Murilo permaneceu imóvel por alguns segundos, apenas o peso do seu corpo e a rigidez do seu membro roçando na coxa de Marcella servindo como lembrete da urgência da situação. A proposta dela flutuava no ar úmido do quarto, carregada de promessas de prazer desmedido e a possibilidade de finalmente saciar a fome que roía suas entranhas. Ele não respondeu imediatamente com palavras; em vez disso, seus dedos afundaram-se mais fundo na carne macia do quadril dela, deixando marcas vermelhas na pele morena, um selo de possessividade misturado com a antecipação cruel.
A imagem de Daniella, aquela mulher que ele sabia ser insaciável, começou a tomar forma na mente dele, mas Murilo, sempre o estrategista do prazer, percebeu que havia uma maneira de extrair ainda mais daquela situação. Não bastava apenas usar a amiga como um recipiente para o seu tamanho; ele queria controlar o cenário, queria ditar os termos daquela rendição. Ele afastou o rosto ligeiramente, o hálito quente batendo no pescoço de Marcella, e seus olhos escuros brilharam com uma nova ideia, algo mais devasso do que a simples sugestão original.
— Chama ela.
— murmurou ele, a voz rouca, grave como o som de motor em ponto morto.
— Mas não vai ser só eu entrando e arrombando tudo de uma vez.
Marcella ergueu os olhos, o medo inicial dando lugar a uma curiosidade confusa. A mão dele deslizou da lombar para o seio dela, apertando o mamilo duro com precisão, fazendo-a estremecer e soltar um gemido abafado contra o travesseiro.
— Eu quero ver .
— Continuou Murilo, seus lábios roçando o lóbulo da orelha dela, cada palavra carregada de intenção pornográfica.
— Quero ver vocês duas primeiro. Quero sentar aqui, nesse canto, e assistir enquanto vocês se devoram.
A ideia explodiu na atmosfera, mudando a dinâmica do quarto. Murilo não queria apenas um furo; ele queria um espetáculo. Ele visualizava Marcella, sua mulher, tímida e receosa, sendo levada pelas mãos experientes de Daniella. A mente dele traçou o cenário com clareza cinematográfica: as duas mulheres na cama, corpos entrelaçados, peles roçando, o cheiro de sexo feminino impregnando o ar antes mesmo dele tocar em qualquer uma delas.
— Vocês vão começar sem mim.
— Ordenou ele, soltando o seio dela e deslizando a mão para baixo, acariciando a barriga lisa até chegar aos pelos pubianos, onde seus dedos brincaram com a umidade que já escorria.
— Quero ver Daniella colocando a língua na sua buceta, quero ver você abrindo as pernas pra ela. Quero ver vocês se beijando como duas cachorras no cio.
Marcella sentiu um calor subir pelo pescoço, uma mistura de vergonha e uma excitação repentina e violenta. Ela nunca tinha feito nada assim na frente dele, e a ideia de ser observada enquanto tocava outra mulher fazia seu estômago dar um nó, enquanto sua xoxota pulsava, pedindo mais. Murilo percebeu a reação física dela; o corpo dela não mentia, mesmo que a mente tentasse processar a ousadia.
— E só quando vocês estiverem bem molhadas, quando eu não aguentar mais ver aquilo sem estourar... aí eu entro.
— Completou Murilo, roçando a glande grossa e inchada na coxa dela, deixando um rastro de lubrificação na pele.
— Vou juntar a mim. Vamos formar um triângulo. Eu vejo, eu gozo de olhar, e depois eu pego vocês duas.
Ele se afastou um pouco, apoiando-se no cotovelo para olhar diretamente nos olhos de Marcella, avaliando a submissão dela. A expressão dele era de predador satisfeito, um homem que acabara de ampliar seu banquete.
— Você vai preparar ela pra mim, Marcella? Vai deixar ela pronta pra levar essa pica toda?
—Provocou ele, apertando o próprio pau com a mão livre, exibindo a dimensão do que estava por vir.
— E depois... depois que eu terminar de foder o cu dela, eu vou voltar pra você. Vai ser um rodízio sem fim.
Marcella engoliu em seco, a garganta seca. A visão dele se tocando, a descrição gráfica e crude do que ele pretendia fazer, desmontava qualquer resistência que restasse. O medo da dor ainda existia, mas era eclipsado pela promessa de um prazer proibido, de uma noite onde as regras comuns não se aplicavam. Murilo não estava apenas aceitando a solução; ele estava transformando o ato em algo maior, uma exploração completa dos limites deles.
— Pode chamar.
— Sussurrou Murilo, aproximando-se novamente, mordiscando o ombro dela com força, deixando uma marca de dentes.
— Diz pra ela vir preparada. Diz que o dono dela tá esperando pra ver um show antes do espetáculo principal.
A mão dele desceu novamente, encontrando o clitóris de Marcella e esfregando-o em movimentos circulares rápidos, forçando um gemido mais alto dos lábios dela. O quarto parecia encolher, o mundo lá fora esquecido, restava apenas a promessa suja que pairava entre eles três, mesmo que um deles ainda estivesse ausente. Murilo sorriu contra a pele dela, sentindo a vibração do gemido, sabendo que tinha ganho. Não seria apenas uma transação para aliviar uma necessidade física; seria uma noite de voyeurismo e dominação, onde ele seria o diretor e o ator principal, e elas, suas atrizes dispostas a qualquer cena roteirizada por seus desejos mais sórdidos.
— Agora pega o telefone.
— comandou ele, dando um tapinha firme na bunda dela.
— E faz a ligação. Eu já estou duro só de imaginar.




