devagar. Supermercados voltavam a encher as prateleiras, gente começava a sair de casa com mais frequência, máscaras ainda obrigatórias, mas o pavor coletivo parecia perder força. O apocalipse que a gente achava que ia nos engolir inteiro estava recuando, deixando espaço para o mundo real voltar. E com ele, a realidade que a gente tinha ignorado por oito meses.

Odete ligou numa tarde de quinta. Voz cansada, mas aliviada: “Mãe, as coisas estão melhorando no hospital. Plantões voltando ao normal. Acho que já posso voltar pra casa na semana que vem. Você pode vir pra cá de novo?” Eu respondi com um “claro, filha”, voz firme, mas por dentro sentia um buraco se abrindo no peito. Josias estava do outro lado da mesa da cozinha, ouvindo tudo. Quando desliguei, nossos olhares se cruzaram. Nenhum dos dois disse nada por um minuto inteiro. Só o som do relógio na parede marcando o tempo que a gente estava prestes a perder.

Aquela última semana foi uma loucura desesperada. A gente transava como se cada vez fosse a última. De manhã, antes dele abrir o laptop, eu me ajoelhava debaixo da mesa do escritório, chupava ele devagar enquanto ele tentava falar no microfone com voz normal. À tarde, na cozinha, ele me pegava contra a pia, saia levantada, bunda carnuda empinada, estocadas rápidas e brutas até eu gozar mordendo o próprio braço. À noite, no quarto dele, a gente fazia amor devagar — ele me comia de frente, olhos nos olhos, mãos apertando meus seios fartos, sussurrando “você é minha, Ofélia, sempre vai ser”. Eu cavalgava ele na cama, quadris largos rebolando, boceta apertando o pau grosso, gozando chorando de prazer e de medo do que viria depois.

Na última noite antes da troca, a gente não dormiu. Ficamos na varanda dos fundos, luz apagada, só o luar iluminando. Eu estava nua debaixo de um roupão fino, ele só de cueca. Sentamos no chão, costas na parede, eu entre as pernas dele, cabeça no peito. “E agora?”, perguntei baixinho. Ele passou a mão pela minha barriga macia, subiu até os seios, apertou de leve. “Agora a gente continua. Do jeito que der.” Beijou meu pescoço. “Eu não consigo mais viver sem você dentro de mim.” Ele me virou de lado, entrou devagar por trás, estocadas lentas, profundas, uma mão no meu clitóris, a outra apertando minha bunda carnuda. Gozamos juntos, baixinho, corpos tremendo no escuro. Depois ficamos abraçados, suados, ouvindo o silêncio da cidade que voltava a respirar.

No dia seguinte, Odete veio me buscar. Eu arrumei a mala com o coração na garganta. Josias me ajudou a carregar até o carro, mãos roçando as minhas de propósito. Odete abraçou ele forte, beijou a boca dele como sempre fazia. Eu assisti tudo da porta, sorrindo educada, mas por dentro sentia ciúme queimando como ácido. Quando chegou minha vez de abraçar minha filha, Josias ficou atrás dela, olhos fixos nos meus. Um olhar que dizia tudo: “Isso não acabou.”

Voltei para minha casa no centro. O apartamento cheirava a mofo de meses fechado, mas eu não liguei. Abri as janelas, arrumei as coisas, tentei voltar à vida de antes. Bailes ainda não tinham reaberto, mas eu saía para caminhar, comprava pão na padaria da esquina, tentava me convencer que tudo ia voltar ao normal. Só que não voltava.

Josias começou a aparecer. Primeiro, “passou por aqui pra ver se você precisava de algo”. Depois, “Odete pediu pra eu trazer umas coisas”. Sempre no horário que minha filha estava no plantão. Ele entrava, fechava a porta, e a gente se jogava um no outro como animais famintos. No sofá da sala, ele me comia de quatro, batendo na minha bunda carnuda até ficar vermelha, gemendo “senti tanta falta dessa bunda”. Na cozinha, eu cavalgava ele na cadeira, seios fartos quicando na cara dele enquanto ele chupava meus mamilos. No quarto, a gente transava devagar, olhos nos olhos, sussurrando promessas proibidas: “Você é minha”, “Nunca vou te largar”, “Nem se ela descobrir”.

Odete não desconfiava. Ou fingia não desconfiar. Continuava sendo a filha dedicada, me ligando toda semana, contando do hospital, do cansaço. Eu respondia com voz normal, enquanto Josias me fodia por trás na cama, mão tapando minha boca para eu não gemer no telefone.

O confinamento tinha acabado. O mundo voltava a girar. Mas o nosso não. A gente se tornou amantes de verdade — escondidos, possessivos, obcecados. Hotéis baratos na BR-101, motéis na saída de Joinville, ou simplesmente quando Odete tinha plantão noturno: ele vinha até mim, me fodia até o amanhecer, marcava meu corpo gordinho com chupões, mãos apertando minha bunda carnuda como se quisesse deixar impressões digitais eternas.

Eu, Ofélia, a viúva que dançava nos bailes e vivia leve, agora vivia para esses momentos roubados. O medo do apocalipse nos uniu. O desejo nos manteve presos. E se o mundo acabar de verdade um dia, pelo menos a gente terá vivido isso — intensamente, errado, inteiro.

O fim do confinamento não foi o fim. Foi só o começo de algo que ninguém pode apagar.

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Comentários


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conan- Comentou em 22/02/2026

mais um classico do site seus contis sao maravilhososse puder leia um meu votado com louvor

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mamaegordelicia Comentou em 22/02/2026

Deixem seus comentários e se puderem votar eu agradeço Bjus mamaegordelicia2025 (instagran)




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Ficha do conto

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mamaegordelicia

Nome do conto:
A Sina de Ofélia: Pecado entre Sogra e Genro

Codigo do conto:
255217

Categoria:
Coroas

Data da Publicação:
22/02/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
5