Eu acordei primeiro. O corpo doía de um jeito profundo — coxas, quadris, o cu ainda latejando, a buceta sensível. Havia marcas roxas espalhadas pela pele. Eduardo dormia de lado, o peito subindo e descendo devagar, uma mão pesada ainda descansando na minha cintura. Eu fiquei olhando por um tempo. O cabelo ralo, o rosto marcado pela idade, a barriga relaxada sob o lençol. Nada naquilo era bonito. E mesmo assim meu corpo já reagia só de sentir o calor dele.
Quando ele abriu os olhos, não disse bom dia. Só me puxou para perto, ergueu minha perna e enfiou dois dedos em mim. Eu estava molhada. Sempre estava, naqueles dias. Ele mexeu os dedos com calma, o polegar no clitóris, até eu estar gemendo baixo contra o travesseiro. Depois tirou os dedos, se posicionou atrás de mim e entrou na buceta de uma vez.
Fodeu devagar naquela manhã. Estocadas profundas, ritmadas, sem pressa. Uma mão no meu seio, a outra segurando minha coxa aberta. Eu gozei quieta, o corpo se contraindo, e ele gozou logo depois, dentro, com um gemido rouco contra minha nuca.
Depois disso ele me mandou tomar banho. Eu obedeci. Quando saí, ele já estava na cozinha, só de bermuda, preparando café. Me olhou nua, o cabelo molhado escorrendo pelas costas, e fez um gesto para que eu me aproximasse. Eu fui. Ele me virou de costas contra a bancada, abaixou a bermuda e empurrou o pau entre minhas nádegas. Não entrou ainda. Só esfregou, a cabeça grossa passando pela entrada do cu ainda sensível.
— Hoje eu vou usar os dois — disse, a voz baixa. — Até você não aguentar mais.
Eu só balancei a cabeça.
Ele me levou de volta para o quarto. Me colocou de quatro na cama. Lubrificou de novo, com calma, os dedos abrindo o que já estava marcado da noite anterior. Depois encaixou o pau e empurrou. Dessa vez entrou mais fácil, mas o volume ainda era demais. Eu gemia alto, o rosto no travesseiro, enquanto ele ia fundo, centímetro por centímetro, até estar completamente dentro.
Fodeu meu cu com ritmo constante. Não tão bruto quanto na primeira vez, mas firme, profundo, sem parar. Uma mão esfregava meu clitóris. Eu gozei com ele enterrado lá, o corpo inteiro tremendo. Ele tirou, enfiou na buceta de uma vez, meteu forte algumas vezes, depois voltou para o cu. Alternava. Me usava nos dois buracos como tinha prometido. Eu perdia a noção do tempo. Só sentia o pau grosso entrando, saindo, preenchendo, a voz dele baixa mandando eu aguentar, as mãos grandes me segurando no lugar.
Gozei mais vezes do que consegui contar. O corpo ficou mole, suado, o sêmen escorrendo dos dois lugares. Quando ele finalmente gozou de novo, foi no meu cu, enterrado até o talo, o gemido gutural vibrando contra minha pele.
Depois disso me deixou descansar um pouco. Eu fiquei deitada de bruços, as pernas abertas, o ar-condicionado frio na pele quente. Ele se sentou na beira da cama, a mão passando devagar pelas marcas que tinha deixado em mim.
— Minha mulher chega às sete — falou, sem emoção. — Você sai às seis.
Eu virei o rosto e o olhei.
— Ainda temos tempo.
— Temos.
E ele usou o tempo.
No meio da tarde me comeu de novo no sofá. Dessa vez me colocou sentada no colo, de frente, e me fez cavalgar enquanto chupava meus seios. Depois me virou, me fodeu de quatro outra vez, alternando entre a buceta e o cu até eu estar gritando no travesseiro do sofá. O sêmen escorria. As pernas tremiam. Eu mal conseguia me manter de joelhos.
Mais tarde, no chuveiro, ele me empurrou contra o azulejo molhado e me fodeu em pé, uma perna levantada, o pau entrando fundo enquanto a água caía sobre os dois. Eu gozei com a testa encostada no azulejo, o corpo se contraindo, e ele gozou dentro logo depois.
Quando saímos do banheiro já eram quase cinco e meia.
Eu me viste em silêncio. O vestido preto da noite anterior estava amassado, mas era tudo que eu tinha. Não usei calcinha. Não fazia diferença. O sêmen ainda escorria devagar pela coxa. Eduardo se vestiu também — calça, camisa, o homem de novo. O chefe. O marido.
Na porta do apartamento ele me segurou pelo queixo e me beijou. Fundo. Lento. O último.
— Amanhã no escritório você age normal — disse, a voz já de volta ao tom calmo de sempre. — Se eu te chamar na sala… você tranca a porta.
Eu balancei a cabeça.
— Eu tranco.
Ele passou o polegar pelo meu lábio inferior uma última vez.
— Vai.
Eu saí. O elevador desceu em silêncio. No carro, sentei e senti o corpo inteiro latejar — a buceta, o cu, as marcas, o cansaço profundo. Liguei o motor. No relógio do painel marcava 18h12.
A mulher dele chegaria em menos de uma hora.
Eu dirigi para casa com as pernas abertas o bastante para sentir o ar no que ele tinha usado. O corpo doía. A boca ainda tinha o gosto dele. E pela primeira vez eu não me sentia culpada.
Só tomada.
Completamente tomada por um homem que não era bonito, que era casado, que era meu chefe… e que tinha me ensinado exatamente o tipo de fome que eu nem sabia que tinha.
Na segunda-feira eu voltaria ao escritório.
E quando ele me chamasse, eu trancaria a porta de novo.