Ele estava lá, imponente. A idade lhe dera cabelos e barba de um branco absoluto, mas não ousara tocar na sua virilidade. A vaidade e a disciplina moldaram um corpo musculoso, de ombros largos e mãos pesadas, que desmentia qualquer certidão de nascimento.
Quando nossos olhares se cruzaram, o luto desapareceu.
— Meu menino... você veio — ele disse, com um sorriso que era um carinho e um chamado ao tesão...
Aproximei-me e sussurrei em seu ouvido, sentindo o calor que emanava dele:
— Cada vez que venho e vou embora, dói demais. Meu corpo te deseja o tempo todo.
O rosto dele se contorceu em uma mistura de dor e desejo bruto.
— Para, menino! Só de te ver aqui, meu pau já está duro na calça, nem posso levantar... Dorme aqui esta noite. Meus filhos já foram. Ficaremos sós.
Quando a última luz da sala se apagou, entrei no quarto dele sem bater. Pedro estava na beira da cama, imponente, com aquele perfume enlouquecer, a camisa entreaberta revelando o peito largo e viril.
— Eu só quero o "homem de verdade" que me faz tremer na base — sentenciei.
O beijo teve o mesmo sabor de décadas atrás: urgência e segredo. Ele me despiu com mãos que conheciam cada centímetro do meu mapa. Quando abri sua calça, lá estava ele: o pau lindo, duro e pulsante, uma afronta ao tempo.
— Tio, o tempo não passou para o senhor...
— Então mama o pau desse tio que te deseja mais que tudo agora!
Ajoelhei-me e o devorei. Ele urrava de tesão, as mãos enterradas nos meus cabelos, socando fundo na minha garganta, um movimento animal que me fazia lacrimejar e desejar mais. Não havia rastro de fragilidade ali; era o vigor de um carvalho que se recusava a vergar.
Sem aviso, ele me virou de quatro na cama. Senti sua língua explorando meu cuzinho com uma fome que me fez perder os sentidos.
— Esse cuzinho continua delicioso e sedento por pau. Vou meter até o talo! — ele rugiu.
— Mete, Pedro! Empurra tudo!
Ele invadiu. Senti cada fibra se esticando sob a pressão daquela carne ríspida e quente. O som dos corpos batendo era o único hino naquela casa vazia. Ele metia com uma força que me deixava enlouquecido, deixando sua marca, provando que ainda era o meu dono.
— Vou te arrombar todo, menino... vou te encher de leite!
— Quero beber cada gota, Pedro!
No ápice, ele me virou de frente, ajoelhando-se sobre mim. O olhar dele era puro triunfo. Ele segurou minha cabeça com possessividade e, enquanto eu envolvia seu pau latejante, ele jorrou. O leite veio em jatos quentes, densos e abundantes, inundando minha boca, um batismo final de vida e prazer que eu engoli com a devoção de quem comunga no altar mais sagrado de todos.
Depois da tempestade, o silêncio voltou a ser doce. Adormecemos agarradinhos. O braço dele, pesado e musculoso, envolvia minha cintura, me puxando para o calor do seu peito. Sentir o coração do Tio Pedro batendo contra minhas costas, firme e constante, era a certeza de que aquela noite havia vencido a morte.
Ali, entre o cheiro de suor e o rastro do sêmen que ainda queimava em mim, eu soube: ele sempre seria o meu homem de verdade. E eu, para sempre, o seu menino.
Que tesão de conto