Eu – Denize, 39 anos
Eu os vi no elevador dois dias depois.
O mesmo rapaz. A mesma moça. Mesmo cabelo escuro, mesma pele, mesmo jeito de corpo magro. O coração disparou com uma mistura suja de medo e tesão. O cu ainda latejava de leve só de lembrar das estocadas de Betinho. A porra já tinha saído, mas a memória estava cravada.
Eles me reconheceram na hora. O rapaz desviou o olhar rápido. A moça segurou firme, sem piscar.
Eu não aguentei o risco.
No dia seguinte esperei os dois na área da piscina do condomínio, quando o movimento estava baixo. Me levantei da espreguiçadeira, ajustei o vestido curto que mal cobria a bunda e fui até a mesa deles. O tecido colava na pele pelo calor.
— Precisamos conversar.
A moça fechou o livro com cuidado. O rapaz ficou vermelho imediatamente, a garganta se movendo quando engoliu.
— Eu sei que vocês me viram. Na praia. No final. Com o homem.
Silêncio pesado. O cheiro de cloro da piscina misturava com o perfume leve dela.
— Eu não quero fofoca. Não quero que meu marido saiba por boca de vocês. Não quero que meu filho saiba. Então vamos ser adultos.
A moça falou primeiro. Voz baixa, firme, mas com um fio de nervosismo:
— A gente não falou nada para ninguém.
— Ainda — eu completei. — Mas viram. E se tocaram. Eu vi a mão dela dentro do short. Vi a bermuda dele manchada.
O rapaz engoliu seco de novo. A bermuda já marcava só com a conversa. Eu senti o calor subir entre as minhas pernas, a buceta latejando. *Putinha. Olha só para você, Denize. Já está molhando de novo só de lembrar dos dois se tocando enquanto Betinho me arrombava na areia. Irmão e irmã. Gozando com a mesma puta casada.*
— Vocês são irmãos, não são?
A pergunta caiu como pedra. Os dois se entreolharam. A resposta estava no silêncio longo demais.
— Somos — a moça disse, finalmente.
Eu sorri. Devagar. O tipo de sorriso que eu usava com Betinho.
— Então é ainda melhor.
Sentei na cadeira entre os dois. Cruzei as pernas. O vestido subiu até quase mostrar a calcinha. Eu não puxei para baixo. O ar quente tocava a pele interna da coxa.
— Vocês ficaram excitados. Os dois. Ela se tocou até gozar. Ele gozou na bermuda. Eu vi tudo. E agora a gente tem um probleminha… ou uma solução.
O rapaz abriu a boca. Fechou. A moça me encarava sem piscar, mas a respiração dela tinha mudado.
— Eu não vou pedir para vocês participarem. Ainda. Mas vou continuar me encontrando com ele. No mesmo lugar. E se vocês quiserem assistir de novo… podem. Mais perto. Desde que a boca de vocês continue fechada sobre o que viram.
A moça perguntou, a voz um pouco rouca:
— E o que a gente ganha com isso?
Eu inclinei o corpo para frente. O decote abriu. Os seios pesados quase saltaram do sutiã. O cheiro da minha pele quente subiu.
— Gozar. Sem culpa. Olhando. Imaginação solta. E a certeza de que eu também sei de vocês. Do que sentiram. Do que quiseram fazer um com o outro e não fizeram.
O silêncio que veio depois foi espesso, sujo. Eu sentia o cheiro da minha própria excitação misturado com o cloro. *Eles estão se segurando. O menino está duro pra caralho. A menina está molhada. Irmão e irmã. E eu sou a puta que acordou isso nos dois. Que delícia nojenta.*
Combinei o dia.
Mesmo horário. Mesmo final de praia.
Betinho estava me esperando encostado na pedra grande. Eu cheguei só de biquíni vermelho asa-delta de redinha. Sem saída de praia. Sem canga. Só o corpo exposto. O tecido fino já estava úmido de suor e de antecipação.
Os irmãos já estavam lá. Mais perto dessa vez. Uns oito metros. Toalha estendida entre as pedras. O rapaz de bermuda clara. A moça de biquíni preto, o top pequeno e a calcinha fio-dental que mal cobria.
Betinho olhou para eles e depois para mim, arqueando a sobrancelha.
— Trouxe plateia de novo?
— Trouxe. Agora fica quieto e me fode direito.
Eu tirei o top do biquíni na frente dos três. Os seios caíram livres, pesados, os mamilos já duros com o vento. Betinho ajoelhou na areia quente e chupou o direito com fome. A boca quente, a língua grossa, os dentes roçando. Eu segurei a cabeça dele com as duas mãos e falei alto o suficiente para os irmãos ouvirem, a voz carregada de tesão:
— Olha, Betinho… eles voltaram. Mais perto. A irmã está de biquíni. O irmão já está duro dentro da bermuda. Coitados. Querem tanto e não podem se tocar. Só podem olhar a puta casada sendo chupada.
Betinho mordeu o mamilo com mais força. Eu gemi alto, proposital. O som ecoou nas pedras.
Foi então que a moça começou.
Ela não esperou. Não disfarçou. Passou a mão por cima da calcinha preta, apertou o clitóris por cima do tecido, e depois puxou a lateral e enfiou dois dedos. Ao mesmo tempo, a outra mão subiu e beliscou o próprio mamilo por cima do top, depois por baixo, apertando forte, puxando. O rosto dela se contorceu de prazer. Ela não olhou para o irmão. Não se importou. Só se masturbava com voracidade, os dedos entrando e saindo molhados, o gemido baixo escapando, os seios subindo e descendo.
Eu senti a buceta latejar só de ver. *Olha a putinha. Irmã. Se tocando na frente do irmão sem nenhum pudor. Beliscando o peito como se estivesse sozinha. Que delícia nojenta. Eu fiz isso. Eu acordei essa fome nela.*
O rapaz demorou alguns segundos para perceber. Estava olhando para mim, para o pau de Betinho, para os meus seios sendo chupados. Depois o olhar desceu para o lado. Ele viu a irmã.
A mão dela dentro da calcinha. Os dedos brilhando. O outro peito sendo apertado com força. O gemido dela.
Ele travou. A boca abriu. O choque passou pelo rosto como um espasmo. Depois algo mais escuro. Mais quente. Ele engoliu seco, olhou de novo para mim, e então baixou a bermuda. O pau saltou duro, vermelho na ponta, já pingando. Ele começou a se masturbar devagar, o olhar voltando para o meu corpo, para o pau de Betinho entrando em mim quando eu me virei e empinhei.
Só depois ele olhou de novo para a irmã.
Ela ainda se masturbava com a mesma voracidade, os dedos mais rápidos agora, o peito marcado pelos próprios dedos. Só então ela virou a cabeça e notou o irmão. O pau dele na mão. O movimento. Os olhos dele nela por um segundo.
Os dois se olharam.
Não se tocaram.
Não falaram.
Só se olharam enquanto as mãos continuavam se mexendo.
Eu empinei mais a bunda, olhei por cima do ombro e falei, a voz rouca, suja, enquanto Betinho enfiava fundo:
— Olha, Betinho… a irmã está se dedando na frente dele. Beliscando o peito. Sem nenhum pudor. E o irmão tirou o pau. Está batendo punheta olhando para mim… e agora olhando para ela. Coitados. Tão perto. Tão molhados. E não podem se tocar. Só podem gozar vendo a puta casada ser comida. Que pecado gostoso.
Betinho fodeu mais forte. O barulho de pele batendo ecoava. O cheiro de sexo, areia e sal subia quente. Eu gemia alto, falando sem parar:
— Mais fundo… assim… olha a cara dela… os dedos entrando… o peito vermelho de tanto beliscar… e ele… a mão rápida no pau… os dois gozando comigo… irmão e irmã… que delícia nojenta…
A moça gozou primeiro. O corpo tremeu, as pernas se fecharam em volta da própria mão, um gemido agudo e abafado. Os dedos continuaram se mexendo mesmo depois. O rapaz gozou logo em seguida, o esperma jorrando na areia, a mão ainda apertando o pau, o olhar alternando entre eu e a irmã.
Betinho gozou fundo no meu cu. Quente. Muito. Eu senti cada jato batendo lá dentro. Ele continuou empurrando até terminar. Quando puxou, a porra escorreu grossa, quente, descendo pela minha buceta e pela coxa.
Eu me levantei devagar, as pernas tremendo, a porra escorrendo. Olhei para os dois irmãos — ela ainda com os dedos dentro da calcinha, ele ainda segurando o pau mole e sujo — e falei, ofegante:
— Mesmo dia. Semana que vem. E se tiverem coragem… sentam mais perto ainda.
Vista o biquíni encharcado e torto. Peguei a camiseta de Betinho. Voltei pela praia com a porra escorrendo a cada passo, o cu latejando, a cabeça cheia de imagens sujas.
*Irmão e irmã.
Ela se tocando sem se importar com ele.
Ele gozando vendo os dois.
E eu no meio de tudo.*
Quando cheguei em casa, meu marido perguntou se eu tinha me divertido com as amigas.
Eu sorri, sentando com cuidado.
— Muito.