Quase um mês se passou desde a tarde em que minha ruiva voltou cheia de porra do Luciano e me contou tudo, sentada no meu rosto. Desde então, algo fundamental mudou dentro dela — e entre nós. Ela não era mais apenas minha esposa tímida e recatada. Era uma mulher dividida, com um fogo interno que só o Luciano, gerente de marketing daquela multinacional, parecia conseguir apagar por completo.
Eu, Henrique, ainda me ajustava a essa nova realidade. O tesão de vê-la se transformar era imenso, mas vinha acompanhado de pontadas de ciúme e uma estranha admiração pela coragem dela. Nosso sexo, depois dessas escapadas dela, era sempre intenso, animal. Ela chegava usada, eu a limpava, a beijava, a revivia, e ela me contava cada detalhe com um misto de vergonha e orgulho.
O Luciano não era mais um desconhecido. Tinha virado uma presença constante, ainda que invisível, em nosso casamento. Ele mandava mensagens, e ela respondia com uma submissão que nunca teve comigo. Era "sim, Lu", "como você quiser, Lu", "me ensina, Lu". Eu via as conversas — ela me mostrava tudo, num acordo de transparência total que me deixava louco de excitação.
Foi numa dessas conversas que surgiu a primeira menção ao Will.
Luciano: Essa putinha ruiva tá ficando famosa, sabia?
Ela: Como assim, Lu?
Luciano: Um cliente importante me viu contando da casadinha gostosa que como. É o Will, dono da holding que é nosso maior cliente. Ele é… influente. Gosta de coisas diferentes.
Ela: Que tipo de coisas?
Luciano: Coisas que uma putinha submissa como você ia adorar. Ele fez uma proposta.
Ela me mostrou a tela, os olhos arregalados, não com medo, mas com curiosidade ardente.
A proposta era, no mínimo, surreal. Luciano e Will tinham uma aposta em aberto sobre os resultados de uma campanha publicitária. Will, confiante, apostou uma quantia alta. Luciano, sem grana para cobrir, ofereceu algo "inusitado" como pagamento: uma noite com sua "ruivinha submissa".
Luciano: Ele subestimou minha equipe. A campanha foi um sucesso além da meta. A dívida é dele. Mas ele quer pagar de outro jeito. Quer que você vá até o escritório dele depois do horário. Quer te usar para comemorar a minha vitória sobre ele.
Ela: Eu… sou uma aposta agora?
Luciano: Você é o prêmio, ruiva. E eu quero ver se você obedece mesmo. Se é minha mesmo.
Ela olhou para mim, naquela noite, depois de me mostrar a mensagem. Estávamos na cama.
"O que você acha?", ela perguntou, a voz um fio.
"O que você quer?", devolvi, o coração batendo forte.
"Eu… quero ser dele. Sua, mas dele também. Quero que ele me empreste. Quero provar pra ele que sou a putinha mais obediente que ele já teve."
Ela disse isso com uma convicção que me deixou sem ar. Era a minha esposa falando.
A combinação foi feita. Sexta-feira, 21h. Will a esperaria no escritório dele, no último andar de um prédio comercial na zona sul. Luciano a levaria e a entregaria pessoalmente. "É a forma final de humilhação para ele", Luciano explicou para ela. "Ele perdeu a aposta, mas vai ganhar você. E eu vou ter que entregar."
A noite chegou. Ela se arrumou com um cuidado doentio. Vestido preto, curto, decotado, um que eu nunca tinha visto. Salto alto. Meias arrastão. A maquiagem estava impecável, mas mais carregada, mais "executiva de luxo à noite", como ela mesma sussurrou. Luciano a buscou. Antes de sair, ela veio até mim, me beijou e sussurrou no meu ouvido: "Tira fotos de mim saindo. Manda para ele. Mostra que você é meu corno e tem orgulho."
Eu obedeci. Tremendo, tirei fotos dela entrando no carro do gerente. Mandei para Luciano com uma legenda que ele pediu: "Sua puta está a caminho."
As horas se arrastaram. Eu não conseguia fazer nada, só imaginar. Até que, por volta da meia-noite, chegou um pacote de mensagens no meu celular, de um número desconhecido.
Era o Will.
As mensagens vinham com fotos. A primeira: minha ruiva ajoelhada no carpete grossa do escritório, entre as pernas de um homem de terno caro, cabelo grisalho, ar de poder — Will. Ela olhava para cima, para ele, com uma submissão completa.
Número Desconhecido (Will): Sua esposa tem uma língua maravilhosa, Henrique. Parabéns.
Eu: Obrigado.
Will: O Luciano está aqui. Sentado no canto, bebendo um uísque. Está assistindo. Isso excita ela, sabia? Saber que está sendo vista.
Outra foto: ela agora deitada sobre a mesa de reunião de vidro, o vestido arregaçado, as pernas abertas. Will estava de pé, entre elas. A expressão dela era de abandono total.
Will: Ela me pediu para tomá-la de todas as formas. Disse que é um presente do Luciano. Que pertence a nós dois agora.
Will: Você gosta de saber disso, corno?
Eu não respondi. Senti um nó na garganta e uma ereção impossível.
A última mensagem veio quase duas horas depois, já com o ruído do carro dela chegando na garagem.
Will: Ela foi excepcional. Cumpriu todos os meus pedidos. Até os mais… sujos. O Luciano cumpriu o acordo. A dívida está paga. Mas eu tenho uma proposta para você, Henrique.
Will: Na próxima vez que tivermos uma negociação importante… quero apostar a sua esposa de novo. E quero que você venha assistir. Sentado ao meu lado.
A porta abriu. Ela entrou. Parecia um fantasma lindo e arrasado. O vestido estava levemente rasgado na barra. O cabelo, desmanchado. Ela cheirava a sexo, a cigarro caro, a uísque e a poder. Nos olhos, havia um cansaço profundo e um brilho de vitória.
Sem dizer uma palavra, ela veio até o sofá onde eu estava petrificado, se ajoelhou entre minhas pernas e desabou, com a cabeça no meu colo.
"Ele me usou tanto, amor", ela murmurou, a voz rouca. "Eu fui só um objeto. Do Will, do Luciano… e seu. Sou sua, sabia? Mais sua do que nunca agora."
Ela olhou para cima, os olhos verdes imensos. "Ele quer você lá na próxima. Você vai?"
Eu passei a mão por seus cabelos ruivos, sujos do gel do Will, e senti uma posse doente, corrompida e absoluta.
"Vou", disse, a voz firme pela primeira vez na noite. "Onde você for, eu vou. Até o fim."
Ela sorriu, um sorriso triste e lindo, e sussurrou a última confissão da noite, enquanto adormecia ali mesmo, exausta:
"Ele me marcou, amor. Na coxa. Com um carimbo a quente da empresa dele. Disse que agora eu tenho o logotipo dele na pele. Que sou propriedade dele também."
No dia seguinte, no banho, eu vi. Pequeno, discreto, mas inegável. Uma marca de fogo. A confirmação de que minha ruiva, minha esposa, agora era também a putinha submissa de dois homens. E eu, o corno que amava cada segundo dessa queda.
henriquecasadomg