Agi como ele mandou. Cumprimentei, sorri, respondi e-mails, participei da reunião da manhã. Eduardo estava sentado na ponta da mesa, a camisa azul-marinho, o olhar calmo passando por todos como se eu fosse só mais uma funcionária. Só que eu ainda sentia o corpo marcado. As coxas sensíveis. O leve ardor onde as mãos dele tinham apertado. E, por baixo da calcinha, o lembrete do que ele tinha deixado dentro de mim na noite anterior.
À tarde, por volta das seis, a maioria do setor já tinha ido embora. Eu estava reunindo uns relatórios quando o telefone interno tocou. O ramal dele.
— Pode subir.
Dois minutos depois eu estava na porta da sala. Entrei. Fechei. Traguei a chave sem ele precisar pedir. Eduardo estava de pé perto da janela, olhando a cidade escurecer. Quando se virou, o olhar desceu pelo meu corpo com a mesma calma de sempre.
— Chega aqui.
Eu atravessei a sala. Ele não me beijou. Só segurou meu queixo, inclinou meu rosto para cima e estudou minha boca por um segundo.
— Ontem você gozou quantas vezes?
A pergunta foi direta, sem rodeios.
— Três — respondi.
— Hoje vai ser mais.
A mão grande desceu, pegou a barra da minha saia e puxou para cima. Os dedos encontraram a calcinha já úmida e a puxaram para o lado. Dois dedos entraram de uma vez, fundos. Eu soltei o ar num gemido baixo. Ele meteu os dedos com ritmo lento e profundo, o polegar pressionando o clitóris, enquanto me olhava nos olhos.
— Você passa o dia inteiro molhada pensando nisso, não passa?
— Passo.
— Bom.
Ele tirou os dedos, puxou-me pela cintura e me virou de costas para a mesa. A saia ficou erguida. A calcinha desceu até as coxas. Eu ouvi o cinto, o zíper. Depois a cabeça grossa se encaixou e ele entrou de uma vez, até o fundo.
O gemido que saiu de mim foi alto demais para um escritório. Ele não se importou. Começou a meter com força logo de cara, as mãos segurando meus quadris, a barriga batendo na minha bunda. Cada estocada era profunda, controlada, pesada. Eu segurava a beirada da mesa, o rosto virado de lado, gemendo sem conseguir baixar o volume.
— Mais quieta — ele disse, mas a voz não tinha nenhuma urgência real. — Ou então goza logo para eu te foder direito.
Eu gozei. Rápido. O corpo se contraiu em volta do pau grosso, as pernas tremendo. Ele continuou metendo através do orgasmo, mais fundo, até eu estar ofegante e mole. Depois tirou, me virou, me sentou na mesa e entrou de novo, agora de frente. Uma mão no meu pescoço, a outra na minha coxa aberta. O ritmo ficou mais bruto. Eu cravei as unhas nos ombros dele, gemendo contra a boca quando ele finalmente me beijou — fundo, dominante, quase possessivo.
Ele gozou dentro de novo, com um gemido baixo, o corpo grande tencionando. Eu senti cada jato. Quando saiu, o sêmen escorreu imediatamente. Eduardo ajeitou a calça enquanto eu ainda tremia sentada na mesa.
— Limpa — mandou, estendendo os dedos que tinham estado dentro de mim antes.
Eu chupei. Sem hesitar.
Ele observou em silêncio. Depois passou o polegar pelo meu lábio inferior.
— Sexta-feira à noite estou sozinho em casa. Minha mulher viaja. Se você quiser… eu te mando o endereço.
O coração bateu forte.
— Eu quero.
Ele assentiu, como se a conversa tivesse acabado ali.
— Agora vai. E amanhã age normal de novo.
Eu desci a saia, ajeitei a blusa e saí. No corredor ainda quase vazio, meu corpo inteiro latejava. Sentei na minha cadeira e apertei as pernas, sentindo o sêmen dele escorrer devagar.
Os dois dias seguintes foram uma tortura lenta.
Ele mal me olhava. Passava pelo setor, dava ordens, assinava papéis, falava com outras pessoas. Eu respondia no tom profissional, sorria quando preciso, e por baixo da mesa apertava as coxas toda vez que a voz grave dele soava perto demais. À noite eu me tocava pensando nas mãos grandes, na barriga batendo na minha bunda, na forma como ele mandava sem precisar levantar a voz.
Na sexta, por volta das oito da noite, o celular vibrou.
Um endereço. Um número de apartamento. Nada mais.
Eu me arrumei com cuidado. Vestido preto justo, curto o bastante para mostrar as coxas, salto alto, cabelo solto. Por baixo, nada. Só o vestido. Dirigi até o prédio com o coração acelerado. O porteiro nem perguntou. Subi.
Ele abriu a porta já sem gravata, a camisa branca aberta no colo, as mangas dobradas. O olhar desceu pelo meu corpo e parou onde o tecido marcava os seios.
— Entra.
A porta se fechou atrás de mim. O apartamento era amplo, silencioso, luz baixa. Cheiro de madeira e cologne dele. Eduardo não me deu tempo de olhar ao redor. Segurou minha nuca, puxou meu rosto para cima e me beijou com fome. A outra mão desceu, pegou a barra do vestido e puxou até a cintura. Quando os dedos encontraram a pele nua, ele soltou um som baixo no fundo da garganta.
— Veio preparada.
— Vim.
Ele me guiou até o sofá grande da sala. Empurrou-me para sentar e se ajoelhou entre minhas pernas. O vestido ficou erguido. A boca dele desceu direto. A língua larga, quente, chupou meu clitóris com força, depois desceu e enfiou dentro. Eu soltei a cabeça no encosto, gemendo, as mãos no cabelo ralo dele. Os dedos grossos entraram junto com a língua. Ele chupava e metia os dedos ao mesmo tempo, sem pressa, como se tivesse a noite inteira. Eu gozei rápido, as coxas tremendo em volta da cabeça dele, um gemido longo escapando.
Antes que eu terminasse de tremer, ele se levantou, abriu a calça e puxou o pau para fora. Já estava duro, grosso, a cabeça brilhando. Segurou meu queixo.
— Abre.
Eu abri. Ele meteu na minha boca com a mesma calma controlada de sempre, fundo o bastante para eu engasgar, depois puxando. A mão grande no meu cabelo ditava o ritmo. Eu chupava, gemia, deixava a saliva escorrer. Quando ele tirou, um fio viscoso ligava minha língua à cabeça do pau.
Eduardo me puxou para cima, virou-me de quatro no sofá e entrou de uma vez. O gemido que saiu de mim foi alto. Ele meteu com força, as mãos apertando meus quadris, a barriga batendo na minha bunda a cada estocada. O som molhado enchia a sala. Eu empurrava para trás, pedindo mais com o corpo.
— Mais fundo — pedi, a voz rouca.
Ele agarrou meu cabelo, puxou a cabeça para trás e fodeu ainda mais fundo. Eu gozei de novo, o corpo se contraindo com força. Ele não parou. Continuou metendo até eu estar tremendo, depois me virou, me deitou no sofá e entrou de frente. Uma mão no meu pescoço, a outra segurando minha coxa aberta. O ritmo ficou mais pesado, mais bruto. Eu olhava nos olhos dele enquanto ele me fodia — aquele olhar calmo, quase frio, que me deixava ainda mais molhada.
— Você está viciada nisso — murmurou.
— Estou.
— Fala o que você quer.
— Quero seu pau. Quero que me use.
Ele acelerou. As estocadas ficaram profundas e ritmadas. Eu gozei mais uma vez, quase chorando de tanto prazer, as unhas cravadas nos ombros largos dele. Poucos segundos depois ele enterrou até o talo e gozou dentro, com um gemido gutural, o corpo grande tensionando sobre o meu.
Ficamos ali, ofegantes. O sêmen escorria devagar entre minhas coxas. Eduardo ainda estava dentro de mim quando passou o polegar pelo meu lábio inferior, abrindo a boca de leve.
— A noite é longa — disse, a voz baixa. — E você não vai embora cedo.
Eu sorri, cansada, o corpo ainda latejando.
— Eu não pretendo.
Ele saiu de dentro de mim devagar, o pau ainda semi-duro. Depois se levantou, abriu a camisa completamente e a jogou no chão. O peito largo, peludo, a barriga macia. Nada naquilo era o corpo de um homem jovem. E mesmo assim eu já sentia vontade de novo.
Eduardo me olhou de cima, ainda entre minhas pernas abertas.
— Vira de quatro no chão.
Eu obedeci.
E a noite realmente só estava começando.
A vontade é de ser seu chefe! Maravilha de conto!