Amante dentro do armário

Fábio e Kellen aproveitavam o intervalo do almoço para transformar o cotidiano em algo clandestino. Naquela tarde, o cenário era a própria casa de Fábio — um terreno perigoso que parecia alimentar a adrenalina do encontro. Entre beijos vorazes, a pele dela se revelava sob um conjunto magnético: um corset de renda preta, meias 7/8 que contornavam suas pernas e uma calcinha fio dental mínima.

Ao deslizar as mãos pelo corpo de Kellen, Fábio sentiu o metal frio de um plug anal já posicionado, um convite silencioso que ele prontamente aceitou. Com domínio, ele afivelou uma coleira em seu pescoço, marcando o início de um jogo mais profundo.

Sem pressa, ele a privou dos sentidos. Primeiro, a venda escura apagou o mundo ao redor; depois, a ball gag silenciou seus protestos de prazer, restando apenas a respiração abafada. Fábio prendeu os braços dela em um armbinder, imobilizando-a com sofisticação, e finalizou o ajuste posicionando um vibrador bullet estrategicamente sob a renda da calcinha.

O êxtase, porém, foi interrompido pelo som metálico da chave girando na porta principal. Sua esposa chegara cedo.

Num movimento ágil e silencioso, Fábio a guiou pelo bocal da coleira até o closet. Ele a acomodou no canto mais escuro, prendeu a guia em um suporte fixo e ligou o vibrador na intensidade máxima antes de fechar a porta.

O clique da porta do closet selou Kellen em um universo de escuridão e zumbido contínuo. Do outro lado da madeira, as vozes de Fábio e da esposa soavam como ecos distantes, uma tortura psicológica que acelerava seu coração. “Ele ficou louco? E se ela abrir esta porta?”, pensou, o pânico inicial lutando contra a excitação proibida. Ela tentou se mover, mas o armbinder mantinha seus ombros travados e os pulsos fixos, forçando-a a focar apenas na vibração implacável do bullet contra seu clitóris. O contraste era insano: enquanto o casal discutia a banalidade do almoço, ela estava ali, a poucos metros, presa em uma armadilha de puro prazer.

Os primeiros trinta minutos foram marcados por uma luta interna entre o pânico e a luxúria. Kellen sentia o suor escorrer por entre o corset, traçando caminhos gelados em sua pele aquecida. O som da TV na sala, abafado pela porta do closet, era um lembrete constante de quão perto ela estava do desastre. “E se ele esquecer que eu estou aqui? E se ela decidir guardar um casaco?”, pensava, com a respiração batendo contra a borracha da ball gag. Mas, a cada movimento reflexo de seus quadris, o vibrador bullet encontrava o ponto exato, enviando choques de prazer que silenciavam qualquer lógica. Ela soltou um "Mmmph-hnn-nn!" agudo, uma súplica abafada que ninguém ouviria.

O prazer logo subjugou o medo. A vibração constante começou a nublar seu raciocínio, transformando cada pensamento em uma imagem desconexa de luxúria. “Eu não consigo... eu não aguento tanto tempo...”, ela implorava mentalmente, mas seu corpo respondia de forma oposta. Quando a primeira onda de orgasmo a atingiu, ela arqueou as costas, buscando ar, e de sua boca escapou um som abafado, um "Mmmph-hnnn-mmm!" desesperado que foi absorvido pela borracha fria da ball gag. Suas coxas tremiam violentamente, as meias 7/8 escorregando levemente com o suor, enquanto ela se via entregue a um ciclo interminável de picos sensoriais.

Na segunda metade da primeira hora, a exaustão começou a se misturar ao transe. O armbinder forçava seus ombros para trás, uma postura que, embora desconfortável, a obrigava a empurrar o peito para a frente, sentindo a renda do corset roçar em seus mamilos rígidos. Ela fechou os olhos por trás da venda, tentando identificar os sons da casa. Ouviu o tilintar de talheres e a voz da esposa de Fábio rindo de algo. Aquela normalidade doméstica, tão próxima de sua própria degradação sensorial, agia como um combustível. Um novo orgasmo, mais longo e profundo que os anteriores, a fez esticar as pernas sob as meias 7/8, os dedos dos pés se contraindo contra o tapete do closet. "Hnnnnn-nghh!", ela gemeu, a garganta vibrando contra a mordaça.

O vibrador dentro de sua vagina era implacável, ele continuava em potência máxima sem dar chances para Kellen se reestabelecer, o plug de metal em seu cú a lembrava toda hora do duplo estimulo e a gag em sua boca só possibilitava que ela gemesse baixinho, se a esposa dele o pegasse daquela forma, amarrada daquele jeito, nem se defender ou correr ela conseguiria, mas o tesão não deixava ela pensar em mais nada...

Quando o relógio imaginário em sua mente marcou a metade do tempo, Kellen já não lutava mais. Ela entrou em um estado de "sub-space", onde o mundo exterior deixara de existir. Seus pensamentos tornaram-se fragmentados: “Mais... por favor, Fábio, não desliga... eu sou dele... eu sou o segredo dele”. A vibração do bullet parecia ter se tornado parte de seu sistema nervoso. Ela já não sabia se o calor que sentia era do ambiente fechado ou do próprio sangue fervendo. A cada poucos minutos, uma nova onda a atingia, menos explosiva, mas mais persistente, deixando-a em um estado de espasmo contínuo. Ela tentava gritar o nome dele, mas apenas um "Mmm-aaaa-mmmh!" rítmico escapava, abafado e úmido.

Nos últimos trinta minutos, o silêncio na casa aumentou. Ela ouviu o som de passos no corredor, o coração quase parando de bater. “É ela? É ele?”. A incerteza era a tortura final. O peso do plug anal e a pressão da coleira serviam como âncoras na realidade enquanto ela flutuava em um mar de sensações. Ela estava completamente entregue, as pernas bambas e a mente vazia de qualquer coisa que não fosse o desejo de ser libertada — ou de ser possuída ali mesmo. O suor agora encharcava a venda, e seus gemidos eram apenas sussurros roucos sob a mordaça: "Nnng-hnn... mmm...". Ela estava no limite da consciência, uma boneca de seda e couro esperando pelo seu mestre.

A luz do quarto invadiu o closet como uma explosão, ferindo as pálpebras de Kellen por trás da venda. O som da porta se fechando e o trinco correndo indicavam que o perigo passara: a esposa de Fábio tinha ido embora, e o território agora era apenas deles.

Fábio deu um passo à frente, observando o estado de sua obra. Kellen estava arqueada, o peito subindo e descendo em uma respiração curta e ruidosa que fazia o corset estalar. O suor brilhava em seu colo, descendo em fios prateados até o decote. Ele se aproximou e, sem dizer uma palavra, desligou o vibrador. O silêncio que se seguiu foi quase ensurdecedor para ela, um choque sensorial que a fez soltar um "Mmm-phhh..." de protesto e alívio.


Ela tentou se mexer, os ombros latejando no armbinder, mas ele não a soltou. Pelo contrário, ele deu um passo à frente, os olhos fixos no estado de entrega total em que ela se encontrava.

Fábio não foi para as fivelas da mordaça ou da venda. Em vez disso, suas mãos desceram direto para o quadril dela, puxando as tiras do fio dental preto com uma urgência possessiva. Ele rasgou a seda para o lado, expondo-a completamente enquanto o vibrador bullet ainda zumbia, colado à sua pele hipersensível.

Com um movimento bruto e preciso, Fábio removeu o brinquedo por um segundo, apenas para posicioná-lo com mais força diretamente sobre o clitóris dela, pressionando-o com o polegar. Kellen arqueou o corpo instantaneamente, os pés quase perdendo o contato com o chão, sustentada apenas pela coleira presa ao suporte e pela imobilização do armbinder.

— Você achou que eu ia te soltar agora? — ele sussurrou, a voz carregada de uma malícia que a fez estremecer. — Você ainda está no meu tempo, Kellen.

Fábio abriu a própria calça e, sem aviso, tomou-a ali mesmo, contra a parede fria do armário. O choque da penetração misturado à vibração frenética do bullet foi um curto-circuito em seu sistema nervoso. Kellen não tinha para onde fugir; ela estava encurralada entre a parede, o corpo dele e as próprias amarras.

O closet, antes silencioso, foi preenchido por uma sinfonia de sons viscerais. A cada estocada de Fábio, Kellen tentava gritar, mas a ball gag transformava seu clímax em algo animalesco e contido:

"Mmmph-HNNNN-mmm!" — um som agudo de surpresa e prazer quando ele acelerou o ritmo.

"Nnnng-ghhh-aaamm!" — os gemidos de garganta, rítmicos, acompanhando o movimento dos quadris dele contra os dela.

"Mmm-mmm-MMMMMH!" — o grito final e abafado quando o orgasmo a atingiu como uma porrada, fazendo sua visão escurecer por trás da venda.

Ela gozou de novo, de forma tão violenta que suas pernas fraquejaram sob as meias 7/8. Fábio a segurou pela cintura, mantendo o ritmo até que ele próprio atingisse o limite, sentindo o corpo de Kellen tremer em espasmos ininterruptos. O cheiro de sexo e suor confinado naquele espaço pequeno tornava tudo ainda mais inebriante.

Só então, com a respiração tão pesada quanto a dela, Fábio começou o processo de desmonte. Ele retirou a ball gag, e o primeiro som que Kellen emitiu em liberdade foi um suspiro longo, seguido de um riso rouco e exausto.

— Nossa... Fábio... — ela murmurou, a cabeça caindo no ombro dele assim que os braços foram libertos do armbinder.

Ela estava completamente realizada, uma mistura de exaustão física e êxtase mental. Fábio a ajudou a se recompor, mas o brilho nos olhos de Kellen deixava claro que, por ela, aquele armário poderia ter sido seu mundo por muito mais tempo.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Amante dentro do armário

Codigo do conto:
256541

Categoria:
Sadomasoquismo

Data da Publicação:
09/03/2026

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