O rosto ainda estava grudento. Eu não tinha lavado. Dormi com a porra dele secando na pele, o cheiro forte grudado no travesseiro e no meu cabelo. Quando me levantei e me olhei no espelho do banheiro, vi os vestígios brancos ressecados na bochecha, no queixo, perto do canto da boca. Passei a mão, senti a textura áspera e sorri sozinha, cansada e suja.
Tomei banho só o suficiente para não federa. Lavei o corpo, mas deixei o cabelo como estava. Coloquei um vestido curto branco, leve, sem sutiã, e uma calcinha fina. O anel continuava no dedo. Desci para o café da manhã do hotel por volta das dez.
O restaurante estava meio vazio. A maioria dos hóspedes já tinha saído para a praia. Eu peguei café preto e uma fruta qualquer e sentei numa mesa perto da janela. Foi aí que o vi.
Roberto estava do outro lado do salão, sozinho, lendo alguma coisa no celular, uma xícara na frente. Camisa azul clara, mangas dobradas, óculos de sol empurrados para cima da cabeça. Quando levantou o olhar e me encontrou, não sorriu. Só segurou o olhar por longos segundos, depois fez um gesto quase imperceptível com a cabeça: venha.
Eu levantei, peguei a xícara e fui até a mesa dele. Sentei na cadeira à frente. O cheiro do café misturava com o cologne discreto que ele usava.
— Dormiu com a cara melada? — perguntou baixo, sem rodeios.
— Dormi.
— Limpou?
— Só o corpo. O rosto eu deixei.
Ele soltou um som baixo, satisfeito, e deu um gole no café.
— Boa. Eu gosto de mulher que obedece.
Ficamos em silêncio por um momento. Eu sentia o olhar dele descer até o decote do vestido branco, onde os mamilos já estavam duros só de estar perto. Debaixo da mesa, a mão grande dele encontrou meu joelho e subiu devagar pela coxa nua. Os dedos pararam na beirada da calcinha.
— Já está molhada de novo — murmurou.
— Desde que te vi sentado aí.
Ele pressionou o tecido úmido com o dedo do meio, fazendo círculos lentos.
— Depois do café você sobe no meu quarto. Não vamos esperar a noite.
Eu engoli em seco.
— E se alguém me ver entrando?
— Então deixa ver. Você já andou no corredor com a porra escorrendo na cara. Acho que aguenta entrar no meu quarto de dia.
A mão dele empurrou a calcinha para o lado e dois dedos entraram sem aviso. Eu segurei a xícara com força para não tremer. Ele meteu devagar, fundo, enquanto olhava pela janela como se estivesse só tomando café. Eu abri um pouco mais as pernas sob a mesa.
— Assim… — ele falou baixo. — Fica quieta e goza aqui mesmo se precisar. Ninguém está prestando atenção.
Os dedos trabalhavam com precisão. O polegar no clitóris, os outros dois entrando e saindo molhados. Eu mordia o lábio de dentro, tentando não fazer barulho. O orgasmo veio rápido e contido, um tremor que fez a xícara tremer na minha mão. Eu soltei o ar bem devagar pela boca. Roberto tirou os dedos, passou no meu lábio inferior e eu chupei sem ele precisar pedir.
— Termina o café — mandou. — Daqui a quinze minutos você bate na porta.
Ele se levantou, deixou dinheiro na mesa e saiu do restaurante sem olhar para trás. Eu fiquei sentada mais alguns minutos, as pernas tremendo, a calcinha encharcada. Depois subi.
No terceiro andar, parei na frente do quarto dele. O coração batia forte. Bati duas vezes. A porta se abriu na hora. Roberto me puxou para dentro e fechou com o pé.
A luz do dia entrava forte pelas cortinas abertas. Não tinha clima de noite, de esconderijo. Era claro, exposto. Ele me empurrou contra a parede e beijou minha boca com fome, a mão já embaixo do vestido. A calcinha foi puxada para baixo até os tornozelos. Eu pisei fora dela.
— De dia você fica ainda mais puta — ele falou contra minha boca. — Olha só. Molhada desse jeito no meio da manhã.
— Você me deixou assim no café.
— Eu sei.
Ele me virou de frente para a janela. O vidro ia do chão ao teto. Lá embaixo via-se a piscina do hotel e um pedaço da praia. Roberto ergueu meu vestido até a cintura, abriu a própria calça e enfiou o pau de uma vez, fundo. Eu gemi alto, as mãos apoiadas no vidro.
— Alguém pode olhar para cima — ele provocou, metendo forte. — Pode ver a noivinha sendo comida no meio do dia.
— Foda-se — gemi. — Me fode.
— Fala direito.
— Me fode gostoso… mete nesse cu também se quiser… só não para.
Ele riu baixo e acelerou. As estocadas eram profundas, secas, o som molhado ecoando no quarto claro. Uma mão segurou meu pescoço por trás, a outra apertava um seio por cima do tecido fino. Eu gozei rápido, o corpo se contraindo, a testa encostada no vidro frio.
Roberto tirou o pau, me puxou até a cama e me jogou de quatro. Dessa vez cuspiu na minha entrada traseira e empurrou a cabeça com calma. Eu forcei o corpo a aceitar. Ele foi entrando devagar, grosso, até estar completamente dentro. Depois começou a meter no meu cu com ritmo constante, enquanto os dedos brincavam com meu clitóris.
— Isso… toma no cu de dia também — falou, a voz rouca. — Sua buceta e seu cuzinho já são meus nesse fim de semana.
— São seus… — gemi. — Pode usar.
Ele fodeu os dois buracos alternando, sem pressa de terminar. Eu gozei mais duas vezes, o corpo mole, a baba escorrendo no lençol. Quando ele estava perto, tirou, me virou de frente e ajoelhou sobre meu peito.
— Mesma posição de ontem. Abre a boca. Mostra a língua.
Eu obedeci. Ele bateu o pau rápido e gozou no meu rosto de novo. Jatos quentes e espessos acertaram a língua, as bochechas, a testa, o queixo. A porra escorreu imediata, visível sob a luz forte do dia. Eu sentia o peso, o cheiro, a textura descendo pelo pescoço até o decote do vestido branco.
Roberto passou a cabeça do pau pelos meus lábios, espalhando mais.
— Não limpa. De novo.
Eu fiquei deitada, ofegante, o rosto inteiro melado, a porra brilhando sob a luz do sol que entrava. Ele se afastou, ajeitou a calça e me olhou de cima.
— Agora você vai voltar pro seu quarto assim. De dia. Corredor claro. Se alguém passar, que veja.
Meu coração acelerou.
— Roberto…
— Vai. Vestido curto, sem calcinha, cara cheia de porra. Quero que você sinta cada passo.
Eu me levantei. O vestido branco desceu, mas ainda estava curto demais. A porra pingava do queixo. Eu peguei a calcinha do chão, mas ele tirou da minha mão e jogou num canto.
— Sem isso.
A porta se abriu. O corredor do terceiro andar estava iluminado, silencioso, com o sol entrando pelas janelas do fundo. Eu saí. Cada passo fazia o vestido roçar nas coxas molhadas. A porra escorria lenta pelo rosto, uma gota despencou no tecido branco do peito. O cheiro era forte. Qualquer pessoa que saísse de um quarto naquele momento veria claramente o que eu era naquele instante: uma mulher, de anel no dedo, andando de dia pelo hotel com o rosto coberto de porra de outro homem.
Ninguém apareceu, ainda bem.
Eu cheguei ao elevador, desci até o meu andar e entrei no quarto com as pernas tremendo. Só então fechei a porta, encostei nela e passei os dedos pelo rosto, recolhendo o que ainda escorria. Levei à boca e chupei.
O gosto estava ainda mais forte à luz do dia.
Peguei o celular. Havia duas mensagens do meu namorado.
Eu não abri naquele momento, respondi mais tarde.
Só fui até a varanda, ainda com o rosto melado, e fiquei olhando o mar, o vento batendo no vestido curto, a porra secando devagar na pele.
Ainda era só sábado.
E o fim de semana mal tinha começado.
