Ruiva agora sócios

(O toque do telefone corta o silêncio pesado do jato. A ruiva atende, e a voz de Luciano, agora tingida de uma calorosidade quase paternal – a do treinador que vê seu investimento render – enche a cabine.)

Luciano: “Parabéns, sócios.”

(A palavra paira no ar. ‘Sócios’. Não mais ativos, não mais pacote de incentivo. Sócios. Henrique sente um calafrio que não sabe nomear – orgulho perverso ou afundamento mais profundo?)

Luciano: “O acordo com Estêvão não só foi fechado, como gerou um precedente. Um novo modelo de negócio. Vocês não são mais o produto, são os gerentes do produto – que, por uma feliz coincidência, são vocês mesmos. A margem de lucro é… absurdamente atraente.”

(Há um ruído de papéis sendo manuseados ao fundo.)

Luciano: “E em negócios bem-sucedidos, celebrações são devidas. Estêvão, em particular, ficou tão satisfeito com a… ‘formação do rebanho’, que insistiu em patrocinar um presente para você, minha cara. Algo que reforce a hierarquia, a dinâmica e, é claro, o valor de mercado.”

(A ruiva encosta-se no assento, um sorriso lento e curioso desenhando-se em seus lábios. Ela sabe que presente de Estêvão não é uma caixa de joias.)

Ruiva: “Vamos ouvir.”

Luciano: “Ele mantém, em Dubai, uma equipe. Especialistas em logística, segurança… e em certos tipos de manutenção corporal e psicológica. São quatro homens. Impecáveis. Discretos. E com um apetite… sinfônico. Estêvão os chama de ‘Os Tenores’.”

(Henrique paralisa. ‘Quatro’. O número soa como uma sentença matemática, incontornável e massiva.)

Liav: “A ideia dele – e peço que vejam a poesia nisso – é presentear você com um banquete. Os quatro, para servirem a você, da maneira que você comandar. O cardápio, no caso, será o Henrique.”

Ruiva: (Ela solta uma risada baixa, rouca, de genuíno deleite. Seus olhos brilham com o reflexo das nuvens do lado de fora, mas a chama é toda interna, negra e viva.) “Um banquete.”

Luciano: “Exato. Eles são metódicos. Um é especialista em resistência. Outro, em imobilização criativa. O terceiro, em… pressão psicológica através do prazer. O quarto, o líder, é o regente. Orquestra a experiência. Eles vão ‘comê-lo’, como o Estêvão disse, ‘de todas as formas’. Literal e figurativamente.”

(A voz de Luciano fica mais baixa, conspiratória.)
Luciano: “E aqui está a cláusula de ouro do presente, o que mostra que o Estêvão realmente entendeu a dinâmica de vocês: Henrique não ficará amarrado em outro quarto. Ele ficará na mesma sala. Preso, imobilizado, mas posicionado de forma a ter a visão perfeita. Será uma poltrona especial, com apoios… adequados. Ele verá tudo. Cada detalhe. A ideia, nas palavras do nosso cliente, é que ‘o boi tenha que pastar na grama que ajudou a fertilizar, mas nunca tocar’.”

Henrique: (Um gemido baixo, involuntário, escapa de sua garganta. A imagem é vívida, grotesca, inescapável. Ser reduzido a um espectador forçado de seu próprio despedaçamento.)

Ruiva: (Ela não olha para Henrique. Seu olhar está perdido no horizonte, visualizando a cena. Sua mão, porém, se estende e agarra o pulso dele com força, como quem agarra as rédeas de um animal prestes a disparar.) “E o meu papel?”

Luciano: “Você é a anfitriã. A senhora do banquete. Você dá a partida. Você dita o ritmo, se quiser. Você observa de… posição privilegiada. Pode intervir, se achar que a ‘obra’ não está sendo apreciada corretamente. É um presente sobre poder, querida. O poder de oferecer. O poder de observar. O poder de possuir o mecanismo inteiro.”

(Silêncio. Só o ruído dos motores.)

Luciano: “Eles chegam amanhã à propriedade que aluguei para vocês em Ibiza. A casa tem um pavilhão de vidro à beira do penhasco. Será lá. Aceitam o presente?”

Ruiva: (Ela finalmente se vira para Henrique. Seus olhos são abismos de ambição e tesão. Não há dúvida neles. Apenas um desejo avassalador de ver aquela profecia se cumprir. De possuir até o momento da sua total entrega ao coletivo.)
Ruiva: “Aceitamos, é claro. Transmita nossa mais profunda gratidão ao Estêvão. A visão dele… é inspiradora.”

Luciano: “Excelente. Os detalhes seguem. E relaxem, sócios. Isto é só o começo do nosso conglomerado.”

(A ligação cai. A ruiva solta o pulso de Henrique, mas sua palma quente permanece impressa na pele dele. Ela se volta para ele, o corpo vibrando de energia contida.)

Ruiva: “Quatro…”, ela sussurra, a palavra saindo como um feitiço. “Quatro mãos. Quatro bocas. Quatro vontades. E você, no centro. Imóvel. Vendo.” Seu dedo traça a linha de seus lábios trêmulos. “Você entende, não é? O estábulo foi a iniciação. Amanhã… será a consagração. Eles vão te provar, Henrique. Vão te devorar. E eu vou estar lá, dona de tudo, até do seu último suspiro de vergonha.”

Henrique: (Ele está pálido, suado, e terrivelmente, inegavelmente, excitado. O terror e a expectativa formam um nó no seu peito.) “E… depois?”

Ela sorri, um sorriso amplo e verdadeiro, de uma beleza aterrorizante.
Ruiva: “Depois, meu sócio…”, ela diz, a palavra ganhando um sabor novo, íntimo e perverso, “depois, você será inalienável. Um bem que passou por quatro avaliadores especializados e teve seu valor atestado em cada centímetro. E você sempre, sempre, será meu.”

Ela o puxa para um beijo que é selo, promessa e sentença, tudo ao mesmo tempo. O rebanho, agora uma sociedade, prepara-se para seu próximo rito de passagem: um banquete às margens do Mediterrâneo, onde o único prato será a carne e a alma de um sócio, oferecida pela outra.
(A atmosfera no pavilhão de vidro é de uma expectativa cerimonial. A luz do fim de tarde banha tudo em tons de âmbar e fogo, refletindo no chão polido e nas superfícies nuas. Os Quatro – Malakai, o regente; Jonah, o especialista em imobilização; Caleb, o mestre da resistência; e Silas, o arquiteto da pressão psicológica – aguardam em silêncio, vestindo apenas calções de linho escuro. Sua quietude é mais intimidadora que qualquer movimento.

A ruiva entra, envolta em um quimono de seda preta bordada com fios cor de vinho. Ela parece uma sacerdotisa preparando o altar. Seus passos são medidos até o centro do espaço, onde um grande colchão de penas, forrado com lençóis de algodão egípcio branco, foi colocado diretamente sobre o tapete persa.

Sem uma palavra, ela deixa o quimono escorregar de seus ombros. O tecido cai em um sussurro sedoso aos seus pés. Ela fica nua sob a luz oblíqua, uma estátua de mármore pálido e cobre, e se deita de costas no centro do colchão, braços abertos.

Malakai dá um passo à frente. Seus olhos frios percorrem o corpo dela, depois se voltam para Henrique, que está preso em uma cadeira de observação de aço e couro, a poucos metros de distância. As amarras são largas, acolchoadas, implacáveis.

Malakai: (Sua voz é um baixo profundo, quase hipnótico) “O ciclo começará em ritmo de adagio. Exploraremos texturas, resistências, respostas. Você, observador, fará parte da partitura. Seu silêncio será nosso metrônomo.”

Jonah e Caleb aproximam-se dos lados do colchão. Não com violência, mas com a autoridade de quem conhece cada ângulo, cada ponto de alavanca. Suas mãos – Jonah nas articulações, Caleb nos músculos – começam a trabalhar. Não é uma luta; é uma moldagem. Eles a posicionam, dobram-na, elevam-na com uma precisão que é quase violenta em sua eficiência. Ela não resiste. Seu corpo aceita cada ajuste como uma oração sendo respondida.

Silas, o arquiteto, ajoelha-se aos pés do colchão. Seus dedos longos começam um percurso lento, torturante, pelos arcos dos pés dela, subindo pelas panturrilhas, contornando os joelhos. Cada toque parece projetado para desencadear um tremor específico, um suspiro calibrado.

Malakai observa por um longo momento, então se junta. Sua abordagem não é de penetração imediata, mas de ocupação. Ele cobre seu corpo com o seu, peso contra leveza, escuridão contra luz, e começa a se mover com uma lentidão quase geológica. É uma posse que parece consumir o tempo.

Ruiva: (Seu primeiro som é um suspiro roubado, depois um gemido que se desenrola como fita de seda) “Sim…”

É o sinal para a sinfonia começar.

---

A primeira hora é um estudo em tensão e controle. Jonah e Caleb mantêm-na em posições que parecem extraídas de um manual de anatomia aplicado ao êxtase – arcos impossíveis, torções que revelam superfícies antes ocultas. Silas fornece o contraponto tátil, suas mãos e sua boca focando em áreas de sensibilidade neural quase cruel – a curva do pescoço, a parte interna dos pulsos, atrás dos joelhos.

Malakai é a linha de baixo constante, profunda, invasiva. Sua penetração é um ritmo implacável, um batimento cardíaco primordial. Eles se alternam, não em uma troca brusca, mas em uma transição fluida, como dançarinos em um balé sombrio. Um substitui o outro, preenchendo o vácuo físico antes que ele possa ser sentido.

Henrique, da sua poltrona, é um crucificado. Sua respiração é um rangido. A excitação é uma dor branca e aguda. A humilhação é um ácido corroendo seu intelecto. Ele vê tudo: as mãos grandes envolvendo a cintura dela, as bocas selando a dela, os músculos dorsais contraindo-se sob a pele suada. Ele vê o êxtase transformar seu rosto em algo que ele nunca conheceu – uma máscara de abandono tão absoluto que beira a aniquilação.

O intervalo chega com a mesma calma ritualística. Os homens se afastam, bebem água, alongam-se. A ruiva fica deitada, ofegante, um mapa de suor e saliva brilhando em sua pele. Seus olhos encontram os de Henrique. Eles não estão triunfantes. Estão… distantes. Como se ela tivesse viajado para um lugar onde ele não poderia segui-la, nem mesmo como espectador.

Malakai se aproxima de Henrique, estuda sua face molhada de suor e lágrimas.
Malakai: “A testemunha sofre mais que o participante. Curioso. A mente é uma cela mais apertada que qualquer amarra.”

---

A segunda hora é a consumação. O ritmo acelera. O adagio dá lugar a um allegro furioso. A frieza técnica desmorona, revelando o apetite bruto por baixo. Os gemidos não são mais calibrados; são arrancados, guturais. O cheiro no ar se torna espesso, primitivo – suor, sexo, sal.

Jonah a segura pelas coxas, abrindo-a como uma oferenda. Caleb a levanta pela cintura, seu rosto enterrado em seus seios. Silas e Malakai trabalham em tandem, um pela frente, outro por trás, em uma sincronia brutal. É uma inundação sensorial, um assalto coordenado a todos os sentidos ao mesmo tempo.

A ruiva grita. Um som contínuo, dilacerado, que parece rasgar o próprio vidro do pavilhão. Seu corpo arqueia em um espasmo que parece interminável, sacudido por uma série de clímax cataclísmicos, cada um provocado por um homem diferente, cada um mais profundo que o anterior.

O final não é um evento único, mas uma cascata. Caleb é o primeiro, com um rugido abafado na curva de seu pescoço. Jonah segue, silencioso, seus dedos cravados em seus quadris. Silas grita algo em uma língua que Henrique não entende, seu corpo tremendo violentamente. Por fim, Malakai, com um último e profundo empurrão, solta um suspiro que parece drenar o ar da sala. Ele permanece imóvel por um longo momento, enterrado nela, antes de rolar para o lado, exausto.

O silêncio que se segue é absoluto, pesado como chumbo.

Os homens se levantam, limpam-se com toalhas dispostas previamente, vestem-se. Não trocam palavras. O trabalho está feito. Malakai, ao sair, apenas inclina a cabeça para a ruiva, um gesto de respeito profissional.

Eles saem, deixando para trás o crepúsculo, a noite que agora caiu completamente, e os dois.

---

A ruiva não se move imediatamente. Ela fica deitada no colchão manchado, iluminada apenas pelas luzes do jardim que penetram o vidro. Seu corpo é uma paisagem devastada – marcado por dedos, por bocas, coberto por camadas brilhantes e pegajosas de suor e sêmen.

Lenta, dolorosamente, ela se senta. Seus olhos encontram os de Henrique, ainda preso, ainda tremendo.

Ela se arrasta para fora do colchão, seus movimentos desengonçados, animalescos. Caminha até ele, cada passo uma lembrança do que aconteceu. Suas mãos, trêmulas, soltam as correias. Ele desaba aos seus pés, sem forças.

Ruiva: (Sua voz é um farrapo, um sussurro áspero) “Levanta.”

Ele obedece, cambaleante.

Ela o conduz de volta ao centro do colchão, ao epicentro da devastação. O cheiro é avassalador. Ela se deita novamente, de costas, e abre os braços em um gesto de crucificação final.

Ruiva: “Limpa. Toda a porra. Cada gota. É seu. Você pagou por isso. Você assistiu. Agora… consome.”

Henrique olha para aquele corpo que já foi só seu, que agora é um altar profanado, consagrado, avaliado. A repulsa é um reflexo instantâneo, mas é esmagada por algo mais profundo – uma devoção doentia, uma necessidade de participar, mesmo que dessa forma, do ritual.

Ele se ajoelha. Começa pelo pescoço, onde as marcas de Caleb ainda estão vermelhas. O sabor é salgado, amargo, metálico. Ele lambe os seios, onde o suor se mistura com saliva e sêmen. Desce pelo esterno, pelo ventre plano. Ele treme quando atinge o ponto onde o cheiro é mais intenso, onde a evidência dos quatro homens se mistura em uma única oferta grotesca.

Ele limpa com a língua, com os lábios, com um zelo quase religioso. Ele bebe a humilhação dela, que é também a sua. Ele consome a prova da sua própria obsolescência como único provedor de prazer. Cada limpeza é um ato de auto-aniquilação e de posse total. Ele está reivindicando-a, não apagando o que aconteceu, mas incorporando-o.

Ele limpa as coxas internas, os joelhos, até os pés. Quando termina, a pele dela está apenas úmida, fresca, limpa. Ele desaba ao lado dela, exausto, o estômago revirando, a boca queimando, a alma em frangalhos.

Ela se vira de lado, encarando-o. Seus olhos agora estão claros, serenos, como os de uma sábia que retornou do inferno.

Ruiva: (Ela toca seu rosto, um gesto incrivelmente terno) “Agora você sabe o que eu valho. Agora você sabe o que você vale. Não há mais segredos, Henrique. Não há mais sombras.” Ela puxa seu rosto para perto, seus lábios quase tocando os dele. “Eles me comeram. Mas você… você me limpou. Isso é mais íntimo que qualquer penetração. É uma alquimia. Você transformou a porra deles em algo só nosso.”

Ela o beija. É um beijo lento, profundo, onde ele pode provar o resto do sal, do amargo, e algo mais – uma pureza perversa, forjada no fogo da depravação compartilhada.

Fora, o Mediterrâneo é um tapete negro sob um céu salpicado de estrelas. Dentro do pavilhão de vidro, o rebanho de dois está deitado nos restos do banquete, refeito não da inocência, mas da aceitação total. A sociedade está consolidada. O patrimônio foi auditado, avaliado e, finalmente, totalmente possuído.

O silêncio que os envolve não é mais pesado. É pacífico. É o silêncio depois da guerra. E eles são os únicos sobreviventes.)


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico henriquecasadomg

Nome do conto:
Ruiva agora sócios

Codigo do conto:
251715

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
10/01/2026

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