— Você beija assim todas as suas novas amizades? — Rita provocou, com a voz levemente divertida.
Mariana riu baixinho.
Dessa vez, foi Rita quem tomou a iniciativa, segurou Mariana delicadamente pela cintura e voltou a beijá-la. Mariana correspondeu sem hesitar, aproximando-se ainda mais.
Gil acompanhava a cena a poucos passos dali, já fechando a porta do quarto. Não havia desconforto em sua expressão, muito menos constrangimento. Pelo contrário, um sorriso discreto denunciava o quanto gostava de ver as duas à vontade.
Quando finalmente se afastaram, Mariana lançou um olhar para o marido.
— Gil...
Ele ergueu as sobrancelhas, fingindo inocência.
Mariana estendeu a mão para ele, sem tirar o sorriso do rosto.
— Vem cá. Não quero deixar você de fora.
Gil se aproximou, entrelaçando os dedos nos dela. Rita olhou de um para o outro, divertida, mas havia uma ponta de expectativa em seus olhos.
— Pelo jeito a coisa vai esquentar? — perguntou.
— Se você quiser, vai esquentar muito!
Mariana aproximou o rosto do marido e o beijou primeiro, num gesto familiar e carinhoso. Depois, voltou-se para Rita, convidando-a com um olhar. Rita se aproximou, e os três se encontraram num beijo compartilhado, um pouco desajeitado no primeiro instante, seguido de risos abafados e novas aproximações.
Mariana passou um braço em torno de Gil e manteve a outra mão na cintura de Rita. Entre um beijo e outro, olhou para os dois com uma expressão satisfeita.
Mariana baixou a mão, da cintura para a bunda de Rita e apertou com vontade
Rita sorriu:
— Hummm! Acho que vamos nos entender muito bem.
Mariana também sorriu, aproximando-se novamente
— Então acho melhor não desperdiçarmos a oportunidade.
Os três começaram a tirar as roupas um do outro.
Rita riu, divertindo-se com a cumplicidade dos dois.
— Vocês são sempre assim?
— Pior — Gil respondeu.
— Muito pior — confirmou Mariana, antes de olhar para Rita. — Mas você pode descobrir por conta própria.
Os três deitaram na cama ao mesmo tempo, abraçados.
— Que delícia Rita... — disse Mariana, com a voz aveludada, deslizando a mão até a coxa dela. — Eu te achei gostosa desde a primeira vez que te vi, mas agora assim de pertinho, com essa luz dourada do seu cabelo e esse corpo escultural... é impossível não sentir tesão.
Mariana foi subindo com a mão acariciando o corpo de Rita, até chegar na virilha
— Você não faz ideia de como eu passei o dia inteiro querendo saber como é sua bucetinha! — confessou, soltando uma risadinha enquanto acariciava a vagina dela por cima da calcinha.
Começou a baixar a calcinha com cuidado, mas a ansiedade a fez puxar com força e arrancar de uma vez.
Quando Rita ficou completamente nua, seus olhos se arregalaram, e um sorriso safado surgiu em seu rosto, uma exclamação de puro encantamento.
— Olha só que coisa mais linda essa bucetinha! — exclamou, levando uma das mãos para acariciá-la. — Rosadinha do jeito que eu imaginei! Bem-feita e delicada! E tá bem molhadinha!
Um sorriso vaidoso surgiu no rosto de Rita, e ela inclinou ligeiramente a cabeça, olhando para a própria vagina:
— Ah, é? Você acha mesmo que é linda assim? — perguntou, com um brilho divertido nos olhos.
Mariana confirmou, e Rita acariciou a si mesma.
— Bom, se minha buceta é tão bonita quanto você está dizendo, acho que ela merece um beijo, não acha? — provocou.
Em seguida, Rita ajeitou o corpo, abrindo ainda mais as pernas.
— Ou você vai me deixar aqui, toda elogiada e sem recompensa? — acrescentou, em tom brincalhão.
Mariana começou a passar a língua com uma energia impressionante. Lambia toda a extensão da buceta, de cima a baixo, repetindo o movimento com entusiasmo, como se não quisesse deixar escapar um único pedacinho sem uma boa lambida.
Gil, posicionado logo atrás de Mariana, não conseguia desviar os olhos das curvas da esposa, que mantinha a bundinha empinada enquanto chupava a buceta de Rita. Aquela visão o deixou encantado. Com um sorriso de admiração, aproximou-se ainda mais, até ficar bem junto dela.
— Rapaz, que visão maravilhosa! — murmurou.
Gil não hesitou em se firmar na cama, segurou a cintura de Mariana e começou a penetrar a buceta dela com força. O esforço logo se fez sentir: os músculos dos braços se contraíram, os ombros ficaram tensos e ele inclinou o corpo usando o peso para socar mais forte.
— Isso! Me fode gostoso Gil! — gritou Mariana.
Gil soltou um grunhido involuntário, consequência do esforço, e continuou empurrando a picha, respirando mais pesadamente a cada socada. Mesmo com o rosto contraído e a força exigida naquela socada forte, encontrava espaço para admirar a cena.
— Que delícia ver você lambendo a Rita! — disse, entre um gemido e outro.
Gil socava tão forte, que fazia o corpo de Mariana balançar. Os solavancos que a penetração de Gil interferiam no sexo oral: ora a cabeça dela avançava depressa demais, ora o movimento fazia sua boca desviar da buceta de Rita, interrompendo uma lambida para logo em seguida emendar duas ou três outras, rápidas e desajeitadas. As lambidas, antes ritmadas, tornaram-se irregulares, alternando algumas demoradas com outras apressadas, conforme o seu corpo sacolejava.
De vez em quando, dava uma lambida mais demorada, seguida de várias outras rápidas, até deixá-la arrepiada. Rita soltava gemidos e se contorcia.
Gil deslizou os dedos devagar pelos cabelos cacheados de Mariana, admirando a textura e o volume dos caracóis que ele tanto amava. Em seguida, inclinou-se para sussurrar no ouvido dela:
— Deus... vocês duas juntas são a minha maior fantasia... — sussurrou Gil, com a voz grave e rouca contra a pele do pescoço de Mariana.
Mariana inclinou a cabeça para trás, recebendo o carinho de Gil.
Gil deslizou os dedos pelos cachos de Mariana até alcançar suavemente a nuca. Com um carinho delicado, entrelaçou os dedos em seus cabelos e conduziu o rosto dela em direção do seu pau. Mariana acompanhou o movimento com um sorriso discreto, até abocanhar a piroca de Gil.
Gil manteve uma das mãos acariciando seus cachos enquanto recebia o boque-te.
Rita, que parecia ter saído de um transe começou a acompanhar a cena com um brilho divertido no olhar, cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha, fingindo indignação por estar de fora.
— Ah, eu também quero chupar essa picha! — anunciou, aproximando a boca do pau do Gil.
— Então venha cá — convidou ele,
— Nem precisa convidar duas vezes! — respondeu Rita, já chupando o saco de Gil.
— Olhar para vocês duas juntas é uma visão quase hipnotizante... — murmurou Gil, com a voz grave.
—Vamos ter que dividir! — decretou Mariana, segurando a picha.
— Hummm... que delííí... — disse Rita, com o pau na boca.
— O quê? Fala direito! — provocou ela, rindo ainda mais.
Rita tirou o pau da boca por um instante
— Eu disse que está delicioso!
— Ah, bom! Por um momento, achei que você estivesse tentando falar alguma língua desconhecida!
Entres sons exagerados de sucção e gemidos de prazer, a brincadeira continuou, com os duas se revezando no boquete. Um colocava o pau na boca, e, depois de alguns segundos, entregava para a outra
Depois de tanto chuparem e mordiscarem a picha, repentinamente Gil soltou um gemido alto:
— AAAAAH!
O gozo jorrou generosamente, e atingiu as duas, cobrindo-lhes os lábios, sujando o queixo e espalhando gotas pelas bochechas, pelos braços e pelo pescoço.
— Caraca Gil! — Disse Rita colocando as mãos na frente do rosto para se proteger – Parece um jegue gozando.
— Eu não fiz de propósito! — Respondeu
— Mas não podemos desperdiçar! – Disse Mariana sorrindo
Essa última frase foi suficiente para as duas começarem a rir descontroladamente. Gil continuava gozando, e cada tentativa de segurar a picha provocava novos jatos.
Mariana passou a língua pelos lábios, recolhendo o gozo que tinha respingado ali, e depois começou a limpar com a própria língua algumas gotinhas no queixo e na bochecha de Rita. Ele se contorcia tentando ficar parada enquanto ela terminava a tarefa.
— Para de rir! Assim eu não consigo! — reclamou ela
— É impossível! Você devia ver a sua cara!
Rita retribuiu o favor, limpando cuidadosamente o gozo que tinha ficado nos seios de Mariana. Ela tentou manter uma expressão séria, mas bastou sentir o contato da língua dela que deu mais gemido.
Entre lambidas, tentativas de limpeza e risadas, boa parte do gozo secou na pele
— Virou um grude! — disse Mariana
Rita passou a mão pelo próprio rosto e fez uma careta divertida.
— Deixa pra lá! Depois a gente toma um banho e resolve isso.
— É verdade. Não precisamos interromper a diversão por causa de uma gozada na cara.
— Vamos aproveitar para fazer outras coisas agora...
— Isso mesmo! Quero ver você sentada, quicando na picha do meu marido!
Ao ouvir isso, Gil se animou e deitou de barriga para cima, acomodando a cabeça no travesseiro e dobrando levemente as pernas até encontrar uma posição confortável e que favorecesse para Rita sentar na picha.
Por alguns instantes, ficou olhando para o lindo corpo de Rita, com as mãos repousadas ao lado do corpo. Depois, soltou um suspiro demorado.
— Ah, isso vai ser bom... — murmurou, ajeitando-se mais uma vez na cama.
Rita ajeitou as pernas para sentar em cima do pau do Gil.
No primeiro toque da buceta, Gil já sentiu que estava mais molhada e quente do que imaginava. O pau deslizou rapidamente para dentro. Com as mãos apoiadas no peito de Gil, Rita começou a impulsionar o quadril para cima e para baixo, num movimento ritmado, contraindo os músculos do abdômen e das pernas a cada repetição.
Gil aproveitou a entrega de Rita e deslizou a mão pelo seu corpo, sentindo a maciez da pele do ventre e subindo devagar até as costelas. Em seguida passou a massagear os seios.
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Rita soltava o ar em pequenas expirações, que se transformavam em sons mais audíveis conforme intensificava o movimento.
— Uff... ahhhh... assim... — Gemia
Ela acelerou por alguns instantes, quicando mais forte. A cintura subia e descia, os músculos ficavam cada vez mais tensos e sua respiração se tornava mais pesada.
Mariana começou a ajeitar o corpo para sentar na cara do Gil e de frente para Rita, posicionando sua buceta bem na boca dele.
Gil se assustou com o contato quente e úmido da buceta de Mariana na sua boca. Começou a mexer a cabeça de um lado para o outro.
— Ei, Mariana! — reclamou, em tom divertido. — Sua buceta está molhada demais! Desse jeito, vou acabar ficando com o rosto todo gozado!
Mariana sorriu, observando a expressão dele.
— Ah, para de reclamar e começa a me chupar! Além, do mais, agora pouco você gozou na minha cara!
Em seguida fez força para baixo, deixando o corpo descer e fazendo a buceta pressionar com mais intensidade.
Começou a esfregar com força na cara do Gil, deslocando a cintura alternadamente para a direita e para a esquerda, sem levantar o corpo.
Gil arregalou os olhos e começou a gesticular, tentando protestar:
— Mmmmmf! Nhããã, blub blub!
— O quê? Não estou entendendo! Pode falar mais alto!
Rita, que ainda estava cavalgando no pau do Gil, observava cada movimento. Quando Mariana ergueu os olhos, as duas se encararam.
Mariana inclinou ligeiramente a cabeça, sem interromper o movimento, e sustentou o olhar de Rita. Havia uma intensidade no ar, como se ambas estivessem tentando adivinhar o que a outra pensava. Por alguns instantes, parecia que nenhuma das duas tinha pressa de quebrar aquele contato visual.
Aos poucos, Mariana, ainda sentada na cara de Gil, inclinou o tronco para a frente, aproximando-se de Rita. Rita correspondeu ao gesto, também se inclinando, enquanto ambas procuravam manter o equilíbrio e continuavam movimentando a cintura.
Quando finalmente ficaram próximas, Mariana inclinou a cabeça e encostou os lábios nos de Rita, e se perderam e um beijo intenso.
Ao beijar Rita, Mariana apertou ainda mais a buceta contra o rosto de Gil,
— Mmmmm... pode tirar essa buceta da minha cara, que está me afogando! — reclamou Gil, com a voz abafada e as palavras completamente emboladas.
Gil resmungou alguma coisa incompreensível, gesticulando como se estivesse fazendo um discurso importantíssimo. Mariana finalmente terminou de beijar Rita e se levantou.
Gil puxou o ar, piscou algumas vezes e olhou aliviado.
— Graças a Deus! É uma bucetinha maravilhosa, mas eu tava quase perdendo a respiração!
Rita também saiu de cima da picha de Gil.
Mariana riu e lhe deu um beijo na testa.
— Está bom, meu amor. Prometo que vou deixar você respirar da próxima vez!
Gil lançou a ela um olhar desconfiado.
— Da próxima vez?! — repetiu, arregalando os olhos. — Mariana, isso foi uma ameaça?!
Ela apenas sorriu,
— Eu nunca imaginei que uma sintonia a três pudesse ser tão natural... e tão intensa ao mesmo tempo.
— Vocês duas são um perigo juntas... — disse Gil
— A verdade é que a química entre nós três é inacreditável. Parecia que já estava escrito que nos encontraríamos hoje. Essa sua elegância, Rita, combina perfeitamente com a nossa energia.
Os três foram tomar banhos juntos, trocaram mais algumas carícias, e ao poucos foram caindo no sono.
Mariana e Gil adormeceram primeiro.
Rita foi a última a ceder ao cansaço. Seu corpo já não respondia, e seus pensamentos se confundiam entre o sonho e a vigília. Estava quase adormecendo quando sentiu uma mudança repentina no ambiente. O ar pareceu esfriar, e um arrepio percorreu sua nuca, como se mais alguém estivesse no quarto.
Então, ouviu uma voz masculina, baixa e perfeitamente nítida, vinda de algum ponto próximo à cama:
— Nossa, foi uma trepada gostosa! Dá vontade fazer igual!
— Sei o que está pensando. Mas você acha possível? - Respondeu uma voz feminina.
Houve uma breve pausa. Rita teve a impressão de ouvir um ruído sutil, semelhante ao de passos deslizando pelo chão, embora nenhum som de movimento devesse ser possível àquela hora. A voz feminina não poderia ser de Mariana, que já estava dormindo.
— Talvez seja possível no Vale dos Espíritos — respondeu a voz masculina, agora em tom sério.
— No momento, estou preocupada com outra coisa — retrucou a mulher, deixando transparecer sua inquietação.
— Com a Juliana? Como ela está? — perguntou ele, sem qualquer vestígio da brincadeira anterior.
A resposta veio rápida, carregada de tensão:
— Fora de controle! Imprevisível!
— Ela seria capaz de incorporar em alguém? — perguntou o homem, com a voz mais grave.
— Sim.
Um breve silêncio se instalou. Quando voltou a falar, ele parecia ainda mais preocupado:
— E de matar?
Dessa vez, a mulher hesitou. Sua resposta veio tensa:
— Não duvido... — confessou. — E é justamente isso que mais me preocupa.
As palavras ficaram suspensas no ar. Por um instante, Rita sentiu que havia algo profundamente errado naquela conversa. Quem eram aquelas pessoas? E, principalmente, quem era Juliana, capaz de provocar tamanha preocupação até mesmo naqueles dois?
Tentou reunir forças para abrir os olhos, mas o cansaço o puxou de volta. As vozes se calaram abruptamente.
O silêncio que se seguiu pareceu ainda mais inquietante do que a conversa.
Rita ainda teve tempo de sentir um último arrepio antes de mergulhar no sono profundo
No dia seguinte, já passava das dez da manhã quando Mariana abriu os olhos.
Por alguns segundos, permaneceu imóvel, ainda sonolenta, tentando se lembrar onde estava. Então sorriu ao perceber Gil deitado ao seu lado e Rita do outro lado da cama.
— Dez horas! — disse, olhando para o relógio sobre o criado-mudo. — A gente perdeu completamente a hora.
Gil abriu os olhos devagar e soltou uma risada.
— Pelo menos significa que dormimos bem.
Rita, ainda de olhos fechados, tinha uma leve sensação de incomodo.
O diálogo da noite anterior não passava de um rastro sombrio e desfocado em sua mente. Rita tentava resgatar as palavras exatas, mas elas pareciam envoltas em uma névoa densa. Restava apenas uma memória embaçada, uma sensação vaga de que escutara algo inquietante, sem conseguir definir onde terminava a realidade da vigília e onde começava o delírio do sono.
Aquela dúvida fantasma transformou-se em um leve incômodo no fundo da sua consciência.
Abriu os olhos e viu que Gil e Mariana seguiam com a rotina matinal, Rita avaliou a situação e achou melhor guardar o estranhamento para si. Expor uma impressão tão incerta e absurda só traria preocupações desnecessárias ou a faria parecer impressionável demais. Preferiu o silêncio, e apenas resmungou:
— Vocês dois podem continuar conversando baixinho? Eu ainda estou tentando convencer meu corpo de que vale a pena levantar.
Mariana riu.
— Hoje vai ser um dia ótimo.
Gil se sentou na cama e espreguiçou-se.
— Nós pensamos em ir ao Vale das Almas depois do café.
Rita finalmente abriu os olhos.
— Vale das Almas?
— É — explicou Mariana. — Aquele lugar em que você entra em um ambiente completamente zen e calmo.
— Parece divertido — Rita respondeu, sentando-se.
— Então vem com a gente — convidou Gil.
Rita sorriu, mas balançou a cabeça.
— Hoje eu tinha outro plano.
— Qual?
— O Vale dos Espíritos.
Mariana franziu a testa, curiosa.
— Sei, ouvi falar, é uma espécie de sítio onde dizem que é mais fácil entrar em contato com os mortos?
Rita assentiu.
— Isso mesmo. É um campo de meditação. O lugar tem uma energia diferente e que algumas pessoas conseguem sentir ou até conversar com espíritos por lá.
Gil trocou um rápido olhar com Mariana.
— Você realmente acredita nisso?
Rita assentiu, sem hesitar.
— Acredito. Já estive lá algumas vezes. É incrível. O lugar tem uma energia que eu nunca senti em nenhum outro lugar.
Gil franziu a testa.
— Você já esteve lá muitas vezes?
— Sim. E não fui apenas por curiosidade. Faz parte da minha profissão.
Mariana inclinou-se um pouco para a frente.
— Que profissão? — perguntou Gil.
— Sou detetive paranormal.
Gil piscou, surpreso.
— O quê?
Rita riu.
— Um detetive. Só que, em vez de investigar apenas coisas comuns, sou contratada para investigar fenômenos paranormais.
— Pessoas realmente contratam alguém para isso? — perguntou Mariana.
— Mais do que você imagina. Tem gente que procura ajuda porque escuta vozes, vê coisas, sente presenças ou acredita que existe alguma coisa estranha acontecendo em uma casa, num hotel, numa propriedade...
Gil ficou pensativo.
— E você consegue saber quando realmente existe alguma coisa?
— Nem sempre. Às vezes há uma explicação perfeitamente normal. Outras vezes... não há.
Rita fez uma pequena pausa e olhou para os dois.
Dessa vez, seu sorriso desapareceu.
— Mas vocês dois me chamaram a atenção.
Mariana franziu a testa.
— Por quê?
Rita alternou o olhar entre ela e Gil.
— Vocês têm um dom.
Gil ficou imóvel.
— Que dom?
— O de perceber os mortos.
Mariana soltou uma risada curta, mais por nervosismo do que por achar graça.
— Você está falando sério?
— Completamente.
Rita se aproximou um pouco, baixando a voz.
— Não sei exatamente como funciona no caso de vocês, mas existe um Dom aí. Principalmente em você, Gil.
Ele não respondeu.
Rita voltou os olhos para Mariana.
— E você também tem esse Dom.
Mariana franziu a testa, balançando a cabeça.
— Nesse caso, você se enganou. Nunca tive contato com nenhum morto.
Rita sustentou o olhar dela, como se tentasse enxergar algo além do que Mariana demonstrava.
— Talvez você não tenha percebido, mas eu vejo alguma coisa em você, Mariana.
— Então está vendo errado — respondeu ela, com firmeza. — Nunca conversei com espírito nenhum, nunca vi um fantasma e nunca tive qualquer tipo de contato com os mortos.
Rita não pareceu convencida, mas não insistiu. Apenas lançou um último olhar para Mariana antes de voltar a atenção para Gil.
— Você consegue conversar com eles, não consegue?
Mariana olhou imediatamente para o marido.
Nos regressando a Portugal com a Rita e o Daniel.
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Por Tuga069
Se você gostou, comente por favor, se não gostou, diga, queremos melhorar, ficaremos gratos.
*NOTA do Autor:
O número 13, no tarot, é associado à Morte, que representa não só o fim, mas também transformação e passagem de um ciclo para outro.
O número 15 corresponde à carta O Diabo, ligada à tentação, aos desejos e ao aprisionamento.
Não sei se estou ultrapassando as fronteiras da realidade, mas considerando tudo o que está acontecendo no hotel, essas associações são bem curiosas
E se me permite, vou um pouco mais além, o 14, que corresponde à carta A Temperança, associada ao equilíbrio, à moderação e à união de opostos...