Meu pai decidiu fazer um churrasco pra aproveitar os últimos dias quentes no fim do verão. Fazia isso no pátio do Oficina e da casa dele. Entre o prédio da Oficina e a casa, tinha um pátio grande, com grama, e uma parte com uma churrasqueira, pia e um telhado fazendo sombra. E ainda tinha a parte do canil no fundo.
Meu pai virava as carnes na churrasqueira de tijolos, o tio Roberto e o Seu Jorge — cliente antigo dele — estavam sentados nas cadeiras de plástico, cervejas na mão, rindo de alguma piada. O Lucas, meu outro primo, filho do tio Roberto, estava encostado no muro, no celular, mas seus olhos me seguiam sempre que eu passava. E ainda, tinha o Marcos, ajudante do meu pai no Oficina.
O Marcos estava diferente. O mecânico de 25 anos, moreno e musculoso de levantar motores, não tirava os olhos de mim. Quando eu passei por ele para levar uma garrafa de refrigerante, senti sua mão roçar discretamente na minha coxa, um toque rápido que só nós dois percebemos.
O Imperador solto pelo pátio. O pastor alemão sentia algo no ar — ou talvez fosse o meu cheiro, o calor do meu corpo excitado. Ele vinha por trás de mim, enfiava o focinho baixo na minha saia, dava lambidas rápidas na minha panturrilha. Os homens riam quando ele tentava montar na minha perna, suas patas dianteiras subindo, a protuberância da capa dele saindo.
— Esse cachorro tá sentindo o cio de alguma cadela da vizinhança — o Seu Jorge comentou, tomando um gole na cerveja.
Meu pai me observava de longe. Nossos olhos se encontraram por um instante. Ele sabia. Sabia que eu estava molhada, que o cachorro sentia meu desejo. Ele deu um leve aceno com a cabeça, quase imperceptível, e voltou a atender a carne.
— Laurinha — o Marcos chamou, a voz rouca. — Acho que acabou a cerveja na caixa térmica. Tem mais na geladeira de dentro?
— Vou buscar — respondi.
— Eu ajudo. A caixa é pesada.
Saímos juntos. O pátio é grande, a casa dos fundos fica a uns vinte metros, separada pela área de serviço. Enquanto andávamos, o Imperador nos seguiu, farejando, abanando o rabo. Marcos caminhava perto demais de mim, seu braço roçando no meu.
Entramos pela porta dos fundos, na cozinha. O som do churrasco ficou abafado, distante. Eu abri a geladeira, abaixando para pegar as cervejas do fundo, sentindo a saia subir completamente. Quando me virei, Marcos estava parado atrás de mim, bloqueando a passagem.
— Você tá me matando hoje — ele disse. — Com essa saia, essa blusa...
— O que você quer, Marcos? — perguntei, fingindo inocência, mas sentindo a calcinha encharcar. — Que liberdade é essa? Nunca te dei abertura. Se meu pai sabe...
Ele não respondeu. Avançou, me empurrou suavemente contra a geladeira, e desceu a boca para a minha. O beijo foi rápido, quente, desesperado. Sua mão subiu direto para meu seio, apertando por cima do tecido fino, encontrando o bico duro.
— Porra, Laurinha — ele gemeu contra minha boca. — Eu penso em você o dia todo. Quando seu pai não tá olhando...
— Aqui não — eu sussurrei, mas não o empurrei. — Eles podem entrar.
— Pow, eu sei que vc quer tb — ele insistiu. — Eu fico te olhando toda vez que vc vem aqui. Vc é lindinha demais. E sabe disso. Sabe provocar.
— Mas...para com isso. Se meu pai chega aqui.
— Vc é novinha, bonita, sei que tá se descobrindo. Deve estar com vontade de muita coisa. — Ele me beijou de novo e eu não tentei sair dessa vez. — Sou louco em vc. Sou um cara maneiro, vc me conhece, sou de boa. E posso te ensinar tantas coisas gostosas. Vc me deixa maluco, sabia?
— Por favor...eu não posso. — Já estava com tesão, achava ele muito gostoso. Jovem, forte, másculo. — Temos que voltar pra lá.
— Então rápido — ele disse, já abrindo a calça jeans. — Só um pouco. Só para eu aguentar voltar lá fora.
Ele tirou o pau para fora. Era bonito, mais escuro que o do meu pai, menos grosso mas comprido, a cabeça rosada e brilhante, já escorrendo desejo. Eu caí de joelhos no chão da cozinha, o azulejo frio contra as pernas. O Imperador farejou perto, curioso, mas eu o afastei com a mão.
— Vem — eu disse, olhando para cima, para os olhos do mecânico.
Ele gemeu alto quando coloquei a boca nele. Usei a língua como meu pai me ensinou, circulando a glande, lambendo o salgado que escorria, depois engolindo mais fundo. Marcos segurou na borda da geladeira, as pernas trêmulas, a respiração ofegante.
— Porra, que boca gostosa — ele gemeu, olhando para baixo, vendo meus lábios se fecharem em torno dele. — Isso, chupa, Laurinha, chupa tudo...
Eu acelerava, sentindo o gosto dele, o cheiro masculino de suor e sabonete. Uma das mãos dele desceu para minha cabeça, guiando o ritmo, empurrando suavemente para entrar mais fundo na minha garganta. Eu deixava, relaxando, sentindo o tesão crescer entre as minhas pernas.
Foi quando ouvimos um rangido na porta.
Marcos congelou, o pau ainda na minha boca. Nós dois olhamos para o lado, paralisados.
Era o Lucas. Meu primo. Ele estava parado na entrada da cozinha, os olhos arregalados, o celular na mão esquecido. Ele nos viu. Viu eu, de joelhos, a saia subida, a boca cheia do pau do Marcos, os olhos lacrimejando de esforço.
O silêncio foi absoluto. Só o som distante do churrasco lá fora, e a respiração pesada de Marcos.
Eu não me movi. Fiquei paralisada, o coração batendo tão forte que parecia sair pela boca. O que o Lucas faria? Gritaria? Contaria para todos?
Mas então vi. Vi a calça jeans dele. O volume enorme, a protuberância óbvia, dura como pedra. Ele estava excitado. Muito excitado.
— Lucas... — eu disse com a voz trêmula.
Meu primo não disse nada. Deu dois passos para dentro, fechando a porta da cozinha atrás dele. Seus olhos estavam vidrados, fixos em mim, depois subindo para o pau do Marcos, depois voltando para o meu rosto.
— Vocês são loucos — ele sussurrou, mas a voz saiu rouca, cheia de desejo. — Meu tio tá lá fora. O seu pai. E vocês...
— Não conta nada, pelo amor de Deus — Marcos pediu, ainda com o pau na mão, ainda duro, pulsando. — Por favor, cara. Não quero confusão. Não posso perder o emprego.
Lucas olhou para mim. Eu ainda estava de joelhos. Eu vi quando ele engoliu em seco, quando a mão dele foi para a própria calça, ajustando o volume doloroso ali. Ele era mais novo que o Marcos, bem mais novo. Lucas tem 18 anos, um garotão ainda se descobrindo, meio bobo, só fala de futebol e videogame, mas é legal.
— Tá bom, caralho. Eu não vou contar — ele disse, avançando. — Mas eu quero também.
— O quê? — Marcos perguntou, confuso.
— Ela chupou você — Lucas disse, a voz firme agora, os olhos sedentos. — Eu quero também. Ou eu conto tudo lá fora agora.
Eu olhei para Marcos. Ele hesitou, depois assentiu. Estávamos reféns do momento, do desejo, do risco.
— Tá bom — eu disse, a voz saindo mais ousada do que me sentia. — Mas rápido. E silêncio.
O Lucas não precisou de mais convite. Ele abriu a calça, puxou o pau para fora. Era diferente do Marcos — mais claro, mais grosso na base, a cabeça vermelha e brilhante, vênias saltadas. Ele tremia de excitação.
— Sempre te achei uma delicia — ele admitiu, a voz falhando. — Nunca pensei que rolaria... porra, Laurinha, você é minha prima.
— Só vem — eu disse. — Deixa eu aliviar esse tesão.
Ele se aproximou. Eu peguei ele na mão, senti o calor, a pulsação. Marcos recuou um pouco, observando, ainda se masturbando devagar. Eu olhei para cima, para os olhos do meu primo, e abri a boca.
O grito abafado que ele deu quando eu engoli foi uma das coisas mais excitantes que eu já ouvi. Ele não tinha experiência — gemia, se contorcia, as mãos procurando onde se segurar. Eu guiei ele, colocando as mãos na minha cabeça, ensinando o ritmo. Marcos observava, ofegante, a mão acelerando no próprio pau.
— Isso, prima — Lucas gemeu. — Porra, isso, sua boca é quente demais...
Eu alternava. Um pouco no pau do Lucas, depois voltava para o Marcos, depois de novo no primo. A cozinha pequena cheirava a sexo, a desejo masculino, a saliva. O Imperador, no canto, rosnava baixinho, sentindo a energia, mas ficou afastado.
— Vou gozar — Lucas avisou, a voz estrangulada. — Laurinha, vou gozar, tira, tira...
Eu não tirei. Apertei a base, acelerei a língua na glande, e senti. Os jatos quentes, enchendo minha boca. Ele gozou jorrando abundante, as mãos apertando minha cabeça sem força. Eu engoli, tudo, sentindo o gosto do meu próprio primo escorrendo pela minha garganta.
Quando ele terminou, tropeçou para trás, encostando na parede, ofegante, os olhos vidrados.
— Meu Deus — ele sussurrou. — Meu Deus do céu.
Voltei para o Marcos. Ele estava no limite, a mão acelerando, o rosto contorcido. Eu o levei de volta à boca, chupando com força agora, querendo terminar, querendo sentir o gosto dele também. Ele não durou trinta segundos. Agarrou minha cabeça, empurrou fundo, e explodiu. Gozou na minha língua, jatos grossos e quentes, enchendo minha boca de novo. Eu engoli, sentindo o gosto diferente, mais intenso.
Ficamos ali, em silêncio. Eu de joelhos no chão, os dois homens encostados nas paredes opostas, ofegantes, as calças abertas, os paus ainda duros. O som do churrasco voltou à nossa consciência — risadas lá fora, o som de garfos na grade, o latido do Imperador.
— Ninguém pode saber — Marcos disse, finalmente, ajustando a calça.
— Ninguém — concordou Lucas, ainda tremendo. — Isso é... é entre nós.
Eu me levantei, ajeitei a saia, passei a mão nos lábios. O gosto deles dois ainda estava na minha boca, marcado na minha língua. Fui até a pia, enxaguei a boca, passei água no rosto. Olhei no espelho — meus olhos brilhavam, as bochechas coradas, o cabelo bagunçado. Eu parecia uma garota que tinha acabado de fazer sexo. Me recompus, fui no banheiro rápido.
Pegaram as cervejas da geladeira, colocaram na caixa térmica. Marcos e Lucas já estavam arrumados, fingindo normalidade, mas os olhos deles me seguiam com um brilho novo, uma cumplicidade selvagem.
Saímos juntos, os três. O sol ainda batia forte no pátio. Meu pai olhou para nós quando voltamos, seus olhos perscrutadores. Ele notou algo — talvez o brilho no meu rosto, talvez a forma como Marcos e Lucas me olhavam agora, diferente.
— Demoraram — ele disse, a voz neutra, mas eu senti a pergunta subjacente.
— A gente estava conversando um pouco — respondi, sorrindo, colocando as cervejas na mesa.
O tio Roberto pegou uma cerveja, abriu, nem notou nada. O Seu Jorge continuava bêbado, cantarolando. O Imperador veio cheirar minha perna, farejando o cheiro que impregnava minha pele, e dessa vez eu deixei, acariciando a cabeça dele.
Meu pai se aproximou de mim, por trás, enquanto eu arrumava os pratos. Sua voz baixa, só para mim:
— Você se comportou, filha?
— Sempre, pai — respondi, sentindo o coração disparar de novo.
— Boa garota — ele sussurrou, e eu senti a mão dele deslizar discretamente pela minha coxa, por baixo da saia, verificando, sabendo. — Depois a gente conversa. No quarto.
Eu assenti, sentindo a excitação voltar com força. A tarde de churrasco continuava, o sol caía, os homens riam, e eu estava ali, no centro de tudo, com o gosto de dois homens na boca e a promessa do meu pai na pele. A noite ainda era longa.