A viagem inesquecível de Roberta - Parte 6

O dia amanheceu com uma névoa baixa sobre os canais de Amsterdã. Raul levou Roberta até o coração do Red Light District, parando em frente a uma sofisticada sex shop de fachada escura. Ao entrarem, o movimento era intenso; Roberta ouvia o burburinho de clientes e Raul conversando em um idioma incompreensível com seus funcionários.

Eles foram para uma salinha nos fundos, onde o clima mudou drasticamente. Raul preparou-a com um rigor silencioso: meias 7/8 pretas de seda, cinta-liga de couro, uma calcinha fio-dental preta que mal cobria o necessário e os seios completamente expostos. Por fim, a venda de veludo selou o mundo exterior.

— "Hoje, Roberta, você será a peça principal da minha vitrine. Todos que passarem pela Red Light saberão que você é minha."

Raul a guiou para fora da sala. Roberta ouvia passos, vozes distantes e o som de portas abrindo e fechando. O que ela não sabia era que toda aquela movimentação era uma coreografia milimétrica. Assim que entraram na sala, os funcionários saíram e lacraram a frente da loja com insulfilm reflexivo — ninguém do lado de fora podia ver o interior. O som de "loja cheia" que ela ouvia vinha de um sistema de som que reproduzia gravações de um dia de pico.

Ele a posicionou em um pedestal na vitrine. Roberta estava em pânico absoluto, o corpo tremendo sob o olhar imaginário de centenas de turistas.

— “Raul, por favor... todo mundo vai me ver!” — ela implorou, a voz embargada.

Como resposta, Raul encaixou a ball gag de silicone preto, apertando a tira de couro com força. O silêncio forçado ampliou o pavor dela. De tempos em tempos, ele voltava, removia a mordaça apenas para oferecer um pouco de água e, sem dizer uma palavra, a amordaçava novamente. Esse ciclo de silêncio e hidratação fez a cabeça de Roberta entrar em parafuso; ela perdia a noção de quanto tempo estava ali, exposta ao que ela acreditava ser a multidão de Amsterdã. (Imagem 1)

O pânico de Roberta era uma criatura viva, subindo por sua garganta a cada batida do coração. Imobilizada naquele pedestal de veludo atrás do vidro da vitrine, ela sentia o peso insuportável de ser uma exibição viva. Na sua mente, o Red Light District estava fervilhando; ela imaginava grupos de turistas parando, apontando, rindo ou desejando seu corpo seminu.

“Meu Deus, e se alguém me reconhecer? Se tirarem uma foto?”, o pensamento martelava em sua têmpora. Ela tentava fechar as pernas, mas a posição forçada a mantinha aberta, vulnerável.

— “MMMM-HNNNN... MMM-PFF!” — O gemido saía agudo e trêmulo. A ball gag forçava seus lábios para longe um do outro, e a saliva escorria, traçando um caminho brilhante sobre o corselet até chegar aos seios expostos. (Imagem 2)

Raul se aproximava por trás, e o som dos passos dele no assoalho da vitrine era o único conforto e, ao mesmo tempo, o gatilho de sua agonia. Ele soltava a mordaça por segundos.

— "Beba," ele ordenava, encostando o copo gelado em seus lábios.
— "Raul... por favor... tira-me daqui, todo mundo está..." — ela tentava implorar, mas ele já voltava a encaixar o silicone negro em sua boca.
— “N-NNNHHH!” — O protesto morria em um som abafado quando ele apertava a fivela um furo além do anterior.

A mente de Roberta começou a pregar peças. Com a venda selando sua visão, o áudio gravado da loja — o som de cabides batendo, vozes em húngaro e passos — parecia real demais. Ela sentia como se mãos invisíveis estivessem a milímetros de sua pele.

Quando Raul colocou os nipple clamps, a dor aguda e fria fez seu corpo dar um solavanco.
“Dói... arde... mas por que eu estou ficando tão molhada?”, ela se questionava, envergonhada da própria traição biológica.

Em seguida, o butt plug de aço deslizou para dentro dela, preenchendo-a com um peso gélido que contrastava com o calor febril de sua intimidade. E então, o golpe de misericórdia: o vibrador bullet, em uma frequência baixa, quase imperceptível, mas constante. (Imagem 3)

— “Mmmm-hnnnn... mmm-hnnn... mmm-hnnn...” — Ela começou a balançar a cabeça de um lado para o outro ritmicamente. A vibração lenta não a deixava chegar ao topo, apenas a mantinha em uma encosta íngreme de desejo. Cada vez que ela achava que ia explodir, a falta de intensidade a trazia de volta, deixando-a em um limbo de frustração.

“Eu sou um objeto... um manequim de carne dele...”, ela pensava, enquanto o suor fazia a cinta-liga de couro escorregar milímetros em sua cintura. Os gemidos agora eram mais longos, lamentações baixas que vibravam contra a mordaça, uma mistura de súplica por alívio e o pavor absoluto de que a porta da loja se abrisse e a multidão que ela ouvia nas caixas de som entrasse para tocá-la.

Ela estava perdendo a noção do eu, restando apenas o som da própria respiração abafada e a sensação do aço e da borracha dominando seu corpo diante de uma plateia fantasma.

Após horas de agonia na vitrine, Raul a carregou de volta para a salinha nos fundos. Lá, sem remover as amarras do ego, ele a possuiu com uma urgência selvagem. A liberação do estresse acumulado transformou o sexo em algo explosivo. Ambos gozaram intensamente, os gritos dela abafados pela mordaça até o último segundo, quando ele finalmente a libertou para que ela pudesse chorar e rir de puro alívio.

Ao saírem da loja, Roberta viu os funcionários retornando e o movimento da rua voltando ao normal. Ela entrou no carro apressada, escondendo o rosto sob o sobretudo, sentindo uma vergonha que queimava.

Raul deu partida no carro e, com um sorriso calmo, começou a explicar:
— "Respire, Roberta. Ninguém te viu. O vidro era reflexivo, o som da loja era gravado e eu esvaziei o lugar antes de te colocar lá. O único público que você teve hoje... fui eu."

Roberta encostou a cabeça no banco, fechando os olhos. O susto deu lugar a uma admiração profunda pela mente meticulosa de seu mestre. Ela estava exausta, mas segura.

Foto 1 do Conto erotico: A viagem inesquecível de Roberta - Parte 6

Foto 2 do Conto erotico: A viagem inesquecível de Roberta - Parte 6

Foto 3 do Conto erotico: A viagem inesquecível de Roberta - Parte 6


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A viagem inesquecível de Roberta - Parte 6

Codigo do conto:
256534

Categoria:
Sadomasoquismo

Data da Publicação:
09/03/2026

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