Depois daquele balde de água fria no motel, continuamos. Inclusive ela falou: "Amor, você já é corno. Você levou a sua mulher pro motel pra outro comer. Então você já é um corninho."
As nossas fantasias continuaram durante as transas. Estávamos cada vez mais cúmplices. Mas o fato é que ficamos meio apreensivos pra contratar um GP de novo. Ficamos só na fantasia.
Passou algumas semanas. Ela arrumou um trabalho numa cidade vizinha — uma empresa grande de educação, com vários campus e vários setores. Ela começou a ir trabalhar, vidinha normal. Naturalmente, nas nossas transas, eu perguntava: "E aí, amor? Tem alguém dando em cima de você lá? Um lugar desses, cheio de homem… dúvido não paquerar você."
Ela respondia: "Pior que não, amor. Eu sou só mais uma. Lá tem um monte de mulher."
Embora ela seja linda, ela sempre foi muito insegura com a própria beleza.
Dias se passaram. Num certo dia, perguntei de novo: "E aí, amor? Alguém lá dando em cima de você?"
Ela repetiu: "Pior que não, amor. Mas, no setor de TI, tem um negão de praticamente dois metros de altura."
Não preciso dizer que surtei.
Eu perguntei: "Sério, amor? E aí?"
Ela disse: "Nada. Ele é de outro setor. Só vejo ele durante o horário de almoço, mas ele fica sempre no grupo do pessoal de TI."
Eu, já doido: "Mas e aí, amor? O que você acha?"
Ela: "Ah, amor, tem um monte de mulher lá."
Eu falei: "Mas, amor, homem é homem. Não nega não. Se ele não for casado, é só você querer. Ainda mais que você é branquinha — negão adora uma branquela, amor."
Demos risada. Falei: "Amor, me diz: e aí, você curtiu ele?"
Ela disse: "Sim."
Eu insisti: "Curtiu mesmo? Você ficaria com ele?"
Ela disse: "Claro. É do jeito que eu gosto. Grande, forte, negro de verdade. Tão preto, com aqueles lábios enormes que só negro tem."
Eu falei: "Caramba, amor… então você já pensou nele, né?"
Ela: "Ah, amor, não tem como não reparar num negro daqueles. Eu já até ouvi as meninas brincando: 'já viu o tamanho do pé dele?' Embora eu nunca tivesse ouvido isso, logo imaginei que elas estavam se referindo a ele ser bem dotado."
Então eu disse: "Amor, me diz: você quer sair com ele? Mesmo ele sendo do teu trabalho? Embora você sempre disse que gostaria de algo assim, mas normal, mas natural?"
Ela disse: "Sim, amor. Na verdade, é assim que eu mais gosto."
É, meu amigo. Imagina a alegria desse corno, vendo a luz no fim do túnel de novo.
Eu falei: "Então, amor, você tá liberada pra ficar com ele. Você quer?"
Ela disse: "Sério, amor?"
Eu disse: "Sim."
"Tem certeza?"
"Sim."
Ela falou: "Olha, olha, hein."
Eu disse: "Amor, eu te amo. Quero te ver realizada."
Ela disse: "Então tá bom. Vou pensar em como puxar papo com ele."
Passou alguns dias. Ela me falou: "Amor, meu setor tá recebendo umas ajudas com o sistema. Vira e mexe precisa de alguém do suporte. Hoje a fulana precisou de ajuda, e ele veio. Ficou uns 40 minutos aqui do meu lado, mexendo no computador da minha amiga. Mas nem deu pra conversar, nem nada. Eles estavam concentrados."
Eu falei: "Mas, amor, você deixou passar uma oportunidade dessas?"
Ela disse: "Amor, não tinha o que eu fazer. Claro que ele viu que eu fiquei olhando pra ele, né, kkkk."
Cara, como é bom ouvir isso. Eu perguntei: "Sério, amor? Você ficou de olho no negão? Ele percebeu?"
Ela disse: "Eu acho que sim."
Eu falei: "Então, amor, e agora?"
Ela falou: "Então, amor, eu tô com um problema pra acessar a minha caixa de e-mail. Vou precisar acionar o suporte. Mas não sei se vai cair nele."
Eu respondi: "Mas, amor, não tem um meio de você pedir direto pra ele? Se você já olhou pra ele, ele vai entender se você falar diretamente com ele."
Ela disse: "Sim, tem o chat da empresa, eu posso pedir. Mas o pessoal sempre reclama, dizendo que precisa abrir chamado."
Aí eu disse: "Amor, se você realmente tá afim, se você quer sair com um negão, se você quer ter macho de verdade, você não pode se comportar como a esposinha perfeita que você é. Você precisa ser dada, amor. Precisa ser pra frente."
Ela ficou meio assim. Eu falei: "Amor, se você mandar mensagem pra ele e ele souber que é você, eu duvido que ele vai pedir pra abrir chamado. Mas faz o seguinte. Faz o teste. Chama ele no chat e diz: 'Oi, fulano, tudo bem? Ontem você ficou aqui corrigindo o computador da minha amiga. Agora quem precisa sou eu. Você pode vir me ajudar?'"
Ela falou: "Amor, e se ele vier?"
Eu falei: "Amor, é com você. Já dei a dica: homem é homem. Principalmente um negão e você branquinha — ele já sabe, claro que sabe. Agora é com você."
E aí, pra atentar, eu disse: "Vamos ver do que você é capaz. Quero só ver quanto tempo você demora pra conseguir se atracar com esse preto." E ri.
Ela falou: "Amor, você tá me desafiando?"
Eu ri e disse: "Claro que estou, kkkk."
Ela falou: "Então tá. Me aguarde. Só lembra que é uma empresa grande, tem um monte de gente, os boatos correm. E eu não vou me importar — você que pediu."
Cara do céu, que delícia. Eu já estava nas alturas. Eu trabalhava de casa, então ela saía e eu já ficava nas alturas, igual o burrinho do Shrek: "E aí, já chamou? Já chamou?"
Ela disse: "Calma, meu amor. Me aguarde."
Mais ou menos 1h40 depois, ela me mandou mensagem: "Amor, adivinha quem acabou de sair daqui?"
Eu: "Sério, amor? Ele foi aí? Me conta, o que conversaram, o que fizeram?"
Ela disse: "Calma, amor, tô no trabalho. Ele só me ajudou, mas eu falei pra ele: 'Nossa, muito obrigado, você me salvou. Desculpa não ter aberto o chamado, tá? É que você veio aqui e ajudou a minha amiga, e eu tinha certeza que você poderia me ajudar também.'"
Ele: "Que isso, sem problema. Foi rápido."
Ela falou: "Mas obrigada mesmo. Fico te devendo umas cervejas."
Mano, que mulher. Com aliança no dedo, pede ajuda pro suporte da empresa e diz que está devendo cervejas. Cara, a minha mulher falou isso?
Eu lendo, não acreditava: "Sério, amor? Você disse isso? Na cara dura?"
Ela respondeu: "Ué, amor. Só disse que tava devendo umas cervejas. A minha amiga até escutou e comentou: 'E amiga, hein… não aguentou ficar só olhando ontem, né?'"
Eu estava em êxtase, completamente doido de tesão. Ela viu e sentiu a minha afobação e disse: "Amor, calma. Você precisa ser mais calmo. Nem terminei de contar."
Eu: "O quê? Contar o quê? Fala, amor, contar o quê?"
Cara, que filha da puta — ela mandou: "Perai…"
Caralho, que raiva. As horas não passavam.
Depois de uns 15 minutos, ela mandou: "Oi, amor. Então, na verdade, na hora que eu falei pra ele que tava devendo umas cervejas, ele respondeu: 'Olha que eu vou te cobrar, hein.'"
Ela: "A ideia é me cobrar mesmo. Anota meu WhatsApp, que fica mais fácil."
Meu amigo, eu pirado, enlouquecido, desacreditado. Falei: "Amor, sério? Jura?"
Ela: "Sério, amor. Vou até te mandar um presente."
Eu disse: "Presente? Como assim?"
Mais uma vez ela diz: "Perai." E lá se foram mais 40 minutos.
Dá pra imaginar que eu não conseguia mais trabalhar, né? Eu estava ficando louco em casa.
Então, 40 minutos depois, ela me manda um print. Era ele mandando "oi" pra ela e dizendo: "Esse é meu WhatsApp." E ela respondeu: "Anotado."
É, meu amigo. Agora sim. Eu sabia: agora eu vou ser corno. Agora vai. Não é possível.
Chegou em casa à noite, eu a recebi parecendo um cachorro, abanando o rabo, todo doce: "E aí, amor?"
Ela falou: "Calma, amor. Deixa eu chegar primeiro."
Depois ela me mostrou que ficaram trocando mensagens a tarde inteira. Falando do trabalho, de uma amiga, disso e daquilo. No dia seguinte, mais trocas de mensagens entre eles. Eu a milhão, toda hora querendo saber o que se passava, mas estava sempre atrasado — eles enviando mensagem o tempo todo.
Ele disse que tinha uma filha, que a ex-mulher estressava ele, que sentia falta de conversar com alguém… tá ligado, né? Aquela migué. Ele disse o bairro que morava — por sinal, a gente já tinha trabalhado naquela região. E acabou que ele falou: "Podíamos bater um papo qualquer dia à noite, depois do expediente."
E a minha mulher respondeu: "Sim. Daí já pago as cervejas que te devo. Não gosto de ficar devendo."
Ele falou: "Amanhã eu não vou fazer hora extra. Vou ficar de boa à noite."
Ela disse: "Legal. Que horas você fica livre?"
Ele: "Podemos nos encontrar às 19h30 no posto X."
Ela respondeu: "Tá bom. Combinado."
Quando ela me contou tudo isso, eu estava pasmo. Feliz, mas ao mesmo tempo completamente perdido. Caralho, que rápido. Que fácil. Que direto. Não é possível.
Dia seguinte. Ela foi trabalhar. Saía às 17h50. Veio direto pra casa, pelo celular pedindo: "Amor, arruma a janta, porque eu vou só chegar, tomar banho e vou sair. Não vou conseguir fazer nada."
Eu ainda sem acreditar. Ela falando normal, como se fosse qualquer coisa. Ia chegar e sair pra encontrar um amigo negro do trabalho, à noite. Eu todo sem jeito, meio perdido.
Ela chegou, me deu um beijo: "Oi, amor. Preciso tomar banho, já são quase 19h."
Foi, entrou no banheiro, tomou banho. Saiu com uma roupa normal, se maquiou mais ou menos, bem leve, e disse: "Amor, não vou sair de vestido daqui pra não dar bandeira. Mas vou parar no posto e me troco, tá?"
Eu estava meio incrédulo. Tipo, eu tinha desejado tanto isso, tinha pensado tanto nisso — e estava acontecendo. Meio tão normal, tão natural. E ao mesmo tempo, meio sem certeza. Eles podiam só conversar. Afinal, era a primeira vez. Podiam só tomar uma cerveja num barzinho. A minha mente a milhão. Eu totalmente inseguro, perguntei: "Amor, você tem certeza? Tá tudo bem? Se não quiser ir, tá tudo bem. É à noite, eu vou ficar em casa sem carro."
Ela disse: "Relaxa, amor. Ele é do trabalho, é gente boa. Pode ficar tranquilo."
Eu: "Amor, é que fico preocupado."
Ela: "Eu sei, amor. Mas pode ficar tranquilo. Tá? Eu te amo. Preciso ir, se não vou me atrasar. Beijos."
Silêncio no WhatsApp. Nada de mensagem. 20 minutos depois: "Amor, consegui. Me troquei naquele posto. Já estou quase chegando onde combinei com ele, tá?"
Eu: "Tá bom, amor."
Ela lembrou: "Amor, não esquece de ligar pra gravar o áudio pelo celular, tá? Não esquece."
Ela não respondeu. 15 minutos depois: "Pronto, amor. Cheguei no posto onde combinei com ele. Pode deixar, amor, não vou esquecer de ligar não. Amor, ele chegou. Beijo. Te amo." E sumiu.
Isso foi às 19h43.
Eu em casa, perdido, alucinado, sem saber o que fazer, sem acreditar no que estava acontecendo.
20h, nada. Ela nem online estava.
20h15, nada.
20h30. Já se passava 1 hora. Nada.
Juro, meus amigos: me deu meio um desespero. Uma vontade de chorar. Um desconsolo.
21h20. Recebo uma mensagem dela: "Oi, amor."
Eu tremendo no celular. Juro, tremendo mesmo, sem audição.
"Oi, amor."
Ela mandou: "Perai, tô dirigindo…"
Alguns minutos depois, ela mandou: "Oi, amor. Vou gravar um áudio."
O áudio dela: "Oi, amor. Pronto. Agora você é corno. Eu fui com ele. Inclusive já marcamos que a próxima vez vai ser no motel. Estou na pista, já já chego em casa."
Eu fiquei ali, parado, perdido. "Amor, tá tudo bem?"
Ela: "Sim, amor."
Ela disse: "Amor, eu gravei tudinho pra você."
Eu, pasmo, sem querer conversar muito — ela estava dirigindo e eu não podia mandar áudio, minha filha não poderia ouvir.
Ela mandou mais um áudio: "Amor, posso chegar em casa de vestido mesmo?"
Eu: "Sim, amor. Vou colocar a nossa filha pra dormir e seguro ela lá. Você entra e já vai direto pro banheiro se trocar."
Ouvi o portão abrir. Ela chegou, entrou direto no banheiro. Foi rápido. Colocou uma roupa de ficar em casa. Deitou ao meu lado da cama, junto à minha filha, e ficamos fazendo a nossa filha dormir.
Minha filha dormiu. Fomos pra sala. Já fui beijando ela: "E aí, amor? Como foi? Me conta tudo. Gostou?"
Ela respondeu: "Sim, amor. Foi muito bom. Sabe, o jeito dele…"
Eu, querendo saber tudo: "Me conta, amor. Tim tim por tim tim."
Ela começou a narrar.
"Então, amor. Eu estava no carro. Ele chegou com o carro dele, estacionou na minha frente e veio na minha direção. Foi a hora que eu te mandei que ele tinha chegado. Ele já foi pro lado da porta do passageiro, abriu e entrou. A gente se cumprimentou, e tal. Ele falou: 'Esse bairro é mó sussa, podemos achar um lugar pra conversar.' Eu disse: 'Ok, então vamos. Você me guia.'"
Fomos conversando do trabalho, dando risada. Começamos a falar de uma menina que tava saindo com outro, fofoca de trabalho. Paramos numa rua, num lugar. Daí logo acenderam uma luz. Resolvemos sair, mas eu disse pra ele: 'Eu conheço uma rua que é bem de boa.' Ele disse: 'Ok, então vamos pra lá.'
Fomos conversando, rindo do trabalho… Quando chegamos, era aquela rua perto da padaria. Eu conhecia a rua.
Ela continuou: "Estacionei. Me ajeitei no banco, coloquei uma das pernas em cima do banco, meio virada pra ele. Sabe que o vestido fica bem curto assim, né? Ele continuou falando, mas me secando — não parava de olhar minhas pernas. E eu não fiz questão nenhuma de puxar o vestido pra baixo, amor. Fiquei meio que encarando ele. Ele continuou falando e começou a dizer: 'Pô, achei que você nem ia anotar meu WhatsApp. Você, maior mulherão…' Olhei pra ele e disse: 'Sério? Gostou mesmo? Eu falei que tava te devendo. Eu sou mulher de palavra.' E meio que fui inclinando mais perto dele. E ele já foi e me beijou."
Ela fez uma pausa.
"Nossa, amor… muito bom beijar um negro. Aqueles lábios carnudos, sabe? É muito diferente. É muita carne, preenche a boca. Ele também tinha uma língua enorme, do tipo que preencheu a minha boca. Nossa, amor, eu gostei muito."
Ele já sugeriu: "Que tal ir pro banco de trás?" Claro que aceitei. Fomos pro banco de trás. Ele sentou no meio do banco. Ergui o vestido e sentei em cima dele, de frente. E começamos a nos beijar.
"Sabe, amor, negro tem a pele mais áspera. É mais rústica. Até o cheiro de negro é um cheiro forte, sabe? Nossa, amor, eu fiquei muito molhada. Ele me abraçando, me apalpando… não aguentei, amor. Tirei o vestido. Fiquei só de calcinha. Sentada no colo daquele negro gigante, só de calcinha, amor."
Ficamos nos beijando por um tempo. Ele começou a querer tirar a calcinha, mas o carro era muito apertado. Precisamos ajustar os bancos. Ele não sabia onde era a alavanca. Tive que me colocar entre os bancos pra apertar e empurrar os bancos pra frente — e ele começou a bater na minha bunda, dizendo que eu era muito gostosa. Nossa, amor, eu adorei ficar daquele jeito, levando tapa na bunda.
Quando eu voltei, sentei ao lado dele. Consegui tirar a calcinha enquanto ele baixava as calças. Mas ele falou: "Caramba, não trouxe camisinha." E eu respondi: "Relaxa. Eu trouxe."
Eu mesmo não tinha lembrado desse detalhe. Em nenhum momento ela havia me dito que tinha comprado camisinha. Não preciso dizer que, enquanto ela falava tudo isso, eu estava boqueaberto, sem reação, perdido.
Mas ela continuou: "Ele colocou, amor. E me chamou pra sentar de novo, igual antes." E aí ela me contou o que eu precisava ouvir — e o que eu temia. "Nossa, amor… não era tão grosso, mas era muito comprido. Ficava batendo lá no fundo. Parecia que chegava no umbigo, amor. Foi muito bom."
O carro estava todo fechado. Os vidros embaçaram. Tava um calor — parecia que a gente tinha acabado de tomar banho. "Amor, eu não imaginava que o cheiro de preto era tão bom. Não sei explicar. É diferente. Tudo neles é diferente — a pele, a textura, a língua. Tudo muito áspero. Amor, eu amei."
E o que veio depois foi o que mais me marcou: "O bom é que ele disse que quer de novo. Disse que no motel, pra me arregaçar — porque ali no carro ele não tinha como se mexer direito."
Eu, sem palavras. Com muito tesão e com um misto de medo. Sei lá, não sei dizer o sentimento direito. Pedi pra ela: "Me mostra como vocês ficaram no carro."
Ela me levou. Pediu pra eu entrar e sentou em cima de mim: "Assim, amor." E me beijou.
Cara, sim. Eu era corno. Sim, a minha mulher transou com um negro. Sim, ela gostou. Sim, ela disse que já combinou de ir de novo. Sim, sou corno. Corno de verdade.
Não o tipo de corno que participa, que transa a três. Não. Ela saiu com um cara do trabalho. Se encontraram, foram pra uma rua escura, se beijaram. Foram pro banco de trás. Do meu carro. Ficou completamente nua, com ele, dentro do nosso carro. E agora estava ali, normal, tranquila, me contando tudo.
Cara, eu sou corno.
Ela disse que tinha marcado no motel. Mas o motel nunca veio. O banco de trás veio. De novo.