Nina estava recostada no sofá branco, completamente nua, as pernas abertas. Artur estava ajoelhado no tapete, o rosto afundado entre as coxas dela, trabalhando com uma devoção desesperada para agradar a namorada.
Nina, com os olhos semicerrados e a respiração pesada, deslizava os dedos pelos cabelos perfeitamente alinhados de Artur enquanto o destruía com o passado.
— Ele era bruto, amor... bem diferente de você, que é o meu principezinho — ela sussurrava, a voz rouca, sentindo a língua de Artur vacilar por um segundo. — Ele tinha as mãos grossas. E o pau dele... não era uma monstruosidade absoluta como o do Betão, mas era bem grande. Grosso. Ele adorava me pegar de jeito e socar tudo até me fazer engasgar.
Artur gemeu um som abafado contra a pele dela. O ciúme o rasgava por dentro, mas o tesão de imaginá-la sendo dominada por outro homem o mantinha preso ali, sugando-a com ainda mais força.
— Ele não usava camisinha, Tutu. Nunca. Ele sempre terminava dentro da minha buceta... — Nina arqueou as costas, a própria lembrança a excitando absurdamente. — Ele pedia pra eu montar nele e quicar bem forte. Ele dizia que adorava ver os meus peitos pulando enquanto gozava dentro de mim.
Artur quase perdia o fôlego pela pressa que Nina fazia em sua cabeça contra sua buceta. Sua língua trabalhava intensamente. Ele só parava para alguns comentários. — Mas ele era tão bruto com você amor… você deixava?
Melina riu. Segurou Artur pelos cabelo forçando-o a olhar para cima por um segundo antes de empurrá-lo de volta: — Eu gostava. Eu pedia.
— Mas teve uma vez... que a gente fez uma loucura. Era tarde da noite. Ele pulou o muro da minha casa, entrou sem ninguém ver e me arrastou pro banheiro da minha suíte. Eu ajoelhei no chão gelado e comecei a chupar ele.
Nina fechou os olhos, o corpo tremendo, o suor brilhando no colo sardento. Pegou uma mão do namorado e levou até sua boca lembrando-se do pau do ex. Após alguns segundos retornou.
— Ele tava quase gozando, amor. Enfiando aquilo com força na minha garganta... quando a minha mãe bateu na porta. Ela disse que tinha ouvido barulhos e perguntou se estava tudo bem.
A respiração de Artur falhava, dividindo-se entre o choque moral e a excitação doentia.
— Eu não tirei o pau dele da boca, Tutu. Eu respondi com a boca cheia. Falei pra minha mãe que estava um pouco enjoada e que tinha acabado de vomitar... — Nina deu uma risada baixa, cruel. — Minha mãe, tadinha, acreditou. Disse que ia descer e deixar um chazinho pronto pra mim na cozinha. E assim que ela virou as costas no corredor... ele afundou no meu rosto e gozou.
Nina apertou as pernas ao redor das orelhas de Artur. A umidade dela encharcava o rosto do garoto.
— Eu engoli tudo. Ele pulou a janela e foi embora. Sabe o que eu fiz depois, Tutu? —
Ela sussurrou, a voz trêmula pela proximidade do orgasmo. — Eu desci pra cozinha. Peguei a xícara de chá que a minha mãe fez com tanto carinho... e joguei na pia.
Eu não bebi.
Porque eu não queria que o gosto da porra dele saísse da minha boca.
O impacto da confissão foi fulminante. A imagem da namorada "perfeita" mentindo para a própria mãe para engolir outro homem foi o estopim. O corpo de Nina convulsionou num orgasmo violento e arrebatador, impulsionado apenas pelo poder da própria mente e pela submissão patética de Artur, que aceitou cada gota daquela humilhação até o fim.
A quinta-feira passou como um borrão. Na faculdade, o clima era de uma estranha calmaria antes da tempestade. Artur parecia um fantasma. Ele estava completamente viciado na nova dinâmica do relacionamento. Contava os minutos para chegar à noite e ouvir novas histórias da namorada.
As mensagens dele no celular de Nina ao longo do dia eram reflexos do seu estado miserável:
"Bom dia, princesa. Não dormi direito pensando em tudo o que você me falou."
"Amo muito você. Obrigado por compartilhar sua vida comigo."
“Ansioso pra chegar em casa”.
Nina respondia com carinho e doçura. A princesinha do interior.
Mas o lado mais quente e venenoso acontecia na outra janela do aplicativo.
Beto não mandava "bom dia".
No meio da tarde, a tela de Nina acendeu com uma foto de visualização única. Era ele, no vestiário da academia. O abdômen trincado brilhava de suor e a bermuda de moletom cinza marcava um volume absurdo e pesado.
alberto.betao: A culpa de eu estar assim no meio do treino é das fotos que o Tutu tirou pra mim ontem. Amanhã à tarde a gente se vê na sua piscina, ruivinha. Mal posso esperar pra avaliar o meu território de perto. Vê se não decepciona.
melina.mel: você se acha garoto.
Ela ficava ansiosa pela próxima mensagem dele.
Babi havia agitado no grupo da sala uma "prévia" da calourada para a tarde de sexta-feira, e a piscina do flat luxuoso de Nina foi o local escolhido por unanimidade.
Quando a tarde de sexta-feira chegou, o flat de Nina, normalmente um oásis de silêncio e ordem burguesa, foi tomado pelo caos.
Babi chegou primeiro, acompanhada de Betão e mais uns quatro colegas de turma. O som estalou nas caixas Bluetooth e o cheiro de álcool rapidamente dominou o deck de madeira escura da área de lazer.
Artur, usando uma bermuda de banho azul-marinho comportada, tentava agir naturalmente, mas o choque visual foi imediato.
Betão tirou a regata assim que pisou no deck. Ele usava exatamente a mesma sunga branca da foto curtida por Nina dias antes. O contraste era brutal. O ogro da Educação Física exibia um corpo massivo, ombros largos e um abdômen depilado que parecia esculpido em pedra. O volume na sunga era uma ofensa viva à masculinidade de qualquer outro homem ali presente.
Nina apareceu na varanda instantes depois. Ela usava uma saída de praia longa e preta, com os braços cruzados na frente do corpo, a vergonha e a adrenalina lutando dentro dela. O biquíni que estava por baixo pesava como se fosse feito de chumbo.
— Ruivinha! Que demora! — Babi gritou, já com um copo de vodca na mão, caminhando até a ruiva. — Tira esse pano, tá um calor do inferno!
Babi não esperou permissão. Com um puxão ágil, ela desfez o laço da saída de praia de Nina e a jogou numa espreguiçadeira.
O deck inteiro pareceu silenciar por um segundo.
Nina estava usando o biquíni minúsculo que Beto havia deixado no seu para-brisa. O tecido preto, fino como uma segunda pele, esticava-se violentamente contra os seios fartos, os bicos rígidos marcando o tecido com clareza absoluta. A calcinha fina sumia nas laterais do quadril largo.
Artur engoliu em seco. — Tá linda, princesa... — ele sussurrou, a voz sumindo, intimidado pela própria namorada.
Beto, encostado na borda da piscina com uma lata de cerveja na mão, não disse nada. Apenas cravou os olhos escuros no corpo de Nina e deu um sorriso de lado, um sorriso de quem admira a própria propriedade.
O álcool começou a fluir, e não demorou para que a turma inteira pulasse na água cristalina.
— Briga de galo! — um dos rapazes gritou, batendo na água.
A ideia inflamou o grupo. Babi, com o seu biquíni estourando no corpo curvilíneo, olhou para Betão.
— Prepara o ombro aí, gigante.
Nina olhou para Artur, que sorriu amarelo, sentindo a pressão do momento.
— Sobe, princesa — ele ofereceu, mergulhando um pouco para que ela passasse as pernas pelo pescoço dele.
O desastre foi imediato. Assim que Nina sentou nos ombros de Artur, o peso das coxas grossas e do corpo voluptuoso da ruiva fez o garoto tremer. Ele não tinha base física.
A poucos metros de distância, a cena era oposta. Babi, que era mais pesada e volumosa que Nina, subiu nos ombros de Betão. O gigante não moveu um milímetro. Ele segurou as coxas grossas da veterana com as duas mãos calosas, firme como uma rocha.
Quando Babi avançou e empurrou as mãos contra as de Nina, Artur desabou. O impacto mínimo foi o suficiente. O namorado de Nina afundou como uma âncora, engolindo água e tossindo desesperadamente enquanto Nina caía de mau jeito na piscina.
Risadas ecoaram. Artur ressurgiu, arrumando o cabelo molhado, o rosto vermelho de vergonha.
— Tá muito fácil, Tutu. Faltou sustância aí — Betão zombou em voz alta, a voz grave cortando as risadas. — Vamos dar uma segunda chance. Troca as duplas! Babi, vai no Lucas. Ruivinha... vem pra cá.
O coração de Nina disparou. Ela nadou até Betão, sentindo o olhar de Artur queimar nas suas costas.
— Sobe aí — Beto ordenou.
Ele abaixou um pouco, e Nina passou as coxas ao redor do pescoço grosso dele. O trapézio de Beto parecia uma poltrona firme. Quando ele levantou, Nina sentiu sua buceta tocar no pescoço largo dele. As mãos gigantes de Betão fecharam-se ao redor das coxas dela, os dedos quentes apertando a pele sardenta.
A nova briga começou, mas Nina e Betão não queriam que terminasse. Beto não a deixava cair, absorvendo os empurrões de Babi como se não fossem nada. Nina, lá de cima, pouco se esforçava para derrubar a amiga, aproveitando cada segundo do toque dele.
No meio da confusão de água espirrando, Beto soltou uma das coxas de Nina por um segundo. Ele passou o braço gigante por trás da cintura dela e, com a mão pesada, apertou a bunda quase nua da ruiva.
Nina prendeu a respiração, um choque elétrico atravessando sua espinha.
Quando Babi finalmente se desequilibrou e caiu, coroando-os vencedores, Betão não jogou Nina para trás como os outros faziam.
— Descendo, ruivinha — ele sussurrou.
Com as duas mãos na cintura dela, Beto a puxou para frente. Ele deslizou o corpo de Nina lentamente contra o dele. A bunda dela esfregou no rosto áspero do ogro, desceu pelo peitoral duro e largo, e escorregou até parar perfeitamente encaixada contra a sunga branca dele.
Através do tecido fino do seu biquíni e da sunga molhada, Nina sentiu a rocha dura e quente pulsar contra a base da sua espinha.
Betão a segurou ali, abraçada pela cintura, as pernas dela balançando na água, por longos e cruéis cinco segundos.
O mundo ao redor pareceu desaparecer.
Ela estava completamente encharcada de tesão, os olhos cravados nos de Artur, que assistia à cena paralisado, do outro lado da piscina.
Todos bebiam muito. Nina também virava um copo atrás do outro, a embriaguez dissolvendo as últimas barreiras de decência que lhe restavam. Artur bebia menos, deslocado no próprio território.
Babi sentou-se na borda da piscina, acendeu um baseado e ofereceu à roda.
Nina e Artur recusaram, mas a fumaça doce já tomava conta do ar.
Foi então que Babi percebeu que uma outra garota da turma, Luana, estava se exibindo descaradamente para Betão. A veterana deu um sorriso diabólico e pulou de volta na água.
— Briga de galo de novo! Eu contra a Luana! — Babi anunciou, subindo nos ombros de outro colega.
A briga começou, mas as regras haviam acabado. No meio dos empurrões, Babi não tentou derrubar a garota. Em vez disso, ela esticou a mão e, com um puxão brusco, desamarrou a parte de cima do biquíni de Luana. O tecido voou longe, e os seios da garota ficaram completamente expostos no meio da roda.
Gritos e assobios explodiram no deck. Artur arregalou os olhos por trás das lentes dos óculos, visivelmente assustado com a falta de limites.
Mas Luana não recuou. Rindo alto, a garota avançou e revidou, puxando o top de Babi.
As duas ficaram lá no alto, com os seios nus expostos para todos.
E, para o choque final de Artur, em vez de continuarem brigando, as duas garotas agarraram-se pelos cabelos e deram um beijo de língua intenso e molhado.
Elas desceram dos ombros dos rapazes e continuaram se beijando na beirada da piscina, ignorando o resto do mundo.
O caos estava instaurado.
Nina percebeu a ereção imediata do namorado com a exibição das meninas. Susurrou no ouvido de Artur. — Agora estamos empatados né Tutu. Eu vi o pau de dois homens estes dias e você foi os seios das meninas. Safadinho. — E saiu rebolando para pegar mais uma bebida deixando o namorado corado de vergonha.
Betão, com um sorriso predatório no rosto, caminhou até a Nina falando quase em seu ouvido.
— Sua vez de brincar, ruivinha — Beto provocou, a voz rouca por cima do barulho da música. — Mas agora o nível subiu. Tem que ser sem biquíni também.
Nina sentiu as bochechas queimarem. Ela sorriu de lado, entrando no jogo.
— Você é um idiota convencido — ela negou com a cabeça, num tom de flerte impossível de disfarçar.
Ela voltou para o lado de Artur, que ainda olhava para Babi e Luana. A mente de Nina, alimentada pelo álcool e pela luxúria, formulou a tortura perfeita. Ela se inclinou, os seios espremidos pelo tecido preto roçando no braço de Artur, e sussurrou no ouvido do namorado:
— Tutu... o que você acha de eu tirar o meu biquíni e brincar lá em cima, no ombro do Betão?
Artur ficou branco. A respiração dele travou e ele piscou várias vezes, incapaz de formular uma resposta. Ele não conseguiu dizer um "não". O limite havia sido quebrado.
Nina deu uma risada baixa e mordiscou o lóbulo da orelha dele.
— Calma, meu amorzinho... tô brincando com você.
Do outro lado da piscina, Babi, ciente do clima entre a amiga e o ogro, tentou puxar assunto com Artur para distraí-lo.
Ainda com os seios livres, Babi conversava amenidades enquanto Artur, visivelmente nervoso, tentava se concentrar.
Aproveitando a confusão, Betão passou por Nina a caminho da sauna do condomínio.
O ultimato foi sussurrado rápido e letal:
— Vou estar no banheiro da sauna, igual ao dia da professora. Você tem cinco minutos. Se você não for, eu chamo a Luana.
O coração de Nina bateu tão forte que parecia querer rasgar o peito. Beto saiu da piscina e sumiu pelo corredor de vidro. Nina xingou-o mentalmente, mas a ideia de outra garota tocando nele a enlouqueceu. Quatro minutos depois, ela saiu da água sob o pretexto de ir ao banheiro.
Quando Nina empurrou a porta de vidro fumê do banheiro da sauna, o calor a atingiu.
Betão estava lá, recostado na pia de granito escuro. A sunga branca estava abaixada. A monstruosidade que ela tanto invejava por fotos estava ali, livre, pesada e latejante, apontada diretamente para ela.
— Sabia que você vinha, ruivinha — ele sorriu.
Nina não disse nada. O tesão era ensurdecedor. Beto avançou, prensou-a contra os azulejos úmidos e atacou o pescoço dela. Com brutalidade, ele puxou o top do biquíni para baixo, libertando os seios fartos da ruiva, e enterrou o rosto neles.
Beto sugava os seios de Nina com voracidade. Ela finalmente pode sentir o calor e grossura daquele pau, punhetando com as duas mãos. A intensidade do momento faz com que Nina chegue a um orgasmo explosivo apenas com as chupadas no peito e a fricção do corpo dele contra o dela.
Ainda ofegante do próprio clímax, Nina ajoelhou-se no chão molhado do banheiro. Ela abriu a boca o máximo que conseguiu e tomou a cabeça do pau de Beto.
A cabeça roxa e grande ocupava quase a totalidade da sua boca. Mas ela estava disposta a engolir o máximo. Deixou sua baba escorrer até a base do pau e finalmente sentiu ele tocar sua garganta. A partir daí Nina devorou a rola de Betão com devoção.
Até que…
Batidas na porta de vidro.
— Nina? Princesa? Você tá aí dentro? — A voz de Artur transbordava nervosismo.
O corpo de Nina congelou, mas Betão sorriu, as mãos segurando a cabeça da ruiva no lugar. A história da madrugada anterior estalou na mente dela como um raio.
O roteiro estava pronto.
Ela afastou a boca apenas alguns centímetros da glande úmida.
— Tô aqui, Tutu... — ela falou segurando o pau com as duas mãos, encarando Beto no fundo dos olhos. — Tô enjoada... acho que bebi demais. Acabei vomitando.
— Meu Deus! Quer que eu entre? Quer ajuda?! — Artur perguntou, a maçaneta tremendo levemente do lado de fora.
— Não... — Nina respondeu rápido. — Sobe lá pro flat e faz um chazinho pra mim. Eu já subo.
Houve um silêncio do lado de fora.
A submissão venceu.
Artur conhecia essa história.
— Tá bom, princesa. Sobe logo, tá? — Os passos de Artur se afastaram pelo corredor.
Nina olhou para cima.
Beto a encarava com um misto de assombro e pura perversão. O ogro havia entendido a jogada.
— A ruivinha é uma verdadeira putinha— ele rosnou, puxando os cabelos dela. — Abre a boca.
Nina obedeceu.
Betão começou seu show.
Segurou no cabelo dela com força.
Passou a socar fundo na boca de Nina como se fosse uma buceta.
Ele se surpreendeu com a habilidade daquela menina com carinha de anjo.
Ele anunciou.
Minhas putas precisam engolir minha porra! Não quero ver desperdício.
Ela só encarou ele! Não iria perder mais um desafio.
O gozo farto do gigante jorrou na boca e no rosto dela. A obediência de Nina em engolir cada gota daquele leite espesso. O que escapava ele limpava com o dedo e devolvia para a boca dela.
Ela chupou mais um pouco até o pau amolecer na sua mão.
Ela sentiu o peso e o tamanho daquela rola. Ficou impressionando que ainda assim era muito superior ao do seu namorado.
— A ruivinha me surpreendeu. Mas foi só o início. Na calourada você vai ser toda minha. — Falou dando três tapinhas na cara branca e sardenta dela.
Ela levanta sem piscar encarando ele, mas sem soltar seu pau.
— Se contente com o que teve. Eu sou uma garota comprometida, esqueceu?
E saiu triunfante do banheiro.
Ele sabia que ela seria dele.
Ela sabia também sabia.
Dez minutos depois, Nina entrou na sala do flat. Ela estava seca, envolta novamente na saída de praia. Artur estava na cozinha americana, desligando o fogo da chaleira elétrica.
Quando ele se virou, a expressão de preocupação rapidamente se transformou em confusão.
— Princesa... o que é isso no seu biquíni?
Nina olhou para baixo. Um pequeno filete branco, espesso e perolado, manchava a lateral do tecido preto na altura do busto esquerdo.
Ela não piscou.
Não demonstrou pânico.
O doce veneno a havia tomado por completo.
— Ah, isso? — Ela passou o dedo indicador sobre a mancha branca, recolhendo a porra do Betão. — Derrubei um pouco de drink em mim. Era uma piña colada.
Com os olhos cravados nos de Artur, Nina levou o dedo aos lábios e sugou a própria ponta do dedo, limpando-o completamente. Artur apenas acenou, acreditando na mentira mais absurda do mundo.
— Fiz o seu chá, amor. Toma, pra melhorar o enjoo — ele ofereceu a xícara fumegante.
— Sabe de uma coisa, Tutu? Melhor não. Eu não quero beber nada agora. Não quero tirar o gosto… da piña colada da minha boca.
Ela empurrou a xícara para o lado, agarrou o rosto de Artur com as duas mãos e o puxou para um beijo profundo.
Ela enfiou a língua na boca do namorado, transferindo o sabor residual, a textura e a essência crua de Betão diretamente para a boca do "principezinho", que a beijou de volta com adoração.
— Consegue sentir o gosto meu amor? Da piña colada?
Nina estava dando todas as pistas para Artur sobre o que tinha acontecido. Utilizou a mesma mentira que já havia usado antes, e que ele já conhecia. Fez questão de beijá-lo com o gosto da porra do Beto. Provocou ele de todas as maneiras na piscina.
No fundo, ela queria que ele soubesse.
Mas será se ele sabia?
Ou pelo menos,
Será se ele desconfiava.
Ela deslizou a mão pelo corpo frágil do namorado e sentiu seu pau duro dentro do short.
“Ele sabe… ou pelo menos desconfia. E ele está gostando.” Pensou sorrindo por dentro.
— Olha, meu Tutu está amimado. Que safadinho… Aposto que estava lembrando das meninas com peitos de fora se pegando na piscina.
— Não amor… nada disso. — Gaguejou.
— Relaxa mozinho…. Olhar não tira pedaço. Eu mesmo já vi o pau do Betão duas vezes é nem tirei nem um pedacinho…. — Falou andando em direção ao banheiro. — Duas não… três.
Uma com Babi, uma com a professora de fisiologia…. e outra agora a pouco lá no banheiro. — Ela falou piscando pra ele.
Artur não conseguiu reagir. Ficou congelado.
Melina riu e falou sem nem olhar para trás. — me espera sentadinho que depois do banho eu venho lhe contar tudo que aconteceu lá no banheiro.





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