O amanhecer no corredor foi a confirmação da nossa insignificância. Eu e meu pai acordamos antes do Yuri e limpamos o corredor. Tomamos banho e fomos pra cozinha preparar o café do nosso dono. Apesar de tudo que foi falado entre nós dois, ainda era estranho saber que meu pai compartilhava do mesmo fetiche que eu. Nós dois somos viadinhos de macho alfa. Eu não estava mais aguento o silêncio entre nós e decidi falar.
- Pai, posso te perguntar quando e como o senhor começou a servir macho alfa?
- Não me chame de senhor, meu filho. Eu não sou digno disso. Senhores são superiores e eu e você somos dois viados pra macho se aproveitar. - meu pai cuspia aquelas palavras como se fosse a coisa mais natural. Eu estava em choque, ele continuou. - Eu vou te contar, muito antes de você nascer. Bom, começou na adolescência, sempre fui o bode espiatorio dos meus amigos. Eles aprontavam comigo, me zoavam, me faziam dar o meu dinheiro pra eles, eu não ligava, gostava de vê-los felizes. Depois, adulto, nas festinhas se eu queria alguma menina, eles pegavam na minha frente. Elas sempre preferiam eles. Eram mais fortes, nem eram os mais bonitos, mas o principal: eram homens de verdade, que dominavam o ambiente e me dominavam. Me mandavam ir pegar bebidas enquanto se esfregavam com elas e eu ainda pagava a conta, quando não levava no motel no meu carro e ficava esperando eles terminarem de fuder.
- Você aceitava tudo isso? Sentia tesao? - eu estava morrendo de curiosidade.
- eu sentia tesao ainda, mas não entendia, eu ficava sempre feliz deles estarem felizes. Eu comecei a entender que sentia muito tesao quando passei a dar aula num colégio de elite, tinham vários garotos novinhos mas já com pose de macho, eles eram tão superiores a mim, meu filho.
- Pai, você era submisso dos seus alunos? Todos?
- Não todos, apenas um grupo, o grupo do Bruno. Seis garotos que eu iria reprovar, mas eles ameaçaram, disseram que os pais iriam me fazer ser demitido. O Bruno esperou todo mundo acabar de me ameaçar... - Eu interrompi.
- Pai, como era um Bruno?
- Ele devia ter uns 17 anos, forte, jogava futebol, branquinho, cabelo e olhos pretos. Tinha um braço gigante, tão novo e tão forte. Ele me olhava no olho enquanto os amigos me ameaçavam, parecia saber alguma coisa sobre mim, eu suava olhando pra ele. Quando todos os meninos pararam de falar e iam saindo da sala, eu estava de pé e o Bruno me empurrou, me fez sentar na cadeira e disse "Eu já saquei qual é a sua, tu não me engana! Não vou pedir pros meus pai te demitirem, não. Você vai mudar a nota de geral aqui!" eu perguntei pq eu faria isso e na mesma hora Bruno tirou a camisa exibindo aquele corpo, peitoral firme, desenhado, lisinho e um abdomen trincado. Eu nunca senti tanto tesao e tanta inferioridade até aquele momento. Ele disse"Pq eu já saquei que tu é viado! Tu vai mudar a nossa nota e em troca tu vai poder bjar o abdômen da rapaziada. Fala aí se não vale o preço? Vai sentir o gosto de macho, a gnt jogou bola agr, tamo tudo suado, quer sentir? Mas vai ter que aprovar geral!" O Bruno me enxergou, meu filho. Eu aceitei o acordo, não tinha como negar. Naquele momento eu entendi oq eu sou: um viadinho pra macho alfa.
- Pai, você mudou a nota deles?
- Claro! Mas não só isso. Eu defendia Bruno e seus amigos qnd eles eram pegos fazendo bullying com algum colega, qnt viadinho já sofreu na mão dele com meu aval, meu filho. Nunca deu falta, nem quando eles matavam aula pra transar com as meninas usando meu carro. Mas o Bruno me recompensava, me dava mijo dele e dos amigos pra eu beber durante as aulas e ficavam rindo de mim enquanto eu tomava toda a garrafinha numa golada só. Na formatura Bruno reuniu seus amigos e levou na minha sala, enquanto a festa acontecia no pátio, na sala de aula eu me ajoelhei e pela primeira vez pude lamber o abdômen de cada um, o meu favorito era do Bruno, meu Deus! Eu lambi as axilas deles também, eles estavam suados, aquele cheiro de macho em garotos tão novos, nossa!
Eu e meu pai estávamos quase gozando sem nos tocar enquanto ele relembrava e eu ficava imaginando cada momento, mas
o barulho da porta se abrindo e a garota saindo, vestindo apenas uma camiseta do Yuri, com aquele olhar de quem tinha sido usada até o limite por um homem de verdade, nos interrompeu. Ela passou por de nós dois, na cozinha, nós dois de avental, e soltou uma risada de desprezo.
— Yuri, esses sao seus dois "empregados"? — ela gritou, rindo. — Eles já estão fazendo nosso café, que eficiência hahaha
Yuri apareceu na cozinha, apenas de cueca branca, exibindo aquele corpo musculoso, ainda suado, deve ter fudido a sua putinha de manhã, que inveja dela! e Ele olhou para mim e pro meu pai com tanta arrogância, era nítido a sua superioridade, o riso de canto de boca, quase sem acreditar que um homem de 55 anos e outro de 30 estavam de avental fazendo seu café da manhã. E pior, dormiram no chão do corredor a mando dele! Pai e filho otários!
— Olha só pra vocês... dois viadinhos! — Yuri sibilou, a voz rouca de quem passou a noite fudendo. - o pai otário já fez o café mais completo que essa casa já viu? A minha convidada quer comer bem. Tá cansada pq essa noite e de manhã ela sentiu oq é um macho de verdade dentro dessa buceta! - Yuri falou dando um tapa na bunda dela. Os dois sentaram a mesa, ela estava o tempo todo rindo da nossa cara. Como eu queria ser ela pra que o Yuri quisesse tocar em mim.
Meu pai, o homem que eu achava que era uma autoridade, já estava morto, ele agora era só mais um otario como eu.
— Sim, mestre Yuri! Com certeza! Preparei tudo do melhor para o senhor e para a senhorita! — meu pai balbuciava, já correndo para servi-los.
— E você, viadinho... — Yuri disse, chutando levemente a minha canela, eu estava ao seu lado enquanto ele estava sentado a mesa. — Você vai limpar o quarto! Tem camisinha usada no chão, quer beber porra de homem? Aceita pq é o mais perto que tu vai chegar de mim hahaha e o lençol suado, quer leva pra forrar na tua pra você aspirar enquanto dorme? - eu não entendi se eram perguntas que eu precisava responder e Yuri se irritou - Tá ouvindo não, otario?! Quer ficar sem? Vou deixar pro teu pai. Tu quer velho?
Meu pai se lançou de joelhos ao chão. - Por favor, mestre Yuri, posso beber sua porra da camisinha usada e dormir no seu lençol suado? Me deixa sentir seu gosto, seu cheiro! Eu faço de tudo!
- Boa! Aí sim, velhote! Fica pra você, corre lá no quarto e traz pra cá a camisinha, tu vai tomar porra na frente do otario do seu filho!
Meu pai correu pro quarto enquanto eu ficava imóvel e a putinha do Yuri ria da nossa obediência.
- Pronto, aqui está, posso tomar, mestre? - meu pai estava de joelhos.
- Aí, gatinha, o filho já tá me bancando, o pai já cozinhava, arrumava a casa pra mim e agora tá desesperado por porra. Fala tu, tô ou não com moral? Sou ou não sou O HOMEM?! Hahaha
A menina concordava com ele enquanto ria da nossa cara.
- Os dois de joelhos agora. Amor, senta aqui no meu colo. - a menina sentou no colo do Yuri. Ele de cueca branca, sem camisa e ela vestindo só a blusa dele que ficou enorme nela e eu e meu pai ajoelhado diante dos dois.
- Tá vendo como as coisas ao funcionar daqui pra frente? O filhinho otario, vai bancar minhas contas. Vou me mudar pra essa casa e aqui a suíte é minha, eu decido tudo. O viadinho filho só banca, abre o bolso pq pra tu ter em casa um moleque alfa assim tu tem que bancar. É ou não é otario?
Eu ouvia as palavras de Yuri sentindo que eu iria gozar sem nem me encostar. Yuri tinha razão, pra eu ter um moleque dawuele tamanho, me deixando bancar ele, podendo beijar seus bíceps, beber seu mijo, idolatrar ele, só pagando. Eu sou patético, um otario pra macho alfa de verdade e Yuri estava certo.
- Sim, mestre! Eu faço o que for preciso para bancar sua academia, suas garotas, suas roupas, seus campeonatos, sua vida! É só te servindo que minha vida tem utilidade! Eu te amo, yuri! - essa última frase saiu do fundo da minha alma. Yuri riu de mim.
- Otario! - Yuri cuspiu no meu rosto, colocou sua putinha sentada na mesa abriu suas pernas e mostrou a buceta dela pra gente. - Eu amo é isso aqui! Tu tem isso? Não! Tu é um merda, um viadinho! Foda-se que tu me ama! Tu só presta se me servir, se me der sua grana, seu otario! Viado lixo! Olha aqui ó! - Yuri tirou o pau duro da cueca, aquele monumento da cabeça rosinha, eu fiquei alucinado. Meu pai está o tempo todo de olhos grudados no Yuri, nós dois babando de inveja. Yuri começou a meter na garota.
- Aaarrrh porra! Meu negócio é buceta CARALHO! Vocês não servem pra isso aqui não, vocês só servem pra servir. O velhote pra cozinhar o filho otario pra bancar! Toma piroca de macho, piranha! Toma na buceta! Esses merdas nunca vão sentir oq tu tá sentindo!
Eu e meu pai nos olhamos, Yuri tinha razão, nunca iríamos sentir o pau duro do Yuri dentro de nós, mas iríamos dedicar a nossa vida para facilitar a dele, sempre!




euviadinho