Reuniões, sorrisos, aperto de mãos. Eu mal prestava atenção. O corpo ainda doía de um jeito bom das noites anteriores — as marcas roxas nos quadris, a sensibilidade entre as pernas, o lembrete constante de como o pau grosso dele me abria. À tarde mandei só uma mensagem:
“Quarto 814. 21h. Não se atrase.”
A resposta veio rápida:
“Vou te usar até você não aguentar mais.”
Às nove em ponto a porta bateu. Eu abri já nua. Ricardo entrou, fechou a porta com força e me empurrou contra a parede antes mesmo de eu dizer qualquer coisa. O beijo foi violento. Dentes, língua, a mão grande no meu pescoço segurando o bastante para me lembrar quem mandava. Eu gemi na boca dele. A outra mão desceu, agarrou minha bunda com força e apertou até doer.
— Hoje você não manda em nada — ele disse contra minha boca, a voz baixa e rouca. — Entendeu?
Eu balancei a cabeça. Ele apertou mais o pescoço.
— Fala.
— Entendi.
Ele me virou de frente para a parede, puxou meus quadris para trás e deu um tapa seco e pesado na minha bunda. O som ecoou no quarto. Outro tapa, mais forte. Eu soltei um gemido alto. A mão dele desceu entre minhas pernas e encontrou o que já esperava: eu estava encharcada.
— Putinha molhada só de esperar — murmurou. — Fica assim.
Ele se afastou só o suficiente para tirar a roupa. Eu ouvi o cinto, o zíper, o barulho do tecido caindo. Quando voltou, o pau duro e grosso esbarrou na minha bunda. Ele não pediu licença. Enfiou dois dedos dentro de mim com força, meteu e tirou rápido, o som molhado alto. Depois tirou os dedos e empurrou o pau de uma vez até o fundo.
O ar saiu dos meus pulmões. Ele era grosso demais, e naquela posição chegava fundo demais. Não deu tempo de me acostumar. Começou a meter com força logo de cara, estocadas profundas e secas, a barriga batendo na minha bunda a cada golpe. As mãos grandes seguravam minha cintura com tanta força que eu sabia que ia ficar marcada de novo. Eu gemia contra a parede, o rosto virado de lado.
— Mais forte — pedi, a voz já quebrada.
Ele riu baixo, um som sem nenhuma doçura.
— Você não pede. Você aguenta.
Agarrou meu cabelo com uma mão, puxou a cabeça para trás e fodeu ainda mais bruto. Cada estocada fazia meu corpo inteiro balançar. O pau entrava até o talo, esticava, batia fundo. Eu sentia a dor misturada com o prazer subindo rápido. Quando o orgasmo veio, veio forte. Eu gozei apertando o pau dele, as pernas tremendo, um gemido longo e rouco saindo da minha garganta.
Ele não parou.
Tirou o pau de uma vez, me puxou pelo cabelo até a cama e me jogou de quatro. Antes que eu me acomodasse, entrou de novo, fundo, e recomeçou a meter com a mesma brutalidade. Agora os tapas vinham juntos. Um em cada nádega, pesados, o calor se espalhando. Eu empurrava a bunda para trás mesmo assim, pedindo mais com o corpo. Ele segurou meu pescoço por trás, apertando de leve enquanto fodia, e eu senti o segundo orgasmo subir rápido demais.
— Goza de novo — ordenou.
Eu gozei. O corpo se contraiu com força, as paredes apertando o pau grosso, um gemido quase um grito. Ele tirou no meio do meu orgasmo, virou-me de costas com um puxão e me abriu as pernas com as mãos. Enfiou de novo, dessa vez de frente, e começou a meter ainda mais fundo. Uma das mãos foi para o meu pescoço, a outra apertou um seio com força. Eu olhava para o rosto dele — concentrado, suado, a boca entreaberta — e só conseguia gemer.
— Você é uma puta — ele disse, a voz rouca. — Uma puta que veio de outra cidade só para tomar pau grosso.
— Sou — respondi, a voz falhando. — Me fode mais.
Ele obedeceu. As estocadas ficaram quase brutais. O barulho era molhado, sujo, a cama batendo na parede. Eu sentia o pau batendo no fundo a cada vez, o volume me abrindo sem piedade. O terceiro orgasmo veio sem aviso. Eu gozei tremendo, as unhas cravadas nas costas largas dele, a boca aberta num gemido alto e quebrado.
Ricardo tirou o pau, ainda duro e brilhando. Subiu no meu peito, ajoelhou sobre mim e empurrou a cabeça grossa contra minha boca.
— Abre.
Eu abri. Ele meteu fundo na minha garganta de uma vez. Eu engasguei, lágrimas escorrendo, saliva escorrendo pelos cantos da boca. Ele segurou meu cabelo com as duas mãos e usou minha boca com a mesma brutalidade com que tinha usado o resto do meu corpo. Estocadas profundas, o pau batendo no fundo da garganta. Eu não conseguia respirar direito. Só aguentava. Quando ele tirou, um fio grosso de saliva e pré-gozo ligava minha língua à cabeça do pau.
— De quatro de novo.
Eu obedeceu, o corpo já mole e tremendo. Ele entrou de uma vez e recomeçou. Dessa vez uma das mãos desceu e começou a esfregar meu clitóris com força enquanto metia. O prazer foi quase demais. Eu gozei de novo, o quarto orgasmo me derrubando, o corpo inteiro se contraindo, um gemido longo e rouco saindo de mim. Ele não parou. Continuou metendo através do meu orgasmo até eu estar quase chorando, as pernas fraquejando.
Quando sentiu que eu não aguentava mais ficar de quatro, me virou de lado, ergueu uma perna e entrou de novo. Nessa posição o pau chegava ainda mais fundo. Ele meteu com força, a mão grande no meu pescoço, o olhar fixo no meu. Eu só conseguia gemer e olhar de volta.
— Dentro — pedi, a voz rouca. — Goza dentro.
Ele acelerou. As estocadas ficaram curtas, profundas, brutais. Poucos segundos depois ele enterrou até o talo e gozou com um gemido baixo e gutural. Eu senti os jatos quentes, o pau pulsando forte dentro de mim, enchendo. Ele ficou enterrado mais alguns segundos, respirando pesado, o suor escorrendo do peito largo para o meu corpo.
Quando saiu, o sêmen escorreu imediatamente, quente e espesso, pela minha coxa. Eu estava deitada, as pernas abertas, o corpo marcado, suado, tremendo. Ricardo se sentou na beira da cama, ainda ofegante. Eu me arrastei até ele, ajoelhei no chão entre as pernas dele e limpei o pau com a boca — devagar, chupando o que restava de mim e dele. Ele passou a mão pelo meu cabelo, dessa vez sem puxar.
Ficamos em silêncio por um tempo. Só a respiração pesada dos dois.
Eu apoiei a cabeça na coxa dele, ainda ajoelhada.
— Amanhã eu volto para casa — disse baixinho.
Ele não respondeu logo. Só passou o polegar pelos meus lábios inchados.
— Então me usa enquanto ainda pode.
Eu levantei o rosto e o olhei. O pau dele já estava começando a endurecer de novo sob o meu olhar.
Sorri, a boca ainda melada.
— Então para de descansar.
Ele me puxou pelo cabelo de volta para a cama.
E a noite ainda estava longe de acabar.

