Tio Pedro. A dor, o desejo e o tempo...

A vida realmente nos reserva muitas surpresas. E 2026 já começou me surpreendendo, há anos não ia a Vitorinos, desde que vovó e Tio Olívio faleceram em 2006, ambos nos deixaram no mesmo ano. Desde então não vou a Minas Gerais. Mas final de fevereiro, fomos surpreendidos com a triste notícia da morte da tia Gláucia, esposa de tio Pedro. Viajei as pressas, pois doeu em mim, tio Pedro a amava demais. Mas retornar aquele lugar... Foi muito louco. Dirigia na estrada com os flashs das últimas férias... Aquela estrada esburacada onde tio João descobriu o caminho do meu cuzinho e me deixou cheio de leite no cuzinho. A noite na cama de tio Olívio, 23cm de rola no meu cuzinho...ah que saudade.... Tio Carlos, a própria safadeza em ´pessoa... Saber que estaria diante dos irmãos depois de tanto tempo... por fim cheguei lá.
A casa exalava o cheiro pesado das flores do velório e o silêncio das condolências, mas para mim, o ar estava eletrizado por algo muito mais antigo e visceral. A família se reuniu para dar "suporte" ao Tio Pedro, o patriarca de 85 anos que acabara de ficar viúvo. Mas, enquanto todos viam o Pastor enlutado, eu via o homem que, aos 50 anos, havia reivindicado meu corpo e minha alma quando eu era apenas um pré-adolescente. Que me possuiu sobre a mesa de madeira no fundo do quintal de vovó... Ah tio Pedro o meu homem de verdade, e realmente foi o melhor que tive na vida...

Ele estava lá, imponente. A idade lhe dera cabelos e barba de um branco absoluto, mas não ousara tocar na sua virilidade. A vaidade e a disciplina moldaram um corpo musculoso, de ombros largos e mãos pesadas, que desmentia qualquer certidão de nascimento.
Quando nossos olhares se cruzaram, o luto desapareceu.
— Meu menino... você veio — ele disse, com um sorriso que era um carinho e um chamado ao tesão...
Aproximei-me e sussurrei em seu ouvido, sentindo o calor que emanava dele:
— Cada vez que venho e vou embora, dói demais. Meu corpo te deseja o tempo todo.

O rosto dele se contorceu em uma mistura de dor e desejo bruto.
— Para, menino! Só de te ver aqui, meu pau já está duro na calça, nem posso levantar... Dorme aqui esta noite. Meus filhos já foram. Ficaremos sós.

Quando a última luz da sala se apagou, entrei no quarto dele sem bater. Pedro estava na beira da cama, imponente, com aquele perfume enlouquecer, a camisa entreaberta revelando o peito largo e viril.
— Eu só quero o "homem de verdade" que me faz tremer na base — sentenciei.

O beijo teve o mesmo sabor de décadas atrás: urgência e segredo. Ele me despiu com mãos que conheciam cada centímetro do meu mapa. Quando abri sua calça, lá estava ele: o pau lindo, duro e pulsante, uma afronta ao tempo.
— Tio, o tempo não passou para o senhor...
— Então mama o pau desse tio que te deseja mais que tudo agora!

Ajoelhei-me e o devorei. Ele urrava de tesão, as mãos enterradas nos meus cabelos, socando fundo na minha garganta, um movimento animal que me fazia lacrimejar e desejar mais. Não havia rastro de fragilidade ali; era o vigor de um carvalho que se recusava a vergar.

Sem aviso, ele me virou de quatro na cama. Senti sua língua explorando meu cuzinho com uma fome que me fez perder os sentidos.
— Esse cuzinho continua delicioso e sedento por pau. Vou meter até o talo! — ele rugiu.
— Mete, Pedro! Empurra tudo!

Ele invadiu. Senti cada fibra se esticando sob a pressão daquela carne ríspida e quente. O som dos corpos batendo era o único hino naquela casa vazia. Ele metia com uma força que me deixava enlouquecido, deixando sua marca, provando que ainda era o meu dono.
— Vou te arrombar todo, menino... vou te encher de leite!
— Quero beber cada gota, Pedro!

No ápice, ele me virou de frente, ajoelhando-se sobre mim. O olhar dele era puro triunfo. Ele segurou minha cabeça com possessividade e, enquanto eu envolvia seu pau latejante, ele jorrou. O leite veio em jatos quentes, densos e abundantes, inundando minha boca, um batismo final de vida e prazer que eu engoli com a devoção de quem comunga no altar mais sagrado de todos.

Depois da tempestade, o silêncio voltou a ser doce. Adormecemos agarradinhos. O braço dele, pesado e musculoso, envolvia minha cintura, me puxando para o calor do seu peito. Sentir o coração do Tio Pedro batendo contra minhas costas, firme e constante, era a certeza de que aquela noite havia vencido a morte.

Ali, entre o cheiro de suor e o rastro do sêmen que ainda queimava em mim, eu soube: ele sempre seria o meu homem de verdade. E eu, para sempre, o seu menino.


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Comentários


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kaikecamargo3 Comentou em 06/03/2026

Que tesão de conto




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Ficha do conto

Foto Perfil militar-kasinsk
militar-kasinsk

Nome do conto:
Tio Pedro. A dor, o desejo e o tempo...

Codigo do conto:
256297

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
06/03/2026

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4

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