A MULHER DA MESA 12

Eduardo está sentado, olhando o cardápio sem muita atenção, quando sente um olhar. Ergue a cabeça e cruza com o sorriso discreto de uma mulher na mesa ao lado. Ela era loira, com o cabelo na altura dos ombros, e usava um vestido azul que realçava suas curvas. O marido ao lado dela, mais velho, cabelos brancos, estava atento ao celular, mas percebeu a troca de olhares e ergueu os olhos também, com um sorcebo sutil, quase imperceptível.
Eu retribuí o sorriso, um pouco surpreso, e voltei para o cardápio. Mas a imagem dela ficou na minha cabeça. Alguns minutos depois, o marido se levantou para atender uma ligação, e ela aproveitou para se virar na minha direção.
— Desculpe a intromissão, mas eu vi que você está sozinho. Viajar a trabalho costuma ser uma maneira muito chata de conhecer restaurantes, não acha?
Eu sorri.
— Me acostumei. Minha vida é uma sucessão de jantares solitários em hotéis executivos. Já nem sinto mais falta.
Ela riu, um som gostoso.
— Pois eu sinto. Adoro comer bem e conversar. Meu nome é Marta, aliás.
— Eduardo. Prazer.
Nesse momento, Roberto, o marido, voltou para a mesa. Marta não fez cerimônia.
— Amor, este é o Eduardo. Estávamos justamente comentando sobre a sina dos viajantes solitários. Ele está aqui a trabalho.
Roberto estendeu a mão com um aperto firme.
— Roberto. Seja bem-vindo ao clube. Embora eu hoje viaje a lazer, passei décadas nessa correria. A gente se acostuma, mas a gente não gosta.
A conversa fluiu com uma naturalidade que me surpreendeu. Falamos de viagens, de trabalho, das pequenas diferenças entre gerações. Eles estavam na cidade por um evento empresarial, Roberto explicou, mas já estavam de folga. Aos poucos, a conversa foi ficando mais pessoal. Marta, com uma curiosidade que não era maldosa, mas direta, perguntou sobre minha vida.
— E você, Eduardo, é casado?
— Não, solteiro.
— Então você ainda tem a liberdade de aproveitar as cidades que visita. Roberto nunca me deixa. Para ele, viagem a trabalho é só trabalho.
Ela deu de ombros, um brilho nos olhos.
— Quer dizer, eu até entendo. Aos 59 anos, já aprendi que a idade não impede ninguém de sentir curiosidade, atração ou vontade de viver experiências novas.
Eu sorri, sentindo o papo esquentar.
— Está falando por experiência própria?
Roberto, que até então observava em silêncio, interveio com um sorriso seco.
— Cuidado, Eduardo. Ela sempre está.
Marta riu.
— Estou falando porque a vida fica muito mais interessante quando a gente não finge que deixou de sentir as coisas.
Enquanto ela falava, eu não podia deixar de notar o decote do vestido dela com seio saltando, a maneira como se inclinava sobre a mesa. E seus olhos não me abandonavam. De vez em quando, eles desciam para minha boca, ou para meu peito, e eu sentia um calor crescer na barriga. Roberto percebia tudo, mas em vez de ficar enciumado, parecia até animado.
— Ela sempre encontra alguém interessante para conversar quando viajamos, ele comentou em um certo momento, como se contasse um segredo.
Eu não resisti.
— Sério? Isso costuma acontecer?
Roberto olhou para a mulher, com um cumplicidade transparente.
— Sempre. Às vezes eu descubro quando chego da rua no quarto e já tem companhia lá. Mas quando acontece, geralmente eu fico sabendo antes dela admitir.
Os três rimos, mas por baixo da risada havia uma tensão elétrica. Eu já não estava mais jantando. Eu estava flertando abertamente com a mulher de outro homem, e aquele homem não só permitia, como incentivava.
Quando o jantar terminou, Roberto bateu a palma na mesa.
— Bom, a conversa está boa demais para acabar aqui. Que tal continuarmos com um conhaque no bar do hotel?
Eu não hesitei.
— Adoro a ideia.
Marta sorriu, satisfeita.
— Ótimo. Mas fica combinado que o próximo conhaque é por minha conta.
E nos levantamos, os três, como se fossem velhos amigos que estavam apenas dando continuidade a um encontro. E de certa forma, éramos.
No bar, Marta sentou-se ao meu lado, bem perto, e Roberto na nossa frente. A conversa se tornou mais íntima, mais erótica. Marta perguntou sobre a vida amorosa de Eduardo.
— Você é solteiro, mas namora? Costuma ter muitos casos?
Eu disse que sim, que não era de ficar muito tempo sozinho.
— E vocês? Há quanto tempo estão juntos?
— Trinta e dois anos, disse Roberto.
— E a paixão continua, completou Marta.
O conhaque escorria pela garganta, queimando e aquecendo. A música baixa do bar, as luzes suaves, tudo contribuía para a atmosfera. Marta colocou a mão sobre a minha, na mesa. Seu toque era firme, quente. Eu olhei para ela e ela me olhou de volta. Seus olhos diziam tudo.
— Você sabe, Eduardo, a vida é muito curta para desperdiçar com falsidades. Eu e o Roberto aprendemos isso há muito tempo.
Roberto sorriu.
— Ela gosta de dar aula, mas nunca avisa quando começa a prova.
Marta riu.
— Isso não é uma aula. É um convite.
E se inclinou e me beijou. Um beijo molhado, profundo, com língua e tudo. Eu retribuí com a mesma intensidade, sentindo o gosto do conhaque em sua boca. Quando nos separamos, Roberto aplaudia, com um sorriso.
— Bela prova.
O bar estava esvaziando. Era quase meia-noite.
— Acho que aqui está ficando um pouco público, disse Roberto. Que tal subirmos para a nossa suíte? Temos uma pequena sala de estar e uma varanda. E o conhaque está gelando lá em cima.
Marta olhou para mim, esperando minha resposta. Eu não disse nada, apenas assenti. E subimos. A suíte era enorme, confortável. Roberto preparou o conhaque e Marta colocou uma música baixa.
A conversa continuou, mas agora a tensão era palpável. Marta sentou-se ao meu lado no sofá, e Roberto na poltrona em frente.
— Então, Eduardo, o que você mais gosta de fazer com uma mulher?
A pergunta dela foi direta, sem rodeios.
Eu olhei para ela, e depois para Roberto. Ele acenou com a cabeça, como se dissesse "pode falar".
— Gosto de tudo, disse eu. Mas adoro uma mulher que sabe o que quer. Que não tem medo de pedir. Que não tem vergonha do próprio prazer.
Marta sorriu.
— Eu sou assim.
E se inclinou e me beijou de novo. Dessa vez, o beijo foi mais longo, mais intenso. Eu a puxei para mais perto, minhas mãos percorrendo suas costas, sentindo o calor do seu corpo. Roberto observava, com um olhar de puro deleite.
Quando nos separamos, Marta olhou para o marido.
— Quer participar?
Roberto sorriu e se levantou.
— Com o maior prazer.
E se sentou ao meu lado, do outro lado de Marta. E aí começou. Um beijo, um toque, uma mão que roça. As mãos de Marta no meu rosto, na minha nuca. As mãos de Roberto no ombro dela, depois descendo para as costas dela. Eu senti a mão dela deslizar para a minha coxa, e então para entre minhas pernas. Eu estava duro, e ela sentiu.
— Oh, disse ela. Alguém está feliz de me ver.
E começou a me massagear por cima da calça. Eu gemi, baixinho. Roberto se inclinou e começou a bebericar o pescoço de Marta. Ela fechou os olhos, com um sorriso de satisfação.
— Isso é bom, disse ela. Muito bom.
E eu senti a mão de Roberto se juntar à da esposa em minha virilha. Eles se massageavam mutuamente, e a mim, em uma espécie de dança erótica. A calça estava apertada. Eu precisei abrir o zíper. Meu pau saltou para fora, livre.
— Lindo, disse Marta. Muito lindo.
E se curvou e o pegou na boca. Eu gemi alto, dessa vez. Sua boca era quente, molhada, e ela sabia o que estava fazendo. Enquanto me chupava, Roberto beijava sua nuca e suas costas, suas mãos explorando o corpo dela.
— Ela é boa, não é? ele sussurrou no meu ouvido.
— incrível, respondi.
E ela era. Ela usava a língua, os lábios, um leve uso de dentes que me deixava louco. Eu a puxei pelos cabelos, controlando o ritmo. Ela me olhava nos olhos, enquanto me chupava, e seus olhos brilhavam de prazer.
Roberto se ajoelhou atrás dela, levantou o vestido dela e descobriu que ela não usava calcinha. Ele começou a lamber sua buceta, e ela gemeu em volta do meu pau. A vibração do seu prazer era quase insuportável.
— Sim, amor, disse ela. Assim. Não pare.
E continuou me chupando com mais fome. O quarto estava cheio de gemidos, de cheiros de sexo e conhaque. Era um caos delicioso.
Eu senti que ia gozar.
— Vou gozar, avisei.
Ela não parou. Se pelo contrário, ela me chupou com mais força. E eu gozei. Gole após gole na boca dela. Ela engoliu tudo, depois me beijou, passando um pouco do meu próprio leite para a minha boca.
— Delicioso, disse ela.
Roberto se levantou, com um sorriso.
— Agora é a minha vez.
E ele se sentou no sofá, abrindo o zíper da calça. Seu pau não era tão grande quanto o meu, e nao estava duro pois a muito tempo nao tinha uma ereção. Marta se ajoelhou na frente dele e começou a lhe dar um boquete tentando fazer endurecer. Eu fiquei assistindo, excitado.
Roberto me chamor e pediu meu pau em sua boca, e foi quase instantaneo, quando ele comecou a me mamar seu pau endureceu na boca de sua esposa. Ele gemeu, com a boca cheia do meu pau.
— Ela é mágica, disse ele. Sempre foi.
E eu concordei com a cabeça. Era. Uma mulher madura, sexy, que sabia exatamente o que queria e não tinha medo de pegar.
Eles fizeram amor ali, na minha frente. Roberto comeu Marta com uma paixão que eu não esperava. Ele era um bom amante, atento, generoso. E ela respondia com igual intensidade. Eu me masturbei, assistindo a eles.
Depois, foi a minha vez de comer Marta. A buceta dela era molhada, quente. Eu a penetrei com força, e ela gritou de prazer. Roberto a beijava, mexia em seus seios. Os três éramos um só corpo, uma só alma.
Exploramos cada cantinho da suíte naquela madrugada. No chão, na cama, no banho. Cada ato, um novo descobrimento.
Em um determinado momento, estávamos na cama. Marta de quatro, eu comendo ela por trás, e Roberto na frente dela, com o pau na boca dela. O ritmo era intenso, sincronizado.
— Mais, pedia ela. Mais.
Eu a peguei com mais força, e ela gritou. Roberto a beijou, engolindo seus gritos.
Depois, uma ideia passou pela minha cabeça.
— Roberto, disse eu. E se a gente fizesse junto?
Marta parou de mamar e me olhou, com os olhos brilhantes.
— Sim, disse ela. Por favor.
Roberto hesitou por um segundo, depois sorriu.
— Por que não?
E deitou-se de costas na cama. Marta montou nele, encaixando o pau dele na buceta. Eu me posicionei atrás dela, botei um pouco de lubrificante no meu pau e no cu dela. Ela estava relaxada, pronta.
Empurrei com cuidado, e meu pau entrou devagar. Ela gemeu, um som baixo e profundo.
— Isso, disse ela. Isso.
Comecei a me mexer, em um ritmo lento. Roberto começou a se mover por baixo dela. Nós dois, dentro dela, ao mesmo tempo. Era uma sensação incrível. Apertada, quente.
Aumentamos o ritmo. Marta estava louca de prazer, gritando, pedindo mais.
— Não parem, implorava. Por favor, não parem.
E a gente não parou. Fizemos amor com uma fúria selvagem, até os três chegarmos ao limite.
E gozamos. Juntos. Um grito uníssono de prazer puro, absoluto.
Caímos na cama, exaustos, satisfeitos. Enroscados como gatos, suando, respirando ofegante.
— Isso foi incrível, disse Marta, com a voz rouca.
— Incrível, concordei.
Roberto não disse nada, apenas nos abraçou.
E dormimos assim, os três, numa pilha de corpos satisfeitos.
***
Eu acordei no meio da noite, com uma sensação estranha. Algo molhado, quente, no meu pau. Abri os olhos e vi Marta, com os cabelos despenteados, me chupando com uma dedicação que me deixou sem fôlego.
Ela me olhou e sorriu, com o pau na boca.
— Estava com sono, mas acordei com vontade.
E continuou. Ela era habilidosa, sabia exatamente como me levar ao limite e me manter lá, por um longo tempo, antes de me levar ao clímax.
Quando eu gozei, ela engoliu tudo, de novo, e depois veio se deitar ao meu lado.
— Agora posso dormir, disse ela.
E fechou os olhos. Eu a abracei, e dormi de novo.
***
Roberto acordou com a luz do sol da manhã entrando pela janela. Marta não estava ao seu lado nem eu. Ouviu risos baixos, conversas vindas da sala. Se levantou, ainda nu, e foi até lá.
Marta estava sentada no pau de nosso amigo, delirando de tesao e me chamou para participar

Ele se aproximou, seu pau já duro de novo, e se ajoelhou atrás dela. Ele a comeu, junto comigo. Foi rápido, intenso. Um café da manhã de prazer.
Depois, fomos para a cozinha da suíte, ainda nus. Roberto fez café, Marta pegou alguns pães e frios. A conversa era leve, descontraída. Como se fossemos velhos amigos que passam a manhã juntos, vestidos ou não.
Mas a hora de partir se aproximava. Eu tinha uma reunião, e eles tinham que fazer o check-out.
Nos vestimos. A nudez que nos uniu deu lugar às roupas que nos separavam. Nos encontramos no corredor, perto do elevador.
— Eduardo, disse Roberto. Da próxima vez que vier à cidade, você precisa sair do hotel. Há muito mais para ver aqui do que salas de reunião.
Marta sorriu.
— E eu conheço os melhores restaurantes.
— Vocês voltam em breve?
— Provavelmente no mês que vem, disse Roberto.
Trocamos contatos. Sem promessas, apenas um "se a gente se encontrar, legal".
Marta me abraçou.
— Foi uma noite muito diferente do que eu tinha planejado, disse ela no meu ouvido.
— Para mim também. Eu só tinha reservado uma mesa para jantar.
Roberto completou:
— A mesa 12, pelo que me lembro.
Os três rimos. Então Marta se ajoelhou e Roberto fez o mesmo, os dois juntos, e me deram um boquete de despedida, um último presente. Eu gozei nos rostos deles, uma última marca da nossa noite.
Eles se limparam, e nos despedimos com um aperto de mão e um sorriso.
No caminho para a reunião, meu celular vibrou. Era uma mensagem de Marta: "Obrigada pela noite. Boa sorte na sua reunião. B".
Eu sorri, guardei o celular e entrei no prédio do cliente.
Na sala de espera, um colega de trabalho me viu.
— E aí, Edu. Descansou ontem?
— Mais do que eu esperava, respondi, com um sorriso.
Sentei-me e esperei minha vez, pensando na mesa 12, no jantar que não foi apenas um jantar, na mulher que eu não esperava encontrar, no marido que me surpreendeu, na madrugada que mudou tudo.
Às vezes, a melhor parte de uma viagem de trabalho não é o trabalho. É o imprevisto. É o que acontece quando a gente se abre para o desconhecido, para o inesperado, para o prazer. É o que acontece na mesa 12.


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Nome do conto:
A MULHER DA MESA 12

Codigo do conto:
276027

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
01/11/2026

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