Toda vez que fechava os olhos, sentia de novo o peso da mão dele na minha nuca, o pau grosso me abrindo sobre a mesa, a voz baixa mandando eu aguentar. Acordei molhada, o corpo ainda sensível. Tomei banho demorado, escolhi a roupa com cuidado: saia preta justa, blusa de seda bege que marcava o sutiã, salto médio. Por baixo, uma calcinha fina que eu já sabia que não ia durar muito.
Cheguei cedo, como ele tinha pedido. O escritório ainda estava quase vazio. Passei pela recepção com o rosto neutro, o coração batendo alto demais. A porta da sala dele estava entreaberta. Eu entrei e fechei com chave sem dizer uma palavra.
Eduardo estava atrás da mesa, já de camisa social cinza, mangas dobradas. Olhou para mim por cima dos óculos de leitura, tirou-os devagar e os deixou sobre os papéis.
— Trancou?
— Tranquei.
Ele fez um gesto com a cabeça para que eu me aproximasse. Eu rodeei a mesa. Ele não se levantou. Só empurrou a cadeira um pouco para trás e abriu as pernas. O volume já estava marcado na calça.
— De joelhos.
A ordem veio baixa, sem pressa. Eu desci. O carpete novamente sob meus joelhos. Ele desfez o cinto com calma, abriu o zíper e puxou o pau para fora. Já estava semi-duro, grosso, pesado. Eu nem esperei ele mandar. Abri a boca e engoli a cabeça, chupando com vontade. A mão grande dele foi direto ao meu cabelo, segurando, controlando o ritmo. Ele metia devagar na minha boca, fundo o bastante para eu engasgar de leve, depois puxava.
— Olha para mim — mandou.
Eu levantei os olhos enquanto chupava. O olhar calmo dele não desviava. A outra mão desceu e abriu dois botões da minha blusa, puxando o tecido e o sutiã para o lado até libertar um seio. Os dedos apertaram o mamilo com firmeza enquanto eu o chupava. Eu gemia em volta do pau, a saliva escorrendo pelo queixo.
Quando ele tirou, estava completamente duro. Puxou-me para cima, virou-me de costas para a mesa e empurrou meu tronco para baixo. A saia foi erguida até a cintura. A calcinha, puxada para o lado. Ele não preparou nada. Só encaixou e entrou de uma vez, fundo.
Eu soltei um gemido alto, as mãos agarrando a beirada da mesa. Ele começou a meter imediatamente, estocadas profundas e ritmadas, a barriga batendo na minha bunda. Uma mão segurava meu quadril com força; a outra subiu pelas minhas costas e segurou a nuca, mantendo-me baixa.
— Você pensou nisso a noite toda? — perguntou, a voz rouca.
— Pensei — admiti, ofegante.
— Eu também.
Ele acelerou. O pau grosso me abria sem piedade, o som molhado enchendo a sala. Eu já estava tão molhada que ele entrava fácil, mas o volume ainda esticava tudo. O orgasmo veio rápido. Eu gozei apertando-o, o corpo se contraindo, um gemido longo escapando da minha garganta. Ele não parou. Continuou metendo através do meu orgasmo, mais fundo, mais forte, até eu estar tremendo e quase sem força nas pernas.
Quando tirou, virou-me de frente, me sentou na beirada da mesa e entrou de novo, agora olhando nos meus olhos. As mãos grandes abriram minhas coxas. Ele metia com força, o peito largo quase encostando no meu. Eu cravei as unhas nos ombros dele por cima da camisa.
— Goza de novo — ordenou.
Eu gozei. Mais forte dessa vez. O corpo inteiro tremeu, a boca aberta num gemido que eu não consegui segurar. Ele segurou meu pescoço de leve enquanto eu me contraía em volta dele e, poucos segundos depois, enterrou até o talo e gozou dentro, com um gemido baixo e gutural. Eu senti os jatos quentes, o pau pulsando.
Ficamos assim por um momento, respirando pesado. Quando ele saiu, o sêmen escorreu pela minha coxa. Eduardo ajeitou a calça, o cinto, a camisa. Eu ainda estava sentada na mesa, a blusa aberta, a saia erguida, o corpo latejando.
Ele pegou um lenço da gaveta e limpou entre minhas pernas com uma calma quase profissional. Depois puxou a calcinha de volta no lugar, ajeitou minha saia e abotoou a blusa. O gesto foi íntimo e, ao mesmo tempo, distante.
— Hoje à noite tenho um jantar de trabalho — disse, a voz já de volta ao tom normal. — Termina cedo. Se você quiser, me encontra no estacionamento às dez.
Eu engoli em seco.
— Quero.
Ele assentiu, colocou os óculos de novo e voltou a olhar os papéis como se eu já tivesse saído.
— Pode destrancar a porta.
Eu desci da mesa, as pernas ainda trêmulas, girei a chave e saí. No corredor, duas colegas passavam conversando. Eu sorri, cumprimentei, e fui até minha mesa com o sêmen dele ainda escorrendo devagar pela calcinha.
O dia inteiro foi uma tortura.
Toda vez que ele passava pelo setor, nosso olhar se encontrava por um segundo. Nada demais. Só o suficiente para eu sentir o corpo reagir. À tarde, numa reunião com outras pessoas, ele estava sentado do outro lado da mesa. Em determinado momento, enquanto alguém falava, o olhar dele desceu até minha boca e ficou ali. Eu apertei as pernas sob a mesa.
Às dez da noite eu estava no estacionamento, o carro dele estacionado no fundo, longe das câmeras principais. Ele abriu a porta do passageiro sem dizer nada. Entrei. O cheiro dele encheu o carro. Assim que fechei a porta, a mão grande dele foi direto entre minhas pernas, por cima da saia.
— Ainda molhada — murmurou.
— Desde de manhã.
Ele não sorriu. Só ligou o carro e saiu. Não fomos para a casa dele. Eu já sabia que não iríamos. Ele parou num motel discreto, a quinze minutos dali. Pagou o quarto sem tirar o cartão do bolso na minha frente. Subimos pelo elevador de serviço.
Assim que a porta do quarto se fechou, ele me empurrou contra a parede. O beijo foi fundo, dominante, sem nenhuma delicadeza. As mãos grandes puxaram minha blusa para fora, abriram o sutiã, apertaram os seios com força. Eu gemia na boca dele. A saia caiu. A calcinha foi rasgada de lado com um puxão seco.
Eduardo me virou de frente para a parede, puxou meus quadris para trás e entrou de uma vez. Eu soltei um grito abafado. Ele meteu com força, sem aquecimento, as mãos segurando minha cintura com tanta pressão que eu sabia que ia ficar marcada. A cada estocada a barriga dele batia na minha bunda. O som era bruto, molhado, alto.
— Você veio até aqui só para tomar pau — disse contra meu ouvido, a voz rouca. — Fala.
— Vim — gemi. — Vim para tomar seu pau.
Ele agarrou meu cabelo, puxou a cabeça para trás e fodeu mais fundo. Eu gozei rápido, o corpo se contraindo com força. Ele não parou. Continuou metendo até eu estar mole, depois me levou até a cama, me jogou de quatro e entrou de novo.
Dessa vez foi mais longo. Mais pesado. Ele alternava entre estocadas fundas e lentas e momentos em que metia com brutalidade. Uma das mãos descia de vez em quando para esfregar meu clitóris. Eu gozei mais duas vezes, gemendo alto, o rosto enterrado no colchão. Quando ele finalmente gozou, foi dentro de novo, enterrado até o talo, o corpo grande tremendo sobre o meu.
Depois, ficamos deitados em silêncio. Eu de bruços, ele ao meu lado, uma mão pesada descansando na minha bunda marcada. O ar-condicionado do motel fazia um barulho baixo e constante.
Eu virei o rosto e o olhei. O cabelo ralo, o rosto marcado pela idade, a barriga relaxada. Nada naquilo era bonito. E mesmo assim meu corpo ainda reagia só de sentir a mão dele em mim.
— Por que eu? — perguntei baixinho.
Ele demorou a responder. Os dedos traçaram uma linha lenta na minha pele.
— Porque você olha para mim como se já soubesse o que eu vou fazer. E porque não finge que quer outra coisa.
Eu fiquei em silêncio. Ele estava certo.
Mais tarde, quando ele se vestia, eu ainda estava nua sobre a cama, o corpo latejando. Eduardo ajeitou o cinto, pegou o relógio e olhou para mim uma última vez.
— Amanhã no escritório você age normal. Entendeu?
— Entendi.
— Mas se eu te chamar na sala no final do dia… você tranca a porta de novo.
Eu só balancei a cabeça.
Ele saiu primeiro. Eu esperei dez minutos, tomei um banho rápido, me vestia com a roupa amassada e desci, peguei um uber ate o estacionamento da empresa, para pegar meu carro. No caminho de volta para casa, sentada no banco do motorista, ainda sentia o sêmen dele escorrendo.
Naquela noite, pela primeira vez, eu admiti para mim mesma:
Não era só tesão.
Era o começo de uma fome diferente.
Uma fome por homens que não precisavam ser bonitos.
Só precisavam saber exatamente o que fazer comigo.