No primeiro dia apaguei o arquivo do notebook. Esvaziei a lixeira. Fiquei olhando a tela preta por um tempo longo demais, como se o gesto fosse suficiente para apagar também a memória. Não foi.
No segundo dia evitei o corredor que dava para o quarto dos meus pais. Evitei olhar para o guarda-roupa. Inventei tarefas. Liguei a televisão alto. Saí para caminhar. Voltei e mesmo assim a imagem voltava: a minha mãe nua, os seios sendo mamados, o sorriso sujo olhando para a câmera.
No terceiro dia a curiosidade já doía.
No quarto eu cedi.
Esperei a mãe sair para o trabalho. O pai ainda estava viajando. A casa ficou em silêncio absoluto. Subi no banquinho de novo, o coração batendo tão forte que eu sentia no pescoço. Abri as caixas de documentos com cuidado, uma por uma, como se fizesse barulho demais pudesse me delatar. Procurei mais fundo. Passei a mão entre a parede e a lateral do móvel.
Os dedos tocaram o disco.
Outro CD. Sem capa. Sem nome. Mais empoeirado que o primeiro. Como se tivesse escorregado e ficado escondido de propósito há mais tempo.
Desci do banquinho com as pernas trêmulas. Levei para o meu quarto. Tranquei a porta. Puxei a cadeira para frente do notebook. Sentei. As mãos tremiam quando coloquei o disco no drive.
*Você já sabe o que vai ver. Para. Joga fora. Queima. Esquece.*
Eu não joguei.
O player abriu. A tela ficou preta por três segundos longos. Depois a imagem apareceu.
Dessa vez o cenário era maior. Um sítio diferente. Piscina iluminada por refletores. Música alta ao fundo, alguma coisa batida e sensual. Muita gente. Homens de várias idades. Algumas mulheres. O Sr. Aroldo no centro de tudo, sentado numa cadeira de madeira, camisa aberta, copo de whisky na mão, o olhar de quem mandava.
E a minha mãe.
Completamente nua.
Só de sandália. Os seios pesados, a buceta já brilhando sob a luz, o cabelo solto caindo pelos ombros. Ela não estava apenas participando. Ela estava se exibindo. Andava devagar entre os homens, os quadris balançando, e olhava direto para a câmera várias vezes. Sorria. Não era o sorriso tímido do primeiro vídeo. Era um sorriso consciente, sujo, de quem sabia exatamente o que estava fazendo e gostava de ser filmada.
Eu senti o estômago revirar. A culpa do primeiro vídeo ainda estava fresca, grudada na pele. Agora vinha tudo de novo, mais pesado.
No vídeo a mãe parou na frente da lente, abriu as pernas e passou dois dedos pela buceta. Mostrou o líquido transparente que escorria. Depois virou de costas, abriu as nádegas com as duas mãos e mostrou o cu. Tinha um plug preto enfiado. Pequeno, brilhante, o formato arredondado contrastando com a pele morena clara.
Ela tirou o plug devagar, na frente de todo mundo, e deixou cair no chão. O buraco ficou aberto por um segundo, se contraindo. Vários homens se aproximaram ao mesmo tempo.
Dois ajoelharam e começaram a mamar nos seios dela. Um de cada lado. Bocas grandes, famintas, puxando os mamilos com força, babando, chupando como se fossem tirar leite. A mãe segurou as duas cabeças e puxou contra o peito, gemendo alto, olhando de novo para a câmera.
— Isso… mama forte… eu adoro quando mamam em mim…
A voz dela saiu rouca, carregada de prazer. Eu nunca tinha ouvido ela gemer daquele jeito. Com o pai ela era quieta. Quase silenciosa. Aqui ela pedia.
Minha mão já estava dentro da calça. Eu nem percebi quando desceu. A calcinha estava encharcada só de assistir. Os dedos pressionaram o clitóris por cima do tecido. Eu tremia.
*Para. Fecha isso. Você não precisa ver de novo.*
Mas eu não fechei. Aumentei o volume. O som dos gemidos e das bocas molhadas encheu o quarto.
A cena ficou ainda mais pesada. A mãe foi levada até uma mesa de madeira perto da piscina. Colocaram ela de quatro. Um homem ajoelhou na frente e enfiou a língua na buceta com barulho obsceno. Outro ficou atrás e enterrou a língua no cu. Os dois dos seios continuavam mamando sem parar. Quatro bocas ao mesmo tempo. A mãe gemia sem controle, a cabeça jogada para trás, a boca aberta, a língua de fora, os olhos revirando. O corpo inteiro tremia.
O Sr. Aroldo se levantou, abriu a calça e enfiou o pau na boca dela. Ela engoliu até o fundo, engasgando, a garganta fazendo barulho. Ele segurou o cabelo e fodeu a boca com força enquanto os outros continuavam.
Eu abri o botão da calça. A mão entrou de verdade. Dois dedos deslizaram pelo clitóris encharcado. O barulho molhado da minha própria mão me fez corar de vergonha.
*Eu nunca vi ela assim. Nunca. Com o pai ela é outra pessoa. E aqui… aqui ela está se entregando como se tivesse nascido para isso.*
A dúvida que mais me torturava voltou com força:
*Será que o pai sabe?
Será que ele já viu esses vídeos?
Será que ele gosta?
Será que ele já gozou imaginando a mulher dele exatamente assim?
Ou será que ela esconde tão bem que ele nunca desconfiou de nada?*
A imaginação disparou contra a minha vontade. Eu via a mãe no vídeo e ao mesmo tempo inventava o pai escondido atrás de uma árvore do sítio, pau na mão, assistindo em silêncio. Imaginava ele batendo punheta devagar, sem fazer barulho. Imaginava ele gozando no chão enquanto ela era comida. Imaginava ele chegando depois de todo mundo ir embora e comendo ela ainda suja, o cu folgado, cheirando a porra de outros homens.
No vídeo o Sr. Aroldo tirou o pau da boca dela, deu a volta na mesa e enfiou no cu de uma vez. Sem delicadeza. Sem muito preparo. A mãe gritou. Um grito alto, quebrado, de dor e prazer misturados. Ele fodeu bruto. Cada estocada fazia o corpo dela balançar para frente. Os seios balançavam na boca dos outros dois homens, que continuavam mamando com fome. Outro homem esperava atrás, masturbando o pau já duro.
Quando o Sr. Aroldo gozou fundo no cu dela, puxou o pau ainda pulsando e outro homem entrou no lugar imediatamente. Depois outro. A mãe foi passada de mão em mão. O cu vermelho, aberto, escorrendo porra. A buceta pingando sem parar. Ela gemia e pedia mais, a voz já rouca de tanto gritar.
Eu gozei pela primeira vez ali. As coxas tremeram com força. A buceta apertou os dedos. Um gemido longo e abafado saiu da minha garganta. Tentei parar. Fechei as pernas. Retirei a mão. Respirei fundo, o peito subindo e descendo rápido. A culpa veio pesada, quente, nojenta.
*Você é uma filha nojenta. Está gozando com a sua mãe sendo arrombada por vários homens. Que porra de pessoa você está se tornando?*
Mas a mão voltou sozinha. Os dedos entraram de novo. Eu continuei me tocando, mais devagar agora, como se quisesse me punir e me recompensar ao mesmo tempo.
A parte que me destruiu de vez foi o desfile.
A mãe se levantou da mesa, cambaleando, a porra escorrendo pelo cu e pela buceta, descendo pelas coxas em fios brancos. Começou a andar na beira da piscina. Devagar. As pernas abertas demais. O líquido pingava no chão quente a cada passo. Os seios marcados de chupões, dedos e saliva. O cabelo colado no rosto suado. Ela parava na frente de cada homem, abria as nádegas com as duas mãos e mostrava o cu gozado. Alguns gozavam de novo nela ali mesmo. Ela ria. Passava a mão, recolhia o que escorria e levava à boca. Engolia. Olhava para a câmera várias vezes, como se soubesse que alguém ia assistir depois. Como se quisesse que assistissem.
*Será que ela imagina que eu posso ver um dia?
Será que o pai já viu exatamente isso?
Será que ele já gozou vendo a mulher dele desfilar com a porra de outros homens escorrendo?*
Eu gozei pela segunda vez. Mais forte que a primeira. O corpo inteiro tremeu. As pernas falharam. Eu tive que me apoiar na mesa com a outra mão. A respiração saía em soluços. A buceta latejava tanto que doía.
Ainda não tinha acabado.
No final a mãe estava de joelhos no chão de pedra, rodeada de homens. Vários paus ao redor do rosto dela. Ela ia de um em um, chupando, engolindo, pedindo para gozarem na boca. Quando a boca enchia, ela engolia com dificuldade, a garganta se movendo, e abria de novo com a língua para fora, pedindo mais. O Sr. Aroldo se aproximou por trás, segurou a cabeça dela com as duas mãos e fodeu a garganta com força enquanto outro homem gozava fundo no cu dela. A mãe engasgava, lágrimas escorriam, saliva e porra desciam pelo queixo e pingavam nos seios. Mas ela não pedia para parar. Só gemia e engolia.
Eu gozei pela terceira vez. Já não conseguia pensar direito. Só sentia. Culpa. Raiva. Tesão. Vergonha. Tudo misturado num calor que subia pelo peito e descia de novo para entre as pernas. O corpo inteiro estava destruído. A mão encharcada. A calcinha um destroço.
O vídeo acabou.
A tela ficou preta.
Eu continuei sentada, ofegante, as pernas abertas, a mão ainda dentro da calça, a buceta latejando sem parar. O silêncio da casa parecia mais alto agora. Eu ouvia a própria respiração.
Por um segundo a imaginação foi ainda mais longe, contra a minha vontade. Eu me vi no lugar dela. Nua. De joelhos. Sendo usada. Os seios sendo mamados por bocas desconhecidas. O cu sendo arrombado. Alguém filmando. O pensamento me fez tremer de novo, um espasmo seco, vergonhoso.
*Eu nunca falaria isso para ninguém. Nunca.
Mas será que o pai sabe?
Será que ele desconfia?
Será que ele já gozou imaginando exatamente o que eu acabei de ver?*
Eu copiei o arquivo para o celular com dedos trêmulos.
Fechei o notebook.
Guardei o CD de volta no mesmo lugar, com cuidado, como se estivesse devolvendo um segredo que não me pertencia.
Depois fiquei deitada na cama, olhando para o teto, o corpo ainda quente, a culpa e o tesão se misturando até não dar mais para separar.
E já sabia.
Amanhã, quando a casa ficasse silenciosa de novo, eu ia abrir o celular.
E assistir outra vez.