O restaurante escolhido ficava em uma das áreas mais exclusivas da cidade. Luz baixa, música ambiente suave, taças de cristal refletindo as velas nas mesas. Era um ambiente de negócios e de pessoas que não precisavam olhar o preço no cardápio.
O maître os conduziu até uma mesa muito bem localizada. Duas mesas à direita, a gravidade do salão parecia girar em torno de um único homem.
Ele devia ter seus cinquenta e poucos anos. Cabelos levemente grisalhos perfeitamente alinhados, paletó de alfaiataria escura feito sob medida, um relógio no pulso que exalava dinheiro antigo. Ele emanava uma autoridade fria, inabalável e natural.
Ao redor dele, homens riam alto de qualquer comentário que ele fizesse. Mas o que realmente chamou a atenção de Marina foram as três mulheres jovens na mesa. Nitidamente belas, mas com vestidos justos e curtos demais para a ocasião, visivelmente esforçadas. Elas se inclinavam na direção dele, sorriam de forma exagerada e tentavam toques "acidentais" no braço do homem a todo momento.
E ele... parecia mortalmente entediado. Era educado, servia o vinho para elas, mas seu olhar vagava pelo restaurante com o desinteresse de um rei cercado por súditos cansativos.
Marina cruzou as pernas lentamente sob a mesa. O pequeno pingente de pimenta brilhou sob a luz fraca.
— Maridinho... — ela sussurrou por cima da taça, chamando a atenção de Gustavo.
Ele acompanhou o olhar dela e viu o milionário.
Marina deu um sorriso milimétrico, como uma leoa avaliando o abate.
— O garoto da balada foi divertido. Mas hoje... hoje eu quero brincar com um homem de verdade.
— A noite é sua. Só depende de você — estimulou Gustavo.
O garçom trazia o vinho escolhido por Gustavo. Um rótulo pouco comum típico de conhecedores de vinho, sugerido pelo maître.
A garrafa chamou atenção do homem, que acompanhou com o olhar até a mesa.
Como um profundo conhecedor de vinhos, sabia que aquela garrafa era especial.
Ao observar o casal que experimentava o vinho, seu olhar cruzou com o de Marina. Enquanto apreciava a sua taça, ela mantinha o olhar fixo em sua presa.
O homem sustentou o olhar. Ele sabia que seu poder e dinheiro evidentes costumavam intimidar. Mas não dessa vez. Marina não esboçou fraquezas.
Ao contrário.
Sustentou o olhar. Deu um leve sorriso de canto.
Virou-se para seu marido que falava algo pouco importante.
Segurou o rosto com as mãos e lhe beijou a boca.
Tudo aos olhos dele.
Imediatamente retornou o olhar para o homem, levando a taça à boca e dando uma piscada sutil.
O homem já ignorava completamente as acompanhantes, intrigado pela audácia daquela mulher de vestido esmeralda.
Gustavo, observando a cena de camarote, inclinou-se levemente sobre a mesa.
— Será que ele terá coragem de tentar conquistar uma mulher casada? — perguntou, a voz carregada de expectativa e fetiche.
Marina tomou o último gole de sua taça, pousou o cristal na mesa e finalmente cortou o contato visual, pegando a pequena bolsa.
— Vamos descobrir — ela respondeu com um sorriso predatório, já se levantando com uma elegância letal. — Assim que eu passar da porta do restaurante, liga para mim.
Marina desfilou pelo salão. A fenda do vestido revelava a perna torneada e o brilho rápido da tornozeleira de pimenta a cada passo.
A noite estava agradável na área externa. O valet do restaurante era um espetáculo à parte, mas um carro em específico dominava a entrada: um Porsche Cayenne preto e imponente. Marina parou perto do veículo, encostando-se levemente em uma pilastra.
Segundos depois, seu celular vibrou.
Ela atendeu, levando o aparelho ao ouvido.
— Ele acabou de levantar da mesa — a voz de Gustavo soou ofegante do outro lado da linha. — Deixou as mulheres lá e está indo atrás de você.
Marina sorriu para o vento. Não demorou dez segundos e a pesada porta de vidro do restaurante se abriu.
O milionário caminhou na direção dela com as mãos nos bolsos da calça de alfaiataria. Ele exalava autoconfiança e aquele perfume caro e amadeirado de quem não precisa pedir permissão para nada.
Marina falou no celular, num tom doce e alto o suficiente para ser ouvida:
— Tá bom, amor. Volto em um minuto, vou só terminar de tomar um ar. Beijo.
Ela afastou o aparelho do rosto, abaixou a mão e segurou o celular solto ao lado do corpo, com o microfone desimpedido. A ligação continuava ativa.
Lá dentro, Gustavo prendeu a respiração, apertando o celular contra a orelha com força para não perder um único som do abate.
— Gostando da vista? — a voz do milionário era grave, exatamente como Marina imaginou. Ele parou ao lado dela, olhando do carro para as pernas expostas pela fenda do vestido.
Marina virou o rosto com calma.
— É uma bela máquina. — Ela deu um sorriso irônico. — Falta um pouco de imaginação na escolha da cor, talvez. Mas tem presença.
Ele soltou uma risada baixa, genuinamente surpreso. Estava acostumado a mulheres que suspiravam apenas ao ver a chave do carro.
— Preto é um clássico. Eu sou um homem que prefere um preto clássico a um vermelho extravagante.
Marina riu. Uma risada curta, suave, mas que o instigou ainda mais.
— E você... — ele continuou, o olhar descendo mais uma vez pelas curvas dela antes de voltar aos seus olhos — me parece alguém com um gosto muito refinado. O que uma mulher como você faz aqui fora, sozinha?
Marina sustentou o olhar dele, quebrando qualquer ilusão de que ele estava no controle.
— Eu não estou sozinha. Estou com o meu marido. Estamos comemorando nosso aniversário de casamento.
Ela viu o brilho de surpresa cruzar os olhos dele, seguido quase instantaneamente por um interesse ainda mais predatório.
— Um marido que deixa uma mulher dessas sair da vista dele? — Ele deu um passo mais perto, a voz caindo para um sussurro perigoso. — Ele é um homem de muita sorte. Ou muito descuidado.
A proximidade era elétrica. Marina podia sentir o calor dele, a aura de poder. Mas ela não cedeu um milímetro. Ao contrário. Também deu um passo à frente.
— Clássico, eficiente e... um pouco previsível nas cantadas. — Ela deu um sorriso devastador, afastando-se lentamente. — Tenha uma boa noite. Meu marido me espera.
Ela virou as costas e voltou para o restaurante, deixando o perfume dela pairando no ar e o ego do homem completamente em chamas. Ele ficou parado no valet, observando-a ir embora.
Quando Marina sentou-se novamente à mesa e finalmente tocou na tela para encerrar a chamada, Gustavo estava com os olhos arregalados, o peito subindo e descendo rápido.
— Eu ouvi tudo... — ele sussurrou, a voz rouca.
— Eu sei que sim. — Ela piscou, ajeitando o guardanapo no colo.
Segundos depois, o milionário cruzou o salão de volta. Ele sentou-se em sua mesa, recostando-se na cadeira com um meio sorriso indecifrável. A partir daquele momento, ele se distanciou completamente das conversas da sua mesa, mantendo os olhos cravados em Marina.
O jogo subiu de nível quando um garçom se aproximou da mesa de Marina e Gustavo carregando um balde de prata com uma garrafa de espumante caríssimo — um rótulo francês que Gustavo sabia custar facilmente alguns milhares de reais.
— Com os cumprimentos do cavalheiro daquela mesa — disse o garçom, servindo as taças de cristal com destreza. — Ele soube pelo maître sobre o aniversário de casamento e quis oferecer esta gentileza ao casal.
Gustavo e Marina trocaram um olhar carregado de eletricidade. O marido entrou no personagem com perfeição. Levantou-se, ajeitou o paletó e caminhou até a mesa do milionário. Estendeu a mão, agradecendo o presente com a cordialidade e a gratidão de um homem que não faz ideia de que a própria esposa é o verdadeiro alvo.
O homem apertou a mão de Gustavo, sorrindo de forma educada, mas seus olhos buscaram os de Marina por cima do ombro do marido. Ela ergueu a taça de longe, brindando silenciosamente àquela audácia.
Quando a sobremesa chegou, a armadilha final foi armada. O sommelier do restaurante aproximou-se de Gustavo.
— Com licença, senhor. Percebemos que o senhor é um grande apreciador de vinhos e o cavalheiro que os presenteou sugeriu que eu o levasse para conhecer nossa adega subterrânea. É a maior e mais exclusiva do estado. Um tour rápido, se o senhor me permitir.
Gustavo olhou para Marina. O coração dele batia na garganta. Ele sabia exatamente o que aquilo significava. O milionário estava usando sua influência para tirar o marido do tabuleiro e abrir o caminho.
— Claro, seria uma honra — Gustavo respondeu. Ele levantou-se, beijou o topo da cabeça de Marina e a deixou sozinha na mesa.
Assim que Gustavo sumiu de vista acompanhando o sommelier, um garçom silencioso parou ao lado de Marina e depositou uma pequena caixa preta sobre a toalha de linho. Sem dizer uma única palavra, retirou-se.
Marina puxou a caixa para si e a abriu devagar. Dentro, não havia uma joia ou um bilhete pedindo um encontro.
Havia a chave do Porsche Cayenne.
Ela deu um sorriso letal. Sem pressa, pegou o celular na bolsa, enquadrou a pequena chave com o logotipo da marca repousando no veludo e tirou uma foto. Enviou para o número de Gustavo com uma legenda curta:
“Acho que meu maridinho vai ganhar mais um presentinho hoje. Será se você vai sentir o gosto dele na minha boca mais tarde?
Ou quem sabe na minha buceta…”
Marina fechou a caixa, pegou a bolsa e levantou-se. Caminhou em direção à saída, atraindo os olhares do salão com sua postura impecável e o brilho sutil da pimenta em seu tornozelo.
Ela caminhou com calma até o SUV escuro estacionado no melhor ponto do valet. Apertou o botão da chave, ouvindo o destrave suave. Marina abriu a porta traseira e deslizou para dentro, afundando no banco de couro macio, envolta no cheiro de riqueza e poder.
Assim que a porta se fechou, a primeira coisa que Marina fez foi pegar o celular. Ela discou o número de Gustavo. No segundo toque, a linha abriu em silêncio. Ela sabia que ele estava do outro lado, provavelmente no meio da adega, com o celular esmagado contra o ouvido. Marina simplesmente enfiou o aparelho no canto do banco de couro, com o microfone virado para cima.
No segundo seguinte, a porta traseira abriu.
O milionário entrou, batendo a porta em seguida com um som surdo, isolando os dois completamente do resto do mundo.
— Já tinha visto por fora... — ele murmurou, os olhos percorrendo a fenda do vestido de Marina — ...mas merecia conhecer por dentro.
Marina deu um sorriso lânguido, recostando-se no banco.
— Por dentro é ainda mais bonito.
Ele se aproximou, o perfume amadeirado invadindo o espaço entre eles.
— Gostou do espumante? — ele perguntou, a arrogância de quem sabe que pode comprar o que quiser transparecendo na voz.
— Prefiro vinho — Marina rebateu, sem perder o tom sedutor. Ela inclinou a cabeça levemente. — Por falar em vinho... a adega deste restaurante é muito grande? Quanto tempo leva até conhecer ela toda?
O homem soltou uma risada baixa.
— Tempo suficiente.
Ele avançou sobre ela, capturando seus lábios. O beijo foi ardente, agressivo, uma disputa de dominância imediata. A língua dele invadiu a boca dela com a fome de quem está acostumado a tomar o que quer.
Mas Marina não era uma de suas acompanhantes submissas. Ela tomou a atitude. Abaixou a alça do próprio vestido, liberando o seio, e guiou a boca do milionário diretamente para o bico duro.
Ele gemeu contra a pele dela, sugando intensamente.
Enquanto ele se fartava, Marina agarrou o pulso dele e o guiou para debaixo do vestido, subindo pela coxa até o centro do seu desejo.
— Me toca — ela ordenou, a voz alta e clara o suficiente para que o celular no banco captasse cada sílaba. — Sente como eu estou molhada.
Ele obedeceu. Os dedos dele encontraram a intimidade dela completamente encharcada, escorregadia e quente. Ele enfiou dois dedos que deslizaram fácil, arrancando um gemido grave da garganta de Marina. Gustavo, na adega, ouviu o som perfeitamente, o próprio corpo tremendo de excitação.
Marina puxou a mão do homem de lá, levando os dedos dele, brilhantes e ensopados com os fluidos dela, até a própria boca. Mantendo o olhar vidrado nos olhos escuros do milionário, ela chupou os dedos dele de forma obscena e sensual, como se estivesse engolindo um pau.
A respiração do homem falhou. Ele estava hipnotizado.
Aproveitando o choque dele, Marina o empurrou levemente pelos ombros. Ele cedeu, recostando-se. Ela ajoelhou-se no banco de couro de frente para ele, abriu o zíper da calça de alfaiataria cara e puxou a cueca dele para baixo, liberando o pau.
Era um pau normal. Muito parecido com o do próprio marido em espessura e tamanho.
O instinto dominador dele gritou. Ele ergueu as mãos e segurou a nuca de Marina, tentando puxar a cabeça dela para baixo em busca de um boquete.
Marina travou o pescoço. Suas mãos espalmaram no peito dele, parando o movimento com uma força inegociável.
— Não posso borrar a minha maquiagem — ela sussurrou, o rosto a centímetros do dele. — Meu marido pode perceber. Depois, uma daquelas suas meninas da mesa faz isso por você — Marina completou, com um sorriso cruel que feriu o orgulho dele, mas o deixou ainda mais excitado.
Ela levou a mão à base do pau dele e apertou com firmeza, começando a masturbá-lo com uma cadência perfeita.
— Continua chupando meu peito — ela ordenou.
Ele afundou o rosto no seio dela novamente, sugando e mordiscando enquanto a mão de Marina trabalhava o pau dele sem piedade. Ele nunca havia sido tratado daquela forma. Ele era o homem que dava as ordens, que definia os termos. Ali, ajoelhada sobre ele, era Marina quem reinava.
A fricção, o cheiro de sexo e a humilhação de ser comandado o levaram ao limite muito rápido. O corpo dele enrijeceu.
Percebendo, Marina acelerou o movimento, apertando mais forte, e deu o comando fatal.
— Goza pra mim. Agora!
O milionário perdeu completamente o controle. Ele revirou os olhos, soltando um grunhido gutural enquanto a porra jorrava densa e quente. Marina aparou o grosso do sêmen com a mão esquerda, sentindo a viscosidade preencher sua palma, enquanto a mão direita deslizava lentamente no pau lambuzado.
Ela olhou para a própria mão suja.
— Melhor não sujar o banco do seu Porsche — ela comentou com naturalidade.
Sem tirar os olhos dele, Marina ergueu levemente o quadril. Com a mão limpa, escorregou os dedos por baixo do vestido, puxou a pequena calcinha de renda transparente vermelha pelos pés e a embolou.
Primeiro, ela limpou a própria mão espalhando o sêmen dele por toda a renda fina. Depois, abaixou-se e esfregou a calcinha molhada de porra de forma quase carinhosa em volta do pau dele que começava a amolecer.
O homem a observava, mudo, maravilhado e submisso àquela mulher que parecia saída de um sonho febril.
Marina mostrou a calcinha vermelha embebida em porra para o homem.
— Eu até deixaria de lembrança pra você. Mas você não gosta de vermelho extravagante.
Ela deu uma piscada lenta, pegou o celular esquecido no banco e saiu. Bateu a porta do Porsche, deixando o milionário trancado no escuro com o próprio cheiro e o ego esmagado.
A caminhada de volta ao salão foi a de uma rainha retornando de uma conquista. Gustavo já estava na mesa. Os olhos dele brilhavam após escutar cada segundo.
Quando ela se aproximou, Gustavo não disse nada. Apenas a puxou pela cintura e a recebeu com um beijo profundo.
Por baixo da mesa, Marina apoiou sua calcinha misturada com a porra de outro homem sobre o colo do marido.
— Feliz aniversário de casamento, maridinho. Espero que goste de seu presente — sussurrou no ouvido de Gustavo.
Ele segurou a calcinha entre os dedos sentindo toda a umidade, e levou até o bolso do paletó.
Quando levantaram pra sair, puderam ver o milionário entrando no restaurante.
Marina esperou o momento exato dos olhares se cruzarem para virar para o marido e alisar carinhosamente seu rosto com a mão esquerda. Até receber um beijo suave em seus dedos.
Aquela mesma mão que há pouco estava repleta de porra de um estranho.
Atravessaram o salão, um breve cumprimento de cabeça e voltaram ao hotel para uma noite de sexo intenso regado a lembranças.
gustavopradotorres