O evento da empresa estava marcado para o sábado, mas a deslocação começou na sexta-feira ao final da tarde. Raquel e o Dr. Paulo, o seu chefe, saíram juntos no carro dele. Durante a viagem ela ia de jeans justos e uma blusa simples, confortável para as mais de duas horas de estrada. Conversaram de trabalho, de números e de prazos, mas o silêncio ocasional era carregado de uma tensão que nenhum dos dois nomeava. Quando chegaram ao hotel, cada um dirigiu-se ao seu quarto. Raquel tomou um banho demorado, deixou o cabelo solto e vestiu-se para o jantar: um vestido preto justo até meio da coxa, de tecido fluido que se movia com o corpo, decote moderado mas revelador, e saltos altos. Por baixo, a lingerie que o António lhe tinha oferecido semanas antes — um conjunto de renda preta quase transparente, sutiã que empurrava os seios fartos e uma tanga mínima com um fio fino que desaparecia entre as nádegas do cu empinado e redondo. Cada vez que se sentava ou se inclinava, o vestido marcava as curvas com precisão. Desceu para o átrio onde já se encontravam alguns colegas. Paulo olhou-a de cima a baixo durante uma fracção de segundo a mais do que o profissional permitia, mas não comentou. Jantaram com colegas de outras sucursais num restaurante próximo do hotel. A conversa foi animada, profissional, com o tom leve de quem está fora do ambiente habitual de trabalho. Raquel e Paulo mantiveram a distância correta: sorrisos educados, comentários pontuais, nenhum toque desnecessário. Depois do jantar o grupo decidiu ir a um bar próximo. Continuaram a evitar qualquer demonstração excessiva de intimidade. Um olhar mais longo, um sorriso privado, mas nada que levantasse suspeitas. Quando regressaram ao hotel, os quartos estavam em pisos diferentes. Paulo despediu-se no átrio com um simples “até amanhã” e entrou no elevador. Raquel subiu para o seu andar, entrou no quarto, tirou os saltos e ligou ao António. — Chegámos bem. O jantar correu bem. Amanhã é o dia cheio. Vou descansar. Desligou. Ficou alguns segundos a olhar para o telemóvel, o coração a bater mais depressa. Depois abriu o WhatsApp e escreveu para ele: «Estou no bar do topo. Se quiseres.» A resposta demorou menos de dois minutos. «Subo já.» Raquel voltou a vestir os saltos, ajeitou o vestido e subiu até ao bar panorâmico. A essa hora o espaço estava quase vazio; apenas um casal distante junto à janela e o empregado atrás do balcão a limpar copos. Escolheu uma mesa discreta e sentou-se de frente para a entrada. Paulo chegou pouco depois, ainda de fato, a gravata já afrouxada. Sentou-se em frente a ela sem se aproximar demasiado. — Porque é que me chamaste para aqui? — perguntou ele, a voz baixa. — Porque depois de um dia inteiro a fingir que não se passa nada entre nós, achei que merecíamos cinco minutos sem plateia, Dr. Paulo. Aqui ainda podemos fingir que é só uma conversa de trabalho… se quisermos. Ele pediu duas bebidas. O empregado trouxe-as e afastou-se. Raquel segurou o copo, olhou-o por cima do rebordo e falou primeiro, a voz calma mas carregada. — Durante o jantar olhou para mim demasiadas vezes. Achei que alguém ia notar. Ou então já não se importava que notassem. — Notei tudo — respondeu ele, sem desviar o olhar. — O vestido. A forma como se mexia na cadeira. A forma como cruzava e descruzava as pernas. Estava a provocar-me de propósito, Raquel? — E se estivesse? — Ela inclinou-se ligeiramente para a frente, os cotovelos na mesa, e com um movimento lento e deliberado puxou o decote do vestido um pouco para o lado, o suficiente para ele ver o início da renda preta e a curva superior dos seios. — Gosta do que vê, Dr.? Ou prefere continuar a fingir que está apenas a tomar um copo com uma subordinada? Paulo não desviou o olhar. Demorou vários segundos a responder, a voz ainda mais baixa. — Gosto. E sei que por baixo ainda há mais. A lingerie que o seu marido lhe deu, não é? Aquela que quase não tapa nada. — É. Renda preta. Quase transparente. A tanga é só um fio que desaparece entre as nádegas. Se eu me levantar agora e for à casa de banho, e o senhor for atrás de mim… consegue controlar-se, Dr. Paulo? Ou prefere que eu continue a abrir o decote aqui, à frente do empregado e daquele casal, até o senhor decidir o que quer fazer? Ele sorriu de lado, mas os olhos estavam escuros. — Consigo controlar-me. Mas não quero. Quero vê-la a tirar esse vestido. Quero ver a lingerie. Quero ouvi-la a pedir-me para a foder. E quero que me diga, com todas as letras, desde quando está molhada. Raquel sorriu de lado, puxou o decote mais um pouco e depois levantou-se devagar. — Vamos à varanda. Quero ver a vista. E quero continuar esta conversa sem o empregado a fingir que não nos ouve. Saíram para a varanda panorâmica. O ar noturno era fresco e a cidade estendia-se em luzes lá em baixo. Ficaram lado a lado, encostados ao parapeito, suficientemente perto para qualquer palavra baixa ser ouvida apenas entre eles. Raquel voltou a puxar o decote, desta vez com mais deliberação, deixando a renda e a curva dos seios bem visíveis sob a luz ténue. — Então desafia-me, Dr. Paulo. Diz-me exactamente o que faria se estivéssemos sozinhos neste momento, aqui nesta varanda. — Puxava-lhe o vestido para cima até à cintura, metia a mão dentro da tanga e confirmava com os dedos se já estava tão molhada como eu imagino. Depois fazia-a gemer baixo o suficiente para o vento levar o som, mas não o suficiente para alguém lá dentro ouvir. E depois levava-a para o quarto e fodia-a até ela não conseguir fingir mais nada amanhã à frente dos colegas. O ar entre os dois ficou ainda mais denso. Raquel passou a ponta da língua pelo lábio inferior, o olhar fixo no dele, a voz quase um sussurro. — E se eu disser que já estou molhada desde o carro, Dr.? Desde cada vez que a sua mão quase tocava na minha perna durante a viagem, desde o jantar em que fingi não notar os seus olhares, desde cada palavra trocada aqui no bar e desde agora, enquanto abro o decote de propósito para o senhor ver a renda e me desafio a não se controlar? Se eu disser que a tanga está encharcada e que só quero que o senhor a tire com os dentes? Paulo deixou o copo no parapeito com um movimento lento e deliberado. O olhar desceu até ao decote aberto e voltou a subir até aos olhos dela. — Então chega de provocações e de desafios, Raquel. Elevador. Agora. Antes que eu a foda aqui mesmo contra este parapeito e o empregado ouça tudo. Subiram juntos. Assim que as portas se fecharam e o elevador começou a descer para o piso do quarto dele, a tensão que tinham segurado durante horas arrebentou. Paulo puxou-a pela cintura e beijou-a com força, sem qualquer delicadeza. A boca abriu-se, a língua encontrou a dela, as mãos desceram até ao cu e apertaram por cima do vestido com intensidade. Raquel retribuiu o beijo com a mesma urgência, uma mão a subir até ao pescoço dele, a outra a sentir a erecção já marcada nas calças. O elevador parou um piso antes; os dois afastaram-se no mesmo instante, a respiração irregular, até as portas se fecharem de novo. — Quarto — murmurou ela contra a boca dele, a voz já rouca. — O seu, Dr. Paulo. Mal entraram no quarto e a porta se fechou, ele empurrou-a contra a parede. O beijo tornou-se mais fundo e mais urgente, as mãos a subir o vestido até à cintura, a encontrar a tanga de renda e a puxá-la para o lado. Os dedos deslizaram pela cona já encharcada. — Estás molhada — disse ele, a voz rouca junto ao ouvido enquanto os dedos exploravam a humidade sem pressa. — E não é de agora, é desde o carro, desde que a minha mão quase te tocava a perna durante a viagem, desde o jantar em que fingiste não notar os meus olhares, desde que no bar e na varanda abriste o decote de propósito para eu ver a renda e me desafiares a não me controlar, e agora estás aqui a pingar na minha mão como se tivesses esperado a noite toda por isto. — Estou, Dr. — admitiu ela, a respiração curta e a voz já falhada enquanto se empurrava contra os dedos dele. — Estou molhada desde o momento em que entrei no seu carro de jeans e senti a tensão a crescer a cada quilómetro, desde que me vesti com a lingerie que o António me deu a pensar em quem a ia ver, desde cada palavra trocada no bar e na varanda e desde que o senhor me disse para vir para o elevador, e agora quero que pare de falar e me foda de uma vez. Paulo ajoelhou-se, ergueu-lhe uma perna e puxou a tanga para baixo. A língua encontrou o clitóris de imediato, chupando com pressão, enfiando dentro dela, lambendo tudo enquanto as mãos lhe seguravam as nádegas com força. Raquel gemeu, a cabeça deitada para trás contra a parede, os dedos enfiados no cabelo dele. — Assim… mais… não pare, Dr.… Ele continuou até ela tremer e gozar contra a boca dele, o gemido abafado pela própria mão. Depois levantou-se, virou-a de frente para a cama e puxou o vestido para cima. Raquel tirou o sutiã de renda, os seios fartos ficaram livres. Paulo abriu as calças, tirou o pau duro e esfregou a cabeça na entrada molhada. — Diz o que queres. — Quero que me foda, Dr. Paulo. Com força. Quero sentir o senhor fundo. E quero que me foda o cu também. Ele enterrou-se de uma só vez até ao fundo. O gemido dela foi alto. Agarrou-lhe as ancas e começou a foder com estocadas profundas e ritmadas, o som da pele a bater na pele a encher o quarto. — Que cona tão boa… — rosnou. — Apertada, quente. Gosta de ser fodida pelo chefe no quarto do hotel depois de fingir o jantar inteiro que não se passa nada e de me provocar no bar e na varanda? — Gosto — respondeu ela, a voz falhada. — Mais forte. Foda-me como quiser. Sou sua esta noite, Dr. Ele acelerou, uma mão a esfregar o clitóris. Depois retirou-se, cuspiu na mão, passou no pau e pressionou contra a entrada do cu. Entrou devagar, centímetro a centímetro, até ficar completamente dentro. Raquel gemeu mais agudo, as unhas cravadas no lençol. — Porra… que cu… — murmurou ele, começando a mover-se. — Está a engolir-me. Quer que a encha aqui? — Quero. Foda-me o cu e encha-me. Dê-me o seu leite, Dr. Paulo. Paulo fodeu-lhe o cu com estocadas longas e profundas, uma mão a voltar ao clitóris. Os gemidos de Raquel tornaram-se contínuos. Quando sentiu o orgasmo a chegar, acelerou ainda mais. — Vou gozar — avisou. — Dentro? — Dentro. Encha-me. Ele enterrou-se até ao limite e gozou com um gemido grave, o corpo a tremer, os jactos a disparar fundo dentro do cu dela. Raquel gozou quase ao mesmo tempo, as paredes a contrair em ondas. Ficaram assim longos segundos, a respiração irregular. Depois Paulo retirou-se devagar. Raquel virou-se, ainda ofegante, o vestido enrolado na cintura, a lingerie deslocada, o corpo marcado. — Amanhã temos de voltar a fingir — disse ela, a voz baixa. — Amanhã fingimos, Raquel — concordou ele, passando a mão pelo cu dela. — Mas esta noite ainda não acabou. Ela sorriu de lado, puxou-o para um beijo mais lento e murmurou contra a boca dele: — Então mostre-me o que mais quer fazer-me, Dr., antes de eu regressar ao meu quarto. Lá fora, o corredor do hotel continuava silencioso. E nenhum dos colegas que tinham jantado e bebido com eles fazia a mínima ideia do que estava a acontecer
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