O calor daquela madrugada em Sergipe era de sufocar. O expediente oficial já tinha acabado há horas, e meu corpo estava grudento de suor e poeira. Fui ao vestiário feminino dos fundos decidida a tomar uma ducha gelada, mas, ao abrir o registro, o cano só cuspiu um ar seco e quente — a caixa d'água da ala feminina tinha secado de vez.
Eu não ia dormir naquele estado. Sabendo que o vestiário masculino usava outra encanação, não pensei duas vezes. Arranquei o uniforme azul, peguei apenas uma toalha de banho branca, bem curta e gasta, e me enrolei nela. Saí descalça pelo pátio de cascalho escuro. Sob a pele da Gabriela, eu não tinha amarras, medo ou qualquer pingo de vergonha. Se alguém me visse ali, quase nua sob a luz do luar, seria apenas mais um show gratuito.
Empurrei a porta de ferro pesada do vestiário masculino de uma vez. O trinco bateu com força, ecoando no ambiente de azulejos brancos encardidos e cheiro de desinfetante barato.
Para a minha total surpresa — e imediato delírio —, o lugar não estava vazio. Sentados no banco de madeira gasta, jogando cartas e bebendo cerveja morna de fim de turno, estavam cinco colegas de trabalho: o vigia noturno Carlos, os dois rapazes da manutenção pesada, Tiago e André, o carregador de malas Felipe, e o barman da piscina Lucas. Todos de regata e calças de uniforme pela metade.
O silêncio no vestiário foi instantâneo. As cartas quase caíram das mãos deles. Os cinco homens paralisaram, fixando os olhos na minha imagem de toalha curta, que mal cobria metade do meu bumbum e deixava meu colo branco e minhas pernas totalmente expostas.
Apoiei o ombro no batente da porta, cruzei as pernas devagar, arqueando o quadril, e soltei meu habitual deboche com uma voz mansa e arrastada:
— Meninos... A água do meu vestiário acabou. Vocês se importam se a Gabriela tomar um banho bem gostoso e gelado aqui com vocês?
— Puta que pariu, Gabriela... — Carlos, o vigia, um homem robusto de trinta e poucos anos, engoliu em seco, os olhos grudados no meu decote improvisado. — Você quer matar a gente do coração? Se o seu Agenor sonha com uma coisa dessas...
— O seu Agenor não está aqui para mandar em mim agora, lindo — respondi com um risinho lascivo. — E então? Vão me deixar no calor ou posso entrar?
— Entra, Gabriela... A casa é sua — Tiago, sibilou, guardando o baralho com pressa e devorando meu corpo com os olhos famintos.
Caminhei rebolando até o centro do vestiário, bem na frente deles. Sem dar tempo para que raciocinassem, levei as mãos ao nó da toalha e a soltei de uma vez, deixando o tecido escorregar até o chão de cimento. Fiquei completamente nua diante dos cinco homens. Minha pele branca brilhava sob a luz fluorescente fria que piscava no teto, revelando minhas curvas, meus seios médios com os bicos já endurecendo pelo vento da noite, e a minha intimidade totalmente raspada e visivelmente úmida de tesão.
Os cinco homens soltaram exclamações baixas, os rostos transformados pela luxúria imediata. Eu conseguia ver o volume crescendo de forma agressiva por baixo das calças de uniforme de cada um deles. Eles me devoravam como um troféu.
— Rapaz do céu... Olha o tamanho do descaramento dessa morena — Lucas, o barman, comentou em voz alta, dando um gole longo na cerveja sem desviar os olhos da minha bunda. — Ela se abre inteira de graça na frente de cinco caras. A bicha é viciada em se mostrar!
— Sou mesmo, meninos — respondi de costas, caminhando devagar até o boxe do chuveiro, que não tinha cortina nem porta.
Girei o registro e a água fria desabou sobre a minha cabeça, lavando meus cabelos castanhos curtos e escorrendo pelo meu pescoço, seios e pernas. Comecei a me ensaboar com lentidão, deslizando as mãos espumantes pelo meu próprio corpo, arqueando as costas e empinando o bumbum de propósito sob a água, sabendo que os cinco estavam paralisados no banco, assistindo a cada movimento.
— Olha como o bico do peito dela acende na água fria... — Tiago comentou lá de trás, a respiração já pesada e audível no eco do banheiro. — A pele dela parece seda. Dá vontade de rasgar essa marra dela agora mesmo.
Parei debaixo do chuveiro, me virei de frente para eles e passei a mão ensaboada pelos meus seios médios, apertando-os e olhando diretamente nos olhos do Tiago.
— Então por que você fica aí só olhando, Tiago? — perguntei, deixando a água lavar o sabonete do meu rosto. — Minhas costas estão tão difíceis de alcançar... Por que um de vocês não vem aqui me ajudar a ensaboar as costas? Ou vai me dizer que os homens de Propriá têm medo de uma camareira molhada?
O desafio foi o estopim. Tiago levantou-se do banco num pulo, já desabotoando a calça do uniforme com pressa e arrancando a regata. Ele entrou no boxe de botas e tudo, sem se importar em se molhar. A mãozona calejada dele pegou o sabonete da minha mão.
Mas, de propósito, eu deixei que o sabonete escorregasse dos meus dedos e caísse no chão de cimento molhado, bem no meio de nós dois.
Olhei para o Tiago com um sorriso desafiador e, em vez de me agachar dobrando os joelhos, decidi dar o meu maior show de exibicionismo. Dei as costas completamente para os cinco homens que assistiam da entrada do boxe. Mantendo as pernas totalmente esticadas e juntas, curvei meu tronco para a frente, descendo as mãos devagar até o chão. O movimento escancarou meu bumbum médio diretamente na linha de visão deles. Minha intimidade raspada e encharcada ficou totalmente à mostra, brilhando sob a luz fria do teto e gotejando contra o cimento.
— Caralho, Tiago! Olha isso! — André, o outro rapaz da manutenção, gritou lá de trás, já puxando seu membro imenso para fora, masturbando-se furiosamente. — Ela se dobra todinha para a gente ver! Olha como essa bucetinha pisca implorando por ferro!
Peguei o sabonete bem devagar, rebolando o quadril no ar antes de subir o corpo novamente com lentidão, sentindo os olhares deles queimando a minha pele branca. Virei-me de frente, entregando o sabonete nas mãos de um Tiago que já tremia de tesão.
Ele jogou o sabonete de lado e me prensou contra os azulejos frios. Suas duas mãos agarraram meus quadris molhados, e ele enterrou seu membro grosso de uma vez só na minha intimidade encharcada.
Gritei alto, o som ecoando no banheiro. Mas aquilo era só o começo. Eu queria todos eles dentro de mim.
— Não me fode sozinho, Tiago... Eu quero todos eles! — implorei, arrastando a voz, enquanto ele me estocava com força por trás.
Ao ouvir meu comando, Carlos, o vigia, e Lucas, o barman, entraram no boxe sem hesitar, arrancando as roupas. Carlos se posicionou rapidamente por trás, empurrando Tiago de leve para o lado.
— Fica de quatro no banco, Gabriela! — Carlos ordenou, a voz rouca.
Eu saí do boxe engatinhando e me apoiei de joelhos no banco de madeira gasta. Fiquei na posição mais devassa possível. Tiago veio pela frente, deitando-se sobre o banco, e empurrou seu pau direto na minha boca. Comecei a chupá-lo com voracidade, engolindo-o profundamente enquanto a água do chuveiro ainda espirrava em nós.
Ao mesmo tempo, Carlos se ajoelhou atrás de mim. Ele cuspiu na própria mão, lubrificou meu bumbum e, com um empurrão firme e bruto, enterrou seu membro no meu estreito canal anal. Soltei um gemido abafado, que vibrou contra o pau de Tiago na minha boca. A dor gostosa e a pressão do sexo anal duplo me deixaram completamente insana.
— Segura a bicha, Carlos! Agora é a minha vez! — André gritou.
André subiu no banco e se posicionou. Num movimento coordenado, enquanto Carlos me possuía por trás e Tiago alimentava minha boca, André se encaixou na minha intimidade vaginal por baixo. Era a dupla penetração perfeita, anal e vaginal simultâneas. Eu sentia meu corpo ser preenchido até o limite absoluto, esmagada entre a brutalidade de André e a firmeza de Carlos, enquanto meus seios médios balançavam freneticamente com o impacto dos corpos se chocando.
Eu gemia de forma escandalosa, salivando e engolindo o máximo que podia. O som do sexo era úmido, bruto e rústico.
Depois de vários minutos de um ritmo alucinante, eles revezaram. Felipe, o carregador de malas, e Lucas, o barman, me puxaram do banco e me colocaram de pé contra a parede de azulejos. Lucas segurou minhas duas pernas no alto, abrindo-me completamente, e me penetrou com força total na vagina, enquanto Felipe enfiava o pau na minha boca molhada, segurando meus cabelos castanhos curtos com força para ditar o ritmo.
Os tapas estalados dos cinco homens ecoavam pelo vestiário, deixando marcas vermelhas por toda a minha pele branca e no meu bumbum. Eu estava completamente entregue ao fetiche de ser usada como o depósito de prazer coletivo daquela pousada.
— Vou gozar, Gabriela! Vou encher essa sua boca de leite! — Felipe sibilou, acelerando as estocadas na minha boca.
— Cospe na minha cara! Joga em mim! — provoquei, tirando o pau dele por um segundo, com o olhar mais debochado e putinha que conseguia fazer.
O clímax foi um verdadeiro massacre. Lucas gozou profundamente no fundo do meu útero, seguido por André que descarregou na minha intimidade anal. Carlos e Tiago se masturbaram rapidamente e despejaram jorradas massivas e quentes por todo o meu colo e nos meus seios médios. Por fim, Felipe descarregou direto na minha boca, cobrindo meus lábios e meu rosto com seu sêmen quente.
Fiquei estirada no chão molhado do vestiário por alguns instantes, exausta, ofegante e completamente marcada pela luxúria dos cinco. O sêmen misturado deles escorria pelo meu corpo, misturando-se com a água fria que escoava pelo ralo.
Levantei-me devagar, sem pressa alguma de me cobrir. Peguei a toalha branca do chão, usei-a para limpar o excesso do rosto com um sorriso cheio de deboche, e olhei para os cinco homens que respiravam cansados ao meu redor.
— Obrigada pelo banho, meninos... — sussurrei, jogando a toalha úmida sobre o ombro. — Amanhã bem cedo quero ver todos vocês de uniforme bem limpinho e sorrindo na recepção, combinado?
Saí do vestiário de volta para a madrugada quente de Propriá, sentindo meu corpo pulsar delicioso a cada passo no cascalho, com a certeza absoluta de que a Gabriela era a dona daquela pousada.




