Pequenas manchas roxas nos quadris, onde as mãos grandes dele tinham apertado. Uma marca de dente no ombro. Entre as coxas, ainda sensível, o lembrete do quanto ele tinha me esticado. O vestido azul estava jogado numa cadeira. Os saltos, no chão. Eu me estiquei na cama, nua, e sorri sozinha. O cheiro dele ainda estava nos lençóis.
O dia de trabalho foi longo. Reuniões, apresentações, sorrisos profissionais. Eu usava uma saia lápis preta e uma blusa de seda. Por baixo, calcinha fina. Toda vez que me sentava, sentia o corpo lembrar da noite anterior. No intervalo do almoço mandei a mensagem.
“Ainda estou na cidade. Quarto 814. Depois das 21h.”
A resposta veio em menos de dois minutos.
“Estarei lá.”
Às nove e dez a porta bateu duas vezes. Eu abri usando só o roupão do hotel, aberto na frente, nada por baixo. Ricardo entrou sem dizer nada. Fechou a porta com o pé e me olhou de cima a baixo. Estava de calça jeans e camiseta preta justa. A barriga se marcava debaixo do tecido. O pau já fazia volume.
— Você não perdeu tempo — murmurou.
Eu puxei o roupão pelos ombros e deixei cair no chão. Fiquei nua na frente dele. Ele não se mexeu logo. Só olhou. Depois se aproximou, segurou meu queixo com uma mão grande e beijou minha boca com fome. A barba raspou. A língua dele era grossa, invasiva. Eu desci a mão até a calça dele e apertei o volume duro.
— Tira a roupa — pedi contra a boca dele.
Ele obedeceu. A camiseta saiu primeiro. O peito largo, peludo, a barriga pesada. Depois a calça e a cueca. O pau saltou, já completamente duro, grosso, a cabeça brilhando. Eu me ajoelhei na frente dele sem ele pedir. Abri a boca e engoli até onde dava. A garganta se abriu com dificuldade. Ele segurou meu cabelo com as duas mãos e começou a meter devagar, controlando a profundidade. Eu gemia em volta do pau, saliva escorrendo pelo queixo e pingando nos seios.
— Olha para mim — ordenou.
Eu levantei os olhos enquanto ele fodia minha boca. O olhar dele era escuro, concentrado. Ele empurrou mais fundo. Eu engasguei, lágrimas nos cantos dos olhos, mas não me afastei. Deixei ele usar. Quando tirou, um fio grosso de saliva ligava minha língua à cabeça do pau.
Ricardo me puxou para cima, me carregou até a cama como se eu não pesasse nada e me jogou de costas. Abriu minhas pernas com as mãos grandes e enterrou o rosto entre elas. A língua larga chupou meu clitóris com força, depois desceu e enfiou dentro. Ele chupava e metia a língua ao mesmo tempo, o nariz apertado contra mim. Eu segurava o cabelo curto dele, o quadril se movendo sozinho. Dois dedos grossos entraram junto com a língua. O orgasmo veio rápido, violento. Eu gozei na boca dele gemendo alto, as coxas tremendo, o corpo inteiro se contraindo.
Antes que eu terminasse de tremer ele subiu, encaixou o pau e enterrou até o talo de uma vez. O gemido que saiu de mim foi quase um grito. Ele era ainda mais grosso do que eu lembrava. Começou a meter com força, a barriga batendo na minha a cada estocada. O peito peludo raspava nos meus seios. Eu cravei as unhas nas costas largas dele.
— Mais fundo… porra, mais fundo — pedi.
Ele agarrou minhas coxas, abriu ainda mais e fodeu com brutalidade. O barulho era molhado, sujo. Eu sentia cada centímetro, cada veia. Outro orgasmo subiu rápido. Eu gozei apertando o pau dele, as paredes se contraindo com força. Ele não parou. Continuou metendo através do meu orgasmo até eu estar quase chorando de prazer.
Quando tirou, virou-me de quatro com facilidade. As mãos grandes seguraram minha cintura. Ele entrou de uma vez, fundo demais. Nessa posição o pau chegava em lugares que faziam minha visão embaçar. Começou a meter forte, a barriga batendo na minha bunda. Deu um tapa pesado numa nádega, depois na outra. A dor misturou com o prazer e eu gemi mais alto.
— Você gosta de apanhar enquanto é comida? — perguntou, a voz rouca.
— Gosto. Me bate mais.
Ele deu outro tapa, mais forte. Depois agarrou meu cabelo, puxou a cabeça para trás e fodeu com estocadas profundas e pesadas. Eu empurrava a bunda para trás, encontrando cada golpe. O som das peles se batendo enchía o quarto. Eu gozei de novo, o corpo inteiro tremendo, o rosto enterrado no travesseiro para abafar o grito.
Ricardo tirou o pau, ainda duro e brilhando com meus fluidos. Deitou de costas e me puxou para cima dele.
— Senta.
Eu encaixei a cabeça grossa na entrada e desci devagar. O volume me abriu centímetro por centímetro até eu estar completamente empalada. Gemi alto, a cabeça jogada para trás. Comecei a me mexer, subindo e descendo, sentindo o pau grosso esfregar em tudo. As mãos dele apertaram meus seios com força, os polegares esfregando os mamilos. Eu acelerava o ritmo, a bunda batendo nele, o peito balançando.
— Assim… usa meu pau — ele murmurou.
Eu sentei com tudo, rebolei, subi e desci com força. Outro orgasmo veio, mais longo, mais profundo. Eu gozei sentada nele, o corpo se contraindo, a boca aberta, gemendo sem parar. Ele segurou minha cintura e começou a meter de baixo, estocadas fortes para cima enquanto eu ainda tremia. Poucos segundos depois ele gozou dentro, jatos quentes e espessos, o pau pulsando fundo em mim. Eu senti cada um.
Ficamos assim por um tempo, eu ainda em cima dele, o sêmen começando a escorrer devagar. Eu me debrucei no peito largo, sentindo o coração dele bater forte. As mãos grandes acariciavam minhas costas, pesadas, quentes.
— Você volta amanhã? — perguntei, a voz rouca.
Ele passou a mão pelo meu cabelo.
— Se você quiser.
Eu levantei o rosto e o olhei.
— Eu quero.
Ele sorriu pela primeira vez desde que tinha entrado no quarto. Um sorriso pequeno, quase só no canto da boca. Depois me beijou de novo, mais devagar dessa vez, mas ainda com fome.
Mais tarde, quando ele se vestia, eu estava deitada de lado, nua, o corpo mole e marcado de novo. O sêmen dele escorria devagar pela coxa interna. Ricardo se aproximou da cama, inclinou-se e passou o polegar pelos meus lábios.
— Amanhã eu quero te foder de novo. Mais tempo. Mais vezes.
Eu abri a boca e chupei o polegar dele, olhando nos olhos.
— Então não se atrase.
Ele saiu. A porta se fechou. Eu fiquei sozinha no quarto, o corpo ainda latejando, o cheiro de sexo forte no ar.
Amanhã seria o último dia da viagem.
E eu já estava molhada só de imaginar o que ele ia fazer comigo.

