Eu – Denize, 39 anos
Eu já tinha combinado o sinal com ele de manhã.
Betinho estava longe, perto da água, conversando com meu filho e mais uns meninos. Eu, deitada na canga, de óculos escuros, saia de praia amarrada na cintura. Quando ele olhou na minha direção, eu passei a mão devagar entre os seios, desci até a barriga e abri dois dedos em V por um segundo. Só isso. Ele entendeu. Continuou conversando como se nada tivesse acontecido.
No final da tarde eu inventei a desculpa.
— Vou encontrar umas amigas no quiosque da praia de baixo. Vocês ficam. Daqui a pouco eu volto.
Meu marido só acenou, deitado, chapéu no rosto. Ele sabia. Sempre soube. Mas fingia que não. Era o acordo silencioso da nossa casa.
No carro eu tirei a saia de praia e a canga. Fiquei só de biquíni. Vermelho. Asa-delta. A parte de baixo era quase uma redinha na frente, o tecido fino e já molhado de suor marcando tudo. Os seios pesados, a buceta mal coberta. O tecido entrava no meio, desenhando os lábios. Betinho estava me esperando no ponto combinado: o final da praia, onde a areia acabava e começava a mata baixa com pedras grandes e escuras.
Ele estava encostado numa pedra, bermuda seca, camiseta branca. Magro. Branco. Aquele pau que eu já conhecia bem, pesado mesmo quieto dentro da bermuda.
— Demorou — ele falou.
— Tinha que inventar história.
A gente nem se beijou direito. Ele já passou a mão por baixo do biquíni e enfiou dois dedos. Eu estava molhada desde o sinal da manhã. Ele riu baixo, o dedo girando dentro de mim.
— Putinha.
Foi aí que eu vi o casal.
Mais adiante, uns quinze metros. Sentados numa toalha velha e desbotada entre as pedras. Um rapaz e uma moça. Uns 22, 23 anos. Parecidos demais para serem namorados. Mesmo tom de pele, mesmo cabelo escuro, mesmo jeito de corpo magro. Irmãos, talvez. Primos. O que fosse. Eles não se tocavam. Só olhavam na nossa direção. O rapaz com os braços apoiados nos joelhos. A moça com as pernas cruzadas, o queixo na mão.
Eu empurrei a mão de Betinho mais fundo e falei baixo, só para ele, mas alto o suficiente para a voz carregar no vento:
— Olha. Eles estão nos vendo.
Betinho virou a cabeça de leve. O rapaz desviou o olhar rápido demais, como quem foi pego. A moça não desviou. Continuou olhando, a boca entreaberta.
— Deixa — ele respondeu. — Se quiserem ver, que vejam.
Eu tirei o top do biquíni devagar. Os seios caíram livres, pesados, os mamilos já duros com o vento frio do final da tarde. Betinho abaixou a cabeça e chupou o direito com força. A boca quente, a língua grossa, os dentes roçando de leve. Eu segurei a cabeça dele com as duas mãos e falei, ainda olhando para o casal:
— Olha, Betinho… a menina não tira o olho. Está com a boca aberta. Aposto que está toda melada dentro daquele shortinho. E o menino… olha a bermuda dele. Já está marcando. Duro. Por que será que os dois não se pegam também? Será que são irmãos? Primos? Que pecado gostoso, né? Ficar assistindo uma puta casada ser chupada e não poder fazer nada.
Betinho riu com a boca no meu peito. O som vibrando na carne. Ele chupou mais forte, puxando o mamilo com os dentes até doer gostoso. Eu gemi alto de propósito. O som ecoou nas pedras.
A moça mexeu na toalha. Ajustou o peso. As pernas se abriram um pouco. O rapaz passou a mão na coxa, como quem coça, mas a mão ficou lá demais tempo.
Eu puxei a lateral do biquíni de baixo e deixei a buceta à mostra. O ar frio bateu nos lábios molhados. Betinho ajoelhou na areia e enfiou a língua. Lambia devagar, abrindo os lábios com os dedos, me mostrando para os dois. A língua quente, larga, entrando e saindo. Eu segurava a cabeça dele e falava, a voz já rouca, olhando direto para o casal:
— Isso… chupa essa buceta. Deixa eles verem como eu fico. Olha a cara da menina. Ela apertou as pernas. Está se esfregando. E o menino… a mão dele não para quieta. Aposto que quer chupar também. Mas não pode, né? Será que é prima? Irmã? Imagina a tortura. Ver uma mulher sendo comida assim e não poder tocar na pessoa do lado.
Betinho empurrou a língua mais fundo. O barulho molhado ficava mais alto, obsceno. Eu rebolava na boca dele, os seios balançando, o olhar preso nos dois. A moça agora tinha a mão na parte de dentro da coxa, apertando. O rapaz abriu mais as pernas e a bermuda marcava claro o volume.
Eu puxei Betinho para cima pelo cabelo.
— Me fode. Agora. De frente para eles. Quero que eles vejam tudo.
Ele tirou a bermuda. O pau grosso e já duro bateu contra a barriga, a cabeça roxa, brilhando. Eu me virei de quatro nas pedras, a bunda empinada na direção do casal, as pernas abertas, e olhei por cima do ombro.
— Olha, Betinho… eles não conseguem parar de olhar. A menina está com a mão entre as pernas de verdade agora. Está se tocando por cima da roupa. O menino também. Está apertando o pau. Por que será que não se tocam um no outro? Será que dá em casa? Que pecado gostoso. Assistir a puta dos outros e ficar só na vontade.
Betinho enfiou de uma vez. Eu gritei. O pau dele sempre foi grande demais no começo. Ele fodeu forte, as mãos apertando minha cintura, as estocadas profundas fazendo os seios balançarem e baterem um no outro. Eu gemia alto, falando entre uma estocada e outra, a voz quebrada:
— Mais fundo… assim… olha para eles enquanto me fode… a menina está se tocando mais rápido… olha a cara dela… está gozando? E o menino… a mão dele está dentro da bermuda agora… aposto que quer estar no seu lugar… aposto que ela quer estar no meu… coitados…
Betinho puxou meu cabelo e fodeu mais bruto. O barulho de pele batendo ecoava nas pedras. O cheiro de sexo subia forte, misturado com sal, areia e suor. Eu olhava para o casal o tempo todo. A moça tinha a mão dentro do short agora, o movimento claro, o rosto vermelho. O rapaz masturbava por dentro da bermuda, o olhar vidrado, a boca aberta.
— Tira e enfia no cu — eu pedi, ofegante. — Eu quero que eles vejam você me arrombando.
Betinho saiu, cuspiu na mão, passou no meu cu e forçou a cabeça do pau. Eu soltei o ar devagar enquanto ele entrava. O ardor gostoso, a invasão quente e grossa. Ele foi fundo. Começou a foder. Cada estocada fazia eu gritar. Eu falava sem parar, a voz alta, proposital:
— Olha, Betinho… a menina está gozando. Olha a cara dela. As pernas tremendo. E o menino… está quase gozando também. A mão dele não para. Coitados. Não podem se pegar. Só podem olhar a puta casada sendo arrombada na frente deles. Olha o quanto eu estou gozando. Olha o quanto o pau dele cabe no meu cu. Vocês dois aí… estão vendo? Estão gostando? Ficam à vontade. Se toquem. Imaginem que sou eu. Imaginem o que quiserem.
Betinho gozou fundo no meu cu. Quente. Muito. Eu senti cada jato. Ele continuou empurrando até terminar. Quando puxou, a porra escorreu grossa, quente, descendo pela minha buceta e pela coxa. Eu segurei com a mão e espalhei um pouco na bunda, de propósito, abrindo para os dois verem.
— Mais — eu pedi, a voz rouca. — Me come de novo. Eu quero voltar para casa cheia. Quero sentir escorrendo enquanto janto com a família.
Ele endureceu rápido. Entrou de novo no cu. Fodeu mais uma vez, mais fundo, mais bruto. Eu gozei com ele, o corpo inteiro tremendo, o olhar ainda preso no casal. A moça estava ofegante, a mão parada entre as pernas, o rosto escondido parcialmente no braço. O rapaz tinha a mão imóvel dentro da bermuda, o ombro caindo, claramente tendo gozado.
Betinho saiu. A porra escorreu em fio grosso pela minha coxa, quente, pegajosa. Eu me levantei devagar, as pernas tremendo. Passei o biquíni de baixo no lugar, mesmo encharcado, torto e sujo. O top nem tentei colocar. Fiquei só com os seios de fora enquanto pegava a camiseta de Betinho e vestia. O tecido ficou imediatamente manchado.
Olhei uma última vez para o casal. A moça desviou o olhar agora. O rapaz não. Continuou me olhando, o peito ainda subindo e descendo rápido.
Eu falei baixo, só para Betinho, mas o vento carregou:
— Amanhã eu te mando mensagem. Mesmo horário. E se eles estiverem aqui de novo… a gente repete.
Ele só acenou, ainda ofegante, o pau ainda semi-duro brilhando.
Eu voltei pela praia. A camiseta cobria pouco. A porra escorria dentro do biquíni, quente, escorrendo pela coxa a cada passo. O cu latejava, aberto, cheio. O cheiro de sexo me acompanhava, forte, impossível de disfarçar.
Quando cheguei no quiosque onde a família estava, meu marido tirou o chapéu e olhou para mim. Eu sorri. Normal. Como se tivesse só tomado uma cerveja com amigas.
— As amigas demoraram — eu disse. — Mas foi bom.
Sentei na canga. A porra continuava escorrendo devagar dentro de mim, quente, me lembrando de cada estocada.
Ninguém percebeu.
Ou fingiram muito bem que não.