— Mais fundo — pedi, a voz já rouca de tanto gemer.
Ele obedeceu. As mãos desceram para minha bunda, abriram e apertaram com força enquanto metia de baixo. O barulho era molhado, sujo, o som das peles se batendo. Eu sentia o pau latejar dentro de mim, ainda misturado com o que ele tinha gozado antes. O orgasmo veio rápido e pesado. Eu gozei apertando ele, o corpo se contraindo, um gemido longo e quebrado saindo da minha garganta. Ele não parou. Continuou metendo através do meu orgasmo até eu estar tremendo e quase sem força.
Quando minhas pernas fraquearam, ele me virou de uma vez só, sem sair de dentro. Fiquei de quatro de novo. As mãos grandes seguraram meu cabelo e minha cintura ao mesmo tempo. Ele fodeu com brutalidade, estocadas profundas e ritmadas, a barriga batendo na minha bunda. De vez em quando dava um tapa seco e pesado. Eu gemia contra o travesseiro, a baba escorrendo, o corpo inteiro entregue.
— Fala — ele mandou, puxando meu cabelo.
— Me fode… me usa… — consegui dizer entre as estocadas.
Ele tirou o pau de repente, cuspiu na minha outra entrada e empurrou de novo. Dessa vez entrou mais fácil, mas o volume ainda doía de um jeito quente e intenso. Eu enterrei o rosto no colchão e forcei o corpo a aceitar. Ele meteu fundo, devagar no começo, depois com força. Uma mão desceu e esfregou meu clitóris com os dedos grossos enquanto fodia minha bunda. O prazer veio misturado com a dor, sujo demais. Eu gozei de novo, o corpo se contraindo em volta dele, um grito abafado saindo de mim.
Ricardo tirou, virou-me de costas, abriu minhas pernas e entrou na frente de uma vez. Agora era quase violento. As estocadas eram fundas, pesadas, a cama batendo na parede sem parar. Ele segurou meu pescoço com uma mão, apertando o bastante para eu sentir o controle, e olhou nos meus olhos enquanto me fodia.
— Você vai lembrar disso — disse, a voz rouca. — Vai voltar para o seu namorado com a buceta arrombada por mim.
— Vou — respondi, quase sem voz. — Vou lembrar.
Ele acelerou. Eu sentia o pau latejar, o volume me abrindo sem piedade. Outro orgasmo me pegou de surpresa, forte demais. Eu gozei gritando, as unhas cravadas nas costas largas dele, as pernas tremendo descontroladas. Ricardo enterrou até o talo e gozou logo depois, com um gemido gutural, enchendo de novo. Os jatos eram quentes, espessos. Eu senti cada um.
Ele saiu devagar. O sêmen escorreu imediatamente, misturado, sujo, pela minha coxa e pelo lençol. Eu fiquei deitada, as pernas abertas, o peito subindo e descendo rápido, o corpo inteiro marcado e latejando. Ele se deixou cair ao meu lado, ofegante.
Por um tempo só respiramos.
Mas a noite ainda não tinha acabado.
Mais tarde — eu não sabia quanto tempo tinha passado — ele me puxou de novo. Dessa vez me colocou de joelhos no chão, entre as pernas dele, e fodeu minha boca com a mesma brutalidade. Eu engasgava, lágrimas escorrendo, saliva e resto de gozo escorrendo pelo queixo e pingando nos seios. Ele segurava meu cabelo e usava minha garganta até eu estar quase sem ar. Quando tirou, me puxou de volta para a cama, me colocou de lado e entrou de novo, fundo, metendo até gozar mais uma vez dentro de mim.
Eu perdi a conta de quantas vezes gozei. O corpo não respondia mais direito. Só tremia e aceitava.
Quando finalmente paramos de verdade, o relógio do quarto marcava quase cinco da manhã. Eu estava deitada de bruços, nua, suada, o sêmen escorrendo devagar de mim. Ricardo estava ao meu lado, o peito largo subindo e descendo mais calmo. Uma das mãos grandes descansava na minha bunda marcada.
Eu virei o rosto e o olhei.
— Acabou — murmurei.
Ele passou o polegar pelo meu lábio inchado.
— Por hoje.
Não falamos mais nada. O sono veio pesado.
Acordei com a luz fraca do dia entrando pela fresta da cortina.
O corpo doía. As coxas, a bunda, o pescoço, entre as pernas — tudo latejava de um jeito que eu ia sentir por dias. Ricardo já estava sentado na beira da cama, vestindo a calça. Eu o observei em silêncio: as costas largas, a barriga, os ombros. Nada de bonitão. Só o homem que tinha me usado a noite inteira do jeito que eu precisei.
Ele sentiu meu olhar e se virou.
— Seu voo é a que horas?
— Meio-dia.
Ele assentiu. Terminou de se vestir. Eu me sentei na cama, ainda nua, o lençol cobrindo só as pernas. O silêncio entre a gente era pesado, mas não desconfortável.
Ricardo se aproximou, segurou meu queixo e me beijou. Não foi um beijo bruto dessa vez. Foi fundo, lento, como se estivesse gravando o gosto. Quando se afastou, passou o polegar pela minha boca uma última vez.
— Cuida dessa buceta — disse, a voz baixa. — Eu deixei ela bem usada.
Eu sorri, cansada, a boca ainda sensível.
— Eu sei.
Ele pegou a chave do carro, caminhou até a porta e parou com a mão na maçaneta. Olhou para trás uma última vez.
— Se um dia você voltar nessa cidade… me procura.
Eu só balancei a cabeça.
A porta se fechou.
Eu fiquei sozinha no quarto, o corpo marcado, o cheiro de sexo ainda forte nos lençóis. Levantei devagar, fui até o banheiro e me olhei no espelho. Havia marcas roxas nos quadris, no pescoço, nas coxas. A boca inchada. Entre as pernas, sensível e usada.
Liguei o chuveiro. A água quente escorreu pelo corpo, levando o suor e parte do que ele tinha deixado dentro de mim. Eu fechei os olhos e deixei a água cair.
Dali a algumas horas eu estaria no avião, voltando para casa. Para o meu namorado. Para a vida que eu tinha deixado para trás por alguns dias.
Mas o corpo ia lembrar.
E eu também.




Um conto que nem todos vivenciam porem muitos fantasiam, precisamos ter essa liberdades de experiencias. Maravilhoso demais
Delícia de conto, um verdadeiro conto de fodas, daqueles que qdo se lembra até rí sozinho, é mto bom ter e dar prazer a uma mulher, até no limite e saber que ambos ficaram satisfeitos, isso sim é saber gozar a vida