A Avaliação do Garanhão

A água da banheira de cobre estava quente pra caralho. O vapor subia devagar, misturando o cheiro doce do óleo de sândalo e jasmim com o cheiro metálico e pesado de suor e morte que ainda empesteava o castelo lá fora. Mas ali dentro, na porra do meu santuário, o mundo era só meu.
Eu estava afundada até o pescoço, sentindo o calor derreter a tensão dos meus músculos. O silêncio do quarto só era quebrado pelo som da água se movendo cada vez que eu respirava e, claro, pela respiração pesada, ofegante e descompassada do garoto parado na minha frente.
James não tinha movido um músculo. Ele continuava ali, de pé, a um metro da beirada da banheira. Enfiado naquele gibão preto de veludo ridículo, com o pescoço suado e os olhos escuros, febris, cravados em mim. Ele tentava olhar pro meu rosto, mas a água cristalina não escondia porra nenhuma. Ele via meus seios, via as curvas das minhas pernas no fundo de cobre. O moleque parecia um cão faminto encarando um pedaço de carne sangrando, sem saber se podia morder ou se ia levar um chute no focinho.
Eu deixei ele cozinhar na própria cabeça por uns bons minutos. O silêncio é a pior tortura pra quem tá com o tesão no talo.
Levantei a mão direita da água, deixando as gotas quentes escorrerem pelos meus dedos, e apoiei o queixo na mão. Olhei pra ele com aquela frieza calculista que eu sabia que o deixava louco.
— Tá com calor, Vossa Majestade? — eu perguntei. A minha voz ecoou nas paredes de pedra do banheiro, arrastada e cheia de deboche.
A maçã do rosto dele subiu e desceu. Ele engoliu a seco, apertando e soltando os punhos ao lado do corpo.
— Tira isso — eu ordenei, apontando o dedo molhado pro corpo dele. — Tira essa roupa fúnebre. Você tá no meu quarto. Aqui dentro não tem luto, e você não vai suar nas minhas pedras vestido como um corvo.
Ele arregalou os olhos por um milésimo de segundo. O choque da ordem bateu de frente com a realidade: ele era o Rei. Ninguém mandava o Rei tirar a roupa daquele jeito, como se ele fosse um criado imundo. Mas eu não era qualquer uma. Eu era a porra da religião dele agora.
As mãos de James tremeram quando ele levou os dedos até os laços grossos de couro do gibão. Ele estava nervoso. A vida inteira dele tinha sido baseada em assistir os outros no escuro, pela fresta maldita na parede. Agora os holofotes estavam na cara dele. O voyeur estava no palco, e a plateia era a mulher que ele mais desejava e temia no mundo.
Ele desfez os nós. O veludo pesado escorregou pelos ombros largos que começavam a se formar e caiu no chão com um baque surdo. A camisa de linho veio logo em seguida. O garoto tinha a pele clara, lisa, sem as cicatrizes de guerra e a gordura nojenta que o velho Alistair exibia.
Mas o problema, a verdadeira tensão, estava da cintura pra baixo. A calça dele estava esticada até o limite. Dava pena.
— A calça também, James. Não me faça repetir ordens. Tudo — sussurrei, me inclinando pra frente na banheira, a água batendo na base dos meus seios.
Ele prendeu a respiração. Com um movimento rápido e desesperado, desabotoou a calça escura e empurrou o tecido grosso pernas abaixo, chutando as botas pro lado.
Quando ele ficou completamente nu, eu não pude evitar um sorriso cínico.
Puta que pariu. O garoto não era o Leão do pai, mas a natureza não tinha sido miserável com ele. James estava ereto. Duro feito uma barra de ferro aquecida, latejando a cada batida do coração acelerado dele. A pele dele arrepiou com o frio do chão de pedra, mas a ereção só mostrava o quanto a cabeça dele estava fritando.
Ele ficou ali, parado, tenso, com vergonha, mas com um tesão tão absurdo que quase dava pra sentir o cheiro no ar.
— Dá uma voltinha — eu soltei, a voz mansa.
Ele piscou, confuso.
— Quê?
— Você é surdo ou só burro? Gira, moleque. Quero ver você inteiro. Quero saber exatamente o que foi que saiu de dentro de mim e sobreviveu àquele velho imbecil — eu falei, cruzando os braços na borda de cobre, virando o pescoço levemente.
Foi a humilhação suprema. A ordem tirava qualquer resto de dignidade e masculinidade frágil que ele tentava segurar. Ele era a porra de um rei, e eu o estava tratando como um cavalo num leilão de gado.
Mas o vício é uma merda. James não reclamou. Ele não xingou. Ele engoliu o orgulho e, devagar, começou a girar nos calcanhares, dando as costas pra mim. O corpo dele estava tenso, as costas retas, a bunda apertada.
No segundo em que ele virou de costas, eu ergui a minha mão molhada num solavanco e desci com toda a vontade, estalando a palma da minha mão com força na bunda pálida dele.
PÁ!
O barulho do tapa ecoou pelo banheiro como um tiro. A água da minha mão espirrou na pele dele.
James soltou um grunhido assustado e deu um sobressalto, os joelhos quase cedendo, mas a porra do tapa não o assustou de verdade... aquilo ascendeu um fogo infernal na cabeça dele. A marca vermelha da minha mão começou a aparecer imediatamente na pele branca. Era uma assinatura violenta e humilhante. Era o carimbo da dona.
— Fica de frente — eu mandei, com um rosnado baixo e aprovador.
Ele virou na hora. O tapa ardeu, eu sabia, mas os olhos dele estavam completamente vidrados. O tesão dele tinha dobrado de tamanho. Ele estava respirando pela boca, o peito subindo e descendo com violência. A ereção dele, que já estava no limite, agora apontava pro teto de um jeito doloroso.
Eu soltei um risinho baixo, me levantando um pouco na banheira, a água escorrendo pela minha barriga.
— Vem cá. Mais perto. Cola na banheira — eu ordenei, estendendo a mão.
Ele não hesitou. Deu os dois passos curtos até que as pernas desnudas dele batessem no cobre morno da banheira. Ele estava em pé, eu estava sentada na água. O quadril dele ficou exatamente na altura dos meus olhos, do meu rosto. O pau latejante dele estava a centímetros da minha boca, exalando o calor do sangue fervendo.
Ele engasgou, segurando o ar, esperando que eu fizesse alguma coisa. Esperando o prêmio. Esperando que eu acabasse com a tortura dele ali mesmo.
Eu não tava com pressa.
Levei minhas mãos molhadas e perfumadas com óleo de jasmim até a cintura dele. A pele dele estava pegando fogo. Deslizei os dedos pelas laterais do quadril dele, sentindo os ossos, os músculos contraídos pelo pânico e pela expectativa. As minhas unhas roçaram na pele fina da barriga dele, descendo devagar, milímetro por milímetro.
James soltou um gemido arranhado e jogou a cabeça pra trás, fechando os olhos. O pescoço dele estava esticado.
Minhas mãos desceram pela virilha. Segurei o peso das bolas dele com uma das mãos, apertando de leve, sentindo o quanto ele estava carregado, medindo o peso do "tesouro real". Com a outra mão molhada de óleo, envolvi a base do cacete dele.
Ele tremeu inteiro, os joelhos fraquejaram, ameaçando dobrar.
— Mãe... porra... — a voz dele saiu como um choramingo rasgado, rouco, destruído pela falta de controle. O tabu sendo quebrado na pele dele.
Eu passei o polegar pela extensão da carne quente e dura, espalhando o óleo morno da água do banho. Movimentei a mão devagar, uma, duas, três vezes. O atrito escorregadio fez ele arfar alto, as unhas dele cravando na própria coxa pra tentar não gozar ali mesmo, feito um adolescente punheteiro, em menos de cinco segundos.
Ele estava pronto pra explodir. Ele queria. Ele implorava com o corpo.
— Tão sensível... — sussurrei bem perto da pele dele, o meu hálito quente batendo na base do pau dele. — O Leãozinho de merda tá desesperado...
— Faz... faz, por favor... me deixa... eu não aguento... — James murmurou, quase chorando de frustração. O quadril dele deu um tranco involuntário pra frente, tentando buscar o atrito da minha mão, tentando empurrar contra a minha boca.
Foi a minha deixa. O momento do abate.
Com um movimento brusco, eu soltei ele. Tirei as mãos, recolhi os braços, me afundei na água quente de novo e afastei o rosto, abrindo um sorriso cruel pra caralho.
A quebra de contato foi tão repentina e tão brutal que James quase caiu de cara na água. Ele abriu os olhos, ofegante, completamente confuso e atordoado, como se eu tivesse arrancado um pedaço dele.
— Não — eu disse, a voz cortante e gelada, lavando o óleo das minhas mãos na água.
— O... o quê? — ele gaguejou, o pau ainda apontado pro teto, latejando de dor pela retenção da porra do sangue. — Por favor... eu jurei lealdade...
— E acha que isso basta? — eu ri, cruzando os braços e encostando a cabeça na borda de cobre de novo. — Você acha que a sua Rainha é alguma putinha de bordel que vai te aliviar porque o bebezinho tá com tesão acumulado?
A humilhação voltou a bater nele, mas dessa vez veio misturada com a dor da frustração absoluta. Ele olhou pro próprio pau, depois pra mim, incrédulo.
— Nós somos do Sangue Puro, James. E reis de verdade não imploram por migalhas no meio da madrugada. Garotos gozam quando a vontade bate. Reis... Reis só gozam quando a dona da coroa manda. E eu não tô mandando hoje.
— Você não pode fazer isso comigo... — ele rosnou baixo, tentando assumir a postura do garoto que tinha expulsado os guardas mais cedo. — Eu vou enlouquecer. Tá doendo.
— Que doa — eu rebati, o olhar perfurando a cara pálida dele. — O trono dói. A responsabilidade dói. Você vai engolir essa dor, vai pegar as suas roupas, vai voltar pro seu quarto no escuro como o ratinho que você sempre foi, e vai tentar dormir.
Ele cerrou os dentes. O ódio se misturou com o tesão, e era exatamente isso que eu precisava. O ódio é uma puta ferramenta quando você sabe pra onde direcionar.
— E amanhã cedo — eu continuei, a voz descendo o tom, quase num sussurro venenoso. — Você vai sentar naquela Mesa Redonda. Vai olhar pra cara do lorde Thorne e vai destruir aquele velho filho da puta. Vai rosnar, vai gritar, vai mostrar pra eles que o Leão não morreu, só mudou de coleira. Você vai ser um tirano absoluto amanhã.
Fiz uma pausa, deixando o peso das minhas palavras afundar na mente doente dele.
— E se você fizer exatamente o que eu mandar lá fora... se você provar que é digno de carregar o meu sangue... quem sabe amanhã à noite eu não chamo você aqui de volta pra terminar o que a gente começou.
James não piscou. O maxilar dele tava tão travado que eu achei que ia quebrar os próprios dentes. Ele olhou pra mim, sabendo que tinha perdido a guerra, a batalha e o próprio corpo. Ele estava completamente amarrado. Ele odiava a sensação de estar implorando, odiava estar sofrendo aquela abstinência forçada... mas a promessa da recompensa? A promessa de ter o que ele mais queria se me obedecesse? Era o feitiço perfeito.
Ele se curvou pra frente. Pegou a calça, o gibão e a camisa do chão. Vestiu tudo de forma desajeitada, com pressa, o pau duro brigando com o couro e o veludo. A vergonha de colocar a roupa de volta, suado e não correspondido, era o fecho de ouro da noite.
Quando ele terminou de calçar as botas, ele me lançou um último olhar escuro, pesado, carregado daquela devoção doentia.
— Eu vou acabar com eles amanhã — ele rosnou, a voz afogada em promessas.
— É bom mesmo — eu murmurei, sorrindo de leve e fechando os olhos. — Boa noite, meu Rei.
Ele girou nos calcanhares e marchou até a porta. O baque pesado do carvalho batendo foi a música que embalou o resto do meu banho. Fiquei ali, na água morna, ouvindo os passos dele sumirem no corredor escuro do castelo.
Ele ia enlouquecer até amanhã de manhã. E, por causa disso, amanhã o Conselho ia cair aos meus pés pelas mãos do meu próprio filho. O garanhão tava selado, treinado e desesperado. Agora, era só soltar a coleira e ver ele morder.


CONTINUAÇÃO DE O Trinco da Porta e o Sangue dos Deuses


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Avaliação do Garanhão

Codigo do conto:
262069

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
15/05/2026

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