O amigo dos meus pais

Cheguei no portão da casa de meus pais em Saquarema no final da manhã de sábado. A ideia de surpreende-los na casa de praia parecia um gesto carinhoso, mas tentei abrir o portão de madeira, sem sucesso, pois o ferrolho estava fechado. Ouvi sons que não pertenciam a um sábado familiar. O barulho vinha da piscina. Curioso, toquei a campainha, mas não me identifiquei, quando meu pai abriu o portão, levou um susto com minha presença inusitada.
- Oi, filho! Você aqui? Que surpresa!
Meu pai falou, num tom de voz que parecia anunciar minha presença a quem estava na piscina.
Caminhei em direção à área de laser. Ao dobrar a esquina da varanda, a imagem congelou. Minha mãe estava na piscina acompanhada de um outro homem. Visivelmente assustada, ela usava um biquíni fio dental, muito diferente do que ela estava acostuma a usar.  Ao lado dela, um homem de ombros largos e olhos predatórios, tentava disfarçar sua excitação. Minha mãe ajeitava a parte de baixo do biquíni, o rosto tingido de um vermelho profundo que não era do sol. O homem, Paulo, apenas sorriu, a água escorrendo pelo peitoral.
Minha mãe gaguejou, tentando recuperar a compostura enquanto a respiração ainda estava errática. 
- Fernando! Você... você não disse que vinha!
- Eu não disse porque queria fazer uma surpresa. 
Senti o estômago revirar, mas a visão de Paulo, impassível e com um brilho de malícia no olhar, plantou uma semente de curiosidade doentia em mim. O sábado e o domingo passaram sob uma tensão insuportável. O almoço foi servido em silêncio, interrompido apenas pelo tilintar dos talheres. Paulo agia com muita naturalidade, trocando olhares cúmplices com meus pais. 
Na piscina, quando meus pais não estavam próximos, eu apreciava o corpo perfeito daquele deus grego. Alto, moreno, musculoso e com um volume na sunga que me fazia salivar. Quando ele notava que eu estava olhando pra ele, correspondia com um sorriso sacana e uma leve segurada em sua rola, por cima da sunga.
No domingo à tarde, quando chegou a hora de partir. Paulo, montado em sua superbike, me ofereceu carona. 
- Vem, garoto. Eu te levo até a cidade. A estrada está limpa.
Subi na garupa. O contato do corpo de Paulo, a firmeza das costas do homem contra meu peito, despertou a lembrança da piscina. Quando a moto parou num semáforo, gritei perto do ouvido dele. 
- Você parece muito amigo dos meus pais. 
- Paulo soltou uma risada rouca. 
- Você fala como se fosse um crime, Nandinho. Seus pais são generosos. E você? Está com ciúmes?
- Ciúmes de quê?
O sinal abriu e continuamos nossa viagem.
Depois de meia hora, o céu, que antes brilhava, desabou em uma cortina de água torrencial em questão de segundos. A visibilidade sumiu. O vento empurrava a moto para o lado, tornando a viagem perigosa. 
- Precisamos parar!
Paulo gritou sobre o barulho da chuva. Ele avistou a placa neon piscando: Motel.
O letreiro era a promessa de um teto. Entramos no quarto com as roupas coladas ao corpo, gotas de água escorrendo pelos tecidos finos. Eu tremia, não apenas pelo frio, mas pela proximidade sufocante de Paulo. O homem tirou a jaqueta de couro, revelando a musculatura tesa sob a camiseta molhada que se moldava ao torso. 
- Tira essa roupa, Nandinho. Você vai pegar uma pneumonia.
- Eu consigo me despir sozinho.
Respondi assustado.
- Não parece que consegue. Está tremendo como uma vara verde.
Paulo caminhou em minha direção, a distância desaparecendo. O cheiro de chuva, asfalto e testosterona invadiu minhas narinas. Ele não esperou minha permissão; suas mãos agarraram minha cintura, puxando-me com força contra o quadril duro. O volume do pau dele, mesmo através do jeans, pressionava a base da minha coluna. 
- Você passou o fim de semana inteiro me olhando, querendo saber como eu faço. Quer que eu te mostre?
Não respondi. Ele me beijou avidamente, uma colisão de línguas que trocava saliva com urgência. Paulo era dominante, me empurrando contra a parede do quarto. As mãos do homem desceram rapidamente, tirando a minha calça e cueca, expondo minha pele pálida ao ar frio do quarto e uma ereção que entregava todo o meu tesão por aquele homem maravilhoso. Paulo me virou de costas, roçando minhas coxas. Suspirei alto, perdendo o controle de minha respiração. 
Ato contínuo, me jogou na cama de bruços, caindo por cima de mim. Seu corpo pesado me enlouquecendo de prazer.
Paulo deslizou sua boca pelas minhas costas até chegar a minha bunda; abriu minhas nádegas e usou a língua para lamber meu cuzinho, sugando com uma voracidade que me fez arquear as costas. 
- Você é muito gostosinho!
Paulo murmurou, a voz vibrando contra a pele. O homem levantou-se e despiu-se com movimentos lentos. O pau de Paulo saltou, imenso, veiado e latejante, com a glande rubra e úmida. Ele pegou um saché de lubrificante no bolso da jaqueta e despejou uma quantidade generosa na palma da mão. Paulo massageou meu anel, os dedos forçando a entrada com precisão. O som de sexo preenchia o quarto, a fricção do lubrificante misturando-se com a umidade natural. 
- Você vai sentir um prazer inesquecível.
Meu novo amante posicionou a cabeça do pênis contra a abertura contraída. Com um impulso vigoroso e lento, ele tentou me penetrar, sem sucesso.
- Relaxa, Nandinho! Você vai gostar.
Numa nova tentativa senti a cabeçorra entrar. 
- Ainnnn!!!
Soltei um gemido abafado, os olhos lacrimejando enquanto sentia as paredes de meu intestino serem esticadas. O pau de Paulo era grosso, preenchendo cada centímetro do meu reto. 
- Caralho... você é apertado demais...
Ele rosnou, os dentes cravados no meu ombro. O ritmo acelerou. O som tornou-se rítmico e visceral, a pele dos quadris de Paulo batendo contra as minha bunda com estalos úmidos. 
Num movimento firme, ele me colocou de quatro, voltando a me penetrar num só golpe.  Meu corpo balançava, a cama rangendo a cada estocada profunda que atingia meu intestino, enviando choques de prazer por toda a espinha. Paulo começou a socar com mais violência. Em um momento de frenesi, o pênis escorregou parcialmente devido ao excesso de lubrificante e suor, apenas para ser empurrado de volta com força total, me fazendo soltar um grito rouco. 
- Isso... assim, mete tudo!
A fricção tornou-se insuportável. Eu sentia o calor emanando do ponto de conexão, o cheiro de sexo e suor impregnando o lençol. Paulo me agarrou os cabelos, puxando minha cabeça para trás enquanto descarregava as últimas estocadas, rápidas e brutais. O clímax veio como uma explosão. Paulo gemeu alto, o corpo tensionando enquanto jorrava jatos quentes de sêmen profundamente dentro de mim. Gozei simultaneamente, o líquido branco espalhando-se pelo lençol, sem que precisasse de toque. Desmoronamos, ele sobre mim, a respiração pesada misturando-se ao som da chuva que ainda açoitava as janelas do motel. Paulo afastou-se lentamente, o vácuo da saída do pênis produzindo um som úmido e pegajoso. Ele olhou para mim, que ainda processava a intensidade do ocorrido. 
- E então? Ainda quer saber da minha amizade com seus pais ou resposta suficiente?
Sorri, sentindo a viscosidade do sêmen escorrer por suas coxas. 
- Acho que vou precisar de mais umas horas contigo para analisar os detalhes.

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Ficha do conto

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fernandokaff

Nome do conto:
O amigo dos meus pais

Codigo do conto:
274206

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
09/10/2026

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