Temia que Claudio pudesse desconfiar de alguma coisa, por isso não queria envolvimentos com ninguém, se as coisas acontecessem, aconteceriam e ponto final, não tinha pretensão de repetir o mesmo prato.
A verdade é que essas duas infidelidades me mostraram um contexto que eu não conhecia.
Eu não tinha noção do potencial do meu corpo.
Não conhecia o quanto de prazer poderia ser obtido numa relação sexual intensa.
As experiências me mostraram que se em casa não fosse atendida mais intensamente por Claudio, teria que procurar outras formas de buscar prazer.
E foi assim que em um certo dia, ao sair para almoçar com o meu marido, conheci o seu chefe que estava de passagem por nossa cidade.
Ele, um homem maduro, culto, beirando os 60 anos, mas ainda bonito, corpo atlético do tipo que adora fazer exercícios.
Em nossa conversa ele veio a saber que eu trabalhava em uma agencia de viagens, e que em algumas circunstancias especiais era requisitada para ser a cicerone de alguns grupos de turistas que desejavam conhecer a nossa cidade.
A impressão que o chefe de meu marido, Alberto, teve de nossa cidade foi muito boa, e gostaria de poder conhecê-la melhor quando voltasse para cá no próximo mês.
Na brincadeira, meu marido querendo fazer média, disse a ele que se quisesse eu poderia acompanhá-lo, mostrando o que desejasse conhecer em nossa cidade.
Confesso que fiquei preocupada.
Eu era cicerone de grupos de terceira idade, onde o nível de exigência é menor.
Daí apresentar a cidade a alguém com a importância que Alberto tinha, não seria fácil.
De qualquer forma, com certeza, Claudio nos acompanharia, o que me daria mais tranquilidade.
E o mês passou e Alberto voltou.
Marcado o dia para o tour, eis que sou surpreendida pela notícia de que meu marido teria que ir à Matriz participar de um processo que poderia proporcionar uma ascensão profissional.
O convite de Alberto deixou meu marido felicíssimo, mas eu fiquei muito preocupada pela responsabilidade que passaria a ter.
Mas, como era inevitável, nos sentamos para compor o roteiro do tour.
Alberto pergunta a Claudio se ele teria alguma restrição em eu apresentar também, locais noturnos para jantar e dançar.
Inebriado pelo convite de viagem à matriz e pela perspectiva de promoção, Claudio não fez nenhuma restrição.
Sexta feira pela manhã, um taxi me apanha em casa às 10h.
Era Alberto, que conforme programado, iria iniciar o tour pela cidade.
Levei-o a diversos locais, no mirante, onde se descortinava uma linda vista das montanhas, nas ruínas do mausoléu, em acervos históricos, em áreas tombadas, enfim, andamos pela manhã inteira.
Alberto se comportou como uma criança, ficava atento as explicações que eu dava, e acho que instintivamente, demonstrando alegria, me tocava, ora no braço, ora no ombro, ora na barriga, ora na bunda, sempre de forma muito ocasional.
Paramos para almoçar.
Foi nesse instante que ele começou a demonstrar que não iria ficar apenas na apresentação de locais, eu certamente fazia parte dos locais que ele gostaria de descobrir…
Pensei comigo, como poderia transar com o chefe de meu marido??
Como ficaríamos depois???
Por outro lado, se ele forçasse comigo e eu não aceitasse, será que a promoção de meu marido sairia ainda assim?
E nessa dúvida encerramos a primeira parte do nosso tour, ele me deixou em casa, para me trocar, irmos jantar, e conhecer alguns lugares noturnos.
Chegando em casa meu marido me liga, dizendo que já estava na matriz e que o dia tinha sido muito produtivo, que no dia seguinte iniciaria a primeira fase dos testes.
Testes que terminariam apenas no domingo.