Sem julgamentos, toda esposa precisa de uma aventura de vez em quando, traição ou desejo?

Um relato para mulheres...

Meu nome é Clara. Tenho trinta e dois anos, sou casada há sete com o Marcelo. Vivemos numa casa confortável no subúrbio, com um jardim que cuido com afinco e um silêncio que, nos últimos tempos, começou a pesar. Marcelo viaja muito a trabalho — é gerente comercial — e eu fico. Fico cuidando da casa, das plantas, dos nossos dois gatos, e de um vazio que cresce dentro de mim sem que eu consiga nomeá-lo.

Sou morena clara, cabelos castanhos longos que carrego normalmente num rabo de cavalo desleixado. Tenho 1,68m, corpo que meu marido chama de “violão” — seios médios mas firmes, cintura fina, quadris largos, coxas grossas que sempre foram minha insegurança até Marcelo dizer que as amava. Minha buceta, ele diz ser perfeita — lábios rosados e carnudos, um clitóris sensível que adora ser acariciado, mas que tem visto cada vez menos ação.

O dia começou como qualquer outro. Marcelo estava em São Paulo por três dias. A lâmpada do escritório pifou, e o disjuntor daquele cômodo vivia desarmando. Liguei para um eletricista indicado pelo zelador, um tal de Seu Geraldo.

Quando ele chegou, minha primeira impressão foi de susto. Não era um “seu” no sentido carinhoso. Era um homem. Com H maiúsculo. Deve ter uns sessenta anos, mas o tipo de sessenta que parece ter vivido o dobro. Alto, 1,85m fácil, com ombros que pareciam carregar o mundo. Pele morena queimada de sol, braços grossos e musculosos, tatuagens antigas desbotadas nos antebraços. Cabelo grisalho cortado rente, olhos castanhos escuros que pareciam ver tudo de uma vez. Usava uma camisa de botões cinza, aberta no colo, e uma calça jeans surrada que era justa demais. Justa o suficiente para eu notar, com um pequeno salto no coração, o volume considerável entre as pernas.

“Dona Clara?” perguntou ele, a voz era um rugido baixo, áspero, como se tivesse engolido areia e fumaça a vida toda.
“Sim. Entre, por favor. O problema é no escritório.”

Ele entrou, trazendo consigo o cheiro de suor limpo, tabaco e algo mais… algo terroso, primitivo. Meus olhos foram involuntariamente para suas mãos — grandes, calejadas, com veias salientes. Mãos que sabiam trabalhar.

Enquanto ele examinava a fiação, fiquei na porta, observando. Havia uma confiança nele, uma autoridade silenciosa que me fez sentir… pequena. E, estranhamente, segura.

“Problema besta”, anunciou ele, virando-se. Seus olhos me escanearam, do meu rabo de cavalo aos meus pés descalços. Não foi um olhar de desejo vulgar, foi uma avaliação. Como se estivesse medindo a resistência de um fio. “Resolve em meia hora. Vou precisar subir na escada ali no corredor.”

“Pode precisar do que quiser”, respondi, minha voz soando mais ofegante do que eu gostaria.

Enquanto ele trabalhava, fui à cozinha preparar um café. Minhas mãos tremiam levemente. Por quê? Era apenas um eletricista. Um homem mais velho, rude, do tipo que nunca atrairia minha atenção normalmente. Mas havia algo nele… algo animal. Algo que me fez lembrar que eu era, antes de tudo, uma fêmea.

Quando levei o café, ele estava sentado no chão do corredor, organizando suas ferramentas.
“Obrigado, dona Clara. Sentar um pouquinho, essas velhas costas.”
Ele falava de um jeito direto, sem cerimônia. Sentei-me na ponta do banquinho da entrada, a uma distância segura.

Foi ele quem começou a conversa.
“Seu marido viaja muito?”
“Sim. Trabalha com vendas.”
“E você fica aqui sozinha. Cuidando do ninho vazio.”
A observação foi tão certeira que me doeu.
“Algo assim”, admiti, tomando um gole de café.

Ele olhou para mim por um longo momento, como se estivesse decifrando um circuito complexo.
“Mulher bonita como você… deve ter muitos pretendentes.”
Eu ri, um som nervoso. “Não sou mais garota, Seu Geraldo.”
“Geraldo. Só Geraldo. E não é sobre ser garota. É sobre ser mulher. Mulher de verdade.” Ele fez uma pausa, seus olhos fixos nos meus. “Já pensei nisso, sabe? Traição.”

A palavra caiu entre nós como uma pedra num lago quieto. Eu engasguei.
“Desculpe?”
“Traição. Mas não traição de sentimento. Só de corpo. Um momento de prazer, dois adultos consentindo, depois cada um segue seu caminho. Seria traição mesmo?”

Meu coração começou a bater mais rápido. O que era aquela conversa?
“Eu… acho que sim. É quebrar um voto.”
“Voto feito em outra época, com outra cabeça”, ele argumentou, sua voz suave, persuasiva. “Eu, na minha juventude, era um galanteador. Conheci muitas mulheres. Muitas casadas.” Ele sorriu, um sorriso que revelou dentes um pouco amarelos, mas fortes. “E descobri uma coisa: as mais carentes, as que mais precisam de um pouco de fogo, são justamente as esposas. As que ficam sozinhas, com seus desejos engavetados.”

Eu não conseguia olhar para outro lugar senão seus olhos. Eles eram hipnóticos.
“Que pensamento horrível”, disse eu, mas minha voz não tinha convicção.

“É? Ou é humano? O que os olhos não veem, o coração não sente. Um pouco de prazer escondido… faz mal a quem?” Ele inclinou-se para frente, seus braços musculosos repousados sobre os joelhos. A calça jeans esticou, e o volume entre as pernas ficou mais… definido. Era grande. Muito maior do que qualquer coisa que eu já tivesse visto. Meus olhos pousaram lá por uma fração de segundo antes de eu forçá-los a subir.

Ele viu. Claro que viu.
“O calor tá forte hoje”, ele comentou casualmente, como se não tivesse acabado de sacudir os alicerces da minha moralidade. “Tudo bem se eu tirar a calça e ficar só de short? É mais prático pra trabalhar.”

“Claro”, sapei, minha garganta seca.

Ele foi ao banheiro. Quando voltou, vestia um short de tactel preto, velho e justo. E ele claramente, claramente, não usava cueca. O volume agora era não só visível, mas inegável. Uma protuberância sólida, longa, que delineava a forma de um pênis em ereção completa mesmo através do tecido. Meus olhos traíram-me novamente, ficando presos lá por tempo demais.

Ele sorriu, um sorriso de predador que farejou o medo — e o interesse — da presa.
“Vou subir na escada pra finalizar. Pode me dar uma ajuda, segurar a base?”

Assenti, incapaz de falar. Minhas pernas pareciam de algodão quando me levantei.

Ele subiu. O short subiu com ele. E lá, quando ele esticou o braço para alcançar algo no teto, a barra do short recuou o suficiente. E eu vi. Não tudo, mas o suficiente. A base de seu pênis, emergindo de um emaranhado de pelos grisalhos escuros. A pele era mais clara, quase rosa, contrastando com o resto de seu corpo bronzeado. Era… bonito. De uma beleza animal, primitiva. E era enorme. Mais grosso e mais comprido do que o de Marcelo. Muito mais.

Um calor intenso inundou minha virilha. Senti minha calcinha de algodão simples ficar úmida de repente. Lutei contra a onda de vergonha, mas meu corpo não obedecia. Meus olhos estavam grudados nele.

Ele desceu alguns degraus, ficando mais à minha altura. Sua expressão era de conhecimento total.
“Tudo bem, Clara? Parece que viu um fantasma.”
“Estou… bem”, menti.

Ele desceu mais um degrau, ficando agora apenas um acima de mim. Aquele volume monumental estava agora à altura do meu rosto.
“Sabe”, ele começou, sua voz um rugido baixo, íntimo. “Às vezes a gente pensa demais. A vida é curta. Uma aventura de vez em quando… qual o mal?”

“Eu sou casada”, disse eu, mas era um sussurro fraco, uma última defesa prestes a ruir.

“E eu sou um eletricista que vai embora daqui a meia hora. Ninguém nunca vai saber.” Ele desceu o último degrau, ficando agora frente a frente comigo. Seu corpo era uma torre de calor e masculinidade. O cheiro dele me envolvia — suor, metal, homem. “É só uma hipótese, Clara. Um ‘e se’. E se a gente desse só um beijo? E se você apenas… tocasse? Para saber como é.”

Minha mente gritava NÃO. Meu corpo gritava SIM. Minha buceta pulsava, latejava, exigindo atenção. Anos de desejo reprimido, de fantasias que eu nunca ousei contar a ninguém, subiam à superfície como um vulcão.

“E se…” eu comecei, minha voz trêmula, “…eu fizesse coisas que só vejo em filmes?”
Os olhos dele acenderam com uma chama predatória.
“Que coisas?”
“Coisas… que uma esposa direitinha não deve fazer.”
“Mostra pra mim”, ele ordenou, não pediu.

E então, alguma coisa dentro de mim estalou. Talvez fosse o cansaço da solidão. Talvez o desejo sufocado por anos. Talvez a atração animal irracional por aquele homem que era tudo o que Marcelo não era — bruto, direto, perigoso.

Com um gemido que era rendição e libertação, eu me ajoelhei.

O rosto dele se transformou em pura satisfação.
“Isso. Boa garota.”

Minhas mãos tremiam quando elas se fecharam em torno de suas coxas robustas. O tecido do short era fino. Eu podia sentir o calor dele, a rigidez do músculo, a pulsação do pênis tão perto.

“Tira”, ele ordenou.

Eu puxei a cintura elástica do short para baixo. E ele surgiu. Meu Deus. Era uma obra-prima da natureza masculina. Longo, tão longo que a cabeça arroxeada quase chegava ao seu umbigo. Grosso, com veias salientes que pareciam mapas de rios em relevo. A pele era como cetim, esticada sobre a carne dura por baixo. Os pelos na base eram crespos, grisalhos, e seu saco — Deus, seu saco — era pesado, cheio, pendurado como duas frutas maduras.

Eu nunca havia visto algo assim. Nunca havia sequer imaginado. Era assustador. E era a coisa mais excitante que já vira.

“Cheira”, ele sussurrou. “Sabe como é o cheiro de um homem de verdade.”

Eu obedeci, inclinando-me para frente. O cheiro era intenso — salgado, musgo, testosterona pura. Era o cheiro do sexo, do pecado, da liberdade. Um gemido escapou dos meus lábios.

“Agora, sua putinha carente”, ele rosnou, sua mão se enfiando nos meus cabelos. “Mostra que você sabe o que fazer.”

Eu abri a boca.

O primeiro contato foi elétrico. A pele da cabeça dele era macia como veludo, mas a carne por baixo era dura como aço. Era quente. Incrivelmente quente. Eu o lambi, experimentando o sabor salgado do pré-gozo. Ele gemeu, um som gutural que ecoou pelo corredor vazio.

Então eu o engoli.

Ou tentei. Ele era grande demais. Eu engasguei, babando, minhas lágrimas escorrendo pelo rosto. Mas não parei. Era como se uma fome ancestral tivesse sido despertada. Eu queria tudo. Queria sentir ele na minha garganta, queria o gosto dele, queria sua perda de controle.

Minhas mãos trabalhavam na base enquanto minha boca sugava a cabeça. Eu fazia coisas que havia visto em vídeos pornô que assistia escondida quando Marcelo viajava — rodava a língua na coroa, chupava as bolas, massageava o períneo com os dedos.

“Caralho, sua vadia gostosa”, ele rosnou, suas ancas começando a bombear para frente. “Você nasceu pra isso. Pra mamar rola de macho.”

Suas palavras eram sujas, degradantes. E me excitavam mais do que qualquer declaração de amor. Eu era uma vadia naquele momento. Sua vadia. E amava cada segundo.

Ele então me puxou pelos cabelos, me forçando a levantar.
“Agora eu quero ver essa buceta perfeita que seu marido não sabe usar.”

Com mãos trêmulas, eu puxei meu shorts e minha calcinha úmida para baixo. Minha vulva estava exposta, inchada, meus lábios rosados e úmidos abertos, meu clitóris avantajado pulsando visivelmente.

Ele assobiou baixinho.
“Lindo. Um presente. De quatro. Agora.”

A autoridade em sua voz não deixava espaço para dúvidas. Eu virei, apoiando as mãos no chão, erguendo minha bunda para ele. A humilhação era total. E o prazer, indescritível.

Ele não foi gentil. Cuspiu na própria mão, lubrificou seu pau monstruoso, e sem cerimônia, enterrou.

Eu gritei. Um grito de dor e prazer absoluto. Ele preencheu espaços em mim que eu não sabia que existiam. Cada centímetro sua entrada era uma conquista, uma violação, uma benção.

Ele começou a foder, e era foder mesmo. Não fazer amor. Era brutal, primal. Suas mãos grandes agarravam meus quadris, suas coxas batiam nas minhas nádegas a cada estocada. O som do nosso sexo era obsceno, animal.

“É isso que você queria, sua esposinha carente?” ele rosnava a cada investida. “É isso que você sonhava sozinha na sua cama vazia?”

“Sim!” eu gritava, meus dedos arranhando o piso. “Sim, seu macho! Me destrói!”

Eu estava perdendo a cabeça. A moralidade, o casamento, os votos — tudo desmoronou sob o peso daquele prazer visceral. Ele me fazia girar, me deitava de costas, me levantava contra a parede. Experimentava cada posição, cada ângulo, como se eu fosse um brinquedo novo e fascinante.

Em uma dessas posições, com minhas pernas sobre seus ombros, ele acessou um ponto dentro de mim que fez o mundo explodir em cores. Um orgasmo tão violento, tão total, me atingiu que eu pensei que iria desmaiar. Gritei até ficar rouca, meu corpo convulsionando em ondas intermináveis de prazer.

Ele não parou. Continuou a me foder enquanto eu ainda tremia, seu próprio prazer chegando ao clímax.

“Onde?” ele grunhiu, suas estocadas ficando caóticas, profundas. “Onde você quer minha porra, sua puta?”

“Dentro!” eu supliquei, já fora de mim. “Me enche! Quero sentir você dentro de mim o dia todo!”

Com um rugido final, ele se enterrou até o fundo e explodiu. Eu senti o jorro quente inundando meu útero, pulsando em ondas intermináveis. Ele ficou imóvel por um longo momento, despejando tudo dentro de mim, antes de se retirar lentamente.

Caímos no chão, os dois ofegantes, cobertos de suor, seus fluidos escorrendo pelas minhas coxas. O cheiro do sexo enchia o corredor.

Ele foi o primeiro a se levantar, puxando seu short para cima. Eu continuei deitada, nua, despenteada, sentindo seus fluidos vazarem de mim. A realidade começava a voltar, e com ela, a vergonha. O que eu tinha feito?

Ele se vestiu, recolheu suas ferramentas. Então, seus olhos caíram na minha calcininha de algodão branco, jogada no canto, escura de umidade.

Sem dizer uma palavra, ele a pegou. Cheirou profundamente, com os olhos fechados, um sorriso de satisfação em seu rosto. Então, dobrou-a cuidadosamente e colocou no bolso de trás da calça.

Meu troféu, seu olhar disse.

Ele então se aproximou, ajoelhou-se ao meu lado e pegou meu queixo, forçando-me a olhá-lo.
“Primeira vez de muitas, Clara. Essa sede que você tem… um gole só não mata.”
Ele me deu um beijo rápido, possessivo, depois se levantou.
“O disjuntor tá novo. Não vai dar mais problema.”
E com isso, ele pegou suas coisas e saiu.

Fiquei deitada no chão do corredor por muito tempo, seu sêmen escorrendo de mim, seu cheiro impregnado na minha pele, sua calcinha no bolso dele.

A vergonha veio, sim. Mas foi breve. Porque sob ela, mais forte, mais viva do que nunca, havia uma faísca. Um desejo despertado. Uma fome que agora conhecia seu alimento.

Eu me levantei, fui até o banheiro e me olhei no espelho. Meus lábios estavam inchados. Meus olhos, brilhantes. Meu corpo, marcado.

E sorri. Um sorriso lento, secreto, de mulher que descobriu um segredo proibido.

O eletricista se foi. Mas o desejo que ele acendeu… esse ficou.

E eu sabia, com uma certeza profunda e perigosa, que isso não tinha sido um fim.

Tinha sido um começo.


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Ficha do conto

Foto Perfil ursodf45
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Nome do conto:
Sem julgamentos, toda esposa precisa de uma aventura de vez em quando, traição ou desejo?

Codigo do conto:
274472

Categoria:
Traição/Corno

Data da Publicação:
12/10/2026

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