A normalidade da nossa vida doméstica era como uma fachada de gesso, impecável por fora, mas começando a rachar por dentro. Eu sempre vi minha esposa como a personificação da discrição: roupas comportadas, o jeito manso de dona de casa, a dedicação silenciosa. Quando ela aceitou o emprego na empresa de ferragens, um sinal de alerta acendeu — o ambiente era rústico, dominado por homens, e ela circularia por todos os cantos, da limpeza dos banheiros à poeira da produção. O celular dela, que sempre repousava sobre o criado-mudo como um objeto inofensivo, tornou-se o portal para uma realidade paralela. O que li nas notificações do WhatsApp não era apenas uma conversa; era o registro de uma sedução lenta, onde o líder do setor, um homem acostumado a dar ordens, agora ditava o ritmo dos desejos dela. ### O Conto: O Brilho sob a Poeira A curiosidade venceu a ética. Com o coração martelando, deslizei o dedo pela tela. O nome dele estava lá: **Marcos Líder**. A conversa era um campo minado de intimidades crescentes. **Marcos:** *"Hoje, quando você passou pelo corredor da produção com aquele balde, eu quase perdi o foco. Você estava linda, sabia? Se eu pudesse, te dava um beijo ali mesmo, atrás das máquinas."* **Ela:** *"Pode parar, hein! Você sabe que eu sou casada e meu marido é muito ciumento... mas obrigada pelo elogio, ganhei meu dia. rs"* Eu continuei descendo. O tom mudava. O respeito profissional tinha sido enterrado sob as limalhas de ferro da fábrica. **Marcos:** *"Sério, fico aqui imaginando... você com esse jeito de santa, mas o corpo que você esconde nessas roupas largas... já que eu não posso ter você agora, me mostra só seus peitinhos? Por cima da blusa mesmo, só para eu parar de imaginar e começar a sonhar."* Havia um espaço vazio. Uma mensagem apagada por ela. Mas a resposta de Marcos, segundos depois, não deixava dúvidas do que cruzara o sinal: **Marcos:** *"Nossa... que visão! São ainda mais lindos do que eu imaginei. Firmezas de dar água na boca. Já pensou eu com um desses na minha boca agora?"* **Ela:** *"rsrs... você é muito atrevido, Marcos."* **Marcos:** *"Sou um homem que sabe o que quer. É arriscado e chato conversar por aqui. Vamos dar uma volta amanhã depois do expediente? Coisa rápida, vinte minutos num lugar reservado, e eu mesmo te deixo em casa. O que acha?"* **Ela:** *"Tenho que desligar agora, meu marido está chegando. Amanhã, lá na empresa, eu te dou a resposta..."* Antes de fechar o app, consegui espelhar o ZAP dela no meu notebook, agora eu tinha as mensagens a meu dispor em tempo real! ### A Tensão do Dia Seguinte O dia seguinte foi um suplício. Eu a vi sair com a marmita na mão, o beijo de despedida no meu rosto parecendo mais frio, ou talvez fosse apenas a minha cabeça. Imaginei as conversas que estariam acontecendo enquanto ela limpava as salas ou levava o café para o escritório de Marcos. Fiquei atento às novas mensagens que surgiam ao longo do dia, que ela agora apagava com mais frequência, mas algumas escapavam: **Marcos (10:30h):** *"Acabei de te ver na cozinha. Esse perfume me deixa louco. Já decidiu sobre mais tarde? Pensei em um lugar ali perto da represa, ninguém passa por lá aquela hora."* **Ela (10:35h):** *"Não sei, Marcos... e se alguém vir o seu carro? Se meu marido desconfia, eu estou morta."* **Marcos (11:00h):** *"Ninguém vai ver. Eu saio primeiro, te espero na esquina do depósito de materiais. Você entra rápido. Quero sentir se você é tão macia quanto parece nas fotos."* **Ela (11:15h):** *"Tudo bem. Mas tem que ser rápido. Se eu chegar muito atrasada, ele vai perguntar por que o ônibus demorou."* **Marcos (14:00h):** *"Combinado. Mal posso esperar para tirar essa sua blusa comportada e ver o que você esconde debaixo dela. Leva aquela calcinha que você mencionou... a de renda."* **Ela (14:10h):** *"Você não existe! Vou ter que ir ao banheiro me trocar antes de sair, então. Até daqui a pouco."* O silêncio que se seguiu no celular foi o mais ensurdecedor de todos. Eram 17:30h, o horário em que ela normalmente estaria no ponto de ônibus. Eu estava na sala, no escuro, olhando pela fresta da janela, esperando ver o carro de um estranho dobrar a esquina ou o ônibus da linha regular parar. O meu "ciúme", que ela mencionara nas mensagens, agora era uma mistura de agonia e uma excitação sombria por saber que minha "esposa exemplar" estava, naquele exato momento, descobrindo o perigo nos braços de outro. Foi quando eu a vi dobrando a esquina enquanto ajeitava as roupas e os cabelos.
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