No silêncio da noite, um fogo arde,
Desejo proibido que a alma invade.
É um segredo que o peito guarda,
Uma chama que o tempo não tarda.
Olhares que se cruzam, sem ousar,
Palavras que o vento leva ao mar.
Toque que nunca aconteceu,
Sonho que o coração teceu.
Entre o certo e o errado, a paixão,
Rasga a razão, fere a mão.
É um fruto que não se colhe,
Uma verdade que o medo esfolhe.
Mas o desejo insiste, teima,
Como a água que a rocha drena.
Proibido, sim, mas tão verdadeiro,
Que faz do amor um cativeiro.