Ela não ligava para o risco. Não ligava se era bonito ou feio.
Queria a emoção e quando estava atrás desse prazer, virava uma puta única.
O engraçado é que apenas esperou completar 18. Era o prazo dela.
A van preta não era um veículo de transporte; era uma extensão do corpo de Sabrina. O interior cheirava a couro sintético, fumaça de cigarro barato e aquele odor adocicado de sexo antigo que impregnava os bancos.
No banco de trás, ela estava nua. Não havia roupa, não havia vergonha. Havia apenas a pele branca, esticada e brilhante, exposta ao ar frio que entrava pelas janelas. Seus seios, pesados e com mamilos escuros e eretos, balançavam com um ritmo hipnótico a cada buraco na estrada de terra da serra. A vulva, já inchada e brilhante de lubrificante natural, pulsava com cada batida de seu coração. Ela passava a língua no lábio inferior, saboreando a antecipação.
Sabrina adorava essas aventuras com os criminosos, usando apenas uma mascara e fazendo tudo o que queria de sujo com a ajuda deles. Adorava o risco.
No banco do motorista, Rato dirigia com uma calma predatória. No passageiro, Boca, o maior dos quatro, cruzava os braços, os músculos do bíceps esticando a camisa. Atrás, no banco do meio, Frio e Tranca observavam. Não eram apenas guarda-costas. Eram os cúmplices. Eram os donos da "cobrança" que Sabrina fazia em troca do seu dinheiro sujo. Eles sabiam que, por essa noite, a van era deles. E que ela, a Mascarada, era o troféu compartilhado.
Para eles era ótimo, ganhavam uma bela grana, assistiam as putarias da chefe e depois fodiam ela com gosto.
Não sabiam o nome ou de onde ela vinha, mas pagava bem e com gratificação gostosa.
— Outra ideia doida, hein, Mascarada — Boca comentou, olhando pelo retrovisor, o olhar pegajoso nos seios dela.
— Vocês me conhecem, gosto de lugares diferentes para minhas putarias.
— Clínica de velho. Você não cansa?
Sabrina abriu as pernas um pouco mais, expondo a fenda úmida e rosada para o ar frio. Ela virou o pescoço, sentindo o olhar de Frio na nuca.
— Canso quando fica seguro — ela respondeu, a voz rouca, carregada de um desejo que não era só para o homem que viria.
— E isso daqui... isso vai ser um show. E vocês vão gostar da plateia.
— Você é suja e louca mulher. Hahaha.
Frio, no banco de trás, sorriu de canto, os olhos brilhando.
— Vocês irão tomar conta do lugar, manter o pessoal quietinho e bonzinho.
— A gente fica na entrada. Qualquer barulho estranho, a gente resolve. Rápido.
Ela sorriu. Era o sorriso de quem já tinha a resposta. Ela sabia que eles estavam duros. Sentia a tensão no ar, o cheiro de testosterona misturado com o perfume dela. A van era uma câmara de pressão sexual.
Apesar deles serem perigosos e não existir certeza de que um dia não irão se voltar contra ela. Sabrina insistia em sair com eles, sempre se encontrando em algum lugar isolado e já entrando nua na van.
Se desse algo de errado, com certeza a largavam pelada e seria o fim.
A clínica apareceu no fim da estrada, uma estrutura isolada, quase engolida pelo mato seco. Poucas luzes. Silêncio. Quando a van parou, os quatro desceram primeiro. Não saíram com pressa. Saíram com a ameaça silenciosa de homens que já haviam matado por menos. Eles se espalharam no pátio, ocupando espaço, criando uma barreira humana.
Sabrina saiu por último. Seus pés descalços cravaram no cascalho frio. O impacto fez seus mamilos endurecerem ainda mais. O vento da serra batia em sua pele exposta, causando uma arrepiante sensibilidade que ela adorava. Ela sabia que os homens a observavam. Sentia os olhares pesados nas costas, nas coxas, na vulva. Era o combustível.
Ela foi andando na direção da porta, como se uma garota totalmente nua de mascara fosse normal.
Dentro, o cheiro de álcool em gel e papel higiênico era inconfundível. Dois enfermeiros e um médico de jaleco branco, uns cinquenta anos, cabelo grisalho e olheiras profundas, levantaram-se.
O médico viu a mulher nua entrar acompanhada de quatro homens armados e a mandíbula travou. Seus olhos desceram pelo corpo dela, parando nos seios, deslizando para a vulva úmida, e voltaram rápido para o rosto, pálido de choque e desejo reprimido.
— Boa noite, doutor — disse Sabrina, parando na frente dele, os braços cruzados sobre o peito, empurrando os seios para cima.
— Preciso que o senhor me leve até um dos pacientes. Um senhor... pode ser com quase oitenta anos.
O médico engoliu em seco. A língua pareceu seca.
— Isso não é possível. Aqui tem protocolo de privacidade...
Um dos homens se aproximou dele. Fazendo o médico gelar.
— O senhor vai fazer — respondeu ela, a voz calma, cortante.
— Olha para mim, acha que preciso de protocolos? Se nem de roupa eu preciso.
Ela se aproximou do médico, dando um abraço e encarando ele nos olhos.
— Será divertido. Faremos uma brincadeira. Serei sua enfermeira, viu docinho?
— E vai convencer o paciente de que eu não estou nua. Que é alucinação dos remédios. Entendeu?
— Vai ser muito triste, se ela não acreditar.
Ele não respondeu imediatamente. Rato, que estava parado atrás dela, esfregou levemente a coronha da arma na coxa de Sabrina.
A visão era sensual e assustadora ao mesmo tempo.
O médico acenou com a cabeça, pálido, o suor já brotando na testa.
— Entendi.
Sabrina pegou uma touca cirúrgica e uma máscara da bancada. Colocou as duas no banheiro, assim mantendo sua identidade protegida.
A touca prendeu seu cabelo loiro, a máscara cobriu nariz e boca. O resto do corpo ficou à mostra sob a luz fluorescente fria. A combinação de roupa médica e nudez total era obscena. Ela sentiu uma onda de excitação subir pelas costas. A máscara era sua armadura e seu convite.
— Vamos doutor, os pacientes não podem ficar sem o nosso auxilio. Falou com um tom erótico.
Eles entraram no quarto. O paciente, Seu João, um homem frágil, estava sentado na poltrona. Ao ver Sabrina, os olhos se arregalaram. A boca se abriu, mas nenhum som saiu.
— Doutor... — a voz saiu embargada.
— Por que a enfermeira está nua?
O médico forçou a voz, trêmula.
— Ela não está nua, seu João. Olha bem. É efeito da medicação. Alucinação visual. Já conversamos que isso pode acontecer com o remédio novo.
O velho piscou, confuso, o olhar preso nos seios dela que balançavam levemente.
— Mas... parece tão real. Os peitos... a boceta... tudo. Quero dizer, desculpa....
Sabrina se aproximou, parando bem ao lado dele. Inclinou-se, a máscara a poucos centímetros do rosto do velho.
— Como o senhor me vê exatamente? — perguntou, a voz abafada pela máscara, mas com um tom de provocação.
— Fala baixo. Descreve. Não precisa segurar a língua.
O velho ficou vermelho até o pescoço. A mão tremeu em cima da manta.
— Inteira nua. Peito grande... bunduda... sem pelo embaixo. E tá olhando pra mim. A boceta tá... brilhando.
— E o que o senhor sente?
Ele engoliu em seco.
— Vergonha. E... tesão. Faz muitos anos que eu não sinto isso. Achei que tinha morrido já.
O médico intervenho, a voz tensa, tentando recuperar o controle.
— É só o remédio, seu João. Daqui a pouco passa. Vamos terminar a checagem.
Ele apressou o atendimento, medindo pressão com mãos trêmulas. O velho não tirava os olhos do corpo de Sabrina. Quando terminou, chamou um enfermeiro. Enquanto levavam o paciente para outro corredor, o homem ainda olhava para trás, balançando a cabeça: — Remédio forte pra cacete... parecia verdadeira...
A porta se fechou.
O silêncio ficou pesado. O ar no quarto parecia mais quente.
Sabrina não falou nada. Ela sentia o coração acelerado. Não era apenas o ato sexual que vinha. Era o poder. Era a visão do homem que tentava manter a fachada profissional desmoronando. Ela olhou para a porta, sabendo que os quatro estavam do lado de fora. Sentiu o olhar de Boca através da madeira. Ele estava duro. Ela sabia.
Ela tirou a prancheta da mão do médico, colocou em cima da mesa e subiu no colo dele de frente. Nua. A máscara e a touca ainda no lugar. Sentou-se exatamente em cima do pau que já estava duro dentro da calça. O tecido da calça estalou sob a pressão. Ela esfregou a buceta molhada contra o volume, devagar, olhando nos olhos dele. A sensação do glande pressionando contra a entrada úmida dela fez um gemido baixo escapar da garganta dela, abafado pela máscara.
O médico respirou fundo, a cara vermelha.
— Isso é loucura...
Ela apenas rebolou mais uma vez, sentindo ele latejar. Depois abriu o cinto e a calça com calma, tirou o pau para fora e se encaixou. O frio da pele dele contra a quente dela. Desceu até o fundo num único movimento, engolindo ele por inteiro. Um gemido abafado escapou da garganta do homem, os dedos se cravando na borda da mesa.
Sabrina começou a foder no colo dele em silêncio. Subia e descia com o quadril, os seios balançando na frente do rosto do médico. De vez em quando apertava os músculos lá dentro, arrancando sons engasgados dele. As mãos dele foram para a cintura dela, segurando com força, como se ela fosse cair. Ela deixou.
O barulho molhado da buceta engolindo o pau preenchia o quarto. Slick, slick, slick. O som era obsceno, úmido, real. Ela sentia o controle absoluto: o homem que minutos antes tentava manter a postura agora metia para cima, perdido, enquanto ela usava o corpo dele em silêncio.
— Tá duro pra caralho… — ela murmurou, quase sem voz, os olhos arregalados, fixos.
Sabrina que tremia atrás da máscara com cada estocada.
Ela só rebolou mais fundo, como resposta. Aumentou o ritmo. O pau batia no fundo dela, no ponto G, causando ondas de prazer que faziam suas coxas tremerem. Ela abriu as pernas mais, permitindo que ele fosse mais fundo. O jaleco dele estava amassado, sujo de suor.
Do lado de fora, ela ouviu o som abafado de uma risada. Boca. Ele estava assistindo. Ela sentiu o prazer dela se intensificar, sabendo que seu sexo estava sendo consumido não apenas pelo homem, mas pela sua gangue.
Ela gozou primeiro. Um espasmo violento que apertou o pau dele. O líquido quente jorrou de sua vulva, escorrendo pelas coxas dele, sujando a calça. Ela continuou se movendo, montando em cima dele, sentindo o orgasmo ondular por seu corpo.
Ele gozou em seguida, com um gemido abafado, o corpo rígido. O pau pulsava dentro dela, soltando sêmen quente na cavidade dela. O cheiro de sexo impregnou o ar estéril.
Quando terminou, ela se levantou devagar. Ajeitou a touca, olhou uma última vez para o homem destruído na cadeira, o pau ainda mole e escorrendo, e saiu do quarto ainda nua.
No corredor, os quatro criminosos esperavam. A atmosfera mudou. O ar era carregado de uma energia sexual agressiva. Boca assobiou baixo ao ver a porra escorrendo pela coxa dela.
— Foi rápido, hein, Mascarada.
Sabrina não respondeu. Apenas caminhou em direção à saída. Mas, antes de entrar na van, ela parou. Olhou para Boca. Ele deu um passo à frente. Ela se entregou. Não foi um ato de submissão, mas de entrega. Ele a puxou pelo cabelo, e ela abriu as pernas, oferecendo a boceta ainda inchada e molhada. Ele a fodeu contra a parede do corredor, forte, rápido, sem preliminares. O som de seu pau batendo em sua carne ecoou no corredor vazio. Frio e Tranca assistiram, e Rato ficou de guarda.
Ela gozou de novo, dessa vez gritando, a máscara caindo no chão. O sêmen dele misturou-se ao dela, escorrendo pelo chão.
Quando terminou, ela pegou a máscara, colocou no rosto e entrou na van.
Lá dentro, enquanto a van descia a serra, ela tirou a touca. O cabelo loiro caiu solto. Entre as pernas ainda pulsava, úmida, cheirando a sexo e a sêmen de três homens diferentes.
Mais uma noite. Mais um lugar onde ela não devia estar. Mais um homem que não ia esquecer.
E a vontade, como sempre, só tinha aumentado. Ela lambia os lábios, sentindo o gosto de metal, suor e sêmen, e sorriu para a escuridão. A van cheirava a vitória.



