Ruiva de volta as origens

O cheiro de gasolina, óleo queimado e tensão no ar. O azul e vermelho das luzes de giro pintando a noite úmida com uma paleta de urgência. Uma blitz na marginal, após a meia-noite de uma sexta-feira qualquer. Era um cenário perfeito.

Desta vez, porém, não foi o acaso. Foi um encontro marcado pelas forças mais estranhas do nosso destino: o tesão retorcido, a nostalgia de uma humilhação fundadora e a sede da Aline por reencontrar a raiz.

Eu, Henrique, estava ao volante. Minhas mãos suavam, mas não de medo da multa. Aline, ao meu lado, vestia um vestido de malha preta, absurdamente curto e decotado. Seus cabelos ruivos estavam soltos, um manto de fogo sobre os ombros pálidos. Ela tinha um ar de expectativa calma, quase solene, como se fosse para um ritual. Ela havia feito a pesquisa. Sabia o nome dele, o turno, o ponto comum. Sérgio. O PM que, anos atrás, em uma sala de material esportivo, havia plantado a semente de tudo.

“Lembra da cara dele quando eu comecei a gostar?”, ela sussurrou, passando um batom vermelho obsceno. “O choque. A surpresa de um homem duro vendo que a ‘senhorinha direita’ era uma puta na veia. Quero ver essa cara de novo.”

Meu estômago deu um nó, mas abaixo do nó, uma chama antiga e familiar se reacendeu. O medo, a raiva, o tesão proibido daquela noite no estádio voltaram como um furacão. Desta vez, porém, eu não era um garoto assustado. Era um homem que conhecia cada centímetro da própria degradação e, de algum modo, a abraçava.

Sérgio se aproximou do carro, sua lanterna brilhando brevemente no interior. Ele estava mais velho, a barriga de “pai de família” um pouco mais proeminente, o rosto marcado por mais anos de plantão noturno. Mas os olhos eram os mesmos: duros, cansados, com um brilho de autoridade cinza. Ele não nos reconheceu. Ainda.

“Documentação, por favor”, a voz era a mesma, áspera, usada.

Foi quando ele inclinou a cabeça para pegar os documentos, e a luz da lanterna iluminou o rosto de Aline. Eu vi o processo. O olhar mecânico que se deteve. A franzida de testa. Os olhos que estreitaram, percorreram os cabelos ruivos, o decote, e então voltaram ao rosto dela com um reconhecimento lento e explosivo. Ele recuou um passo, a mão indo instintivamente à coronha da arma.

“Vocês…”, ele cuspiu a palavra.

Aline sorriu. Não um sorriso submisso, mas um sorriso largo, convidativo, vitorioso.
“Oi, Sérgio. Tudo bem? Saudade da sua rola torta.”

Ele ficou paralisado, a máscara profissional se rachando para mostrar o homem confuso e, inegavelmente, excitado por baixo. Ele olhou para mim. Meu rosto devia confirmar tudo. Eu não estava bravo. Estava… ansioso.

“Que porra é essa?”, ele rosnou, baixando a voz. “Tão procurando encrenca?”
“Estamos procurando você”, Aline disse, sua voz melosa, dominando o espaço do carro. “Pra terminar o que começou. Só que dessa vez, meu marido quer assistir. De perto. E eu… eu quero mostrar pra ele como uma puta de verdade sabe agradecer um policial.”

Nesse momento, o parceiro de Sérgio – um PM mais jovem, mais magro, de olhos alertas e postura atlética, chamado Rafael – se aproximou. “Tá tudo em ordem, Sargento?”

Sérgio engoliu seco. Seu olhar voou entre o parceiro, Aline e eu. A ganância, o poder, o tesão reprimido de anos lutando contra o protocolo. Ele viu em Aline a oferta de uma fuga de toda a mesmice, de uma volta a um momento de poder absoluto que ele nunca esquecera. E, talvez, viu a chance de compartilhar essa conquista perversa, de solidificar uma cumplicidade diferente com seu parceiro.

Ele se virou para Rafael, a voz firme, tom de decisão.
“Rafael, dá uma olhada naquele caminhão parado lá na frente. Esse aqui eu resolvo. Casal conhecido. Vai dar trabalho.”
Rafael lançou um olhar perspicaz, seus olhos escaneando Aline rapidamente, depois fixando em Sérgio. Ele não era ingênuo. Viu a tensão sexual no ar, o reconhecimento. Um leve sorriso quase imperceptível tocou seus lábios. Ele acenou com a cabeça. “Entendido, Sargento. Tô lá se precisar.” Sua despedida não foi de reprovação, mas de… interesse contido.

Sérgio abriu a porta de trás. “Os dois. Pra trás. Agora.”

Nos movemos, rápido. A adrenalina era um gosto metálico na boca. Dentro da viatura, o cheiro era de plástico novo, café velho e tensão concentrada. Ele entrou depois de nós, fechando a porta, criando uma cápsula privada de poder e perversão no meio da blitz.

“Então é isso que vocês viraram?”, ele cuspiu, seus olhos queimando Aline. “Duas putas procurando rola de policial?”
“Não duas”, Aline corrigiu, deslizando para o centro do banco de trás. “Uma puta. E o marido corno dela. E hoje, a fantasia é em HD.” Ela olhou para mim, seus olhos faiscando com amor e maldade. “Ele quer ver uma dupla penetração, Sérgio. Ele quer ver você e seu parceiro me comendo ao mesmo tempo, aqui na sua viatura. Ele quer ver o poder do estado, duplo, metendo na esposa dele.”

Sérgio arfou. Era um pedido ainda mais absurdo, mais perigoso, mais deliciosamente corrupto. Envolver outro PM, seu subordinado, era cruzar uma linha ainda mais grossa. Ele olhou pela janela, para onde Rafael observava o fluxo de carros, seu perfil vigilante.

“O Rafael nunca…”
“Ele vai”, Aline interrompeu, com a confiança de uma general. “Ele é homem. Ele tem olhos. Ele viu o que tem aqui. E você é o sargento. Você conduz. Ou… a gente some agora, e você passa o resto da vida se masturbando lembrando da ruiva que chupou sua rola torta no estádio e nunca mais viu, enquanto seu parceiro novinho fica só na curiosidade.”

O desafio ficou no ar. Sérgio respirou fundo. A tentação de compartilhar a ruiva, de exercer um poder tão profano sobre seu próprio parceiro, de criar um segredo podre que os uniria para sempre, era grande demais. Ele pegou o rádio, a voz rouca.
“Rafael. Pra cá. Agora. É urgente.”

Quando Rafael abriu a porta do passageiro da frente e viu a cena – Aline praticamente nua no banco de trás, eu encolhido no canto com um misto de pânico e tesão nos olhos, Sérgio com a farda desabotoada e seu pau grosso e torto já totalmente ereto –, ele não demonstrou o choque de uma mulher. Seus olhos escuros apenas se estreitaram, avaliando. Ele entrou, fechou a porta, e o ar dentro da viatura ficou ainda mais carregado, agora com uma energia masculina duplicada, crua.

“Explique, Sargento”, disse Rafael, sua voz calma, mas firme.
“É um acordo, soldado”, Sérgio respondeu, a autoridade de volta, mas torcida para um fim obsceno. “Ela é puta. Ele é corno. E eles pagam o tributo na nossa moeda. Hoje, a moeda é dupla.”

Rafael olhou para Aline. Ela sustentou seu olhar, desafiando, oferecendo. Então, ele olhou para mim, viu minha submissão consentida, e algo se acendeu nele. Não era só tesão. Era o entendimento de uma dinâmica rara, de um jogo onde todos ganhavam. Um sorriso lento surgiu em seus lábios.

“Ordem é ordem, Sargento”, ele disse, começando a tirar o cinto de equipamentos. Suas mãos eram ágeis, precisas.

Foi Aline quem comandou a coreografia apertada. Ela se posicionou de quatro no banco, seu rosto voltado para mim, seus olhos me prendendo. “Assiste, amor. Assiste tudo.”
Sérgio, por trás, foi o primeiro. Seu avanço foi familiar, brutal, possessivo. Aline gemeu alto quando ele entrou, um gemido que era pura nostalgia e prazer. Então, Rafael, com uma calma assustadora, posicionou-se na frente dela. Ele não beijou. Estudou seu rosto por um segundo, então guiou seu pau – mais reto, mais longo que o de Sérgio – para sua boca. Ela o aceitou, engolindo-o com uma voracidade que fez os olhos de Rafael revirarem.

Eu assisti, preso naquele canto, meu coração batendo como um tambor de guerra. Era a realização da fantasia mais primitiva e poderosa. Minha mulher, impalada por dois lados, possuída pela autoridade duplicada do estado. Sérgio, o veterano, metendo com a fúria de quem reivindicava uma propriedade perdida. Rafael, o novato, descobrindo o sabor proibido com uma intensidade concentrada. O banco rangia, os gemos eram abafados, o cheiro de sexo e suor masculino enchia a cápsula de metal e vidro.

Aline estava no centro do furacão, uma deusa recebendo oferendas duplas. Seus olhos, marejados de êxtase, nunca deixaram os meus. Era nosso vínculo, aquilo. Ela estava lá por prazer, por poder, mas também por mim. Para me dar o espetáculo, para consolidar nossa cumplicidade nesse nível mais profundo.

O clímax foi um evento coordenado de pura animalidade. Sérgio, com um grunhido rouco, despejou-se nela por trás, seu corpo tremendo. No mesmo instante, Rafael, perdendo sua compostura, soltou um gemido gutural e jorrou na garganta dela. Aline engasgou, seu corpo sacudido pelas duas descargas simultâneas, um longo tremor de êxtase percorrendo-a.

O silêncio foi absoluto, quebrado apenas pela respiração ofegante. Sérgio e Rafael se retiraram, se recompondo com a eficiência de homens acostumados a situações de alta tensão. Vestiam-se em silêncio, evitando os olhos um do outro por um segundo, mas uma nova cumplicidade, pesada e perversa, estava forjada.

Aline, exausta e gloriosa, pegou um lenço e limpou o rosto. Olhou para os dois.
“Obrigada pelo serviço, homens. Tá liberado a gente ir?”
Sérgio apenas assentiu, sua face um misto de cansaço e satisfação profunda. Rafael, ainda processando, acenou com a cabeça, um último olhar intenso em Aline antes de abrir a porta e sair, voltando ao seu posto com um novo segredo pesando no peito.

Na volta para casa, Aline se aconchegou no banco, um sorriso de paz absoluta nos lábios.
“Raiz revisitada e regada”, ela murmurou. “E com um novo broto. O Rafael… ele tem potencial.”
“Foi… intenso”, foi tudo que consegui dizer, minhas mãos ainda tremendo levemente no volante.
“Foi nosso”, ela corrigiu, tocando meu braço. “Cada gozada deles foi um aplauso para o nosso teatro particular. E você, meu amor, foi o público perfeito. O único que realmente importa.”

Ela estava certa. A blitz não tinha sido sobre Sérgio, nem sobre Rafael. Tinha sido sobre nós. Sobre reescrever um trauma fundador como um triunfo, sobre envolver outros no nosso jogo íntimo apenas para fortalecer o laço que nos unia. O “parceiro” que ela buscava talvez já estivesse em gestação naquele momento, na figura do soldado Rafael, que agora carregava o nosso segredo. Mas, no centro de tudo, continuava o triângulo original e indestrutível: Aline, seu prazer, e meu olhar admirado e devoto. O resto era paisagem. Paisagem excitante, poderosa, mas paisagem.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico henriquecasadomg

Nome do conto:
Ruiva de volta as origens

Codigo do conto:
251716

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
10/01/2026

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