Um conto erótico de Leandro Vicente
Categoria: Gay
Data: 24/09/2026 07:07:22
Assuntos: Academia, Anal, Banheiro, Boque-te, Carro, Dominação, Gay, Humilhação, Penetração, Pés, Podolatria, Romance, Sigilo, Sph, Submissão.
Carlos me convida para dentro da casa dele. Eu passo pela porta e ele fecha atrás de mim. O clique da tranca me faz olhar pra trás por reflexo. Carlos percebe.
— Tá aberta. Só encostei.
O interior era mais arrumado do que eu esperava. Chão de porcelanato escuro, sofá cinza em L, uma TV grande na parede, e um cheiro suave de amaciante misturado com algo que não me era estranho. Até perceber que era o mesmo cheiro dele. A casa toda cheirava a Carlos. Não o Carlos da academia. Um Carlos homem, organizado. Aquilo me desconcertou. Esperava a casa de um cretino. Não era.
— Fique à vontade. Quer uma cerva? Só assim pra aguentar esse calor. Suco?
Fiquei de pé perto da porta, sem saber onde colocar as mãos. Cruzei os braços. Descruzei. Enfiei no bolso. Ainda tentava esconder a mancha de pré-gozo da da minha bermuda. Carlos foi até a cozinha como se eu não estivesse ali. Abriu a geladeira, tirou duas Sagres, abriu as duas com a mão no canto da bancada — Voltou andando devagar, sem camisa, os chinelos arrastando no piso. Estendeu uma garrafa pra mim.
— N-não, obrigado! Eu só tô esperando o outro mecânico responda…
— Nada. Esquece o mecânico.
— Como assim esquece? Preciso de outro valor pra comparar com o do seu irmão. Eu não consigo pagar mil euros agora.
Carlos deu um gole longo na cerveja. Limpou a boca com as costas da mão.
— Esquece isso. Esse carro aí já estava a maior lata velha. Nem uso ele tanto assim.
— Esquece isso? E você me chamou aqui pra quê então?
— Tinha que te dar uma prensa, só. — Ele disse levantando os pés e simulando um chute, enquanto ria. — Pra ver se aprende a dirigir direito.
Aquela mudança repentina me fez rir de alívio. Um riso nervoso, mais do corpo do que da cabeça, mas que me fez esquecer por um segundo tudo o que tinha acontecido. Estendi a mão e peguei a cerveja, ainda de pé na sala.
— Ah, aquilo era uma prensa? — Ri, dando uma golada.
— Parte dela. — Carlos deu outro gole, devagar, e baixou a garrafa. O sorriso ainda estava lá, mas os olhos tinham mudado. — Além do mais, eu já entendi a tua, Gabriel.
— Oi?
— Eu já entendi a tua. Não é de hoje que você quer me provar. Né?
Devolvo a cerveja para a bancada.
— Carlos, sai fora.
— Não mente pra si mesmo, Gabriel. Fica me encarando nos treinos, passa devagar pra me ver tomando banho no vestiário. Hoje até pagou bundinha. Aliás, que bundinha! E, pelo jeito tá querendo terminar o que começou lá fora, né, putinha?
Ele aponta pro volume em minhas calças. Eu olho pra baixo. Essa porra ainda tá assim!? Na cama dura três minutos.
— Puti…? Vai tomar no seu cu, Carlos — Tento esconder minha ereção com a mão, mas é tarde.
— Vai se fazer de santa puta agora? Assume que você curte. O seu tipinho, como você costuma dizer, eu conheço bem. Por fora, paga de machinho, inabalável, quer ser mais que os outros, busca uma mulher que não existe só pra se esconder da própria insegurança. Por dentro, todo mundo sabe. Uma vontade inegável de servir um macho de verdade.
— Você está achando que eu sou veado? Um enrustido? Tu me viu pelado no vestiário e achou o quê? Que eu tava dando mole? Minha toalha CAIU, Carlos. E tu pegou isso e transformou em quê? Veado é você, otário. Me conhece de onde? Não sabe NADA de mim.
— Sei o que eu vi.
— Viu PORRA NENHUMA. Eu tenho uma namorada. Eu tenho uma vida. Eu vim aqui resolver o broche de um carro que VOCÊ disse que custava mil euros, e agora você diz pra deixar pra lá? Que era prensa? Me arrastou até aqui pra quê? Pra enfiar o pé na minha boca? VOCÊ É DOENTE?
Carlos não se mexeu. Não descruzou os braços, não levantou, não recuou. Ficou ali, encostado no balcão, me olhando com aquela calma que era pior do que qualquer grito. Esperando eu terminar. Como se já tivesse ouvido esse discurso antes.
— Sou homem, Carlos. HOMEM. Isso que aconteceu lá fora foi um acidente. Os dois. O carro e o... o resto. Não significou nada. Aliás, estou bazando, seu filho da puta.
Dei dois passos em direção à porta. Três. Minha mão encostou na maçaneta. O metal estava gelado e eu apertei com força. Silêncio. Carlos tomou o resto da cerveja. Devagar. Pousou a garrafa vazia no balcão e me olhou.
— Gabriel.
Parei. Com a mão na maçaneta, parei. Era só girar. Girar e ir embora. Voltar pra Gi, pro meu sofá, pra vida. Era só girar.
— Tu é homem, é?
Não me virei. Ouvi ele se descolar do balcão. Um passo.
— E homem fica ajoelhado daquele jeito, com o pé de outro cara na boca?
— Você me forçou.
— Eu te forcei? — A voz dele se aproximou mais um passo. — Você estava amarrado? Não podia levantar e ir embora a qualquer momento?
Não pensei. Meu corpo decidiu antes de mim. Soltei a maçaneta, me virei e fui pra cima dele. Meu punho fechou no caminho e eu enfiei tudo que tinha no peito de Carlos — pelo cruzamento, garagem, meu espelho, pelo fato de estar ali. Raiva de querer estar ali. O soco bateu no peitoral dele e foi como socar um muro. Carlos não cambaleou. Não gemeu. Nem deu um passo pra trás. Minha mão latejou e eu tentei de novo, dessa vez no ombro, no pescoço, qualquer lugar. Eu tinha que acabar com ele.
Então, com um braço só, me parou.
A mão dele desceu no meu ombro com todo o seu peso. Os dedos apertaram a junção do pescoço com o trapézio e a pressão me empurrou pra baixo. Meus joelhos dobraram antes de eu entender o que estava acontecendo. Tentei resistir, plantei os pés no chão, travei as coxas, mas era como tentar segurar uma porta contra uma enchente. Carlos fez força constante e meu corpo foi cedendo centímetro por centímetro até meus joelhos baterem no porcelanato. O impacto ecoou pela sala vazia.
Fiquei ali. De joelhos. Ofegante. Com os punhos ainda fechados e o peito subindo e descendo. Olhei para cima. Seu olhar me atravessava como um raio-x.
— Continua mentindo pra si mesmo se quiser. Sai por essa porta e volta pra sua vidinha. Namorada você disse, né? Volta pra casa, deita do lado dela, e fica pensando no que teria acontecido se tivesse escolhido ficar. Continua xingando os outros de veado no vestiário da academia e se lembre toda vez que ficou com o pau meladinho com o pé de outro cara na boca.
Carlos soltou meu ombro. Deu um passo pra trás. A mão não estava mais ali. Nada me segurava.
Eu não levantei.
— Ou fica, e termina o que começou.
Silêncio. Hesitação. O suficiente pra eu ouvir minha própria respiração e a geladeira zumbindo na cozinha. Carlos me olhava de cima. Esperando.
Escutava a voz de meu pai. "Não consegue pegar ninguém, filho? Não vai me dizer que é veado." Os caras da natação. "Que delícia, hein, Gabriel." Gustavo segurando minha toalha, me olhando com desejo. Giovanna dormindo no meu peito achando que me conhece. Todo mundo achando que me conhece. Até eu. Vinte e três anos achando que me conheço.
Meu olhar desceu do rosto de Carlos pro peito, pro abdômen, pela bermuda, Paro. Consigo sentir seu cheiro que me inebria. Continuo pelas coxas, canelas, e paro meu olhar nos pés dele. O chinelo. O maldito chinelo surrado. A sola que esteve na minha boca duas vezes hoje. Eu odiava aquele chinelo. Odiava aquele cheiro, o gosto, o peso. Odiava que eu sabia descrever tudo isso de memória.
Meu corpo tombou pra frente. Eu não podia mais mentir pra mim e admiti que Carlos estava certo. O que mais queria era estar aos pés dele, que para mim se tornaram símbolo da minha rendição. Isso é errado, eu sou homem. Mas não tem barreira que consiga me parar agora. Eu preciso disso, eu sinto URGÊNCIA em ser dominado.
Minhas mãos encontraram o porcelanato gelado e eu fui descendo até meus lábios encostarem no peito do pé direito dele. A pele quente contra minha boca. Eu beijei. Fraco, trêmulo, com os olhos abertos, como alguém que pula de um prédio e se arrepende no caminho mas já está caindo. Beijei de novo. Mais devagar. O esquerdo. Entre os dedos. A sola. Cada beijo era uma coisa que eu estava largando. Meu nome. Minha imagem. Disciplina, Deus, carreira, estudo, o caralho. Agora vou ser mais uma das histórias de conquista de Carlos. Eu sempre quis ser.
— Boa garota! Agora serve teu macho, vai.
Ele me guiou até a frente do sofá e se sentou. Com o queixo me instruiu para abaixar a cabeça e continuar o adorando. Eram perfeitos: simétricos, unhas curtas, alguns pelos no peito do pé, e uma sola bem larga. Minha língua passou entre os dedos e ele os forçava ao fundo da minha boca enquanto me observava com um olhar sádico. Ele levantou seus pés e ordenou que eu beijasse sua sola. Elas basicamente escondiam meu rosto todo. Ele então me prensou no chão frio com seu pé.
— Não sabia que homem ficava de quatro com o rabo pra cima, pronto pro abate, hahaha.
Idiota. Realmente aquilo não era o que o Gabriel de ontem pensou que estaria fazendo num sábado à tarde. Por um momento fiquei imaginando se meus amigos me vissem nessa posição: impotente, dominado, submisso. Acho que eles também não diriam que era um homem ali. Mas continuei lá. Não tinha mais como fingir que aquele era eu.
Carlos parou de forçar meu rosto contra o chão e recostou no sofá. Colocou os braços atrás da cabeça e me olhou de cima.
— Sobe aqui. Abaixa minha bermuda. Tenho um presente pra você.
Me levantei desesperado e apoiei meus braços em suas coxas. Percebo o volume gigantesco entre suas pernas, quase rasgando sua bermuda, e reluto.
— O que foi, gostosa? Quer que eu te ajude? – Carlos perguntou enquanto se despia. Não preciso dizer que ele estava sem cueca. Ele já devia estar planejando isso tudo.
Quando a bermuda caiu, eu tentei desviar o olhar, sem sucesso. A parte de cima de sua virilha é bem pentelhuda, mas aparada em cima para não mostrar os pelos quando ele está sem camiseta. Sua pica era enorme, 22cm, preta, grossa, não circuncidada. A cabeça mal aparecia mas dava pra ver que era rosada. E aquelas veias — parecia que estava vendo um pau pela primeira vez. Seu saco, aliás, um sacão, era liso e as bolas balançavam cheias. Não era igual nos filmes, era melhor. E eu odiava ter pensado isso.
Carlos passou uma de suas mãos por trás de minha cabeça e segurou minha nuca, me guiando lentamente em direção ao seu pau, como alguém é guiado para sua sentença.
— Engole tudo, vai.
A cabeça entrou e eu deixei de fazer cerimônia apesar de não ser experiente. Carlos soltou minha nuca quando seu pau já estava enterrado em minha boca e me deixou livre. Avancei com as duas mãos e a boca como se tivesse pressa de algo que não sabia nomear. Beijei toda a extensão, desci pras bolas, tentei encaixar as duas na boca. O cheiro forte da virilha dele me tonteava. Tentei reproduzir o que via nos filmes, o que a Gi fazia comigo — mas a afobação atropelava a técnica. Meu dente raspou. Carlos me devolveu com um tapa seco no rosto.
— Assim não, putinha. Abre a boquinha, vai. E olha pra mim.
Ele segurou meu cabelo e começou a foder minha boca enquanto eu olhava em seus olhos. Eu engasguei e meus olhos começaram a lacrimejar, mas ele parecia não se importar.. Estava aprendendo na base do tapa e da força. Em pouco tempo o pau inteiro já estava entalado na minha garganta e ele me segurava nessa posição. Eu engasgava, chorava e chupava.
— Hmm, agora sim! Tô começando a achar que essa garganta aqui não é virgem.
Ele começou a foder minha boca mais forte ao ponto que sentia suas bolas baterem contra meu queixo. Eu não tinha pensamento, virei objeto.
Carlos tira o pau da minha boca e finalmente me deixa respirar. O ar voltou de uma vez, bruto. Minha mandíbula não fechava direito e a garganta latejava, inchada, usada. Um fio de baba ainda conectava meu lábio inferior ao pau dele. Fiquei olhando pra aquele fio sem me mexer, até Carlos se afastar e ele arrebentar no meu queixo.
Carlos segurou o pau pela base e bateu na minha bochecha. Com peso, sem pressa. Na outra. De volta. A cabeça quente deslizou pelo meu rosto — lábio, nariz, pálpebra — espalhando minha própria saliva como se estivesse me carimbando. Eu fechei os olhos e deixei. Senti o rastro molhado esfriando na pele e não limpei.
Quando abri os olhos, estavam cheios de lágrima. Carlos me olhou de cima. O pau ainda na mão, o peito subindo devagar.
— Não chora, bebê. Ainda tem mais pra você. Vem, vamos para o quarto.
Carlos se levantou do sofá e caminhou pro corredor sem olhar pra trás. E eu fui atrás, como se um fio invisível me guiasse pela cintura. Me levantei do chão com as pernas dormentes e o segui. Ele andava devagar, descalço, o chinelo tinha ficado na sala. No corredor, se virou de lado pra me deixar passar e encostou o pau na minha bunda sobre a bermuda. Gentil. Não relutei.
O quarto cheirava mais a Carlos do que o resto da casa. Cama de casal, lençol escuro, esticado. Tudo arrumado. Me ocorreu que ele já sabia que a gente ia parar ali. Desde a mensagem. Desde o cruzamento. Eu era o único que ainda fingia não saber.
— Tira sua roupa.
— Carlos, eu…
— Tira, puta.
As ordens ecoam. Ele não estava facilitando para mim.
— Dá pra parar de me chamar assim?
— Que, assim como? — Dissimulou.
Não soube responder. Eu estava com vergonha e com tesão, e queria ir até o fim. Mas não é só porque estava com um pau entalado na garganta há 30 segundos atrás que já sabia fazer strip tease. Tirei a camiseta primeiro, e tentei ganhar tempo dobrando.
— Tira tudo. — Carlos sussurrou no meu ouvido enquanto se aproximava por trás e apalpava meu peitoral e mexia em meus mamilos como se fossem dois peitos.
Tirei as calças e a cueca na hora. Ele circundou, passou a mão na minha bunda.
— Hmm, agora sim. Olha essa bundinha. Redondinha, grande. Olha, tu nasceu pra levar pau, tá? E vai ser eu quem vou tirar o cabaço mesmo? Acho que vale o estrago no carro. — Ele virou pra frente e segurou meu pau com os dedos. — E aqui na frente, nada? Bem, não tem problema, não vai usar.
As palavras me atravessaram. Além da bunda, sempre fui inseguro com o tamanho do meu pau. Na internet, na academia, nos vestiários, eu via os outros caras e sabia que estava abaixo da média. Nunca tive coragem de falar sobre isso com ninguém, nem com a Gi. No sexo eu apago a luz, troco de posição, faço o que posso pra ela não perceber. Ela nunca disse nada. E agora, um homem, que eu odiava até minutos atrás, estava confirmando tudo e dizendo a verdade na minha cara, enquanto estou completamente nu sendo examinado por ele. Era como uma faca no meu ego multiplicando toda a humilhação.
— Pequeno assim é melhor ficar trancado — Carlos falou, como quem observa um passarinho. — Um dia a gente resolve isso.
Eu não entendi.
— Mas essa raba… muito cara mataria pra tê-la na mão numa dessas, viu. — Disse ele enquanto ainda me apalpava e dava tapas na minha bunda.
Não respondo. Carlos vem a minha frente e passa a língua em meu lábio inferior, devagar. Me sinto estranho e confuso mais uma vez. Era a Gi que estava fazendo isso na noite anterior.
— O que foi?
— Eu…
— Fala que quer.
Me calo. Carlos morde meu lábio de leve. Passa a mão na minha nuca e puxa o cabelo devagar. Encosta a boca no ouvido.
— Teu corpo inteiro tá tremendo, está todo melado. E ainda vai fingir que não quer?
Carlos roça o pau na minha virilha. Fecho meus olhos. Eu quero, eu quero muito. É o que mais quero. Mas vou deixar um cara beijar minha boca? Carlos para.
— Abre o olho. Me olha.
Abro os olhos e Carlos finalmente me beija. Lento, fundo, quente e dominante. A mão dele desce pelas minhas costas, agarra minha bunda, e me puxa contra o corpo dele. Solto um gemido involuntário e meu corpo amolece. Carlos ri contra minha boca.
— Viu? Não era tão difícil assim.
Carlos se afasta um pouco, segura meu rosto com uma mão, e me examina de perto tal qual um leão que acabou de pegar sua presa. Nos deitamos na cama, ele em cima de mim.
— Pena que desperdiçou tanto tempo se escondendo.
Aquilo me congelou. Fiquei pensando em todas as vezes que suprimi desejos assim. Pornô hétero, Rodrigo da natação, minha passividade todas as vezes que tentei namorar. Tanto tempo me escondendo. Era disso aqui que eu precisava. Mas não era hora de ter uma crise existencial. Carlos estava em cima de mim. Desceu pelo meu corpo com fome, beijando meu pescoço, meu peito, abdômen, até chegar em minha virilha, e por fim levantou minhas pernas, se apoiando em minhas coxas. Abaixou a cabeça e passou a língua por baixo das minhas bolas. Meu quadril se levantou sozinho da cama. Desceu mais, deu mordidas na minha bunda e chegou no meu cu. Meu corpo inteiro se contraiu e minhas coxas fecharam na cabeça dele por reflexo. Carlos as abriu novamente com as duas mãos e prosseguiu. Nossa. Eu nunca tinha sentido *aquilo*. A língua quente, molhada, insistente. Gemi alto, fino, de um jeito que me fez ficar com vergonha. Ele riu contra minha pele.
— Hah! Gostou? Nunca ninguém te chupou aqui?
Eu só conseguia gemer. Ele cuspiu, linguou, beijou, mordeu e ficou minutos e minutos fazendo amor com minha bunda. Ele alternava entre lamber e chupar enquanto seus dedos tentavam me invadir. Ele se levantou e pegou um frasco de lubrificante de dentro do guarda-roupa. Começo a ficar com medo. Medo de doer.
Carlos passou lubrificante e continuou brincando um pouco com os dedos na portinha. Eu fiquei relaxado. Ele encostou a cabeça do pau. Se apoiou sobre mim e se aproximou do meu ouvido para sussurrar:
— Deixa teu macho entrar, deixa.
Seu pau entrou devagar. A dor veio primeiro e eu gritei. Meu corpo inteiro travou, os dedos dos pés agarraram o lençol e minhas costas se curvaram tentando fugir pra frente. Carlos parou. Ficou com só a cabeça dentro e tapou minha boca com a mão e desceu os lábios pro meu pescoço. Beijou devagar, mordeu de leve. Eu não esperava aquilo, mas fez a dor ficar menor. Começou a se mover devagar, fundo. Cada vez que entrava meu corpo se moldava a ele, recebia, pedia mais fundo. Carlos se levantou, segurou minha cintura com as duas mãos e começou a meter forte.
— Pronto, agora aguenta. Esse rabinho tava esperando por isso.
Carlos metia forte e constante. Meu corpo balançava em baixo dele e eu ouvia nossa pele batendo, molhada, num ritmo que não era meu. Eu estava olho no olho com Carlos, enquanto ele estava dentro de mim. Porra. Meus gemidos saíam finos, longos, e uma parte de mim se ouvia de fora — era essa a voz que o Gabriel do supino hoje de manhã fazia? Tentei calar. Não consegui. Carlos meteu mais fundo.
Depois de um tempo, minhas pernas tremiam e a posição começava a doer, mas eu mordia o lábio e aguentava porque não queria que ele parasse. Não precisei dizer nada. Carlos leu meu corpo e saiu devagar de dentro de mim. Me girou para que eu ficasse de quatro, como se estivesse ajeitando um boneco. Encostou a cabeça do pau na entrada e ficou ali, brincando com meu cu, tirando e botando seu pau repetidamente. Sentia um vazio quando ele o tirava. Eu empurrei pra trás para encaixar seu pau dentro de mim de uma vez.
— Hm, pelo jeito tá gostando. Empina.
Arqueei minhas costas, mas para ele não foi suficiente. Fui recebido com um tapa na bunda.
— Empina essa bunda, porra.
Arqueei o máximo que pude. “Não sabia que homem ficava de quatro com o rabo pra cima”. E era isso que me dava mais tesão. Carlos tira seu pau mais uma vez e abre minha bunda com as duas mãos.
— Caralho Gabriel, olha pra isso. Tu tá arrombado agora hahahah. Vai ser mais fácil de entrar nas próximas.
Nas próximas? Gemi. Lembrei mais uma vez dos vídeos pornôs e dos caras falando a mesma coisa para as mulheres. Agora eu era o arrombado da vez. Seus toques de humilhação me faziam delirar. Me sentia um brinquedo sendo usado, o que me excitava mais do que qualquer vídeo que já vi ou sexo que já tive. Nessa hora lembrei do meu pau, coloquei a mão nele e vi que estava todo molhado de pré-gozo. Carlos percebeu meu movimento e bateu nela na mesma hora.
— Opa, pau aqui só o meu.
Tirei a mão na hora. Me senti diminuído, mas Carlos tinha razão. Só agora, depois de tudo isso, eu tinha lembrado que meu pau existia. Estava sentindo mais prazer do que em qualquer transa que já tive na vida, e não precisei dele em nenhum momento. Senti um peso saindo dos meus ombros que eu nem sabia que carregava. Não precisava provar nada. Não precisava meter, durar, não precisava performar. Ali eu só precisava ser um corpo de prazer.
Carlos levantou a perna e plantou o pé no meu rosto. A sola contra minha bochecha, os dedos perto da minha boca, o peso me afundando no colchão enquanto ele continuava metendo, forçando minha cabeça de lado contra o travesseiro. Ele cuspiu na minha boca e por reflexo engoli antes dele mandar. Ele riu — curto e satisfeito. Envolveu meu pescoço com a mão sem apertar e me trouxe pra perto enquanto continuava metendo.
Ele mudou de posição, me colocou de lado, ergueu uma perna e foi mais fundo. O pau batia em algum lugar que fazia minha visão embaçar. Eu nunca tinha sentido prazer assim. Nunca tinha gostado tanto de ser fodido assim. Só sabia gemer.
— Olha pra mim. Quero ver essa cara enquanto eu te fodo.
Olhei. Os olhos dele estavam pesados, focados. Segurou meu rosto virado pro lado e passou a língua do meu queixo até a orelha, devagar. Carlos aumentou a velocidade das estocadas, quando de repente me puxou pelos cabelos e me guiou pro chão, de joelhos.
— Abre a boca, veadinho – Ele forçava minha boca aberta com seu polegar.
Ele terminou se masturbando rápido e jorrou o primeiro jato da sua porra direto na minha língua. Quente, doce, muita. Quando ameacei cuspir, afundou seu pau novamente na minha garganta e terminou de gozar ali dentro. O gosto desceu grosso e eu engoli porque era a única escolha. Engoli tudo. A porra dele se misturou com o gosto de seu corpo todo. Marcas do mesmo dono. Meus músculos contraíram de uma vez — barriga, coxas, tudo — e eu gozei sem tocar no pau. O gozo escorreu quente entre minhas pernas enquanto eu ainda sentia o leite dele descendo pela minha garganta.
Carlos riu com sarcasmo.
— Olha só hahahaha. A putinha gozou só de tomar meu leite. Aprende: porra de macho não se desperdiça.
Ele tirou o pau, apertou e balançou as últimas gotas no meu rosto e se jogou na cama, respirando pesado. Eu fiquei de joelhos, cara molhada, corpo tremendo, acabado e pela primeira vez — realizado. Tentando assimilar tudo.
Deitei na cama para respirar o fogo. Virei de costas para Carlos. Não conseguia encará-lo agora. Senti sua mão começar a percorrer meu cabelo, fazendo algo parecido com um cafuné.
Seus dedos massageavam minha cabeça até que ele parou abruptamente. Ele se levantou, vestiu sem pressa uma cueca e me olhou de cima.
— Levanta. Vai embora. Já me causou problemas demais por um dia só. Agora dá pra gente resolver as coisas de um jeito mais gostoso. Mas com algumas condições.
Engoli seco. Ele realmente estava me dispensando como um objeto. E o carro? Foi tudo um pretexto?
— Que condições?
— Calma. Você acabou de gozar. Eu conheço. Vai sentir raiva, culpa, medo, e vai querer sumir. Mas depois vai querer voltar. Quando essa hora chegar, e ela vai chegar, você tem meu número. E vai escolher passar por essa porta de novo.
Eu não tinha forças para demandar nada. Me vesti quieto, com as mãos tremendo. O cheiro dele colado na pele. O gosto da sua porra permanecia em minha boca como um símbolo de posse. Uma marca. Carlos esteve aqui.
A porta e o portão estavam destrancados. Saio de sua casa sem olhar para trás, tentando justificar tudo de alguma forma. Uma única pergunta se recusa a sair da minha cabeça, que doía procurando uma resposta.
Quais são as condições?
Por Tuga069
Se você gostou, comente por favor, se não gostou, diga, queremos melhorar, ficaremos gratos.