Cap. 06: À flor da pele - O jogo da sedução (1/2).

A luz do sol invadiu o quarto, mas Gustavo já estava acordado, observando Marina dormir. Quando ela finalmente abriu os olhos, espreguiçou-se com um sorriso preguiçoso. O olhar dela encontrou o dele. Não havia culpa. Havia uma intimidade ainda maior e a energia latente da noite anterior vibrando entre os dois.

A manhã transcorria preguiçosa quando o celular de Marina vibrou na mesa de cabeceira. Ela pegou o aparelho e um sorriso malicioso desenhou-se em seus lábios.
— Olha só quem acordou animado... — murmurou, virando a tela para Gustavo.

Mensagem dele.
“Bom dia. Já acordou? Vai ter desfile de biquíni na praia hoje?”

Gustavo soltou uma risada, acomodando-se melhor nos travesseiros.
— E o que a minha esposa vai responder?
Marina não hesitou. Começou a digitar e leu em voz alta para o marido ouvir cada palavra:
— “Bom dia. Hoje não tem biquíni. Dia de turista comportada. Meu marido cismou de conhecer a feirinha de artesanato no centro da cidade. Muito sol e família.”

O celular vibrou de novo quase na mesma hora. Ela leu a resposta para Gustavo.
— “Uma pena. O centro vai ficar mais interessante hoje, pelo visto.”
— Já vai dispensar ele? — brincou o marido.
— Não dispensei, meu amor… joguei uma isca. Aposto que ele não vai querer perder a oportunidade — respondeu Marina, jogando o aparelho na cama.
Gustavo não escondeu o riso.

O centro da cidade fervia. O calor era implacável e turistas caminhavam entre as barracas coloridas. Marina usava um vestido longo e fluido, de tecido leve, óculos escuros e cabelos presos.
Em determinado momento, Gustavo parou em uma barraca de cachaças artesanais.
— Vou provar umas ali no fundo, amor. Senta aqui nessa sombra e pede uma água de coco, já volto.
Ela assentiu, sentando-se em uma mesa de plástico. Não demorou cinco minutos. Uma sombra cobriu sua mesa.

— Posso me sentar ou o marido está vigiando?
Era ele. Camisa de linho, óculos escuros, sorriso presunçoso. Ela não lembrava como ele era… grande.
Marina não demonstrou surpresa. Deu um pequeno gole na água de coco.
— Ele foi provar cachaça. Deve demorar um pouco. Que coincidência você por aqui...
Ele puxou a cadeira e sentou-se bem de frente para ela, inclinando-se sobre a mesa.
— Eu não acredito em coincidências. Acredito em oportunidades. — Ele baixou os óculos para encará-la. — Achei que a viagem ia ser entediante com o marido a tiracolo.
— Ele é ótimo — Marina respondeu, cruzando as pernas de forma que a fenda do vestido se abrisse generosamente. — Mas as melhores viagens são aquelas em que a gente foge um pouco do roteiro, não acha?

O olhar dele desceu avidamente pela fenda do vestido, acompanhando a linha nua da perna dela, antes de voltar aos seus olhos.
— E quando é que você vai fugir do roteiro comigo? — Ele inclinou-se sobre a mesa, a voz rouca e impaciente. — Longe do marido. Sem celular. Só nós dois.
Marina deu um sorriso misterioso, bebericando a água de coco com calma.
— Você é sempre apressado assim?
— Não é pressa. É desejo. — Ele insistiu. Não estava acostumado a ser rejeitado. — Meu carro está aqui próximo. Você pode se perder alguns minutos do seu marido.

— Hoje é dia de família... não vou poder te dar o que você quer — ela murmurou, a voz aveludada, sem desviar os olhos dos dele. Com um movimento ágil e invisível para quem estava de fora, escorregou os polegares pela lateral do quadril puxando a pequena calcinha de renda preta pelos pés e a embolou na mão direita.
Mantendo o contato visual inquebrável, ela deslizou a mão por debaixo da mesa e pousou a calcinha diretamente sobre o volume da calça dele, dando um aperto rápido e intencional no pau dele, que deu um salto imediato sob o tecido.
— Mas você pode ficar com isso. Pelo menos leva uma lembrança minha.

O homem paralisou. A respiração dele falhou. Ele abriu a boca para falar algo, dominado pelo tesão e pela audácia dela.
Mas antes que ele emitisse um som, Marina olhou por cima do ombro dele. A expressão de devassa sumiu instantaneamente, substituída pela de uma esposa angelical.

— Amor! Que bom que voltou.

O sangue do homem congelou. Gustavo se aproximava sorridente com uma sacola na mão.
Em um ato de puro reflexo, o rapaz agarrou a calcinha no próprio colo e a enfiou no bolso da bermuda, cruzando as pernas rapidamente para tentar esconder a ereção absurda.

— Amor, esse turista simpático parou para
me perguntar onde ficava o mercado de castanhas — disse Marina, mentindo com uma naturalidade assustadora, olhando diretamente nos olhos do marido.
Gustavo percebeu a cena na hora e entrou no personagem com perfeição.
— Ah, legal! Tudo bem, amigo? Fica logo ali na próxima rua à direita. — Gustavo estendeu a mão com um sorriso amigável e farto.

O homem apertou a mão de Gustavo. Ele não fazia ideia de que o marido sabia de tudo.

— É... valeu pela informação. Obrigado. Eu já estava de saída, minha turma tá me esperando. Boa viagem pra vocês.
Ele levantou-se desajeitado, ainda tentando disfarçar a calça marcada, e praticamente fugiu para o meio da multidão.
Gustavo sentou-se na cadeira que ele desocupou. Pegou o copo de água de coco de Marina e deu um gole lento.
Eles trocaram um olhar em silêncio. Um sorriso cúmplice começou a se formar no rosto de Gustavo.

— Turista perdido, é? — ele sussurrou.
Marina piscou.
— E acabou de ganhar um souvenir da viagem.

Gustavo fez uma expressão de confuso. Sem tirar os olhos do marido, Marina guiou a mão de Gustavo até a parte interna de sua coxa, subindo devagar.
Gustavo prendeu a respiração quando seus dedos tocaram apenas a pele lisa, quente e úmida. Ela estava completamente nua e molhada, no meio de uma praça lotada.
Ele deu um sorriso de canto de boca, misturando a adrenalina do risco com a incredulidade, enquanto acariciava a esposa.
— Se as minhas contas não estiverem erradas... — Gustavo sussurrou, a voz rouca, inclinando-se mais perto do rosto dela — ...essa já é a terceira calcinha que você dá para alguém nessa viagem.
Marina soltou uma risada baixa e gostosa, apertando as pernas ao redor da mão do marido por um breve segundo antes de soltá-lo.
— Acho que você vai precisar escolher calcinhas novas pra mim, maridinho. — Ela piscou, pegando a bolsa. — Vamos, paga essa água de coco. Quero ir pro ar-condicionado do hotel.


O calor da rua ficou para trás assim que entraram no quarto. O ar-condicionado no máximo e as cortinas com blackout transformaram o ambiente em um refúgio perfeito para um cochilo.
A tarde já caía quando o celular de Marina vibrou sob o travesseiro.
Ela abriu os olhos devagar, tateando até encontrar o aparelho. A tela brilhou na penumbra do quarto.
Mensagem do amigo do bar.
“Sobreviveu ao maridão? Tive que me segurar pra não rir quando ele apertou minha mão e começou a dar direções. Ele não faz ideia da mulher que tem.”
Marina sorriu. A ironia barata dele era só uma forma de mascarar o pânico de ter quase sido pego. Ele precisava massagear o próprio ego.

Ela digitou, espreguiçando-se na cama:
“Ele não desconfiou de nada. Acredita em tudo que eu falo. Está aqui do meu lado, roncando feito um anjo. E você? Guardou bem o meu souvenir?”

A resposta não veio em texto. Veio em imagem.

Um pau inteiramente exposto. Duro, grosso e imponente, apontado para cima. E enrolada na base dele estava a pequena calcinha de renda preta que ela havia tirado horas antes.

O tamanho era assustadoramente maior do que ela imaginava. Marina sentiu a umidade chegar instantaneamente entre suas pernas.

Ao seu lado, Gustavo começou a despertar, espreguiçando-se sob os lençóis. Marina não pensou duas vezes. Sem dizer uma palavra, ajoelhou-se sobre o peito do marido e guiou sua buceta molhada diretamente no rosto dele.
Gustavo abriu os olhos confuso.

— Chupa — ela ordenou, a voz grave e rouca de tesão.

Gustavo obedeceu na mesma hora. A língua dele encontrou o clitóris inchado. Marina gemeu baixo, reclinando-se para trás, e virou a tela do celular para baixo, bem na linha de visão do marido.
Gustavo entendeu tudo. Debaixo de Marina, ele sentiu o próprio pau endurecer violentamente. Ela percebeu a reação no mesmo instante.

— Será que isso cabe em mim? — questionou Marina em um misto de provocação e dúvida real.

Enquanto Gustavo a chupava com mais avidez, alimentado pela visão daquele pau na tela, Marina voltou a digitar com uma mão, enquanto a outra afundava nos cabelos do marido.

“Puta merda. Que visão deliciosa. Me deixou molhada na hora. Nunca vi nada nem parecido de perto... muito menos na minha própria cama.” — ela enviou, sempre mostrando a tela do celular para Gustavo.

A resposta veio em segundos:
“Estou pensando em você desde a hora que saí daquela feira. Se seu marido sonhasse que a calcinha da mulher dele tá no meu pau agora...”
Marina olhou para Gustavo. Ele lambia, sugava e bebia a intimidade dela com desespero. Ela sorriu de forma cruel e excitada, e digitou:

“Coitado do meu maridinho... ele nem sonha com o que eu estou imaginando agora.”
Ler aquela humilhação na tela, enquanto servia a esposa, levou Gustavo ao limite. Ele chupou com mais força, fazendo Marina perder o controle. O contraste entre dominar o homem pelo celular e ser venerada pelo marido na cama foi demais.
Ela gozou forte, tremendo em cima do rosto de Gustavo, soltando um grito abafado enquanto encharcava a boca dele com seus fluidos. Gustavo bebeu tudo, engolindo o orgasmo da esposa com devoção.
O celular vibrou mais uma vez. Uma nova foto.

O mesmo pau, mas agora coberto de uma porra farta, espessa, que escorria diretamente por cima da renda preta da calcinha dela.
A mensagem logo abaixo dizia:
“Ainda vai querer ela de volta assim?”
Marina deu uma risada baixa, saindo de cima do rosto de Gustavo. Ela deitou ao lado dele, ofegante, e digitou a resposta:

“Claro. É a minha calcinha preferida.”
O homem do outro lado da tela estava cego de tesão.

“Preciso te ver hoje à noite. Longe dele. Sozinha. Dá um jeito.”

“Impossível” — rebateu Marina, implacável. — “Hoje é uma noite especial. Tenho um jantar romântico de aniversário de casamento com o meu maridinho. Agenda lotada.”

O silêncio virtual durou alguns segundos. Ele estava frustrado por ser preterido.
“E amanhã? Vai pra feirinha de novo? Passeio de barco? Praia?” — ele tentou pescar.

“Amanhã eu não saio do hotel. Fiquei sabendo que vai ter um evento muito famoso aqui na área da piscina. Uma feijoada com pagode, aberta ao público. Acho que vai ser bom aproveitar o último dia de viagem aqui mesmo.”

A isca estava lançada.
Marina bloqueou o celular e jogou na cama. Olhou para Gustavo, que ainda tinha o rosto levemente brilhante pela umidade dela e o pau completamente duro marcando a calça do pijama.

— Chega de turistas emocionados por hoje. Vai se arrumar! — ordenou a esposa.
A atitude inconsequente da tarde deu lugar à mais pura elegância. Marina escolheu um vestido de seda esmeralda, de corte impecável. Costas nuas, uma fenda estratégica, mas com um decote frontal contido. Maquiagem sofisticada, cabelos perfeitamente alinhados, batom vermelho escuro e um perfume marcante.
Enquanto ela finalizava os retoques no espelho, Gustavo se aproximou por trás, segurando uma pequena caixa de veludo.
— Feliz aniversário de casamento, meu amor.

Marina abriu a caixa com um sorriso iluminado. Dentro, repousava um conjunto de ouro finíssimo: um colar, um par de brincos e uma tornozeleira delicada, que trazia um minúsculo pingente de pimenta.
Ela colocou as peças com calma. A tornozeleira foi o toque final, presa ao tornozelo esquerdo, acima do salto alto. Um detalhe provocante, quase invisível, mas com um significado conhecido por ambos.

— Então... — ele murmurou perto do ouvido dela. — Jogo da sedução hoje?

Era a quarta etapa da brincadeira que haviam combinado no início da viagem. O desafio de Marina seduzir ativamente alguém com Gustavo ao lado, fingindo não perceber nada.
Marina riu, uma risada baixa, rouca e promissora, encontrando o olhar do marido pelo espelho.

— Sim. Esse vai ser o seu presente de casamento.

[…] Continua […]


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


256320 - Cap. 07: À flor da pele - O jogo da sedução (2/2). - Categoria: Cuckold - Votos: 0
256262 - Cap. 05: À flor da pele - O jogo dos estranhos. - Categoria: Cuckold - Votos: 5
256258 - Cap. 04: À flor da pele - O quarto proibido. - Categoria: Exibicionismo - Votos: 3
256041 - Cap. 03: À flor da pele - A Foto que Não Devia Existir. - Categoria: Cuckold - Votos: 8
255878 - Cap. 02: À flor da pele - Entre quatro paredes. O Jogo dos 5 Desafios. - Categoria: Fantasias - Votos: 4
255280 - Cap. 01: À flor da pele - o início. - Categoria: Exibicionismo - Votos: 4

Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico gustavopradotorres

Nome do conto:
Cap. 06: À flor da pele - O jogo da sedução (1/2).

Codigo do conto:
256319

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
06/03/2026

Quant.de Votos:
0

Quant.de Fotos:
0