Depois entrei, fechei a porta da varanda e peguei o celular. As duas mensagens do meu namorado ainda estavam ali, não lidas.
A primeira:
“Bom dia, amor. Dormiu bem? Como está o hotel?”
A segunda, mandada uma hora depois:
“Sumiu? Me avisa quando puder. Te amo.”
Eu sentei na beira da cama, ainda sem calcinha, o vestido branco manchado no decote onde a porra tinha pingado. Abri a conversa e digitei devagar.
“Bom dia. Dormi bem sim. Hotel gostoso, quieto. Tinha reunião de manhã, por isso demorei. Tudo certo por aí?”
Mandei.
A resposta veio rápido.
“Tudo tranquilo. Saudade. À noite a gente se fala melhor?”
Eu olhei para o espelho do quarto. Meu rosto ainda tinha vestígios secos no queixo e perto da orelha. O cabelo estava bagunçado. O anel brilhava no dedo.
Digitei:
“Claro. Depois do jantar eu te ligo. Te amo.”
Menti fácil. O “te amo” saiu sem peso nenhum. Desliguei a tela e joguei o celular na cama.
Tomei um banho de verdade dessa vez. Lavei o rosto, o cabelo, o corpo. Saí cheirosa, a pele limpa, mas a cabeça continuava suja. Coloquei outro vestido — preto, justo, mais curto que o de manhã — e desci para almoçar sozinha. Passei o resto da tarde na piscina do hotel, de óculos escuros, fingindo ler alguma coisa no celular enquanto o corpo inteiro esperava.
Por volta das seis da tarde o telefone vibrou. Número desconhecido.
“Estou no bar da praia do hotel. Desce.”
Só isso.
Eu subi no quarto, troquei o vestido molhado de piscina por um longo vinho escuro, decote profundo, sem sutiã e sem calcinha. Passei perfume no pescoço e entre os seios. O anel continuava no lugar.
Roberto estava sentado numa mesa de madeira de frente para o mar, uma cerveja na mão. Camisa branca aberta no colo, bermuda, o cabelo grisalho bagunçado pelo vento. Quando me viu chegar, o olhar desceu devagar pelo corpo e parou no decote.
— Senta — mandou.
Eu sentei. Ele empurrou uma taça de vinho branco na minha direção.
— Respondeu o namorado?
— Respondi. Falei que te amava e que ia ligar à noite.
Ele soltou uma risada baixa, quase sem humor.
— E vai ligar?
— Depende de como você me deixar.
Roberto apoiou o cotovelo na mesa e se inclinou para frente. A voz saiu baixa, só para mim:
— Hoje à noite eu vou te deixar incapaz de falar direito. Vai ter que mandar áudio com a voz rouca de tanto gemer.
Eu cruzei as pernas sob a mesa, já sentindo o calor subir.
Ficamos ali até o sol começar a descer. Conversamos pouco. A maior parte do tempo ele só me olhava, de vez em quando a mão grande subia pela minha coxa por baixo da mesa, os dedos roçando a pele nua até quase a virilha e depois descendo de novo, me deixando frustrada de propósito.
Quando escureceu de vez, ele deixou dinheiro na mesa e se levantou.
— Sobe. Quarto dele. Agora.
No elevador ele não me tocou. Só ficou ao meu lado, o braço quase encostando no meu. O silêncio era pior que qualquer beijo. No corredor do terceiro andar minha respiração já estava alterada.
Assim que a porta se fechou, Roberto me empurrou contra ela.
— Tira o vestido.
Eu puxei as alças e o tecido escorregou até o chão. Fiquei nua, só de salto e com o anel no dedo. Ele deu um passo para trás e me olhou inteira sob a luz amarela do abajur.
— Sem calcinha de novo. Boa putinha.
A mão grande segurou meu queixo com força.
— Hoje eu vou gozar na sua boca, na sua cara e dentro da sua buceta. Nessa ordem. E você vai agradecer cada uma.
— Eu agradeço — respondi, a voz já baixa.
Ele me levou até a cama, me jogou de costas e abriu minhas pernas com as mãos. Ajoelhou entre elas e enterrou o rosto. A língua era larga, quente, chupava o clitóris com força e depois enfiava dentro. Eu segurava o cabelo grisalho dele, o quadril subindo sozinho. Os dedos entraram junto. Ele chupava e metia os dedos ao mesmo tempo, o barulho molhado alto demais.
— Goza na minha boca — mandou contra a pele.
Eu gozei rápido, as coxas tremendo em volta da cabeça dele, um gemido longo e rouco. Roberto subiu o corpo, ajoelhou sobre meu peito e empurrou o pau na minha boca.
— Abre. Engole.
Ele fodeu minha garganta com estocadas profundas. Eu engasgava, saliva escorrendo pelos cantos da boca, lágrimas nos olhos. A cada vez que ele ia fundo eu sentia a barriga dele encostar no meu nariz. Quando tirou, um fio grosso de saliva ligava minha língua à cabeça do pau.
— Língua para fora.
Eu obedeci. Ele bateu o pau rápido e gozou na minha boca e no meu rosto ao mesmo tempo. Jatos quentes encheram a língua, escorreram pelas bochechas, pingaram no queixo e nos seios. O gosto era forte, salgado, espesso. Eu engoli o que consegui, o resto ficou escorrendo.
— Não limpa — repetiu, a voz rouca. — Deixa.
Depois desceu, abriu minhas pernas e enfiou o pau de uma vez na buceta ainda latejando. Eu gemi alto, o rosto melado grudando no travesseiro. Ele meteu com força, as mãos apertando minhas coxas, o corpo grande cobrindo o meu.
— Isso… toma. Buceta de comprometida sendo arrombada no fim de semana.
— Arromba… — gemi. — Me arrombada mais.
Ele riu baixo e obedeceu. As estocadas ficaram brutais. Eu gozei de novo, o corpo se contraindo com força, a porra do rosto escorrendo mais com o suor. Roberto tirou, me virou de quatro e entrou no cu sem muita preparação. A dor misturou com o prazer de imediato. Ele fodeu meu cuzinho com ritmo pesado, uma mão no meu cabelo puxando a cabeça para trás.
— Fala o que você é.
— Sua puta… puta de homem velho… namorada puta…
— Isso.
Ele alternou entre o cu e a buceta até eu estar destruída, gemendo sem parar, a baba e a porra se misturando no rosto. Quando estava perto de gozar de novo, tirou, me virou e enfiou fundo na buceta. Algumas estocadas depois enterrou até o talo e gozou dentro, com um gemido gutural, o pau pulsando forte.
Eu senti os jatos quentes enchendo. Quando ele saiu, o sêmen escorreu imediatamente, misturado com o que já estava no meu rosto e no meu corpo.
Roberto se sentou na beira da cama, ofegante. Eu continuei deitada, pernas abertas, rosto melado, o sêmen saindo devagar.
Ele olhou para mim e falou baixo, provocante:
— Agora você pode ligar pro seu namorado. Com a voz rouca, a cara suja e a porra escorrendo da buceta. Manda um áudio. Quero ouvir.
Eu peguei o celular com a mão trêmula. Abri a conversa. Gravei o áudio sem limpar nada.
“Oi… desculpa a demora. O dia foi corrido… estou cansada. Te amo. Boa noite.”
A voz saiu rouca, baixa, claramente de quem tinha acabado de gemer por horas. Mandei.
Roberto escutou junto comigo. Quando o áudio foi entregue, ele passou o polegar pelo meu lábio inferior, recolhendo um pouco da porra que ainda estava ali, e empurrou o dedo na minha boca.
— Boa menina. Agora chupa.
Eu chupei.
Lá fora a noite do sábado ainda estava só começando.
E eu já sabia que não ia dormir cedo.
