Roberta já era veterana em longas sessões de bondage, mas a rotina começava a trazer um conforto perigoso. Raul, astuto, percebeu o tédio nos olhos dela e decidiu elevar a aposta.
Certa manhã, ele anunciou uma viagem de negócios à Holanda. "Você é minha convidada," ele disse, com um tom de voz que não admitia réplicas, "mas saiba que do momento em que cruzarmos a porta de casa até o nosso retorno, você me pertence integralmente. E quero que use as roupas mais provocantes e vadias que tiver no armário." O frio na barriga de Roberta foi instantâneo; o desafio a deixou elétrica.
No dia da viagem, Roberta surgiu pronta para o escrutínio do mestre. Ela vestia uma minissaia de sarja preta, tão curta que qualquer movimento mais brusco revelava o início das coxas. Por cima, uma blusinha branca quase transparente, sem sutiã, marcando os mamilos arrepiados pelo ar-condicionado. Por baixo, o segredo: um conjunto de renda roxa vibrante, com uma calcinha fio-dental minúscula, cujas tiras laterais subiam estrategicamente acima da linha da saia. Por cima da roupa, colocou um sobretudo para não atrair os olhares até chegar ao seu assento do avião.
Ao embarcarem na aeronave particular, ela foi conduzida a uma suíte privativa de luxo. Poltronas de couro cinza, luzes quentes e o isolamento total do resto do mundo. O voo de 11 horas para Amsterdã seria o seu playground — ou sua prisão.
"Descanse, Roberta," ordenou Raul. "Quero você disposta para o que virá."
Ela tentou fechar os olhos, mas a mente trabalhava a mil por hora. A cada vibração da turbina, o tecido áspero da minissaia roçava em sua intimidade, e o fio-dental de renda roxa parecia castigá-la, enterrando-se em sua fenda e mantendo-a em um estado constante de alerta e excitação.
Após seis horas de voo, o jantar foi servido e recolhido. Raul olhou para o relógio e deu o comando: "Vá ao banheiro, faça o que precisar. Quando sair de lá, seu corpo não te pertence mais."
Quando ela voltou, trêmula, Raul agiu com a precisão de um carrasco. Usando cordas cinzas, ele prendeu as pernas de Roberta bem abertas nos apoios da poltrona. A minissaia subiu completamente, tornando-se apenas uma faixa de tecido na cintura e deixando a calcinha roxa e as coxas expostas. Suas mãos foram algemadas atrás das costas.
"A partir de agora, eu mando em tudo," ele sussurrou. Roberta sentiu o sexo pulsar, encharcando a renda roxa. Antes que ela pudesse protestar sobre o risco de alguém entrar, Raul selou sua visão com uma venda de cetim negro. O mundo dela tornou-se apenas som e tato.
Em seguida, veio o silêncio forçado. Raul posicionou uma ball gag de silicone preto intenso, do tamanho exato para preencher sua boca e manter seus maxilares afastados. Ele afivelou a tira de couro atrás da nuca dela, apertando-a até que Roberta não pudesse mais fechar os lábios.
— Mmmph... hnnn-mmp! — o som saiu abafado, um protesto inútil que só serviu para excitar Raul ainda mais. (Imagem 1)
Ele a deixou assim. Por quase uma hora, Roberta ficou imobilizada, cega e muda. Sem o estímulo da visão, o atrito da calcinha fio-dental parecia multiplicado por dez. A saliva começou a acumular, escorrendo pelo canto da boca e molhando o queixo, já que a bola de borracha impedia o reflexo de engolir.
— Hnnn... mmm-hnnn... — ela gemia baixinho contra a mordaça, tentando buscar algum alívio na vibração da própria voz, sentindo o desespero e o prazer se misturarem.
Raul finalmente quebrou o isolamento. Ele removeu a mordaça por alguns instantes apenas para que ela bebesse água, para logo em seguida recolocá-la, desta vez mais apertada. Ele então sacou um pequeno vibrador bullet de metal cromado. Com um sorriso sádico, ele o deslizou por baixo da renda roxa, posicionando-o diretamente sobre o clitóris inchado de Roberta e prendendo-o com a pressão da própria calcinha.
Com o controle remoto, ele iniciou a tortura.
— MMMMMM-NNNHHH! — Roberta arqueou o corpo contra as cordas. O som era um uivo abafado, preso na garganta.
Raul a levava ao limite. Quando ela estava prestes a explodir, ele desligava o aparelho. Ela implorava com os olhos vendados, balançando a cabeça freneticamente, enquanto sons de súplica — “Mmm-pf, mmm-pf!” — saíam pela gag.
Minutos antes do pouso, ele finalmente cedeu. Colocou o vibrador na potência máxima. "Goza para mim, sua safada!"
O orgasmo de Roberta foi violento. Ela se debateu contra as amarras, os gemidos de prazer transformados em um som agudo e constante contra a bola preta — “MMMMMMMMMMMMMMH!” — até que seu corpo desfaleceu, exausto, enquanto o avião tocava o solo holandês.
Roberta só recuperou a consciência plenamente na suíte do hotel. Ela estava nua sob um roupão de seda branca. Na mesa de cabeceira, um banquete de café da manhã e um bilhete: "Fique pronta. Chego às 10h." Ao lado, o "uniforme" do dia: uma lingerie de tiras (strappy) preta, uma venda, algemas e a ball gag vermelha.
Às 10h10, Raul abriu a porta. Ele parou e admirou a cena: Roberta estava de joelhos no tapete felpudo, vestindo apenas as tiras pretas que desenhavam seu corpo. Seus olhos estavam vendados e a mordaça vermelha estava firme em sua boca. Um fio de saliva brilhava em seu queixo, evidenciando que ela estava ali, pronta e em silêncio, há muito tempo. (Imagem 2)
Raul sorriu, fechando a porta atrás de si. "Boa garota... nossa viagem só está começando."

