Ruiva festa na Fazenda

O envelope de pergaminho chegou, e desta vez, Aline soltou uma risada baixa, gutural, ao ler. Seus olhos não refletiam terror, mas uma antecipação feroz, como um predador farejando a caça.

"Aline,

Sua fama corre como fogo no capim seco. Dizem que a ruiva do estádio virou uma lenda. Lenda não se guarda. Lenda se celebra.

Sexta-feira, depois da colheita, vai ter festa. E você será a atração principal. Os homens que suaram no sol vão beber cachaça e beber de você. No galpão de festas.

Henrique vai ficar comigo. No meu quarto. Vamos curtir o show à nossa maneira.

É a recompensa que merecem.

Estêvão."

Aline segurou o papel contra o peito, um sorriso lascivo estampado no rosto. "Finalmente", ela sussurrou, virando-se para mim. "Não uma transação. Uma festa. Eles vão me querer não porque o patrão mandou, mas porque sabem. Porque a fofoca correu. Será uma conquista para eles." Seu olho brilhou. "E você, com ele, ouvindo tudo... vamos ver se você aguenta ficar só ouvindo desta vez."

Meu próprio coração acelerou, não com medo, mas com uma excitação profunda e sem culpa. A ideia de Aline como centro de um frenesi coletivo, não como vítima, mas como deusa consensual de um ritual de virilidade, era eletrizante. E estar com Estêvão, testemunhando isso, sendo parte disso de dentro do quarto dele... era a confirmação de nosso lugar nessa hierarquia perversa.

---

A sexta-feira não teve o ar pesado de trabalho. Teve a energia elétrica de um feriado. O galpão foi enfeitado com bandeiras de São João remendadas e luzes coloridas. Um forró pesado saía de um som velho. O cheiro era de carne de porco na brasa, pinga e expectativa.

Aline se preparou como uma guerreira. Vestiu um shorts de couro falsíssimo, minúsculo, e um top de renda preta que mal continha seus seios. Botou um salto alto que enterrava na terra do chão. Pintou os lábios de vermelho sangue. Ela não era uma ferramenta. Era o prêmio, reluzente e inalcançável, tornado acessível por uma noite.

Os homens chegavam, limpando as botas no capim, as camisas xadrez limpas, os rostos barbeados à pressa. O olhar deles para Aline era de desejo puro, admiração e um respeito sujo. Ela não era uma desconhecida; era a "puta do patrão", uma figura mítica que agora descia ao seu nível.

Estêvão, ao meu lado na varanda da casa, tomava uma cerveja. "Olha só", ele disse, com um sorriso de orgulho proprietário. "Eles tão nervosos como garotos no primeiro baile. Ela fez isso. Ela construiu essa lenda."

Quando a música atingiu um pico, Estêvão deu um sinal. Aline, que dançava sozinha no meio do galpão, sorriu largamente e começou a tirar o top. Foi o estopim.

Não foi uma invasão bruta. Foi uma conquista gradual, alegre e depravada. O primeiro homem, um rapaz mais novo, corado, se aproximou e ela o puxou para um beijo de língua, suas mãos indo direto ao seu cós. Os outros se aglomeraram, formando um círculo. Riam, batiam palmas, incentivavam. "Vai, João!" "Mostra pra lenda!"

E Aline era incansável. Beijava um, chupava outro, sentava no colo de um terceiro, sempre com um sorriso, um olhar provocante, gemendo alto para a plateia. Ela dirigia aquele caos. "Você aí, do braço forte, vem cá me levantar!" "Quero dois nessa buceta, quem se habilita?" Era um espetáculo de posse consensual e prazer compartilhado. Os homens, longe de serem brutos anônimos, eram participantes eufóricos de um sonho erótico coletivo.

Estêvão pegou meu braço. "Agora é a nossa vez de festejar."

Dentro do quarto dele, amplo e simples, o som do forró e dos gritos entrava pela janela aberta, uma trilha sonora perfeita. Ele não me jogou contra a parede. Me puxou para um abraço forte, quase fraterno, seus lábios encontrando os meus em um beijo profundo, embriagado de cachaça e poder. Desta vez, não havia ordem de "limpar" ou "servir". Havia um desejo compartilhado.

Ele me despiu lentamente, beijando cada pedaço de pele exposta, suas mãos largas percorrendo meu corpo não com violência, mas com uma posse calorosa, faminta. "Você ouve ela?", ele sussurrou, enquanto sua boca descia pelo meu peito. "Ouve como ela geme de prazer? Ela tá gozando, seu corno. Tá gozando com a rola de meia fazenda. E você tá aqui, comigo."

E era verdade. Os gemidos de Aline que vinham do galpão eram altos, claros, inconfundivelmente genuínos. Eram gritos de êxtase, intercalados com risadas roucas e ordens sujas dela mesma. Cada um deles era como um choque elétrico no meu próprio corpo, alimentando o tesão que Estêvão acendia em mim.

Ele me levou para a cama. Não houve penetração. Houve tudo o mais. Sua boca, experiente e devota, me chupou até eu gemer, meu corpo arqueando, enquanto os urros de prazer de Aline ecoavam na noite. Ele me virou e massageou minhas costas com aquelas mãos que dominavam bois, encontrando nós de tensão que eu nem sabia ter e desfazendo-os. Ele me fez chupá-lo, e eu o fiz não por obrigação, mas por vontade, pelo gosto do poder dele, pela conexão com a cena lá fora.

Em um momento, ele se deitou ao meu lado e nos masturbamos juntos, olhando um para o outro, sincronizados com o ritmo da música e dos gemidos que eram a trilha sonora da nossa própria excitação. Foi íntimo. Foi igualitário, dentro da hierarquia doentia que tínhamos. Dois homens, unidos pelo desejo pela mesma mulher e pelo prazer de compartilhar, cada um ao seu modo, da festa dela.

"Ela é nossa", Estêvão gemeu, sua mão acelerando no meu pau. "Sua na rua, minha na terra, mas nossa nessa putaria toda. Olha o que a gente criou, Henrique. Olha o monstro lindo que a gente soltou no mundo."

Quando o clímax dele veio, com um rugido abafado no travesseiro, o meu veio logo em seguida, em uníssono, enquanto do galpão vinha um coro de gritos masculinos e um grito final, prolongado e triunfante, de Aline, seguido de aplausos e assobios. Ela havia levado todos ao ápice, e nós, naquela cama, tínhamos alcançado o nosso, conectados a ela pelo som, pelo desejo, por essa teia complexa de posse e prazer.

Ficamos deitados, ofegantes, o suor misturado, ouvindo os sons da festa começarem a diminuir, substituídos por conversas baixas, risadas cansadas.

Mais tarde, Aline entrou no quarto. Ela estava desgrenhada, suja, com marcas de mãos e bocas por todo o corpo, o shorts de couro rasgado na lateral. Mas ela estava radiante. Seus olhos brilhavam como duas brasas. Ela cheirava a sexo, a fumaça, a homem.
"Gente...", ela disse, a voz rouca de tanto gritar. "Que festa."

Ela olhou para nós na cama, para as nossas pernas entrelaçadas, para o ar de satisfação profunda em nossos rostos, e seu sorriso se alargou ainda mais. Sem cerimônia, ela tirou os restos de roupa e se jogou na cama conosco, seu corpo quente e suado se aconchegando entre Estêvão e eu.

"Conta tudo", Estêvão ordenou, sua mão pesada pousando no quadril dela.
Ela contou, entre risadas e suspiros cansados. Os detalhes, os nomes, as posições, os clímaxes. E nós ouvimos, revivendo através dela, nossa excitação renascendo em um fogo baixo e satisfeito.

Naquela cama larga, os três estávamos exaustos, plenos, felizes de uma forma que o mundo nunca entenderia. Aline, a lenda consumada. Estêvão, o senhor que proporcionou o banquete. E eu, o corno, o marido, o cúmplice, o amante, parte integrante e essencial daquela máquina perfeita de prazer.

O presente não fora uma lição de utilidade. Fora uma celebração. Da carne, do desejo, da lenda que criamos juntos. E, ao contrário do esgotamento da vez anterior, o que sentíamos agora era a plenitude profunda de quem encontrou seu lugar no mundo, por mais distorcido e glorioso que ele fosse. A festa acabara. Mas a sensação de pertencimento, aquela sim, prometia durar.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico henriquecasadomg

Nome do conto:
Ruiva festa na Fazenda

Codigo do conto:
251719

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
10/01/2026

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