Doce Veneno – Cap. 07: A biblioteca e as prateleiras.

O celular de Nina vibrou no criado-mudo. Eram duas da manhã de segunda-feira. Artur dormia profundamente ao lado dela, exausto. Nina virou de lado, diminuiu o brilho da tela e abriu o WhatsApp.

Babi havia acabado de criar um grupo sem nome, apenas com o emoji de um diabinho ??.

Eram apenas os três.

Antes mesmo que Nina pudesse digitar, a primeira mensagem chegou.

Uma foto de visualização única enviada por Betão: tirada de cima para baixo, o pau dele completamente duro e venoso, iluminado pela luz fraca de um abajur.
O tamanho era assustador.

Dez segundos depois, Babi respondeu com uma foto da própria bunda empinada no espelho do banheiro, usando uma calcinha fio-dental preta.

nina.mel: Que isso do nada na minha tela? kkkk Vocês não dormem não?

babi: Inauguração oficial do conselho, princesinha.
Regra número 1: pra começar a falar no grupo, tem que mandar uma foto.
Só falta você!

Nina olhou para Artur ressonando baixinho. O perigo de fazer aquilo a centímetros do namorado fez seu sangue ferver.
Ela puxou a alça da camisola para baixo, liberando os seios fartos, tirou uma foto bem de perto com o bico duro marcando o tecido e enviou.

alberto.betao: Gostosa pra caralho. A vontade de amassar esses peitos é gigante. Precisamos marcar uma putaria nós três. Tô doido pra comer minhas duas putinhas juntas.

babi: Foca na punheta aí, ogro. Amanhã de tarde meu coroa da fazenda chega na cidade. Vai sugar minha energia a semana toda. Mas sexta-feira às 16h ele pega a estrada e eu tô livre. Podemos marcar sexta à noite.
alberto.betao: Por mim tá fechado. Sexta à noite no flat da ruivinha.

Nina leu a mensagem e sentiu um frio na barriga. A excitação era imensa, mas a logística a assustava.

nina.mel: Gente... o Tutu dorme aqui sexta à noite. Como isso? Ele é bobo, mas nem tanto, né? Ele vai perceber.

babi: Bobo nada, Nina... Ele é esperto e tá aproveitando tudo. Ele sabe exatamente o que tá acontecendo e se faz de bobo pra continuar assistindo de camarote sem precisar assumir a culpa.

alberto.betao: O quê? Meu amigo Tutu é corninho manso? Gostei pra caralho da ideia!

nina.mel: Calma, nada disso... na verdade, a gente não tem certeza absoluta se ele é só muito bobinho e cego de amor, ou se no fundo tá curtindo mesmo a situação.

babi: Não se preocupe com isso, princesinha. Eu dou um jeito no Tutuzinho na sexta-feira. Deixa ele comigo.

A conversa seguiu madrugada adentro, uma troca de putarias e relatos sujos, enquanto o "corninho" dormia no mesmo colchão.
Na tarde do dia seguinte, a realidade da faculdade exigia a máscara de sempre. Sentada em uma das mesas da biblioteca, Nina era a encarnação da pureza: saia plissada colegial e blusa delicada. Artur estava ao seu lado, o namorado exemplar, com a cara afundada nos cadernos.
De repente, os celulares de Nina e Babi vibraram quase ao mesmo tempo no silencioso sobre a mesa. Era uma notificação do grupo ??.

alberto.betao: Tô precisando gozar. Quem vai me ajudar?

Nina e Babi trocaram risadinhas contidas e olhares cúmplices por cima da mesa. Artur continuou grifando um texto, completamente alheio à putaria digital acontecendo a centímetros dele.

nina.mel: Estamos estudando na biblioteca. Tá achando que a faculdade é só putaria? Cadê a sua professorinha de fisiologia pra resolver isso hoje?

alberto.betao: O marido dela tá no pé. Não desgruda.

babi: Cuidado que daqui a pouco o marido corno vai querer lhe pegar viu kkkkk

alberto.betao: Por isso que eu gosto do Tutu. Um corninho tranquilo.

nina.mel: kkkkkkkk
babi: kkkkkkkk

Alguns minutos se passaram em silêncio na mesa. Babi, que estava sentada de frente para a entrada da biblioteca, ergueu os olhos do celular e viu uma figura enorme passando pelas catracas.
Era Betão.
Ele cruzou o salão central em passos largos, com uma expressão focada, e sumiu em direção aos corredores mais escuros e afastados da seção do fundo.
Babi não comentou nada com a mesa, mas um sorriso malicioso surgiu em seus lábios. Ela guardou o celular, olhou para a ruiva e suspirou, chamando a atenção de forma ensaiada.

— Nina, amiga... — Babi começou, a voz arrastada. — Preciso daquele Tratado de Anatomia pesado pra caramba. Fica lá na última prateleira do corredor dos fundos. Pega lá pra mim? Minha unha tá recém-feita, não quero lascar puxando aquele tijolo.

Nina, que conhecia a amiga muito bem, captou o brilho nos olhos de Babi. Ela entendeu o recado na hora. Ela se levantou e, antes de virar as costas, tocou no ombro do namorado e abriu um sorriso travesso.

— Claro, amiga. E você, senhor Tutu, se comporta, viu? — Nina avisou, em tom de brincadeira, mas com a malícia transbordando. — Aquela brincadeirinha com a Babi é só quando eu estou junto.

Artur ficou vermelho na mesma hora, os olhos arregalados por trás dos óculos, visivelmente bobo e nervoso com a exposição no meio da biblioteca. As duas meninas deram uma risadinha contida com a cara de pânico do "corninho".

Babi encostou as costas na cadeira, levou o dedo indicador aos lábios de forma sensual e respondeu com um sarcasmo afiado, mirando bem no ego dele:
— Poxa, amiga... já ia aproveitar que você ia sair pra chupar esse pintinho novamente.

Nina soltou uma risada gostosa, virou as costas e caminhou em direção ao fundo da biblioteca, deixando Artur processando a vergonha e o tesão na mesa.

Quando ela virou no último corredor, a penumbra a engoliu.

E lá estava Betão.

Não houve preliminares. Ele a agarrou pelos ombros, girou o corpo dela e a prensou de costas contra os livros. A mão pesada levantou a saia colegial, puxou a calcinha de renda e cravou dois dedos grossos no fundo da intimidade dela.
Nina ofegou, mordendo o lábio para não gemer, jogando o corpo contra o peito de Betão.
De repente, ele puxou os dedos, armou a mão e desferiu um tapa estalado, seco e violento direto na bunda branca da ruiva.

PÁ!

O som estalou pelo silêncio da biblioteca. Na mesa de estudos, Artur deu um pulo na cadeira.

— Que barulho foi esse?! — ele sussurrou, tenso.
Babi deu um sorrisinho contido.
— Ixi, Tutu... acho que a desastrada da sua princesa deixou o livro cair no chão. Te falei que o Tratado de Anatomia era pesado.

Lá no fundo, com a pele ardendo, Nina escorregou até o chão. Ajoelhou-se na frente de Betão, abriu o zíper dele e o chupou com avidez no escuro.
Ela lambia do saco à cabeça, babando excessivamente.
Betão só aproveitava de olhos fechados enquanto Nina fazia todo o trabalho.
Mas ela queria mais.
Ela pegou as duas mãos grande de Beto e colocou atrás de sua nuca. Sem tirar o pau da boca, olhou nos olhos dele.
Ele entendeu.
Beto passou a socar forte no fundo da garganta de Nina fazendo ela engasgar. Em pouco tempo, sem avisos, ele gozou fartamente no fundo da garganta dela.

Nina encheu a boca antes de engolir tudo.

Minutos depois, ela voltou para a mesa segurando o livro grosso contra o peito, a respiração levemente descompassada.
— Nossa, que livro pesado, Babi. Quase derrubei tudo no chão — ela mentiu com naturalidade.

Nina virou o rosto e deu um beijo molhado em Artur. O paladar dele o traiu na hora. Havia um gosto salgado, metálico e almiscarado na boca dela.

O gosto da porra de outro homem.

No fim da tarde, o "coroa" de Babi a buscou em uma caminhonete. Nina e Artur seguiram para o flat. Artur entrou no quarto para levar um copo d'água e travou.

Nina estava de costas, apenas de blusa e calcinha. Na nádega direita, branca e macia, havia o molde exato de uma mão masculina gigante, em roxo vivo.

— Princesa... — ele engasgou, em pânico. — O que é isso na sua pele?! Sua bunda está vermelha.

Nina olhou por cima do ombro com uma doçura letal.
— Ai, Tutu, tá ardendo tanto... Lembra lá na biblioteca? O livro tava muito no alto. Eu me desequilibrei e ia cair de costas no chão. Sorte que o Betão tava passando bem na hora. Pra eu não cair, ele me agarrou no ar. Mas ele é muito bruto. Segurou minha bunda com tanta força pra evitar a queda que os dedos ficaram marcados.

O silêncio de Artur foi o som do próprio ego sendo esmagado. Ele sabia. Mas o vício falou mais alto.

— Ele... te segurou muito forte mesmo, princesa... — Artur murmurou.
Nina deitou de bruços.
— Vem cuidar da sua namorada? Dá um beijinho na minha bunda pra sarar o machucado...

Artur ajoelhou-se e começou a beijar a marca vermelha. Enquanto ele fazia isso, Nina esticou o braço, pegou o celular e tirou uma selfie: seu rosto sarcástico em primeiro plano, e o namorado beijando a marca de Betão ao fundo. Enviou a foto no grupo ??:

nina.mel: Seja mais cuidadoso da próxima vez Betão. Meu Tutuzinho tá aqui dando beijinho pra sarar. Se na sexta vocês marcarem alguma coisa... podem contar comigo.

A semana se arrastou. Na quinta-feira à noite, o clima esfriou. Nina deitou-se no sofá, a cabeça no colo de Artur, que fazia carinho nos cabelos dela. A abstinência da adrenalina corroía o garoto.
— Princesa... — ele começou, hesitante. — Você... não me contou mais nenhuma daquelas histórias. Não flagrou mais o Betão?
Nina deu um sorriso preguiçoso. A Babi tinha razão: ele implorava por aquilo.
— Tá sentindo falta, meu príncipe? — ela passou a unha pelo queixo dele. — Tá querendo que a sua namorada veja o pauzão do Betão mais vezes por aí? Olha lá, hein... O bicho é tão gigante que se eu ficar olhando muito, qualquer dia eu não resisto e acabo querendo dar pra ele também.

Artur sorriu amarelo, o pau dando o primeiro sinal de vida.

— Mas eu fiquei sabendo de uma fofoca — Nina continuou, os olhos brilhando. — Disseram que tem uma caloura novata que tá mamando o Betão pelos corredores. E o pior: a safada tem namorado. E o corninho não sabe de nada. Anda carregando a mochila dela, achando que a menina é uma princesinha pura... enquanto ela engole a porra daquele ogro. Dá pena do menino, tão bobinho.

Ela continuou. — Soube até que Betão gozou na boca dela lá no fundo da biblioteca enquanto o namorado dela estava sentado em uma das mesas lá estudante.

Artur riu nervoso, concordando com ela, bloqueando a verdade. Nina virou de lado ainda com a cabeça no colo do namorado. Colocou seu pau pra fora e começou a chupar lentamente.

— Deve ter sido lá no fundo da biblioteca. Naquele corredor onde fui buscar o livro de Babi. — Falou entre chupadas. — Lembra que ele apertou forte na minha bunda lá para eu não cair?!

— Lembro sim. Será se foi neste dia amor? — Perguntou Artur entre gemidos.

— Acho que sim. Era um corredor meio escuro e quando eu cheguei ele tava sozinho. — Nina olhou nos olhos de Artur e fez a provocação final. — Se eu quisesse podia ter chupado ele lá que ninguém iria ver. Só voce que iria sentir o gosto da porra dele na minha boca quando eu lhe beijei.

Foi o suficiente para Artur gozar dentro da boca a namorada.

Ele não assumia, mas estava adorando este jogo.
E Nina sabia.

A noite de sexta-feira chegou.

Duas garrafas de vinho vazias decoravam a mesa de centro. O mapa do território estava desenhado:
Betão dominava o sofá, esparramado.
Babi estava jogada no tapete.
Artur e Nina estavam espremidos na poltrona.
Nina usava um baby doll preto levemente transparente. Um presente que o próprio Artur havia lhe dado meses atrás. Artur chegou a pensar em reclamar com Nina. Mas lembrou da frase de Babi. Homens confiantes gostam de ver a mulher ser desejada.

Sem dizer uma palavra, Betão puxou Babi. A veterana subiu no sofá, montando no colo dele, e os dois começaram a se pegar com agressividade.

Nina puxou Artur para um beijo desesperado na poltrona. Ela guiou a mão trêmula dele por baixo da seda do baby doll, apertando os próprios seios.

— Chupa, Tutuzinho... Chupa os peitos da sua princesa.

Artur obedeceu. Mas o som inconfundível do zíper da calça jeans de Betão ecoou. Babi havia descido para o tapete e libertado a tora venosa de Betão, começando a chupá-lo com ruído.

Artur parou de beijar o peito de Nina.
Ele não conseguia desviar o olhar da cena.
Vendo o fascínio doentio nos olhos do namorado, Nina deu um sorriso perverso.
Ela abriu a calça de moletom de Artur, puxou o membro dele para fora e começou a masturbá-lo ali mesmo, em um ritmo provocador.

Ela aproximou os lábios do ouvido dele e sussurrou:
— Olha como é grande, amor... Viu como é difícil colocar ele todo na boca? — A respiração dela batia no pescoço dele. — Eu fico molhada só de ver... Sente.
Nina pegou a mão do namorado e a guiou para baixo, pressionando os dedos dele contra a própria buceta encharcada.

Do sofá, Betão soltou uma gargalhada grave. Ele olhou para o garoto de óculos na poltrona.
— Vem cá, Tutu. Senta aqui do meu lado no sofá, amigo — Betão chamou, batendo no espaço vazio. — Vem assistir de perto.

Vamos botar minhas duas putinhas para mamar.

Artur ouviu a palavra.

"Minhas".

Nina, no colo dele, deu uma risadinha deliciada, concordando com o título.
Anestesiado, Artur levantou-se e caminhou até o sofá, sentando-se ao lado do gigante. O alfa e o beta. Nina engatinhou até o tapete e ajoelhou-se exatamente ao lado de Babi. As duas mulheres aos pés dos homens. Nina cravou os olhos em Artur e abocanhou o pau dele, chupando-o em perfeita sincronia com Babi.

Com poucas chupadas, o corpo de Artur tremeu incontrolavelmente.
— Princesa... eu vou gozar... — ele ofegou.
Nina parou na hora. Tirou o pau dele da boca e assumiu o controle.
— Nada disso, Tutuzinho. Troca de lugar comigo. Desce aqui. Me chupa você agora.

Essa é a ordem.

Artur escorregou do sofá e ajoelhou-se no tapete. Ele enterrou o rosto entre as pernas da namorada, mas a proximidade era perigosa. Enquanto ele a lambia com desespero, sentiu o corpo de Nina se mover. Ele tentou levantar a cabeça, mas a mão dela pesou sobre a nuca dele, empurrando-o de volta.
— Foca aqui, amorzinho. Obedece — ela ordenou docemente.
Mas o vislumbre bastou. Por uma fração de segundo, Artur viu a mão da sua princesa deslizando pela base do pau de Betão enquanto Babi o chupava.
A sala entrou em ebulição. Artur chupou Nina com força, e o orgasmo veio em sincronia. Nina gemeu alto, gozando contra o rosto de Artur, enquanto Betão jorrava na boca de Babi.

Houve uma pausa. Babi deu um beijão de língua estalado em Nina, dividindo o sêmen do ogro.
Imediatamente depois, Nina puxou o rosto de Artur e o beijou profundamente, transferindo o gosto de Betão para a boca do namorado.
Artur sentiu. Ele já conhecia aquele sabor.

A trégua durou pouco. O pau de Betão continuava erguido e duro. O ogro virou Babi de quatro no sofá e socou o quadril, penetrando-a com força. O sangue de Nina ferveu. Ela sentou-se sobre o colo de Artur, a cavaleiro, e começou a quicar. Mas Artur estava no limite. Ele não aguentou nem três investidas e gozou rápido, sujando a si mesmo.

A doçura sumiu do rosto de Nina.
— Sério, Tutuzinho? Tão rápido assim? — ela suspirou com tédio. Apontou para a própria intimidade. — Me chupa de novo. Limpa a sua princesa agora.

Artur voltou para o tapete e limpou a namorada com a língua, assistindo Betão martelar Babi até o ogro urrar e gozar fundo dentro da veterana. A sala silenciou. Betão e Babi desabaram no sofá. Nina ajeitou o baby doll e olhou para as garrafas vazias. O sorriso doce voltou.

— Ai, Tutuzinho... o vinho acabou — ela disse aveludada. — Já que você terminou rápido, faz um favorzinho? Vai lá no posto da esquina comprar mais duas garrafas pra gente? Rapidinho pro seu amor.

Artur ajeitou os óculos. Ele olhou para Babi ofegante e para o sorriso predatório de Betão na sua sala.

— Vou sim, princesa... rapidinho — ele sussurrou, a voz fraca.
Ele vestiu a camisa, pegou a carteira e saiu do próprio refúgio.

Quando a porta bateu, o sorriso doce de Nina sumiu e a verdadeira festa começou.

Vinte e cinco minutos depois, o trinco da porta girou.
Artur entrou no flat segurando uma sacola plástica com duas garrafas de vinho. O apartamento estava com as luzes mais baixas.

Na sala, apenas Babi estava no sofá. Ela estava esparramada, ofegante, o cabelo uma bagunça completa. O silêncio do cômodo contrastava com o cheiro pesado de suor e sexo. A porta do quarto de Nina estava fechada.
Artur parou no meio da sala, a sacola tremendo na mão.

— Babi... cadê a Nina? E o Betão? — ele perguntou, a voz falhando.
Babi abriu um sorriso preguiçoso e cínico.
— Ah, Tutu... a prateleira de cima do guarda-roupa da Nina despencou do nada. O gigante foi lá no quarto ajudar a consertar. Você sabe como é, precisa de força.
O coração de Artur afundou. Ele sabia que era mentira.

— Vem cá, Tutu... — Babi chamou, batendo no espaço vazio do tapete entre as pernas dela. — Deixa a sacola aí. O Betão judiou muito de mim, eu tô latejando até agora. Vem me chupar um pouquinho pra eu relaxar.

Artur hesitou, olhando apavorado para a porta do quarto.
— Babi... eu não sei. A Nina pode achar ruim se sair de lá e ver isso...
Babi soltou uma gargalhada rouca, o deboche escancarado.
— Fica tranquilo, Tutu. A Nina tá muito ocupada agora pra se preocupar com a gente. Confia em mim. Olha só como aquele ogro me deixou...

Babi abriu as pernas largas no sofá, expondo a buceta para Artur.
A visão era chocante. A buceta da veterana estava inchada, vermelha, os lábios abertos e sujos, marcados pela violência do tamanho de Betão. O tesão e a submissão nocautearam a razão de Artur. Ele ajoelhou-se entre as pernas dela e começou a chupá-la.

Nesse exato momento, um barulho abafado veio do quarto. Pá, pá, pá. O som rítmico e pesado de um corpo batendo contra o colchão da cama dele.

O barulho de carne contra carne.

Artur travou, com a boca em Babi, os olhos marejados por trás dos óculos.
— Babi... — ele murmurou contra a pele dela.
— Relaxa, Tutu, continua chupando — Babi gemeu, embaraçando os dedos nos cabelos dele. — É só o Betão martelando a prateleira. Mas me diz uma coisa, Tutu... — Babi sorriu maldosa, a respiração acelerando — ...você já imaginou a bucetinha da sua Princesa desse jeito aqui? Vermelha, arregaçada? Se a Nina desse a buceta pro Betão, ia ficar exatamente assim. Toda aberta pra você lamber depois...

A imagem mental descrita por Babi, combinada com os estrondos rítmicos que continuavam vindo do quarto e os gemidos abafados da própria namorada através da porta, levaram Artur para um nível de excitação sem precedentes. Ele chupou Babi com um desespero doentio.
Os barulhos no quarto se intensificaram até um baque final e pesado, seguido de um silêncio absoluto. Na sala, Babi gemeu alto e gozou direto na boca de Artur, tremendo no sofá.

Segundos depois, a maçaneta do quarto girou. A porta se abriu.
Betão saiu do quarto. Ele estava sem camisa, descalço, com o zíper da calça jeans aberto. O peito largo do gigante brilhava de suor fresco. Ele cheirava a sexo cru e ao perfume de Nina. O ogro caminhou até a sala, limpando o canto da boca com as costas da mão, e deu um sorriso predatório para Artur, que ainda estava ajoelhado aos pés de Babi.

— Valeu pelo vinho, Tutu. Mas vou ter que deixar pra próxima — Betão disse com a voz grossa e relaxada. Ele pegou Babi pela mão e a puxou do sofá. — Vamos embora, putinha. A noite já rendeu. E Tutu... vai lá pro quarto. A ruivinha tá te chamando.

Artur nem sequer conseguiu responder. Ele observou o ogro sair do flat com a veterana. Assim que a porta da frente bateu, Artur se levantou, limpou a boca com as costas da mão e caminhou a passos lentos até a porta do quarto.

Ele entrou.
O cenário era devastador.

O cheiro da porra de Betão e da excitação de Nina era sufocante.
A cama estava destruída.
O lençol claro estava revirado, quase arrancado do colchão.
No meio daquela bagunça, Nina estava deitada de bruços. O baby doll transparente estava completamente amassado e puxado para cima da cintura. O cabelo ruivo, sempre tão perfeito, estava uma bagunça selvagem, grudado no suor da nuca.

— Princesa...? — Artur murmurou, engolindo em seco. — O... o que aconteceu com a prateleira? Vocês consertaram?

Nina nem se virou para olhar para ele. A voz dela saiu abafada contra o travesseiro, carregada de tédio e exaustão.

— Esquece a merda da prateleira, Tutu. Agora não. Só vem aqui e me chupa.

Ainda de bruços, sem olhar para o namorado, Nina abriu as pernas sobre o lençol bagunçado e empinou o quadril para trás, oferecendo a bunda diretamente para ele.

Artur se aproximou da cama e ajoelhou-se na beirada.
Ele olhou.
O coração dele parou.

A buceta de Nina estava exatamente igual à de Babi.

Vermelha, extremamente inchada, com os lábios frouxos e arregaçados.
Estava suja, brilhando com os resquícios da invasão de Betão. A "menina de vidro" havia sido estilhaçada na própria cama.

Completamente domado, Artur afundou o rosto nela e começou a lamber, limpando o estrago com a língua, engolindo a humilhação junto com os fluidos do gigante.
Enquanto ele a lambia com devoção, o eco daquela fração de segundo na sala voltou à mente dele. Ele não aguentou guardar. Ele precisava falar, mesmo naquela posição patética.
— Eu... eu vi, princesa — Artur balbuciou contra a pele molhada dela, a voz abafada. — Na sala... eu vi você colocando a mão no pau dele...

Nina não mudou de posição. Ela apenas deu uma risadinha deliciada contra o travesseiro e uma rebolada na boca dele. A mentira descarada servida enquanto ele limpava o que o outro homem havia deixado nela.
— Ai, Tutuzinho, como você é bobo... — ela suspirou, rebolando o quadril levemente contra a língua dele. — Foi o Betão que, na bruteza dele, pegou a minha mão e colocou lá. Eu tirei logo, amor...

Artur continuou chupando, tentando acreditar na mentira, mas Nina não havia terminado.
— Mas... vou te confessar, amorzinho... quando ele botou a minha mão lá, me deu uma vontade... — ela gemeu baixinho com o trabalho da língua de Artur. — Eu fiquei tão impressionada que eu não consegui nem fechar a minha mão toda. É muito grande, Tutu. Absurdo. Continua chupando, amor. Limpa a sua princesa.

Nina percebeu a chupada se intensificar. A ereção dele, presa dentro da calça de moletom suja, latejou mais forte.

Ela gozou na boca dele.
Ele gozou na calça sem nem tocar no seu pau.


                                

Foto 1 do Conto erotico: Doce Veneno – Cap. 07: A biblioteca e as prateleiras.

Foto 2 do Conto erotico: Doce Veneno – Cap. 07: A biblioteca e as prateleiras.

Foto 3 do Conto erotico: Doce Veneno – Cap. 07: A biblioteca e as prateleiras.

Foto 4 do Conto erotico: Doce Veneno – Cap. 07: A biblioteca e as prateleiras.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico gustavopradotorres

Nome do conto:
Doce Veneno – Cap. 07: A biblioteca e as prateleiras.

Codigo do conto:
257735

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
24/03/2026

Quant.de Votos:
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Quant.de Fotos:
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