— Vish, Nessa, tá sujo aqui...deixa eu limpar"
Franciele passou sua saliva, esfregando o polegar de forma firme, deixando o rosto da menina avermelhado não apenas de vergonha. Tímida, riu baixinho, e franziu a sobrancelha como se ainda não acreditasse no que tinha acabado de acontecer. Fran, no banco do passageiro, segurava a mão dela com força, os dedos entrelaçados, o polegar deslizando devagar sobre a pele. Eu só dirigia, olhando de vez em quando pelo retrovisor enquanto meu pau ainda latejava dentro da cueca. O cheiro de sexo, mato e cerveja pairando dentro do SUV.
Naquela noite, em casa, Fran não parou de falar. Contou cada detalhe de novo, como se precisasse fixar na memória: o jeito que Vanessa gemeu no primeiro beijo, a resistência tímida da legging preta, a bucetinha apertada e salivada, o olhar perdido da menina enquanto gozava. Eu a escutei em silêncio, o pau enrijecia só de lembrar. E então começamos a planejar.
No começo foram os motéis. Sempre o mesmo, discreto, a quinze minutos da academia. Eu reservava pelo aplicativo, pegava a chave no balcão sem olhar muito para a recepcionista e subia por último. Fran e Vanessa já estavam dentro quando eu entrava. Eu trancava a porta, tirava a camisa, me sentava na poltrona do canto e só observava.
Fran sabia exatamente o que fazer. Tirava a roupa de Vanessa devagar, beijava o pescoço fino e jovem, mordia o ombro, descia até os seios pequenos e firmes, chupava os mamilos rosas até eles ficarem duros e vermelhos. Vanessa ainda murmurava, quase como um mantra automático:
— Nunca fiz isso antes, gente…
Mas as pernas abriam. Sempre abriam. E quando Fran ajoelhava entre elas e enfiava a língua habilidosa naquela bucetinha ainda tímida, Vanessa segurava os cabelos ruivos e longos com as duas mãos e gemia alto, a voz embargada, o corpo inteiro tremendo na boca de morango da minha mulher.
Eu ficava de cueca, pau duro, masturbando devagar, só o suficiente para não explodir cedo. De vez em quando Fran me olhava e acenava com a cabeça. Eu me levantava, me posicionava atrás de Vanessa quando ela estava de quatro, sendo chupada por baixo, e eu entrava devagar — só a cabeça, só o meio, quase nunca fundo. O suficiente para sentir o aperto quente daquela bucetinha de mel, e ouvir ela gemer abafado enquanto rebolava na boca da minha fêmea, e depois eu saía de fininho. Voltava para a poltrona. E observava o máximo. Quando não aguentava mais, voltava e gozava, quase sempre no rosto ou na boca de Vanessa, enquanto ela ainda tremia com as maravilhas da língua de Fran dentro dela. Era assim que eu participava: secundário, prazeroso, quase invisível. E eu adorava assim.
Foi assim por semanas. Oito, dez vezes por mês. Motéis, sempre. Muitas vezes Vanessa chegava com aquela mesma legging preta, direto da academia, o cabelo preso em rabo de cavalo, o cheiro de suor limpo. Saía com o cabelo molhado, o rosto corado e os nossos fluídos, misturados, na sua pele de menina.
Com o tempo, nossa filha se tornou o único obstáculo prático. Luana ainda fazia faculdade, o dia inteiro, mas ainda morava conosco. No começo evitávamos levar Vanessa para casa exatamente para não ficar evidente. Mas ela já sabia sobre nós. Há tempos. Nunca confessamos nada, mas Lu tinha descoberto nossas aventuras sozinha, do jeito silencioso e observador que só filha inteligente consegue. Ela nunca falou uma palavra. Só olhava, às vezes com um sorrisinho de canto de boca, e seguia a vida.
Por isso aproveitávamos os horários em que ela saía para a faculdade. Vanessa começou a aparecer em casa nos fins de semana. Às vezes a gente dava um toque discreto para a filha — “hoje a Vanessa vem tomar um café”— Outras vezes Luana simplesmente se trancava no quarto assim que ouvia a voz da nossa amiga na porta. No começo, eu e minha filha ficávamos na sala, fingindo conversar sobre a formatura e sobre montar um consultório, enquanto Fran dizia que iria mostrar os novos sapatos da temporada, no closet, para Vanessa. Mas o que voltava do quarto eram apenas os gemidos abafados e barulhos molhados.
Vanessa era tão simpática que fez amizade com Luana. As duas riam juntas na cozinha. A idade as aproximava. falavam de série, de academia, de meninos que não prestavam. Luana nunca perguntou nada. Só arrumava formas de nos deixar mais à vontade, sem dizer uma sílaba. Às vezes saía mais cedo “para estudar na biblioteca”. Às vezes colocava o fone de ouvido alto e se trancava. Uma vez chegou no meio da tarde, viu a bolsa de Vanessa no sofá, olhou para mim e só falou:
— Vou ficar no meu quarto. Qualquer coisa, me chama.
E sumia.
Muitas vezes Luana me chamava para levá-la na casa de uma amiga ou pra irmos numa sorveteria, enquanto sua mãe ficava "recepcionando" a amiga. Luana sabia, mas NUNCA perguntou sobre nada.
E eu perguntava pra Fran toda vez que Vanessa ia embora.
— E aí? Ela te chupou desta vez?
Fran, já de roupão, o cabelo ruivo bagunçado, o cheiro daquela bucetinha que eu conhecia tão bem, ainda no pescoço da minha garota de baunilha, que balançava a cabeça:
— Não. Ela nunca falou sobre. Só eu que chupo.
— Mas ela nunca falou nada?
— Eu tô muito satisfeita assim, amor… mas fico curiosa, sabe? Queria saber como seria o jeito da boca dela na minha buceta...
O máximo que acontecia entre Fran e Nessa era o tribbing. Eu presenciei várias vezes. As duas deitadas de lado na nossa cama, pernas entrelaçadas, bucetas molhadas se esfregando com força. A bundona rosada de Franciele chacoalhando e tremendo cada vez que Vanessa apertava mais o quadril. O barulho molhado, o cheiro forte subindo no quarto, as duas gemendo baixo, quase ao mesmo tempo, até esguicharem uma na outra. A cama ficava molhada. Fran ria depois, ofegante, e limpava a coxa de Vanessa com a mão. Eu ficava no canto, pau duro, às vezes entrava só um pouco em uma ou em outra no meio da esfregação, mas sempre secundário. Sempre o espectador de camarote.
Vanessa mudou. No início ainda dizia a frase: "Não sou lésbica". Depois parou. Depois começou a chegar em casa já molhada, já pedindo. Um dia, no sofá da sala, enquanto Luana estava na faculdade, ela puxou Fran para o colo, tirou a blusa da minha garota e chupou os seios com uma fome que eu nunca tinha visto. Fran olhou para mim por cima do ombro de Vanessa, os olhos brilhando, e sussurrou:
— Tá viciada.
Eu só sorri e continuei bebendo a cerveja.
Os encontros se tornaram quase diários, principalmente quando Luana não estava. Vanessa passou a dormir lá em casa, algumas noites, quando Luana ficava até tarde nas festas. Eu deixava as duas juntinhas e ia para o quarto da Lu, já cansado de gozar. Ás vezes eu acordava no meio da madrugada, com mais vontade, e tentava aproveitar a cena com as duas dormindo abraçadinhas. Gozei incontáveis vezes no rostinho de Vanessa, a porra escorrendo na sua boquinha enquanto ela assustava sonolenta. "Ai, Natan... limpa..." Ás vezes, no meio da madrugada, Nessa virava para Fran e começava a beijar o pescoço dela, a mão descendo entre as coxas fartas e rosas. Ás vezes eu acordava com o barulho molhado entre as duas e ficava quieto, de lado, só sentindo o colchão se mexer.
O carinho entre as duas cresceu de um jeito que me deixava de fora e, ao mesmo tempo, completamente dentro. Elas se olhavam de um modo diferente. Se tocavam no elevador, no carro, no mercado. Vanessa passou a mandar áudios para Fran durante o dia, gemendo baixinho enquanto se masturbava, dizendo que estava com saudade do gosto dela. Fran me mostrava os áudios e eu só ria, feliz.
Até que em um fim de tarde, num dia em que Luana tinha dito que ia ficar na biblioteca até as nove, as coisas mudaram de patamar.
Era um sábado seco e quente. O ar condicionado no dezesseis. Estávamos no nosso quarto. A luz do fim de tarde batia na cortina de linho, pela janela entreaberta. Fran deitada de costas, nua, as pernas abertas, o cabelo ruivo espalhado no travesseiro. Vanessa ajoelhada entre elas, ainda de calcinha preta de renda, o cabelo negro, solto, derramando sobre o próprio rostinho de anjo. Elas já tinham gozado juntas duas vezes esfregando buceta com buceta. Eu estava no meu canto de sempre — a poltrona perto da janela —, quase esquecido, masturbando devagar, assistindo a bundona vermelha de Fran tremer mais uma vez. Vanessa esfregava, com força, sua bucetinha minúscula, tentando comer a raba enorme de minha esposa, os quadris se encontrando molhados, o barulho obsceno enchendo o quarto. os pelinhos negros de Vanessa entrando no cuzinho rosa de Franciele, o grelinho tentando entrar invadir as pregas de morango.
Depois do terceiro orgasmo de Fran, Vanessa parou, ofegante, a barriguinha brilhando de saliva e gozo. Olhou para baixo, encontrou o olhar da minha esposa e disse, a voz baixa, quase tímida, mas firme:
— Fran… deixa eu chupar?
Fran ficou um segundo sem reação. Os olhos de turquesa se arregalaram. Depois abriu mais as enormes pernas, puxou a cabeça de Vanessa para baixo e sussurrou, a voz rouca:
— Vem, meu amorzinho... Chupa.
Vanessa desceu. Primeiro beijou a parte interna das coxas, devagar, como se ainda estivesse pedindo permissão. Tocou a buceta de Fran com seus dedinhos finos, o esmalte rosa, bem feitinho. Trouxe uma quantia generosa de mel até seu rostinho vermelho, completamente entorpecida. Cheirou em um inspiração profunda e chupou os dedos melados de minha mulher como se fosse o último jarro de mel entre os manjares celestiais. Abriu os olhos e abaixou devagar, os cabelos longos grudando na barriguinha de Fran. Fechou os olhos justamente quando minha fêmea também o fazia. Passou a língua sobre os lábios já enormes e vermelhos, lambendo a saliva que escorria até o cuzinho.
— AAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!
Fran soltou um gemido longo, profundo, e enfiou os dedos nos cabelos finos e negros da menina. Vanessa enterrou o rosto de vez. Língua lenta no começo, explorando, depois rápida, sugando o clitóris com vontade, o ruído chupado ecoando no quarto, enfiando dois dedos enquanto chupava. O barulho molhado era alto. Fran gemia o nome dela sem parar, os quadris se erguendo da cama, a bundona rosada tremendo descontrolada.
Eu me levantei da poltrona. O pau latejava. Tirei a roupa por completo. Vanessa, sem parar de chupar, ergueu o quadril, o bumbum durinho apontado para mim. Eu me posicionei atrás dela, passei a cabeça do pau entre os lábios molhados, os pelinhos negros bem macios, e enfiei devagar. Ela gemeu abafado contra a buceta de minha Fran. Eu fiquei ali, metendo no ritmo da língua dela, sentindo o aperto quente enquanto ela chupava minha esposa com uma dedicação quase religiosa.
E pela primeira vez as três coisas aconteceram juntas.
Vanessa gozou com o meu pau dentro dela, o corpo inteiro tremendo, a boca ainda afundada na buceta de Fran. Fran gozou na boca da menina segundos depois, apertando as coxas contra o rosto dela, gemendo alto, o cabelo ruivo colado na testa. E eu descarreguei fundo, sentindo as contrações de Vanessa me sugar, o gozo escorrendo enquanto ela ainda tremia.
Nos três gememos quase ao mesmo tempo. O quarto ficou quieto depois, só a respiração pesada e o barulho distante de um carro passando na rua.
Quando saímos, ainda sem camisa, o cheiro de sexo colado na pele, o cabelo bagunçado, Luana estava em casa.
Ela estava na cozinha, de fone de ouvido, mexendo no celular, como se tivesse chegado fazia minutos. Levantou os olhos, viu as três caras, o cabelo bagunçado de Vanessa, a marca de unha no ombro de Fran, o meu peito suado. Deu um sorrisinho curto, quase imperceptível.
Não falou nada.
Só abriu a geladeira, pegou uma água gelada e foi para o quarto dela, trancando a porta com um clique suave.
Vanessa olhou para mim e para Fran, o rosto ainda corado, os lábios brilhando.
Fran só encolheu os ombros, ainda ofegante, e sussurrou:
— Ela sabe.
Eu fechei a porta do nosso quarto de novo, puxei as duas de volta para a cama e pensei que, daquele dia em diante, a amizade colorida tinha ganhado um peso diferente. Centrada nas duas. Eu, sempre ali, no canto, participando o suficiente para sentir que ainda fazia parte — e o suficiente para saber que o melhor espetáculo era o delas.
Vanessa, a hétero que um dia disse “que nojo”, agora pedia para chupar. E gozava com o meu pau dentro enquanto fazia isso.
E Luana, do outro lado da parede, fingia não ouvir.
Inclusive: Saudades, Nessa.


