À Flor da Pele (Temporada 2) – Cap. 02: O Segredo do Professor

Na manhã de segunda-feira, o casal estava seguindo sua rotina de treino. Marina suava no rack de agachamento, descendo até o chão com perfeição, enquanto Thiago se posicionava logo atrás dela, acompanhando o movimento com os olhos fixos na curva da calça de ginástica. De longe, Gustavo observava a cena com a naturalidade de sempre. O instrutor era atencioso, e a esposa adorava a atenção.
Quando finalizaram a série, Marina secou o rosto com a toalha.
— Amor, vou descendo pro carro. Tenho aquela reunião com a diretoria em quarenta minutos, preciso voar — ela avisou, dando um selinho rápido no marido.
— Vai lá, vou só pegar minha mochila no vestiário e já desço — Gustavo respondeu.

Assim que entrou no vestiário masculino, Gustavo ouviu risadas e vozes ecoando. Instintivamente, ele parou atrás da primeira fileira de armários. Eram Thiago e Leandro, outro professor da academia. O turno deles também havia acabado, e eles se trocavam para ir embora.

— Cara, você perdeu a melhor noite da sua vida — a voz de Thiago soava empolgada. — Fui numa casa de swing ontem. Eu nunca recebi um boquete tão gostoso na minha vida. A mulher tava alucinada no Glory Hole.

— Duvido. Tá inventando pra não assumir que ficou no zero a zero — Leandro provocou, rindo.

— Inventando? — Thiago rebateu em tom de deboche.
Pela fresta dos armários, Gustavo espiou. Thiago desamarrou o cordão da bermuda da academia e a deixou cair no chão de uma só vez para vestir a calça jeans.
O mundo de Gustavo parou. Ali, desenhada na coxa direita do instrutor havia uma tatuagem. “Será a mesma que Marina viu pelo buraco do Glory Hole?”. Só Marina saberia.

Enquanto o cérebro de Gustavo entrava em curto-circuito, Thiago puxou algo pequeno e escuro de dentro de um compartimento da mochila.
— Então olha o troféu que a cadela deixou pra mim.
Houve um silêncio pesado no vestiário.
— Puta merda, Thiago. Uma calcinha? — Leandro assobiou, impressionado. — Tu não pegou o nome da mulher?
— Tá maluco? — Thiago retrucou, vestindo a calça e fechando o zíper. O tom dele ficou subitamente sério. — Casa de swing tem regra, o anonimato é sagrado. Eu não faço a menor ideia de quem seja. Se eu soubesse, a história morria comigo. Mas que eu vou descobrir quem é, eu vou. Vou bater ponto lá todo domingo pra encontrar ela novamente.

O sangue de Gustavo fervia. A prova física do domínio de Marina estava nas mãos do homem que a observava agachar todos os dias. “Foi a porra dele que ela engoliu”.
A explicação de Thiago sobre "regras e sigilo", no entanto, acalmou o marido. O professor não era um inconsequente qualquer que sairia espalhando boatos; ele respeitava o código do anonimato. Isso não diminuía o tesão, pelo contrário — tornava o jogo estruturalmente muito mais seguro para ser jogado.

Thiago pegou a mochila, despediu-se e virou-se para sair. Ao dar o primeiro passo, deu de cara com Gustavo, que havia acabado de sair de trás da fileira de armários, fingindo mexer no celular com a expressão perfeitamente controlada.
O professor abriu um sorriso rotineiro.

— E aí, Gustavo, finalizou? A Marina já foi?
— Tá me esperando lá embaixo no carro — Gustavo respondeu, a voz saindo incrivelmente firme, apesar de o coração socar as costelas. — Inclusive, ela esqueceu de te avisar, mas tá sentindo uma dor no joelho depois do agachamento.

— Sério? Pode deixar, amanhã eu acompanho o movimento dela com mais cuidado — Thiago respondeu com um sorriso prestativo.

Gustavo ficou sozinho no vestiário. As mãos dele suavam. Ele sabia exatamente por que os joelhos da esposa deviam estar doendo depois do que ela fez ajoelhada no chão daquela cabine. Saber que Thiago passara a última hora olhando para a bunda dela, sem fazer ideia de quem ela era, e que amanhã ele estaria "acompanhando de perto", fez um calor absurdo irradiar para a sua virilha.

Ele pegou a mochila, correu para a garagem e entrou no carro. A curta viagem de volta para o apartamento foi feita em um silêncio.
Assim que entraram no apartamento, Marina correu para o escritório. Quando Gustavo abriu a porta do cômodo minutos depois, ela estava ajeitando uma blusa de seda pérola no reflexo da tela do notebook. Estava perfeitamente arrumada da cintura para cima, mas usava apenas uma calcinha fina de algodão na parte de baixo.

— Amor, cinco minutos para a minha reunião — ela avisou, apressada, sem desviar os olhos da câmera.

— Precisamos conversar. Agora.
O tom sombrio e urgente fez Marina virar-se imediatamente, a testa franzida.
— O que foi? Aconteceu alguma coisa?
Gustavo deu dois passos na direção dela, sustentando o olhar da esposa.
— O homem do Glory Hole. O cara da cabine, que gozou na sua boca. É o Thiago.
Marina paralisou. A cor sumiu de seu rosto num instante. O cérebro dela tentou processar a informação, mas o choque foi paralisante.
— O... o quê? Não. Gustavo, você tá louco. Como você sabe disso?
— Eu vi uma tatuagem na coxa dele hoje no vestiário quando ele foi trocar de roupa.

O pânico se apoderou dela. Marina levou as mãos à boca, a respiração ficando curta e ofegante. O medo de ter a sua vida dupla exposta a atingiu como um soco.
— Meu Deus, Gustavo... Ele sabe? Ele me viu? Ele vai espalhar isso na academia... a minha reputação... a agência...
— Ei, olha pra mim — Gustavo segurou o rosto dela com as duas mãos. — Ele não faz a menor ideia de que é você. Eu ouvi ele conversando com o Leandro no vestiário agora mesmo. Ele explicou que o anonimato da casa de swing é sagrado. Mesmo que soubesse ele nunca contaria a ninguém.
Marina engoliu em seco, o peito subindo e descendo rapidamente.
— Mas será se era a mesma tatuagem? Não deu pra ver direito.
Os olhos de Gustavo escureceram, um brilho perverso tomando conta de suas feições.

— Ele mostrou a calcinha de renda preta que você entregou pra ele. Disse que guardou como um troféu. Falou para o amigo que foi o melhor boquete da vida dele... que a mulher engoliu o pau dele com tanta fome que ele achou que ia ser devorado. E garantiu que vai voltar lá todo domingo até descobrir quem é a dona daquela calcinha.

O pânico de Marina evaporou. O medo de ser descoberta deu lugar a uma constatação obscena: o professor que acabara de “secar” a bunda dela no agachamento estava completamente obcecado por ela, sem saber que a via todos os dias.
Ela sentiu a própria calcinha ficar encharcada no mesmo segundo.
— Ele... ele guardou a minha calcinha? E levou pra academia? — ela sussurrou, a voz já embargada pelo tesão.

O alarme do celular de Marina tocou sobre a mesa. Era a notificação da reunião.
Ela olhou para a tela e depois para Gustavo.
Ela estava completamente rendida à excitação, o corpo pulsando, os mamilos endurecidos marcando a seda da blusa.

— Gustavo... eu tenho que entrar na reunião... — ela arfou, a voz incerta, sentando-se na cadeira de couro.

Ele abriu um sorriso predatório e silencioso.
— Então entra. Eu não vou fazer barulho.

Sem dizer mais uma palavra, Gustavo ajoelhou-se debaixo da mesa de vidro escuro. Marina arregalou os olhos por uma fração de segundo e tentou fechar as pernas, mas as mãos grandes de Gustavo já as estavam afastando.

Na tela do notebook, os ícones da chamada de vídeo começaram a aparecer.
Debaixo da mesa, Gustavo puxou a calcinha úmida de algodão para o lado com um único movimento.

O ar faltou nos pulmões de Marina quando a língua quente do marido encontrou o clitóris dela, exatamente no segundo em que a janela da reunião se abriu.

— ...Olá, Marina. Bom dia. Está nos ouvindo bem? — a voz do diretor da marca soou pelas caixas de som.

A língua de Gustavo afundou vorazmente na fenda molhada da esposa, sugando a carne sensível com a fome de quem a queria devorar.
— B-bom dia... — a voz de Marina vacilou, as unhas cravando-se nos braços da cadeira. — Estou ouvindo perfeitamente. Como estão os números da campanha?

Gustavo não teve piedade. Ele a chupava e explorava a umidade quente com os dedos, deliciando-se com o fato de ela estar derretendo por causa da história do professor. O desafio era sádico: ela precisava sustentar a pose, os números e a voz firme na câmera, enquanto era levada à beira da loucura pelo marido.
Quando o orgasmo veio, violento, espesso e silencioso, Marina teve que morder a parte interna da bochecha até quase sangrar para não gritar o nome dele, e o do professor, na frente dos clientes.

Quando a reunião finalmente acabou e Marina fechou a tampa do notebook, o silêncio no escritório foi quebrado apenas pela respiração pesada dos dois. Ela escorregou um pouco na cadeira, as pernas trêmulas, limpando o suor da testa.
Ela olhou para Gustavo, que ainda estava ajoelhado, com um sorriso presunçoso no rosto. Marina fingiu uma expressão de brava, mas os olhos brilhavam de pura adrenalina.

— Você tá maluco! — ela ofegou, arrumando a blusa de seda. — Quase que não consigo segurar. Aposto que os homens da reunião perceberam meu rosto vermelho e o bico do meu peito furando a blusa.

Gustavo deu uma risada baixa, levantando-se e beijando o pescoço suado dela.
— Eles devem ter achado que você é apenas muito apaixonada por métricas de marketing, amor.

Marina revirou os olhos, mas não conseguiu conter o sorriso predatório que se formou em seus lábios. Ela puxou o colarinho dele, sussurrando contra a boca do marido:
— Gustavo… acho que precisamos de novos joguinhos, hein? Vai ter troco, viu.

E não demorou.
No dia seguinte, logo após o café da manhã, Gustavo estava na sala, andando de um lado para o outro com o fone de ouvido. Ele conduzia uma ligação crítica com um cliente importante da agência, tentando contornar um problema de prazos. O tom dele era extremamente sério e formal.

Marina não pensou duas vezes. Foi até o quarto, abriu a gaveta e pegou o "pau do homem do bar" — o apelido carinhoso que deram para o consolo realista, escuro e assustadoramente grosso que Gustavo havia comprado.

Ela voltou para a sala usando apenas um roupão de seda desamarrado. Sem fazer barulho, sentou-se no tapete, bem na frente de Gustavo, que parou de andar no mesmo instante, arregalando os olhos.

Marina segurou a base grossa da borracha e começou a chupá-la como se fosse de verdade. Ela babava, engasgava de propósito, fazendo sons obscenos e molhados com a garganta, e batia a cabeça do consolo contra o próprio rosto, lambendo-o com uma fome devassa.
— É... v-veja bem, os prazos foram... estipulados na última... — Gustavo começou a gaguejar no telefone. O cliente do outro lado da linha falava sem parar, exigindo respostas, mas o cérebro de Gustavo estava derretendo.

A tortura piorou. Marina tirou o consolo da boca, brilhando de saliva, e fixou a base de sucção no chão de madeira da sala. Ela ficou de joelhos, abriu o roupão, revelando o corpo completamente nu, e se posicionou sobre o brinquedo gigante.
Gustavo sentiu a garganta secar enquanto assistia à esposa descer lentamente. O pau escuro abria a buceta dela sem piedade, esticando a carne rosada até o limite. Marina jogou a cabeça para trás, mordendo o lábio.

Foi quando ela sussurrou a frase que destruiu o resto da sanidade do marido:

— Ele tá me rasgando, meu corninho. Preciso da sua boca aqui.

O autocontrole de Gustavo evaporou. Ele olhou para o celular, respirou fundo e interrompeu o cliente no meio da frase:

— Alô? Marcos? Tá me ouvindo? Acho que a ligação caiu... — E encerrou a chamada na cara do cliente.

Gustavo jogou o celular no sofá e caiu de joelhos no chão, afundando o rosto diretamente na buceta de Marina. Ela soltou um gemido alto, rebolando e socando o quadril contra o brinquedo gigante grudado no chão, imaginando a rola do homem do bar a rasgando por dentro, enquanto a língua desesperada do marido lambia cada gota do seu prazer.
O tesão era caótico. Quando Marina sentiu que o orgasmo estava prestes a explodir, ela agarrou os cabelos de Gustavo e puxou o rosto dele para cima, ofegante.
— Goza na minha boca... junto comigo. Agora! — ela implorou, os olhos revirados.
Gustavo levantou-se num pulo, abriu o zíper da calça e tirou o pau duro para fora. Marina abriu a boca, e ele a fodeu loucamente, enfiando a rola na garganta da esposa com violência enquanto ela cavalgava freneticamente no consolo de borracha. A sincronia foi devastadora. Gustavo jorrou fundo na garganta dela no exato segundo em que Marina foi tomada por tremores incontroláveis, gozando de forma brutal e esguichando os fluidos pelos lábios do marido.

Ela engoliu tudo o que pôde.

Ofegante, com o peito subindo e descendo rápido, Marina limpou o canto da boca com as costas da mão. Ela levantou-se lentamente, amarrou o roupão com a elegância de uma rainha e olhou para Gustavo, que ainda estava jogado no tapete recuperando o fôlego.
Ela deu um sorriso imbatível e piscou.

— Um a zero pra mim, viu. Eu terminei a minha reunião... e você, acho que precisa achar uma desculpa boa para o seu cliente.

Marina virou as costas e saiu caminhando poderosa em direção ao banheiro, deixando o marido no chão da sala, completamente destruído, excitado e apaixonado pela mulher implacável que ela havia se tornado.

Os jogos de poder e provocação culminariam na sexta-feira à noite.

Enquanto Marina terminava de se arrumar no quarto, vestindo um vestido de seda cor de vinho com um decote profundo e uma fenda vertiginosa, Gustavo entrou com uma pequena caixa preta nas mãos.

— Um presente pra comemorarmos o nosso novo normal — ele disse, com um sorriso enigmático.

Marina abriu a caixa. Dentro, havia uma minúscula calcinha de renda preta e uma bala vibratória potente, acompanhada de um pequeno controle remoto negro e aveludado.

— Quero que você vista. E já vá usando no caminho — Gustavo sussurrou, beijando o pescoço dela e pegando o controle. — A intensidade, eu que dito.
O trajeto até o bistrô francês no Itaim foi uma tortura silenciosa e deliciosa. A cada parada no semáforo, Gustavo dava pequenos toques no controle, fazendo Marina arfar discretamente no banco do carona.

Quando sentaram à mesa do restaurante, a iluminação à meia-luz e o jazz ambiente pareciam apenas o cenário para o fogo que já consumia a esposa por dentro.

Foram atendidos por um garçom visivelmente recém-contratado. Devia ter pouco mais de vinte anos, mãos trêmulas e o nervosismo estampado no rosto.

Quando o rapaz se aproximou para servir o vinho, Marina, já com a respiração alterada pelos pequenos toques no vibrador que Gustavo acionava sutilmente, resolveu brincar com a presa. Ela percebeu que, por mais que o menino tentasse manter a postura profissional, os olhos dele escorregavam para o decote profundo do seu vestido cor de vinho a cada segundo.

Foi o convite perfeito. Aproveitando que ele se inclinou sobre a mesa para preencher a taça de Gustavo, Marina abriu um pouco as pernas por baixo da toalha de linho, afastando a fenda do vestido. Com uma lentidão perversa, ela esticou a perna e deslizou a panturrilha nua diretamente contra a perna do garçom, subindo do tornozelo até quase o joelho dele, deixando o calor da sua pele transpassar o tecido da calça do uniforme.

O choque físico foi imediato. O garçom prendeu a respiração, o corpo inteiro retesando enquanto as mãos tremiam violentamente sob o olhar predador do casal. O gargalo da garrafa vacilou com o susto e três grossas gotas de vinho caíram, manchando a toalha branca.
O rapaz congelou.

— M-me desculpem, senhor... vou limpar imediatamente... — ele gaguejou, o rosto vermelho.
Gustavo levantou-se com uma calma letal. Olhou para o rapaz com um sorriso polido que escondia todo o veneno da situação.

— Tudo bem, não se preocupe com isso — Gustavo disse. — Ajude a minha esposa a limpar a mesa. Eu vou ao banheiro e já retorno.

Gustavo se afastou em direção ao corredor escuro, mas não foi ao banheiro. Parou nas sombras e deslizou o dedo no botão, aumentando a vibração para o nível máximo.
Na mesa, Marina sentiu o zumbido intenso encharcar sua calcinha. Ela olhou para o menino, que dobrava um guardanapo de pano branco com as mãos trêmulas. Como uma predadora encurralando a presa, ela esticou o braço e segurou firmemente o pulso do garçom.

O menino paralisou.

— Pingou aqui também... — ela sussurrou, puxando a mão dele — que ainda segurava o guardanapo — e cravando-a diretamente no meio do seu decote desnudo.

O rapaz sentiu o calor do colo dela, a maciez dos seios espremendo seus nós dos dedos. Ele tentou recuar, em pânico, mas ela o segurou no lugar.

Nesse exato segundo, Gustavo surgiu ao lado da mesa e sentou-se, apoiando os cotovelos com uma tranquilidade perturbadora.

— Tudo bem por aqui? — Gustavo perguntou, amigável. O garçom, quase sem ar, assentiu. Gustavo deu um sorriso complacente. — Fique tranquilo, rapaz.

Mas... olhando daqui, acho que sujou um pouco mais embaixo.

O cérebro do garçom entrou em curto-circuito. Marina deu um sorriso sádico.
Com a mesma lentidão cruel, ela pegou a mão trêmula do menino e desceu. Passou pelo decote, arrastou a mão dele pelo tecido fino da barriga e parou perigosamente perto da junção das coxas.

— Pode limpar direito — ela ordenou, baixinho. — Meu marido é muito exigente com limpeza.

O rapaz esfregou o pano na seda por três segundos que pareceram três horas, as pernas bambas, a mente destroçada. Quando ela finalmente o soltou, ele praticamente fugiu para a cozinha.

Assim que ficaram sozinhos, Gustavo recostou-se na cadeira, rodando a taça de vinho.
— Você tá judiando do menino, amor. Desse jeito ele vai ter um treco no meio do salão. Acho que ele merece um prêmio por ter sido tão cuidadoso.

Marina soltou uma risada rouca, as pernas ainda tremendo levemente sob a mesa.
— Tudo bem. Ele merece. Mas hoje o prêmio vai ser entregue de um jeito diferente.

Com a agilidade de quem se conhecia muito bem, Marina deslizou a calcinha de renda preta pelas coxas por baixo da toalha. Ela a tirou por completo, ainda fervendo e pesada de tão encharcada, e a entregou discretamente por baixo da mesa, colocando-a diretamente na palma da mão de Gustavo.

Ele sentiu a umidade quente da renda e entendeu exatamente qual era o jogo.
Na hora de ir embora, Gustavo ergueu a mão, chamando especificamente aquele garçom para fechar a conta. O rapaz se aproximou, de cabeça baixa, ainda perturbado.

Gustavo abriu a pequena capa de couro da conta. Colocou um valor em espécie, muito acima dos 10% exigidos. E, com uma naturalidade assustadora, depositou a minúscula calcinha de renda molhada de Marina por cima do dinheiro, fechando a capa em seguida.
Ele entregou o couro diretamente nas mãos do menino, olhando fundo nos olhos arregalados dele.

— O serviço hoje foi impecável. A gorjeta é sua. E o bônus também — Gustavo disse em um tom grave, perfeitamente audível apenas para os três. — Mas lembre-se: nós frequentamos lugares exclusivos. Neste restaurante, e na vida, a discrição é fundamental.

Fui claro?

O garçom abriu a capa sutilmente para conferir. Ao ver a renda preta e suja sobre as notas, o ar fugiu de seus pulmões de vez.

— C-claro, senhor. Muito obrigado, senhor... — ele sussurrou, apertando a capa contra o peito enquanto recuava, em choque.

Gustavo ofereceu o braço para Marina, e eles saíram caminhando vitoriosos para a noite paulistana, sabendo que haviam alugado um triplex na cabeça daquele jovem para o resto da vida.

No caminho até o carro Marina saboreou um pau de Gustavo, ajoelhada no banco sem se preocupar com a visibilidade da sua janela.

No dia seguinte, após o café, Gustavo apresentou mas uma novidade.
— Amor, eu estava pensando no seu treino... você anda tão focada e com um pique tão incrível, que eu decidi te dar um presente. Contratei um personal trainer exclusivo pra lhe acompanhar na academia do prédio. Falam muito bem dele.
Marina sorriu, surpresa e genuinamente feliz com o mimo do marido.

— Sério, amor? Que incrível! Mas eu já tenho a minha ficha lá na academia, não precisava gastar com isso.

— Ah, eu faço questão. Você continua indo lá e faz dois dias aqui. Inclusive, marquei para ele vir fazer uma avaliação física hoje. Melhor já ir se preparar.

Marina correu para trocar de roupa. Nada demais. Uma short não muito curto e um top até a altura do umbigo. A academia do prédio na trazia motivação para uma produção maior.

Minutos depois o som agudo da campainha do apartamento cortou o ar no exato mesmo segundo.

— Deve ser ele — Gustavo sorriu, apontando para o corredor com a xícara de café. — Vai lá abrir a porta amor.

Ela caminhou até a entrada com um sorriso descontraído, destrancou a fechadura e puxou a pesada porta de madeira.
O sorriso morreu em seus lábios instantaneamente.
O sangue fugiu do seu rosto, e o coração pareceu errar uma batida violenta contra as costelas.
Parado no batente da porta, segurando uma pequena prancheta de avaliação física e vestindo uma calça de compressão preta que marcava o volume obsceno entre as pernas, estava ele.

— Bom dia, Marina — Thiago sorriu, o olhar dele descendo sem o menor pudor do rosto dela para a curva exposta dos seios sob a seda. — O Gustavo me chamou. Parece que a gente vai suar bastante juntos a partir de agora.

No fundo da sala, escorado no encosto do sofá com o celular na mão, Gustavo observava a cena. Um sorriso lento, calculista e absoluto dançava nos lábios do marido.

O arquiteto do jogo acabara de colocar o predador para dentro de casa.

Foto 1 do Conto erotico: À Flor da Pele (Temporada 2) – Cap. 02: O Segredo do Professor

Foto 2 do Conto erotico: À Flor da Pele (Temporada 2) – Cap. 02: O Segredo do Professor


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico gustavopradotorres

Nome do conto:
À Flor da Pele (Temporada 2) – Cap. 02: O Segredo do Professor

Codigo do conto:
256749

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
12/03/2026

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