Uma semana depois.
Sete dias de paranoia. Sete dias em que eu mal conseguia dormir. Toda vez que o celular vibrava, meu estômago revirava. Toda vez que ouvia o portão do sítio ranger no silêncio da noite, pensava que alguém estava voltando. O corpo ainda carregava a memória: a dor gostosa no cu, a boceta latejando, o cheiro de porra seca nas coxas. E o pior… o medo de alguém ver o vídeo. Medo que, de algum jeito sujo, também me deixava molhada.
Foi numa terça-feira, quase meia-noite, que a mensagem chegou.
Eu estava de pijama fino, deitada de lado na cama. O marido ronronava fundo ao meu lado, de boca aberta, morto pro mundo. O celular vibrou em cima do criado-mudo. Número desconhecido. Foto de perfil preta. Nome: “Você sabe quem.”
Ainda tá com o cu latejando, Aline?
Meu coração parou. As mãos tremeram tanto que quase derrubei o aparelho. Li de novo. A frase curta, provocadora, como se ele estivesse ali do meu lado. Meus mamilos endureceram na hora, apertando contra o tecido fino do pijama. O contraste era devastador: o homem dormindo ao meu lado, a casa em silêncio, e eu ali, de pijama, com a boceta já latejando só de ler aquelas palavras.
Você não apagou tudo. Eu copiei antes. Tenho o vídeo completo. Cada gemido. Cada vez que você engatinhou com a coleira. Cada jato que te encheu.
As pernas se fecharam sozinhas. Eu apertei as coxas com força. Porra… por que isso me deixa assim?
Amanhã à noite. 23h. Galpão da empresa do seu marido. A porta vai estar destrancada. Entre. Fique no meio do espaço. Não acenda a luz. Espere.
Eu li a mensagem umas dez vezes. O galpão. Eu conhecia. Velho, escuro, cheiro de ferrugem e óleo. Como ele sabia? Como tinha as chaves?
Se não aparecer… o vídeo vai pra todo mundo que você conhece. Inclusive pro seu marido.
Meu peito apertou. Medo real. Mas por baixo do medo… um espasmo quente, visceral, que me fez apertar as coxas de novo. Eu nunca tinha sentido algo assim. Ser mandada. Ser controlada. Não saber quem estava do outro lado.
Responda só com: “Vou.”
Meus dedos tremeram. Digitei.
Vou.
A noite seguinte foi interminável. O dia inteiro eu fiquei andando pela casa como uma alma penada. Às 22h40 eu saí. Dirigi em silêncio. O coração batia tão forte que doía. Cheguei no galpão. A porta de ferro estava entreaberta, exatamente como ele disse. Destrancada.
Entrei.
O cheiro de óleo velho, poeira e ferro enferrujado bateu forte. Escuro total. Só uma lâmpada fraca no meio do espaço, balançando levemente, jogando um círculo amarelado no chão de concreto rachado. Fora daquele círculo, só escuridão.
— Pare no meio da luz.
A voz veio do lado escuro. Baixa. Fria. Sem pressa. Eu reconheci na hora: era ele. O quieto. O que quase não falou naquela noite. O que só observava.
Meus joelhos fraquejaram. Eu andei até o centro do círculo de luz.
— Tire a roupa. Tudo. Devagar.
Minhas mãos tremiam. Eu puxei a blusa por cima da cabeça. O sutiã. A saia. Quando meus dedos desceram pra calcinha, eu já estava encharcada. A boceta inchada, latejando, pingando. Eu desci o tecido molhado pelas coxas e ele caiu no chão.
Do escuro veio um sorriso na voz:
— A boceta já está pingando?
Eu engoli em seco. Não respondi. Não precisava.
— Agora pegue a venda que está no chão à sua frente. Coloque você mesma.
Eu me abaixei. Os dedos acharam o tecido preto. Levantei. Olhei pra escuridão profunda além do círculo de luz. Pelo menos eu ainda VIA. Ainda tinha aquele último resto de controle. Coloquei a venda. Aperteí atrás da cabeça. O mundo virou escuridão completa. Perdi o controle.
Passos se aproximaram. Dedos frios prenderam clipes de metal nos meus mamilos. A dor aguda, elétrica, me fez arquear as costas e soltar um gemido baixo. Os clipes apertavam, puxavam, latejavam junto com o coração.
A voz dele veio de novo, ainda mais perto, gelada:
— Você tá gostando. Eu sei.
Um espasmo forte me atravessou a boceta. As pernas fraquejaram. Ele sabia mais de mim do que eu mesma.
— Anda até a mesa. Inclina.
Eu andei no escuro, guiada só pela memória do espaço e pela voz dele. Minhas mãos acharam a beira da mesa velha de madeira. Eu me inclinei sobre ela, o peito pressionado contra a superfície fria e empoeirada, os clipes nos mamilos apertando ainda mais com o peso do corpo. A bunda ficava exposta, alta, vulnerável. O cu se contraía sozinho de antecipação.
Antes de qualquer toque, eu já tremia. A respiração curta. A boceta pingando na parte interna das coxas. O cu latejando, se abrindo e fechando sozinho, como se soubesse o que vinha. O medo ainda estava ali — e se alguém descobrir? e se o vídeo vazar? — mas o tesão era maior. Eu estava inclinada, vendada, com os mamilos presos, esperando ser enrabada no meio daquele galpão escuro.
Ouvi os passos dos quatro. Eu conseguia sentir as diferenças imediatamente. O cheiro de tabaco e suor do falante. As mãos grandes e ásperas do bruto. A respiração pesada do terceiro. O silêncio controlado do quarto. Flashs da festa bateram na minha cabeça: o falante rindo baixo enquanto me provocava, o bruto me segurando com força, o terceiro ofegante, o quarto só observando. Eram os mesmos. Eu sabia.
— Agora você vai ser enrabada. Só isso. Nada mais. E não vai deixar sair nenhuma gota. Nenhuma. Entendeu?
— Entendi… — minha voz saiu trêmula.
O primeiro se posicionou atrás de mim. As mãos grandes e ásperas (o bruto) seguraram minha cintura com força. A cabeça do pau pressionou meu cu já sensível. Ele empurrou. A cabeça abriu caminho devagar, esticando, queimando. Eu gemi, a testa encostada na madeira. Ele foi entrando centímetro por centímetro, sem pressa, me forçando a sentir cada expansão. Quando as bolas bateram na minha boceta, ele estava todo dentro. Ficou parado. Latejando. Eu tremia, o cu se contraindo em volta dele, tentando se acostumar com a invasão.
Ele começou a me enrabar. Estocadas profundas, secas no começo, depois mais molhadas conforme o corpo cedia. O barulho ecoava no galpão vazio. Cada investida me fazia arquear as costas, os clipes nos mamilos puxando com o movimento. A dor misturava com um prazer sujo que eu odiava admitir. Ele gozou. Quente. Fundo. Jatos grossos enchendo. Eu contraí o cu com força, segurando cada gota, o ventre já começando a sentir o peso.
— Troca.
Outro no lugar. O cheiro de tabaco (o falante). Esse era mais rápido, mais bruto. As mãos apertavam minha bunda com força, abrindo, enquanto ele me enrabava sem piedade, estocadas curtas e profundas. Eu gemia alto, o som abafado pela madeira. Cada vez que ele entrava até o fundo, eu sentia o ar sair dos pulmões. Ele gozou. Mais porra. Eu segurei. O ventre começou a pesar de verdade.
O terceiro. Respiração pesada. Esse era mais lento, quase cruel. Entrava até o fundo e ficava parado, só latejando dentro de mim, me forçando a sentir cada centímetro. Depois saía quase todo e enfiava de novo, seco, arrastando. Eu tremia. As lágrimas escorriam por baixo da venda. Não só de dor. De tesão e de humilhação misturados. Ele gozou. Eu senti o volume aumentar dentro de mim, a pressão crescendo.
O quarto. Silencioso. Controlado. Quase não fazia barulho. Só as mãos firmes na minha cintura e o pau entrando e saindo com precisão cirúrgica. Eu conseguia sentir a diferença clara: o ritmo, o ângulo, o jeito de segurar. E isso me deixava ainda mais louca porque eu sabia quem era.
Eles foram se revezando. Um saía, outro entrava. Gozo atrás de gozo. Eu segurava cada gota, o cu contraído com força, o ventre inchando de verdade. A pressão interna ficava cada vez maior. Eu respirava curto, ofegante. O peso no baixo ventre era real. A barriga começava a ficar redonda, tensa, quente por dentro. Cada nova enrabada empurrava a porra mais fundo, misturando, acumulando.
O quieto falava pouco. Só ordens secas:
— Troca.
— Mais fundo.
— Segura.
— Não deixa sair nenhuma gota.
E, em um momento, a voz dele veio mais baixa, quase um sussurro gelado:
— Você tá gostando. Eu sei.
Cada comando me fazia tremer. Cada vez que ele falava, um espasmo forte atravessava minha boceta. Eu estava sendo manipulada e adorava. O medo de ser exposta só aumentava o tesão. Eu nunca tinha sentido nada parecido.
Eles continuaram. Eu perdi a noção do tempo. Só existia a sensação de ser enrabada, o peso crescente no ventre, o calor interno, a dificuldade de respirar fundo. A barriga estava visivelmente inchada agora. Redonda. Tensa. Cheia. Os clipes nos mamilos latejavam junto com o coração.
Finalmente a voz dele cortou o ar:
— Chega.
Um dos caras tirou os clipes dos mamilos. A dor da liberação foi quase pior que a da pressão. Eu soltei um gemido alto. A venda continuou no lugar. Eu fiquei inclinada sobre a mesa, as mãos livres, mas ainda no escuro, o ventre pesado, o cu latejando, a porra ameaçando vazar a qualquer segundo.
Ouvi os passos se afastando. O silêncio. Depois o barulho da porta de ferro se abrindo e se fechando com um estrondo.
Esperei. O coração ainda martelava.
Só então tirei a venda.
A lâmpada fraca ainda balançava. No meio do galpão, em cima da mesma mesa onde eu tinha sido enrabada, todas as minhas roupas estavam meticulosamente dobradas e organizadas. Blusa. Sutiã. Saia. Sapatos.
Só faltava a calcinha.
Eu fiquei olhando aquela mesa por um tempo longo. O ventre inchado. O cu latejando, segurando tudo. O medo e o tesão ainda se misturando no peito.
Ele tinha o vídeo.
E o pior não era ele.
O pior era EU.
Porque enquanto eu estava ali… eu já estava pensando na próxima vez.
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