Roberta sentiu o peso do metal frio dentro dela enquanto caminhava até a limusine sob o sobretudo. Assim que a porta se fechou, o ambiente de luxo tornou-se sua cela. Raul agiu rápido: prendeu seus pulsos, deslizou a venda de veludo e afivelou a ball gag de silicone em sua boca.
— "Hoje, Roberta, o mundo vai ver quem você é. Vou te expor na rua."
Roberta sentiu o carro serpentear por ruas que pareciam distantes do centro. O som dos canais deu lugar a um ruído industrial metálico — engrenagens, prensas e o zumbido de máquinas funcionando de forma automatizada. Raul a guiou para fora do carro. O ar gelado da Holanda atingiu sua pele exposta nos seios, fazendo seus mamilos reagirem instantaneamente.
O barulho das fábricas era ensurdecedor, criando a ilusão de um exército de operários trabalhando ao redor. Roberta sentiu o asfalto frio sob seus pés e, logo em seguida, Raul a forçou a ficar de joelhos na calçada.
Ele removeu a venda por um segundo cruel.
Roberta piscou, em choque. Ela estava do lado de fora, na calçada de uma das lojas de Raul, entre duas fábricas imensas. Ela viu a rua deserta, mas o barulho das máquinas e a imensidão do cenário industrial a fizeram acreditar que centenas de olhos poderiam surgir de qualquer janela a qualquer momento. Antes que ela pudesse gritar, a venda foi recolocada.
— “MMMM-HNNNN! NNN-HNNN!” — ela gemia desesperada contra a gag. Ela sentia o vento fustigando seu corpo, o peso do plug anal e a humilhação de estar ajoelhada em via pública, à mercê de qualquer passante. Foram 10 minutos que pareceram horas, onde cada vibração do chão era sentida como um passo de alguém se aproximando. (Imagem 1 e 2)
Raul a puxou para dentro da loja e trancou a porta.Dentro da loja, o silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo tique-taque de um relógio de parede e pela respiração errática de Roberta (Imagem 3). Quando Raul removeu a mordaça para lhe dar água, o contraste entre o pavor da rua e a segurança do toque dele causou uma fissura em sua psique. Ela não se sentia mais uma mulher comum; sentia-se um instrumento de prazer, uma extensão da vontade de Raul.
— "Eu confio em você... eu sou sua. Me possua, Raul... me possua como desejar, mestre!" — As palavras saíram em um sussurro febril, quase uma prece.
Raul não respondeu com palavras. Seus olhos escureceram, tomados por uma possessividade feroz. Ele a agarrou pela cintura e a prensou contra o balcão de vidro frio da loja. O contato do vidro gelado contra suas nádegas expostas pela G-string enviou um choque pelo seu sistema nervoso, enquanto o butt plug de aço pressionava internamente a cada movimento.
Sem desamarrar o armbinder, Raul a forçou a se curvar sobre o balcão. Roberta sentia-se como uma oferenda. Ele recolocou a ball gag de silicone, apertando-a com uma urgência sádica. Ele queria ouvir apenas o som da alma dela tentando escapar pela garganta.
— "MMMM-NNNHHHH!" — Roberta arqueou as costas quando sentiu Raul entrar nela com uma força que beirava a brutalidade, mas que ela recebia com uma fome desesperada.
Seus pensamentos eram um redemoinho: “Eu estou em uma loja... qualquer um pode olhar pelo vidro... eu sou dele... totalmente dele.” A humilhação de ter sido exposta na calçada minutos antes agora se transformava em um combustível inflamável. Cada estocada de Raul fazia o butt plug vibrar dentro dela, criando um circuito de prazer duplo que a deixava tonta.
Raul segurava as tiras do corset com uma mão, enquanto a outra pressionava a nuca de Roberta contra o vidro. Ela via seu próprio reflexo distorcido, os olhos arregalados de prazer, a mordaça negra esticando seus lábios.
— “MMMMMMMMMMMM-NNNHHH!!!” — Os gemidos tornaram-se uivos guturais, constantes e rítmicos. Ela tentava gritar o nome dele, mas tudo o que saía era o som da borracha sendo mastigada e o estalo da carne contra a carne.
O suor escorria por entre seus seios expostos, molhando o balcão. Roberta sentiu o clímax chegando como uma avalanche. Ela se debateu contra o armbinder, as meias 7/8 deslizando levemente pelo carpete da loja enquanto ela buscava apoio. Quando o orgasmo finalmente a atingiu, foi violento; sua visão escureceu e ela sentiu cada músculo do corpo travar em um espasmo interminável.
— “MMMMMMMMMMH!!!!!” — O som final foi longo, agudo e carregado de uma entrega que transcendia o físico. Ela desabou sobre o vidro, trêmula, enquanto Raul despejava sua própria intensidade dentro dela.
Por alguns minutos, o único som na loja era o do metal do plug batendo levemente contra o vidro enquanto ela arfava. Roberta estava desfeita, vazia de vontade própria, mas preenchida pela marca de seu mestre. Ela era, enfim, a submissa perfeita que ele tanto treinou e estava finalmente pronta para a última parada da viagem.


